
O Alfa e sua companheira rejeitada
Capítulo 2
Ponto de vista de Debra:
Levantei a cabeça, atordoada, e me deparei com um homem desconhecido.
Ele tinha cabelos loiros que brilhavam suavemente, como os primeiros raios de sol em um inverno gelado, irradiando um calor confortável e quase relaxante. Seu rosto era uma obra de arte, como se tivesse sido divinamente esculpido com o máximo cuidado, com traços fortes e elegantes.
Algo em sua presença deixou Ivy, minha loba interior, em alerta, inquieta e ansiosa para se aproximar dele.
"Querida, vá até ele, não perca essa chance!", ela exclamou com uma excitação incontrolável.
Essa insistência de Ivy me deixou confusa, mas logo percebi a mancha de vinho que derramara nas roupas do homem.
"Oh, desculpe-me por isso", murmurei, apressando-me para a mesa, em busca de um lenço para tentar limpar o estrago.
Ele fez um gesto casual com a mão, sinalizando que não se importava, e disse com um leve tom de desdém: "Não se preocupe com isso. Este casamento está péssimo, de qualquer forma."
"O quê?, O que fez você dizer isso?" Sua opinião franca e inesperada me intrigou.
Enquanto todos festejavam e torciam pelo novo casal, esse homem simplesmente criticava o evento. Algo em seu tom parecia conter uma verdade incômoda.
"Eduardo escolheu mal", comentou ele. Olhando para Marley, que sorria alegremente em meio à multidão, ele levou a taça aos lábios e continou: "Ela não será uma boa Luna."
Por um instante, a luz passou sobre o rosto dele, destacando o movimento de seu pomo de adão enquanto ele tomava um gole de vinho.
Senti-me inexplicavelmente atraída por ele, e meus olhos se fixaram na sua clavícula, visível sob a gola da camisa.
Meu coração disparou e comecei a sentir um nervosismo desconhecido.
"Como você sabe disso?", perguntei, tentando decifrá-lo: "Você quis se casar com ela e foi rejeitado?"
Ele riu com desprezo, me lançando um olhar de ironia: "E de onde você tirou essa ideia? Muito pelo contrário, eu que a recusei. Se eu quisesse, Marley largaria tudo e viria comigo sem hesitar."
Esse homem tinha rejeitado Marley? Isso só tornava tudo mais interessante.
Conquistá-lo seria uma espécie de vitória para mim.
Um impulso de ousadia, alimentado pelo álcool, me fez examiná-lo de cima a baixo.
Fingi uma expressão de desdém: "Mas por que ela faria isso? Sinceramente, não vejo nada de especial em você."
Com seu ego em jogo, ele arqueou as sobrancelhas, intrigado: "É mesmo?"
Num instante, ele me puxou para perto, encurralando-me contra a parede, segurando a taça de vinho em uma das mãos.
"Hum...", O tempo pareceu parar. Seu beijo era intenso, dominador, e eu me senti desfalecer em seus braços.
Ele segurava minha cintura com firmeza, erguendo-me suavemente. Sua presença me envolvia por completo, enquanto seu perfume me embriagava.
Então entendi perfeitamente por que Ivy estava tão agitada: esse belo estranho era o meu companheiro destinado. Não havia dúvidas.
Sem conseguir me conter, passei os braços ao redor de seu pescoço, correspondendo ao seu beijo.
De repente, ele parou, surpreso com minha reação apaixonada.
Não sabia ao certo se ele sentia o mesmo, mas a mistura de sensações que me dominava me fez esquecer qualquer dúvida. Eu nem percebi quando ele me levou até o quarto.
A luz da lua entrava pela janela, iluminando seu corpo acima do meu.
"Não se mexa…"
Ele começou a beijar meu pescoço, deixando um rastro de calor por onde passava. Com uma mão livre, ele começou a me despir, jogando meu casaco no chão. Segurando a taça de vinho com a outra mão, ele tentou desabotoar meu sutiã com cuidado. Sem pressa, seus lábios deslizaram pelo meu colo.
"Hum..." Senti uma onda de eletricidade onde quer que ele me tocasse, completamente sensível.
Minhas pernas se envolveram ao redor da cintura dele, movidas por um impulso instintivo. Um desejo inexplicável consumia cada fibra do meu ser.
Ele percebeu minha entrega e, com um sorriso de satisfação, deslizou o sutiã para fora.
De repente, algo frio caiu sobre mim, fazendo-me arfar de surpresa.
"Ah!"
Ele havia derramado vinho no meu peito.
Antes que pudesse reagir, ele abafou meu grito com um beijo ardente.
Sua boca estava sobre a minha, e eu sentia a pressão de seu membro rígido contra o meu corpo.
"Espere... o vinho...", murmurei, incomodada com a sensação pegajosa. "Limpe primeiro."
"Tudo bem, querida", ele sussurrou em meu ouvido, com a voz rouca. "Farei isso por você agora."
Antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, ele abaixou a cabeça e começou a lamber o vinho do meu corpo, descendo lentamente até minha barriga. Seus toques eram uma mistura de ternura e desejo, enquanto sua mão se movia para me despir completamente. Sem aviso, ele posicionou seu pênis bem na minha entrada úmida.
Sob o luar pálido, pude ver seu membro. Enorme, rijo e intimidador.
Ele olhou para mim, lendo o receio em meus olhos. "É sua primeira vez?"
Com a voz fraca, respondi apenas com um murmúrio hesitante: "Estou um pouco nervosa."
"Não precisa ficar", ele sussurrou com carinho, sorrindo.
Sem mais avisos, ele enfiou três dedos na minha vagina, me fazendo gemer instantaneamente. Então, segurando seu pênis enorme, ele disse: "Você vai adorar, eu prometo."
Em seguida, abriu minhas pernas e posicionou as mãos sob minhas nádegas. Antes de entrar, ele levantou a mão e cobriu meus olhos.
"Ah!"
Uma dor intensa atravessou minha virilha e percebi um leve sangramento. Ele pareceu notar, mas não hesitou. Em vez disso, continuou com ainda mais entusiasmo, me olhando com uma expressão selvagem enquanto retirava a mão dos meus olhos.
Ele estava certo. A sensação era realmente incrível.
Curvei meu corpo, permitindo que ele se aproximasse ainda mais. O prazer inesperado me tomava de uma forma arrebatadora.
Perdi a noção do tempo e apenas me lembrei de repetirmos várias vezes, explorando o sofá, a banheira e até a mesa. Fizemos tantas vezes que ele passou a entender quais posições mais me agradavam.
"Vamos fazer do jeito que você gosta, querida", ele sussurrou perto do meu ouvido enquanto nos envolvíamos.
Não entendi exatamente o que dizia, mas instintivamente assenti. Com ele, me senti como um pequeno barco em mar aberto, sendo levado pelas ondas que se intensificavam.
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