Capa do romance O Astro: O amor é mais importante que tudo

O Astro: O amor é mais importante que tudo

8.1 / 10.0
Em O Astro: O amor é mais importante que tudo, Zeynep encara um casamento por contrato com um famoso ator. Este romance explora a linha entre mentira e desejo real. Leia livros online grátis nesta envolvente modern novel onde a sedução desafia as tradições e o destino de um amor de fachada.
Resumo de O Astro: O amor é mais importante que tudo
Zeynep pertence a uma tradicional família turca e acaba forçada a aceitar um casamento de conveniência com o maior astro da televisão do país. Diante do público, eles vivem um conto de fadas perfeito, mas os bastidores revelam uma trama de sedução e segredos. Embora o contrato dite as regras, a atração física torna-se inevitável. Entre mentiras e desejos, os dois lutam contra o sentimento real que surge em uma história tão intensa quanto as noites da Turquia.
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O Astro: O amor é mais importante que tudo Capítulo 1

Zeynep Baysal respirou fundo, os pés lhe doíam dentro dos sapatos pretos e amaldiçoava-se por ter seguido a ideia da irmã. Ainda podia ouvi-la murmurando em seu ouvido.

"Você precisa estar linda! Sabe quantas mulheres queriam tocar em Emir Ozkurt? Ele é um astro! Meu sonho seria ser o par romântico dele, e agora as suas mãos o tocarão!

— Ele é um esnobe... Algumas maquiadoras já me disseram que ele não dá sequer bom dia.

— Ah, minha linda Zeynep, dê você bom dia a ele.

— Tuğba, não me amole. Por favor."

Os pensamentos da moça foram interrompidos pela chegada dele. Emir Ozkurt entrou na sala de maquiagem como um rei, o que lhe era peculiar; olhou com desdém a moça, que era muito bonita, mas visivelmente pobre e provavelmente sem classe, no entanto, ela sustentava o seu olhar.

Emir olhou para si mesmo, e ela o mediu com os olhos azuis. Ele era bastante alto, e mesmo assim sabia que seu andar era bonito de se ver. Então caminhou, brincando com aquela pobre moça.

A encarou com os olhos azuis levemente franzidos, sentou-se na cadeira e continuou a encarar.

— Senhorita, sei que não deve estar acostumada a ver um homem do meu nível, e entendo sua admiração, mas devo lhe lembrar que está aqui para trabalhar.

— Ainda bem que me lembrou, senhor Ozkurt — Zeynep tentou sorrir, não podia perder a oportunidade.

— Então faça seu trabalho. Hoje, além do lançamento da novela, tenho uma premiação.

Zeynep analisou a pele de Emir, e o segredo era aplicar a menor quantidade de produto possível. Ele era realmente bonito, precisava apenas de alguns detalhes, como tirar o brilho e dar uma corada, já que ele era muito branco. Pegou dois corretivos e um pó translúcido em sua extensa paleta e, segura de si, começou a limpar a pele do astro; passou água micelar para tirar o excesso de oleosidade, seguida de água termal.

O corretivo foi passado nas olheiras, provavelmente ele não havia dormido, e finalizou com um pó bronzeador para dar um pouco de cor. Ele abriu os olhos e Zeynep engoliu em seco.

— Está pronto, senhor Ozkurt.

— Eu nunca te vi aqui, não vai me dizer que deixaram uma novata me arrumar!

— Não senhor, Ozkurt, sou uma excelente maquiadora. Sou nova aqui, mas já sou conhecida no ramo.

Emir olhou a moça; era deveras bonita, os cabelos negros presos em um coque estilo samurai e os olhos azuis maquiados com kajal. Parecia ter um corpo bem feito, pelo que podia notar através do avental.

— Qual o seu nome?

— Baysal, Zeynep Hazan Baysal.

— Hazan significa outono, é um belo nome. Mas Zeynep é mais forte.

