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Capa do romance Não toca é do chefe.

Não toca é do chefe.

Diferente dos contos de fadas, a realidade de Zeus e sua parceira é marcada por desafios constantes. O casal enfrenta um cotidiano longe da perfeição, onde a felicidade exige luta. Alvos de inveja e manipulações externas, eles lidam com pessoas determinadas a destruir sua união. Em meio a um cenário de hostilidade e maldade, os dois precisam resistir juntos, provando que o amor sobrevive apenas através da persistência contra quem deseja vê-los separados.
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Capítulo 3

Zeus:

-Eai,vai fazer alguma coisa pros pivete?-pergunta o talibã.

-Não sei,a Alice falo nada,sei que depois deles vem a Laura,se fizer pra eles vai te que fazer pra ela também.

-Faz mano,tô chei de vontade de comer bolo-fala olhando as mãos,tá assim direto agora que tava usando aliança.

-Ta abusado mérmão,ajuda com bolo,refri ninguém quer né.

-Foi só casar que ficou pão duro em-faz careta.

-Né pão duro não parcerim,eu tô cuidando do que é meu,já viu o preço de tudo?,as coisas tão muito cara,a Alice fez questão de colocar as crianças na escola paga,aí tem que paga a escola,compra material,paga os mano pra leva e trazer eles em segurança,tô gastando muito dim,fora o Michel que come pakas,o Yure come mais ou menos,quem como menos é a Laura e a Alice,mas também elas comem muita besteira,então tenho que cuidar do meu dim.

-Sem caô,tá caro mérmo.

-Pa tu vê...alá,fala na dona,lá vem ela-falo sentindo o celular vibrar,pegando ele e vendo que era a Barbie.

Ligação:

-Fala gata?.

-Amor,preciso de um mega favor-diz do jeitinho de sempre.

-Iiii,lá vem.

-Por favor Lipe.

-Fala?.

-Passa na Thelma com o Talibã e pega um bolo que ela fez pros meninos,depois vocês vêm pra casa e vamos bater os parabéns.

-Sabe que não gosto das parada em cima da hora.

-Culpa dos seus filhos,Michel falo que queria bolo,aí o Yure pediu também,eu disse que não,aí os dois choraram no meu ouvido,a Laura chorou por vê-los chorando,então eu tive que pedir a Thelma pra fazer um bolinho pra eles.

-Ja falei pra parar de mimar essas crianças!!!-falo irritado.

-Eu já falei pra me ajudar a cuidar dos seus filhos!!!.

-Então nós vai briga?.

-É!!,poxa,eu preciso que me ajude Zeus,eu não aguento dois meninos gêmeos que estão a todo tempo aprontando,nem a Laura está aguentando mais,estou ficando sem tempo para ela.

-Ta bom,depois nós vê isso.

-Sempre depois né Felipe!!-fala irritada,mas dando o braço a torcer.

-Vou pega o bolo,daqui a pouco broto aí.

-Ok.

Ligação:

-Cês briga atoa em.

-Ela que sempre da uma de doida,mas tá tranque,depois me resolvo. Vamo nessa?-falo pegando a chave do carro e uns baseados.

-Bora.

Ele pega as coisas dele,eu fecho tudo depois que saímos e logo entramos no carro,piloto rapidão até a casa do Léo,saio do carro depois de deixar o mesmo de qualquer jeito no meio da rua,eu sou o chefe mesmo,não preciso estacionar,se fecho a rua,é só o povo da a volta.  Abro a porta da casa dele e dou de cara com a pequenininha.

-Fala Luna,como tu tá?-pego ela no colo.

-Bem titio e você?.

-Bem,cadê tua mãe?.

-Ta fazendo bolo-ela fala baixo como se fosse segredo.

-Vou lá fala com ela-coloco a pequena no chão e vou pra cozinha.

Assim que chego vejo a Thelma terminando de enfeitar o bolo,né porque é minha irmã não,mas ela levava jeito pra essas coisas,bom,agora leva,antes era ruinzinha,nós só fazia bolo com ela pra ajuda mérmo,porque era muito feio os bolos dela,mas agora ela marcava bobera não,ganhava uma grana boa,todo mundo queria fazer bolo com ela.

-Fala mana,termino?-sento na cadeira da mesa.

-Agora,seus filhos são que nem tu em,bando de palhaços,me fizeram correr pra fazer um bolo pra eles.

-Culpa da Alice-falo pegando uma banana que estava em um bagulho de fruta no centro da mesa.

-Lipe,eu sei que tu é meu irmão,mas a Alice está ficando louca com as crianças-ela me olha séria-,ela me ligou chorando horas atrás,as crianças choravam no ouvido dela.

-Eu vou faze o que Thelma?,a mãe é ela,eu trampo,eu trabalho,eu levo cumida pra casa,preciso trampa.

-Para de graça,você nem precisa aparecer na p**** do escritório,Talibã tá lá todo dia,tá fazendo o trabalho dele de sub e as vezes também ajuda o Falcão como gerente.

-Recebe pá isso.

-E ainda tem tempo pra nossos filhos,nossos três filhos.

-O que tu quer então?.

-Ja perguntou o que a Alice quer?.

-Não.

-Então pergunta,conversa com ela,minha amiga nem está se arrumando como antes,não está trabalhando,ela vive para aquela casa e eu tenho medo que ela não tenho estrutura para suportar seus filhos que são só a graça do Senhor.

