Capa do romance O CEO Vampiro e a Secretária

O CEO Vampiro e a Secretária

9.6 / 10.0
Em O CEO Vampiro e a Secretária, Elena Lancaster assume um cargo sob o comando de Mark Darkmoor, um bilionário com um segredo sobrenatural. Entre o dever e o perigo, esta romance novel explora escolhas que mudam destinos. Leia esta vampire story e descubra o mistério por trás do poder.
Resumo de O CEO Vampiro e a Secretária
Elena Lancaster busca um novo começo após um noivado arruinado, mas sua vida toma um rumo inesperado ao ser contratada por Mark Darkmoor. O bilionário exala um magnetismo perigoso e esconde mistérios que desafiam a lógica. Enquanto lida com sentimentos intensos e inexplicáveis, Elena acaba se envolvendo em um mundo de segredos sobrenaturais. Agora, ela deve confrontar uma verdade oculta que promete transformar sua realidade e seu destino para sempre.
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O CEO Vampiro e a Secretária Capítulo 1

Capítulo 1

O som dos sapatos de Mark Darkmoor ecoava pelo saguão da Dark Enterprises, como um relógio antigo que jamais se atrasava. Cada passo parecia fazer o ambiente enrijecer. Os funcionários o observavam em silêncio.

Mark era um homem idoso. Os cabelos prateados, perfeitamente penteados, denunciavam o tempo. As rugas profundas no rosto não o enfraqueciam; ao contrário, davam-lhe um ar mais severo. Alto, de ombros largos, postura impecável, exalava uma força que não combinava com sua idade aparente. Havia algo nele que desafiava a lógica... e ninguém ousava comentar.

Todos sabiam que Mark Darkmoor não envelhecia como um homem comum. Ele era diferente; alto demais para a idade, ereto, corpulento, nada parecido com um senhor na casa dos oitenta anos.

Enquanto ele avançava pelo salão envidraçado, perguntas surgiam nas mentes mais ousadas.

Quem administraria o império Dark quando ele morresse?

Quem herdaria aquelas empresas que atravessaram gerações?

Mark ignorava os olhares. Seus sentidos captavam o desconforto, a curiosidade e o medo.

Ao chegar ao elevador privativo, as portas abriram automaticamente. Ele entrou, seu segurança entrou logo atrás, calado, atento, como uma sombra fiel.

O elevador subiu em completo silêncio por alguns segundos.

- Precisa de alguma coisa, senhor? - perguntou o segurança, ao notar o semblante fechado do chefe.

Mark manteve os olhos fixos à frente. O reflexo mostrava um homem velho... mas seus olhos escuros permaneciam vividos.

- Preciso de um herdeiro - respondeu, com a voz grave e controlada.

Fez uma breve pausa, sentindo o peso da própria existência.

- Este corpo está velho demais.

O segurança engoliu seco, sem coragem de responder. Ficou se perguntando se o chefe apesar de estar inteiro para a idade, ainda era viril.

A porta do elevador abriu no andar executivo. Mark saiu primeiro, o segurança permaneceu a uma distância calculada.

Minutos depois, em sua sala, acomodou-se na poltrona de couro escuro atrás da mesa maciça, apoiando as mãos fortes sobre o tampo polido.

A porta foi aberta em seguida.

- Bom dia, senhor Darkmoor - disse a mulher de cabelos grisalhos presos em um coque impecável, entrando com um tablet nas mãos.

Ela era Eleanor, sua secretária havia décadas. Ninguém ali lembrava exatamente quando começou a trabalhar para ele. Assim como Mark, ela parecia resistir ao tempo.

- Bom dia, Eleanor - respondeu, sem levantar os olhos.

Ela aproximou-se da mesa e começou a ditar os compromissos da agenda:

- Às nove, reunião com o conselho financeiro. Às onze, videoconferência com os acionistas europeus. O almoço foi cancelado, conforme o senhor solicitou. Às quinze, análise dos relatórios de expansão...

Mark apenas assentia, absorvendo cada detalhe sem interrompê-la.

- E há mais um ponto - acrescentou ela, erguendo o olhar. - O setor de Recursos Humanos concluiu ontem a contratação da nova secretária executiva.

Mark ergueu os olhos surpreso.

- Já?

- Sim, senhor. Ela começa hoje mesmo.

Houve um breve silêncio.

- Prossiga.

Eleanor consultou o tablet.

- Está tudo em ordem. Currículo impecável. Recomendada diretamente pelo RH. - Fez uma pequena pausa. - Ela deve se apresentar em alguns minutos.

Mark encostou-se na cadeira, entrelaçando os dedos. As vezes achava que o conhecia bem... Outras... Tinha suas dúvidas.

- Muito bem - disse ele, por fim. - Avise que pode entrar assim que chegar.

