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Capa do romance Não toca é do chefe.

Não toca é do chefe.

Diferente dos contos de fadas, a realidade de Zeus e sua parceira é marcada por desafios constantes. O casal enfrenta um cotidiano longe da perfeição, onde a felicidade exige luta. Alvos de inveja e manipulações externas, eles lidam com pessoas determinadas a destruir sua união. Em meio a um cenário de hostilidade e maldade, os dois precisam resistir juntos, provando que o amor sobrevive apenas através da persistência contra quem deseja vê-los separados.
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Capítulo 2

Alice:

Depois de uma semana conhecendo Dubai,nós voltamos ao Rio e assim que chegamos fomos logo pra casa da Thelma e do Talibã,ela tinha voltado pra favela e agora eles estavam muito bem.

-Chegamos!!!!-chego gritando,assim que o Felipe abre a porta da casa da irmã.

-Achei que ia voltar mais burguesa da viagem,mas parece que o jeito favelado do meu irmão,tem te contaminado a cada dia-diz rindo e já me abraçando.

-É,e a falta de educação também,sai abrindo a porta dos outros-fala o Talibã fazendo toque com o Lipe-,como foi a viagem irmão?.

-Tranque-diz o Zeus sorrindo e me olhando de lado.

-Hum,então tavam planejando outro bebê?-diz a Thelma olhando safada pra gente

-Não,estávamos abrindo passagem-fala rindo e fazendo o Léo ri também e me matando de vergonha.

-Safadinhos-fala a Thelma rindo e pegando a Laura no colo-,como está meu amor?.

-A ben titi-diz toda linda.

-Que bom,vai lá na Charle e no Luan,eles estão no sofá.

-A bom-ela sai correndo assim que a tia deixa ela no chão.

-Eai,como ficou as parada aqui?.

-Tudo tranque,teu malote tá guardado e os cara tão querendo cobrar mais caro pá entregar.

-Sempre eles quer inventa,mas tá sussa,logo resolvo essa meta.

-Vocês só falam de trabalho em-falo séria,até porque sempre em alguma parte da viagem o Felipe inventava de falar com o Talibã sobre as bocas ou ficava falando no meu ouvido que queria voltar pra trabalhar.

Eles se entre olham e morre o assunto,então conversamos sobre outras coisas e sobre a ONG,tudo estava bem pelo que a Thelma me disse,aí demos os presentes de todos e fomos pra nossa casa,que eu estava morrendo de saudades.

O tempo ia passando,nós fizemos mais um quarto na casa,agora tínhamos 4 quartos,mesmo que os bebês fossem dormir no quarto conosco,o Zeus fez questão de fazer logo,pra não ter que começar a construir e reformar depois,então fez tudo logo de uma vez.

Depois de 6 meses de gestação eu já tinha marcado minha Cesária,a minha médica disse que seria bom pra mim uma Cesária,que demorava a melhorar,mas era melhor para tirar os bebês,já que podíamos vê-los de uma forma e talvez eles não estarem da forma que "vêmos".  Eu só concordei,marquei e pagamos.

Dia da Cesária:

-Vamos Lipe?-eu grito da sala.

Ele estava nervoso desde ontem,tinha passado mal a noite toda,teve diarreia,pesadelos,ficou com febre,eu realmente não entendia o que estava havendo com ele,queria que ele fosse no hospital para saber o que tinha,mas ele se recusou a ir.

-Vamo!-fala descendo do quarto.

-Tudo bem?.

-Tudo,só tô meio bugado,nem parece que vai nascer logo nossos filhos-fala dando um suspiro longo.

-Está assustado?.

-Muito,Alice eu tô pirando!!-ele respira forte-,eu...p**** tô surtando.

-Calma amor,estávamos super bem,não estávamos?.

-Sim,antes....mas chego o dia,cara duas crias,dois homi,eu não sei se consigo ser pai de três crias e duas crias macho.

-Você conseguiu ser um ótimo pai pra Laurinha,porque não iria conseguir ser o melhor pai para os três?.

-Porque eu não vou sair do crime,Alice eu não consigo,eu não posso sair.

-Tudo bem,já conversamos sobre isso,não tem problema se continuar,eu aceito.

-Tu aceita,mas será que as cria vai aceitar eu ser bandido?.

-Se te amar vai,assim como eu te amo,como a Laura ama,então não vamos te deixar ou dizer coisas ruins,nós te amamos,todos nós.

Abraço o homem da minha vida,seu coração batia acelerado,achei que depois desse tempo que passamos juntos ele já tinha entendido que era o melhor pai do mundo,o marido mais lindo,mais amoroso e zeloso do universo,mas ele ainda era inseguro,quem diria,Zeus ou Z-trê inseguro,com medo de decepcionar alguém,o que ele jamais iria conseguir fazer,não com a gente que ama ele.

Depois que ele fica mais calmo ele me ajuda a colocar minhas coisas no porta malas,depois entramos todos(incluindo a Laura),ele deu partida e logo estávamos nós saindo do morro,logo saíram carros na nossa frente e atrás de nós,eram nossos novos seguranças,Lipe não gostava de sair da comunidade e depois do que o Caio fez,ele já não queria sair mais,porém como eu precisava ter meus bebês,ele mandou os meninos do morro vir de escolta.

Quando chegamos na clínica ele estaciona o carro direito e os outros carros(uns 2 carros na nossa frente e dois atrás) também estacionam,depois saímos e só quem saiu foi o Talibã,a Thelma não ia poder vir pois estava cuidando da Luna(que nasceu antes dos meus bebês e era muito pequena).    Entramos na clínica,Zeus ficou com o Talibã e a Laura no canto,eu fui até a recepcionista.