-Para,eles são manerim e tranquilim-gargalho.

-Porque tu não fica com eles,eu fiquei um dia pra Alice resolver uns assuntos com os pais e me arrependi.

-Ta bom,não precisa fala assim dos meus filho não,vou vê se ajudo ela com as crias.

-Isso aí,está crescendo tão rápido-ela sorri e passa a mão no meu cabelo baixo.

-Para garota,tá bagunçando meu cabelo-eu gargalho.

-Tem nem cabelo aí mané-nós ri-,te amo mano.

-Também te amo irmã-abraço ela rápido.

Nós sai da casa,ela segurava o bolo e eu ajudava abrindo as portas,encontramos o talibã conversando com os pivete da esquina,assim que nos vê ele volta pra perto do carro.

-Tava chei das conversa em-ela fala séria.

-Ii,começa não Thelma.

-Gente,briga depois,vamos leva logo o bolo das crias.

-Ta bom-ela diz normal.

-Entra talibã,tu leva.

-Ta,tudo sobra pro escravo mesmo-ele entra e ela ajuda a colocar o bolo no colo dele.

-Para de fala,ainda vai come bolo de graça-entro na parte do motorista e fecho a porta.

-Lipe,leva de vagar por favor.

-Ta.

Do partida e imbico pá casa,saio de vagar antes que a Thelma arrancasse os cabelos de irritação,eu gritava meus irmãos de fé que tava no meio da rua.

-Falcão,bolo das cria lá na minha goma,trás tua mina!!!-ele confirma,já que passo ele.

-Tiaaaa,bolo das cria,brota na goma,leva tua irmã!!-grito a Leona e ela grita alguma coisa que não escuto,pois passo ela também.

-Zangão,bolo dos meus pivete,brota na goma,leva tua mulhe e tua filha!!!!!.

-Falô-ele grita da boca.

E assim eu vou até em casa,quando chegamos eu paro o carro no canto da rua,desço e abro a porta pro Talibã,que sai na maior cautela de lá de dentro.

-Se acostuma não em princesa-falo rindo.

-Vai te f**** seu mulherzinha!-diz irritado.

-Noxa,irritadinha-gargalho.

-Anda logo Zeus,para de palhaçada.

Eu entro em casa rindo,os meninos estavam me olhando atentos assim que me vêem,eu olho com cara de mal,fazendo eles correrem dali.    Entramos na casa e o Talibã coloca o bolo na bancada da cozinha.

-Irmão,busca vela,refri,docinhos e salgados-do 300 na mão dele.

-Aonde vo conseguir isso tudo em cima da hora?.

-Não sei,da seu jeito-falo normal.

-Se aproveita mérmo,quando num tive mais eu por aqui,quero vê quem vai atrás das coisa pa tu-pega o dinheiro e sai batendo a porta.

-Ta amo irmão,valeu-grito.

Talvez ele tenha escutado,talvez não,mas ele sabia que eu amava ele de verdade,confiava pakas e era grato sempre por tudo que ele sempre fez e sempre fazia por mim.  Resolvo ir no quarto,queria toma um banho e bate um lero rápido com a branquinha,assim que entro vejo ela sentada na cama,a mesma respirava pesado.

-Tudo bem gata?-sento na cama.

-Tudo,só cansada...

-O que tu quer?.

-O que?.

-O que tu quer que eu faça,por causa das crias?.

-Que fique nos fins de semana em casa,me ajudando com os meninos,eu não aguento mais Felipe,eles não param um estante,fora que sempre estão se metendo em encrenca,subindo em lugares altos,mexendo em coisas que podem machucar,eu não consigo olhar dois ao mesmo tempo.

-E a Laura?.

-Você sabe que a Laurinha é calma,que não me dá trabalho e quando pode me ajuda a controlar um dos meninos,mas não quero deixar uma criança na responsabilidade de outra criança,ela tem que brincar,estudar e não cuidar de uma criança.

-Tendi,vou fazer o possível pra fica aos fins de semana em casa.

-E nas férias das crianças.

-E nas férias das crianças dona mandona-beijo sua testa-,te amo falô?.

-Também te amo.

Beijo sua boca e logo ela vai ficando calma,suas mãos param no meu maxilar e ela sorri no meio do beijo,nós brigava sempre,mas também se amava sempre,eu dava mole com ela,sempre estava em falta por causa do tempo,mas tentava recompensar amando ela da forma que ela queria e gostava de ser amada.

-Eca!!!-grita os meninos da porta.

-Aprende a ser homem em!!!!-grito enquanto eles correm.

-Felipe!!-ela fala brava e com as bochechas vermelhas.

-Ué,eles são homens,não pode fala eca-fico rindo,mas ela continua séria.

-Vai se arrumar.

-Vai toma banho comigo não?.

-Não amor,tenho que olhar seus filhos.

-Nossas crias.

-É,nossas.

Ela sai e eu vou toma banho,me arrumo gato como sempre e depois vou olhar as crianças,ela vai tomar banho e volta gatona,vestia um vestidinho curto como todos os que tinha,era cor de vinho e deixava ela muito gostosa.

Talibã trouxe o que pedi,o povo chegou e nós batemos parabéns pros meninos,depois foi tudo tranquilidade,teve cervejinha como sempre,geral bebeu e curtiu,as cria foi dormir cansada e nós continuou bebendo,fumando e rindo.

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