— Obrigada, senhor Emir Ozkurt.

— Hoje à noite, se não tiver compromisso, passe em meu quarto — Emir segurou a mão dela de forma mais íntima, o que a fez puxá-la imediatamente.

— Você não pode me tocar! O que acha que eu sou? — disse indignada.

— Uma garota que tem potencial para ser mais do que maquiadora... Se souber ser boazinha, é claro.

Sem pensar duas vezes, Zeynep pegou um estilete que estava sobre a mesinha e desferiu um golpe contra a bochecha esquerda de Emir.

— Você está maluca? — o jovem soltou chispas de fúria dos olhos azuis.

— Acha que eu sou uma dessas mulheres que passam a noite com você para serem manchete em notícias de fofocas?

— Claro que não! Elas cobram cem dólares a hora e você não valeria um quarto disso — Emir levantou-se e Zeynep bufou antes de sair da sala. Mal deu dois passos e Emir a puxou de volta — Quem você pensa que é para me ignorar e sair desse jeito? Eu sou Emir Ozkurt! — Zeynep revirou os olhos.

— Senhor Ozkurt, então aproveite que seu nome compra mulheres de cem dólares e pague uma...

— Se eu quiser você será minha uma noite inteira. E será seu sangue a manchar meu lençol, se é que você tem algo que ainda manche alguma coisa.

— Senhor Ozkurt — Emir olhou para trás e viu Murat, os olhos dele foram de Emir para Zeynep e pararam nos olhos do amigo.

— Murat, eu...

— Quem é sua amiga da vez? Já lhe disse que não deveria trazer essas mulheres para o estúdio.

— Epa! Essas mulheres não! Primeiro, eu não sou amiga dele; segundo, eu trabalho aqui. E terceiro, eu não andaria com esse tipo nem que ele fosse o último homem da face da Terra!

— Não precisa mentir para mim, não julgo ninguém.

Zeynep saiu bufando enquanto Emir caía na gargalhada.

— Agora falando sério, Emir... Não traz seus casos para o estúdio, isso queima seu filme com a produtora, por melhor ator que você seja.

— Ela não é meu caso, ela é uma louca que não sabe o significado de hierarquia.

— Conheço as suas loucas, volta e meia tenho que me livrar de uma delas.

— Essa é diferente, ela...

— Todas são... — disse com desdém — Agora preste atenção! Hoje é o lançamento de “Amor roubado” e você é o protagonista. Por favor, não me apareça com uma mulher dessas hoje, o protagonista é um lorde baseado em Mr. Darcy. E é essa imagem que você tem que vender.

— Mr. Darcy — Emir revirou os olhos enquanto respirava pesadamente — Quantos episódios mesmo?

— Cinquenta e três. Ah, não começa.

— Mais de um ano fingindo ser um príncipe? Estampando revistas adolescentes? Não é isso que eu quero, não quero ser só o bonitinho, eu quero dirigir! Mostrar o que eu sei.

— Não está na sua hora. Você ainda será um grande diretor, mas hoje você é Alihan Imhotep, o senhor Darcy do Oriente.

— Que seja.

— Quem machucou o seu rosto?

— Foi a... Fui eu, me cortei sem querer.

O pensamento de Emir Ozkurt buscou a senhorita Baysal.

Zeynep estava na porta do Canal 8 e jurava que seria demitida, mas a reclamação não veio. Ao contrário, lhe foi passado o endereço do evento para o lançamento da novela, onde ela deveria chegar antes do elenco.

Foi para casa pensando no senhor Ozkurt. Ele era, sem dúvida, muito arrogante; usava o fato de ser famoso como munição para tratar as mulheres feito lixo.

Não saberia dizer o que as pessoas enxergavam nele; um completo babaca que se achava o ultimo oásis dos desertos.

Zeynep não suportava homens daquele tipo.

