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Capa do romance O Beta Me Rejeitou, Então Reivindiquei o Rei Dele.

O Beta Me Rejeitou, Então Reivindiquei o Rei Dele.

Abandonada no altar por Bruno, o Beta que amou por seis anos, a protagonista enfrenta uma humilhação pública perante o Rei Alfa. Bruno a troca por Marina, uma renegada, exigindo que ela ainda se desculpe pelo transtorno. Desolada, ela encontra o Rei Alfa em um bar e, em um momento de embriaguez, oferece-se a ele. O poderoso monarca aceita, revelando um segredo avassalador: ele é seu verdadeiro companheiro. Agora, o caminho para a vingança está traçado.
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Capítulo 1

Eu estava na minha cerimônia de união, prestes a me tornar parceira do Beta da minha alcateia, Bruno, sob o olhar atento do poderoso Rei Alfa.

Mas assim que o ritual começou, Bruno me abandonou no altar. Ele correu para a floresta atrás de outra mulher: uma renegada frágil chamada Marina, que ele havia acolhido.

Ele me deixou para enfrentar a humilhação devastadora sozinha. Então, uma mensagem chegou pelo canal público da liderança, para que todos ouvissem. Era Bruno, anunciando que Marina havia tentado suicídio e que ele não podia deixá-la.

Ele ainda teve a audácia de me ordenar que pedisse desculpas ao Rei Alfa em seu nome pelo "inconveniente".

O homem que eu amei por seis anos, que na noite anterior havia me prometido a eternidade, trocou minha honra por uma mentira. Ele me transformou em motivo de chacota na frente do continente inteiro.

Naquela noite, afogando minhas mágoas em um bar humano, encontrei o próprio Rei Alfa. Movida a uísque e com o coração partido, fiz uma oferta imprudente.

— Ele não me quer mais — murmurei, com a voz arrastada. — Alfa, você me quer esta noite?

Para meu choque absoluto, ele aceitou. E em seus braços, descobri uma verdade estonteante: o Rei Alfa, tio do meu ex-noivo, era meu verdadeiro Companheiro de Alma. Minha vingança estava apenas começando.

Capítulo 1

Ponto de Vista de Helena:

O vestido cerimonial parecia pesado como chumbo em meus ombros, cada fio de prata uma corrente me puxando para baixo.

Eu estava nos terrenos sagrados da Alcateia do Riacho de Prata, sob o olhar vigilante da lua cheia. Esta noite, eu deveria me tornar a companheira do Beta da nossa alcateia, Bruno. Nossa união deveria ser um grande evento, testemunhado não apenas por nossa própria alcateia, mas também por nossos poderosos suseranos, a Alcateia da Lua de Sangue.

O Rei Alfa deles, Dante, estava sentado em um trono esculpido na beira da clareira. Sua presença era uma força silenciosa e esmagadora que tornava o próprio ar denso.

Bruno estava ao meu lado, mas não estava realmente comigo. Seus olhos estavam distantes, sem foco. Eu podia sentir o zumbido fraco do seu Elo Mental, a conexão telepática que todos os lobisomens compartilham. É uma linha privada em sua cabeça, um presente da Deusa da Lua. Ele estava falando com alguém, e não era comigo.

— Bruno — sussurrei, minha voz mal passando de um farfalhar de folhas. — O Ancião está prestes a começar. Por favor, mostre respeito à Deusa.

Ele se encolheu, seus olhos finalmente encontrando os meus. Não havia amor ali, apenas pânico. Então, sua voz inundou minha mente, fria e urgente.

*Marina está com problemas. Eu preciso ir. Me dê meia hora.*

Meu sangue gelou. Marina. A pequena loba renegada e frágil que ele acolheu, aquela que o olhava com olhos grandes e cheios de adoração.

Antes que eu pudesse processar, ele já estava se movendo.

— Beta Bruno, aonde você vai? — um dos Anciãos chamou, sua voz afiada com desaprovação.

— Eu preciso ir! — A voz de Bruno era alta, tensa. Ele não olhou para mim, não olhou para ninguém além da floresta escura além da clareira.

— Bruno, não! — implorei, estendendo a mão para seu braço, mas ele já tinha partido.

Com um som que era meio rosnado, meio soluço, ele deixou seu lobo assumir o controle. A Transformação foi violenta e rápida, o som medonho de ossos quebrando e se realinhando ecoando no silêncio horrorizado. Em segundos, um grande lobo marrom estava onde meu noivo estivera. Ele me lançou um único olhar culpado antes de disparar para dentro das árvores.

Ele se foi.

Ele me deixou parada, sozinha, na minha própria cerimônia de união, na frente de duas alcateias, na frente do próprio Rei Alfa.

Meu coração martelava contra minhas costelas. Tentei alcançá-lo através do nosso Elo Mental privado, aquele que cultivamos por anos.

*Bruno? Onde você está? O que está acontecendo?*

Silêncio. Ele o havia rompido. Ele havia me bloqueado completamente.

Um pensamento desesperado abriu caminho em minha mente: ele me humilhou na frente de todos por outra mulher.

A meia hora que ele pediu se estendeu por uma eternidade. Os sussurros da multidão ficaram mais altos, uma maré de pena e desprezo que ameaçava me afogar. Finalmente, uma nova mensagem zumbiu em minha mente. Era de Bruno, mas não em nosso elo privado. Ele a enviou para o canal da liderança da alcateia — um canal no qual eu só estava porque era sua companheira prometida. Um canal no qual o Rei Alfa certamente estava.

Sua voz era fria, distante e absolutamente humilhante.

*Marina tentou tirar a própria vida. Não posso sair do lado dela. Helena, você pedirá desculpas aos Anciãos e ao Rei Alfa em meu nome por este inconveniente.*

Pedir desculpas por ele? Por essa humilhação?

Minha mente voltou para a noite anterior. Ele me abraçou forte, sussurrando promessas contra minha pele. "Você será minha única fêmea Beta, Helena. Para sempre."

Mentiras. Tudo mentira.

Olhei para o mar de rostos, suas expressões uma mistura de pena pela Ômega fraca e desprezo pela tola que acabara de ser publicamente abandonada. Eu não iria chorar. Eu não lhes daria essa satisfação.

Com uma respiração profunda que não fez nada para acalmar a tempestade dentro de mim, juntei as saias pesadas do meu vestido. Caminhei sozinha até a plataforma alta onde os Anciãos estavam, meus passos firmes, embora meu mundo estivesse desmoronando.

Minha voz tremeu, mas atravessou a clareira silenciosa, clara e final.

— Meu noivado com o Beta Bruno está terminado.

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