-Olá,boa tarde,tudo bem?,então eu tenho horário marcado hoje,e queria saber se tem alguém na minha frente?.

-Boa tarde-ela sorri simpática-,qual seu nome?,para eu verificar se tem alguém em sua frente.

-Alice Salvatore.

-Então Alice,tem duas moças já na sala,assim que o médico acabar,a enfermeira vai chamar seu nome para uma das salas.

-Ta bom,obrigada-sorrio e vou para perto do Felipe.

-Eai?.

-Breve sou eu,vai entrar comigo né?-falo receosa.

-Tenho mérmo?.

-Por favor,eu preciso de você do meu lado.

-Tua mãe deve tá chegando,ela entra cutigo e...

-Felipe...eu queria você ao meu lado,você segurando nossos bebês,conhecendo eles,sendo o primeiro-começo a vê embaçado e sentir meus olhos pesados.

-Amor,fica tranque,é que eu...

-Lipim entra com a Barbie,você precisa fica perto dela,saber se eles vão fazer as parada direito,se vai cuidar dela.

-Eu não quero vê minha mina sendo cortada e várias crias saindo dela como se fosse bicho!.

-Para de nóia cara-o Léo gargalha.

-Não são bichos seu idiota,são seus filhos!-falo irritada.

-Eu não quero vê!.

-Olha pra outro canto cara-o talibã gargalhava como se estivesse assistindo a uma comédia.

-Ja disse que não!.

-Tudo bem,eu chamo qualquer homem que passar pela rua-falo saindo de perto dele.

-Para c******!!!-ele grita e segura meu braço com força-,eu entro nessa p**** cutigo-fala sério.

-Alice Salvatore!-a enfermeira me chama e logo o Felipe me puxa para a sala aonde a mulher me chamava.

&&_____________&&&_____________&&

Zeus:

Eu não tava muito bem,eu tava nervoso pakas,eu não vi o nascimento da Laura,quem fez isso pá mim foi a Thelma,eu pedi e ela foi com a Raissa,só fui vê a cria depois que elas foram pá casa,mas agora eu era obrigado a vê os menó nascendo,eu sei que é meio bugado de entender,mas eu não tenho estrutura pra vê eles abrindo a barriga da minha mulher e tirar nossas crias de lá,eu tinha sim estrutura pra matar e torturar vários homens,mas abrir uma mulher e tira os filhote de lá,isso é de mais pra um bandido.

Entramos na sala e eu só percebo que tava apertando de mais o braço da Alice,quando ela reclama de dor baixo,eu solto seu braço e a enfermeira ajuda ela nas coisas que precisava fazer antes da cesária,igual eu,precisei colocar umas roupas especiais

Em todo tempo eu fiquei nervoso,andando de um lado pra outro,depois de uma cota a Alice brota,levam a gente para o outro lado da sala e deixam minha mina sentada em uma cama,depois aplicam a anestesia e deitam ela rápido,depois  colocam uma cortininha na frente dela,pá ela não fica nervosa quando eles começassem cortar ela.    Vejo eles pegando e ajeitando os utensílios de cortes e olho pra minha mulher,que tinha os cabelos castanhos e as pontas loiras,já que evitou pintar novamente depois que descobriu a gravidez,seus olhos azuis eram diferentes agora,podia está nervosa,aflita,ou curiosa pra vê o rosto das crias.

-Zeus...-vejo seus lábios mexer de vagar.

Talvez por eu está nervoso vendo eles abrindo a roupa dela na parte da barriga,prestes a cortar ela,estivesse deixando a Barbie meio preocupada e nervosa também.

-Calma gata,tá tudo bem-sorrio e falo de vagar.

-Mesmo?...

-Mesmo princesa-sorrio.

Mas quando vejo eles cortarem ela sinto minha cabeça girar,ela sangrava e eles continuavam cortando ela,eu tava assustado,o que não era costume,quando olho pá ela vejo seu rosto sereno e tranquilo,que c******,acho que vou desmaiar.

-Tudo bem?-diz uma das enfermeiras ao me vê cambaleando.

-Preciso sentar-falo tonto.

-Calma senhor,vou pegar uma cadeira.

Ela me deixou encostado na parede e depois pegou a cadeira,deixou a cadeira perto do rosto da Alice,aonde não dava pra vê nada do que eles tavam fazendo,depois pegou um pouco de água,eu respirava fundo e aos poucos ia melhorando.

Depois de um tempo viajando no rosto da minha mulher e ela no meu,ouvimos um choro,depois mais choro,então o médico e um enfermeiro veio com os bebês,um dos meninos colocou no peito da Alice,que olhou o menino branco igual papel e sorriu.

-Esse é o que nasceu primeiro-diz o enfermeiro.

-E esse é o caçulinha,quer pegar?-diz o médico me estendendo o bebê.

Eu pego o menó do braço dele,olho o bebê que tinha os olhos fechados,também era branco de mais,era tão pequeno,tão indefeso,ele ainda parecia mais indefeso que a Laura,quando vi ela pela primeira vez.

-Deixa eu vê ele amor-ela pede calma,parecia cansada,com sono.

Eu viro o menó pra ela e ela sorri.

-São lindos,parecem com você-diz linda e vejo seus olhos brilharem.

-São bonitão,deixa eu pegar esse?.

-Sim-diz ela,mas não consegue me ajudar a pegar.

-Eu ajudo vocês-diz o enfermeiro pegando o que tava em cima dela,eu coloco o que tava comigo no luga aonde tava o outro e o homi me dá o que tava com ela.

-Ei garotão-eu sorrio falando com o mais velho-,tu é lindo igual teu pai,muito gato em-sorrio e ela ri de mim-,teu irmão parece mais com tua mãe,mas ainda é minha cara também-nós rimos.

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