Eleanor assentiu, lançou um olhar breve antes de sair.

Sozinho, fechou os olhos por um instante e quando os abriu seus olhos pareciam mais negros e famintos.

A porta da sala foi aberta novamente, alguns minutos depois.

- Senhor Darkmoor, a nova secretária chegou - anunciou Eleanor.

- Pode entrar - respondeu Mark, sem desviar o olhar da janela.

Eleanor deu um passo para o lado e Elena entrou.

Ela era morena de cabelos cacheados. Vestia-se de forma impecável. Ele virou-se lentamente e olhou para ela com certa curiosidade.

- Bom dia, senhor Darkmoor.

Ele levantou-se da cadeira. Aproximou-se alguns passos, observando cada detalhe sem disfarçar.

- Elena Lancaster - murmurou ele, lendo o nome no tablet que Eleanor lhe entregou. - Pontual.

- Sim, senhor.

Mark sentiu algo raro. Eleanor havia percebido algo diferente em seu chefe.

- Vou deixá-los à vontade - disse discretamente e retirou-se.

Mark assentiu e voltou o olhar para Elena.

- Seja bem-vinda à Dark Enterprises, senhorita Lancaster - disse ele, por fim. - Espero que esteja preparada para... longas permanências.

Elena sorriu, sem saber por quê sentiu um leve arrepio percorrer a espinha.

- Estou, senhor.

Ele também sorriu.

O segurança permaneceu imóvel junto à parede, atento como sempre. Observava a jovem à frente do chefe e não conseguia compreender.

Ela não se encaixava no padrão habitual. Não era exuberante, não chamava atenção de imediato. Sua beleza era discreta, quase apagada. Ainda assim, algo no olhar do chefe havia mudado.

Será que o senhor se interessou por ela?

A ideia pareceu absurda.

Mark Darkmoor era um homem idoso. Muito mais velho do que aparentava. Forte, sim, assustadoramente forte, mas o tempo não perdoava ninguém. O segurança não conseguia imaginar o chefe pensando em continuidade... da forma mais óbvia.

Um herdeiro... natural?

Duvidava. Sinceramente.

Naquela idade, acreditava que os interesses dele fossem outros: contratos, legados, estratégias. Não impulsos. Não desejos. Não carne.

Elena Lancaster permanecia de pé diante da mesa. Sem perceber as emoções que sua presença haviam causado.

Mark caminhou até a mesa, apoiando-se nela com ambas as mãos.

- Eleanor lhe explicará os procedimentos iniciais - disse ele, sem desviar os olhos de Elena. - Quero que se familiarize com tudo rapidamente.

- Claro, senhor Darkmoor.

Quando Elena se virou para sair, Mark a acompanhou com o olhar até a porta ser fechada. Apenas então voltou-se para a janela, fitando a cidade novamente.

O segurança respirou fundo. Talvez estivesse enganado. Talvez não.

***

Eleanor passou quase uma hora explicando cada detalhe do funcionamento da agenda do CEO, os códigos internos, os acessos restritos e, sobretudo, as regras não escritas de se trabalhar para Mark Darkmoor.

Ao final, satisfeita, assentiu levemente com a cabeça.

- Você aprende rápido - comentou. - Isso é essencial aqui.

Elena sorriu, aliviada.

- Faço o meu melhor.

Eleanor consultou o relógio preso ao pulso fino.

- Vou almoçar. Tudo bem se ficar um pouco sozinha?

- Não tem problema.

A secretária idosa recolheu o tablet, ajeitou o casaco e saiu.

Elena apoiou o cotovelo sobre a mesa e colocou a mão no queixo, pensativa. Olhou para a porta enorme da sala do CEO.

Pensou nele. Em sua voz grave, firme... e estranhamente bela. Havia algo naquela entonação que não combinava com a idade avançada que aparentava. Era suave. Controlada. Sensual, apesar de tudo.

Ela franziu a testa, incomodada consigo mesma.

- Acho que enlouqueci - murmurou, mais para afastar o pensamento do que para confirmá-lo.

No mesmo instante, o telefone tocou sobre a mesa. Ela deu um pequeno pulo na cadeira. Respirou fundo antes de atender.

- Presidência, bom dia.

- Senhorita Lancaster - a voz dele soou do outro lado da linha.

E era exatamente como ela lembrava. Profunda e envolvente.

- Sim, senhor Darkmoor - respondeu, endireitando-se instintivamente na cadeira.

- Gostaria que almoçasse comigo.

- Claro, senhor - respondeu, após uma breve hesitação. - Onde o senhor prefere?

Houve uma pequena pausa do outro lado da linha.

- Não precisa se preocupar com esse detalhe, senhorita Lancaster - murmurou ele, pausadamente. - Em trinta minutos, estarei pronto.

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