Pegou o ônibus e foi para casa, os pés ainda doíam dentro dos sapatos.

Chegou ao bairro e, ao entrar em casa, viu que estava sozinha. Tomou um banho rápido e se jogou na cama. Ligou a televisão do quarto e a primeira coisa que apareceu foi Emir Ozkurt em um programa de fofocas.

— As mulheres querem saber como você se machucou...

— Bem — ele piscou os olhos algumas vezes e sorriu para a apresentadora — Minha gata me arranhou, ela é muito arisca.

Zeynep riu diante daquilo.

— Qual o nome dessa gata tão selvagem...

— Outono.

Zeynep derrubou o controle remoto no chão no exato instante em que a mãe entrava com a irmã.

— Emir — Tuğba gritou para a televisão — Olha, mamãe como ele é lindo.

— Não adianta olhar para homens como Emir e se encontrar às escondidas com pobretões... Yasin só te dará isso aqui — Fazilet tirou os pepinos da sacola enquanto olhava com desprezo a casa.

— Não há mal nenhum em namorar Yasin, mamãe — Zeynep intrometeu-se.

— Não ouça sua irmã, olhe para ela... Emir Ozkurt nunca a olharia, então está conformada com esses tipos do bairro.

— Eu consegui o convite para Tuğba.

— Ótimo. Vá Tuğba, peça para Bilnaz fazer o seu cabelo, corra. Com sorte, Emir Ozkurt vai te notar.

Zeynep pensou em falar para a mãe quem era o senhor Ozkurt e desistiu, apenas observou a irmã que saía de casa.

Tuğba desceu para a casa de Bilnaz, não sem antes mandar um recado pela irmã de Yasin sobre a festa no Canal 8.

Mal sabia que aquilo mudaria a história.

Por volta das sete horas da noite, Tuğba e Zeynep estavam prontas; pegaram um carro de aluguel e, enquanto Tuğba se dirigiu à entrada principal, a mais velha entrou pelo setor dos empregados.

Depois de todo o elenco pronto, ela teve permissão para ir à festa.

O coquetel era animado e fino, inconscientemente procurou Emir Ozkurt e o encontrou em um canto, flertando com Yasemin Hanım, a sua parceira de cena, e fotógrafos tiravam fotos deles; Zeynep foi para o bar e pediu uma dose de champanhe.

Enquanto o barman a servia, observou vários drinques e um deles chamou sua atenção, pois unhas negras e longas soltaram nele um comprimido, que efervesceu rapidamente.

Os olhos dela permaneceram no copo, no intento de avisar ao dono que haviam colocado algo na bebida, e, qual não foi sua surpresa quando viu Emir pegá-lo e levá-lo aos lábios.

Zeynep correu até ele, que parou de beber e olhou o corpo dela marcado no vestido.

— Aqui não fica bem me procurar, vá até meu quarto.

— Não seja tolo...

— Menina, o que é? Quer um autógrafo? Agora não! — ele aumentou o tom de voz e todos olharam para ela, que desistiu.

— Que se dane! — Zeynep saiu do salão e foi para o lado de fora.

Ficou algum tempo observando as estrelas, ouviu aplausos e burburinhos, até que se levantou para ligar para Tuğba. Foi quando viu o senhor Ozkurt parado perto da saída; ele levou alguns minutos para sair do lugar, e quando o fez, estava visivelmente trôpego. O astro ia em direção ao carro e notou que estava visivelmente bêbado.

Como aquilo aconteceu em tão pouco tempo?

A jovem correu para impedir o ator de pegar a direção, mas não conseguiu.

Em menos de cinco minutos, Zeynep ouviu o som de pneus cantando, antes de uma batida.

Ela correu, assim como os outros.

Mas foram os gritos de Tuğba que a abalaram... Empurrou a multidão, desesperada, para se deparar com Tuğba segurando Yasin em seu colo. Emir Ozkurt atropelara o seu cunhado.

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