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Capa do romance Minha Vingança: Seu Império Desmorona

Minha Vingança: Seu Império Desmorona

Após ser humilhada publicamente pela amante de seu marido e rotulada de forma cruel, a protagonista vê Heitor proteger Carla em vez de honrar os sete anos de união e a perda do filho do casal. Quando ele assume a gravidez da estagiária e a leva a um baile usando o vestido dela, a traição atinge o ápice. Determinada a revidar, ela usa sua influência no império tecnológico para congelar os bens dele, exigindo o divórcio e iniciando uma ruína financeira implacável.
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Capítulo 2

— Irracional? — engasguei, uma risada amarga escapando dos meus lábios. O gosto metálico da tinta ainda cobria minha língua, um lembrete constante da humilhação. — Você quer que eu seja racional depois disso? Depois que ela me marcou, depois que você a defendeu?

Heitor suspirou, passando a mão pelo cabelo.

— Olha, vamos apenas limpar você. É só um carimbo bobo. — Ele estendeu a mão, seus dedos roçando minha bochecha.

Seu toque, antes um conforto, agora parecia uma violação. Eu recuei, me afastando. A tinta vermelha, em vez de desbotar, parecia se espalhar, manchando minha pele, tornando as palavras grotescas ainda mais proeminentes. Imaginei-me em um espelho de casa mal-assombrada, um reflexo distorcido de quem eu era, um outdoor ambulante da traição.

Carla, ainda pairando perto da porta, soltou uma risadinha que rapidamente tentou disfarçar com uma tosse.

— Heitor, querido — ela ronronou, a voz escorrendo uma doçura artificial —, não se esqueça do baile de caridade hoje à noite. Eles estão esperando por você. E por mim, é claro.

A atenção de Heitor se desviou de mim para ela instantaneamente. Seus olhos se iluminaram, a irritação desaparecendo, substituída por um brilho de excitação.

— Certo! O baile. Eu quase esqueci. — Ele se virou para mim, sua expressão suavizando um pouco, uma fachada ensaiada de preocupação. — Alina, você deveria ir para casa e descansar. Eu cuido disso. A gente conversa mais tarde, ok? Quando você se acalmar.

— Me acalmar? — repeti, minha voz subindo. — Você quer que eu me acalme? Depois de tudo?

Ele acenou com uma mão displicente.

— Sim, se acalmar. Você está fazendo um espetáculo. Vá para casa. Discutiremos isso quando você estiver pensando com clareza.

Ele pegou a mão de Carla, o olhar fixo nela com uma intensidade que queimou minha alma. Ela me lançou um olhar presunçoso e triunfante por cima do ombro enquanto caminhavam em direção à saída.

— Não se preocupe, Alina — a voz de Carla, enjoativamente doce, chegou até mim. — Eu vou cuidar muito bem do seu marido esta noite. Ele precisa de alguém que o valorize.

Eles desapareceram pela porta, deixando-me sozinha no escritório estéril e silencioso. Minha casa. Meu marido. Perdidos.

— Você vai se arrepender disso, Heitor! — gritei, minha voz rouca, ecoando na sala vazia. — Você vai se arrepender de tudo!

Um momento depois, a cabeça de Heitor apareceu novamente, seu rosto marcado por uma mistura de exasperação e pena.

— Alina, por favor. Pare com isso. Você só está tornando as coisas mais difíceis para si mesma. — Ele suspirou. — Eu te ligo mais tarde, ok? Apenas... tente ser razoável. — E então ele se foi de novo, a porta se fechando atrás dele, selando-me lá dentro.

Através da porta fechada, ouvi a voz de Carla, baixa e trêmula.

— Heitor, ela está tão furiosa. Estou com medo. E se ela tentar me machucar de novo?

A resposta de Heitor foi um murmúrio baixo, carregado de segurança.

— Não se preocupe, Carla. Eu não vou deixar ela tocar em você. Você está segura comigo.

Suas palavras, destinadas a ela, me cortaram como mil facas. Ele a estava protegendo. De mim. Sua esposa.

Enquanto eu saía lentamente do escritório, Beatriz, a secretária, ergueu os olhos, sua expressão uma mistura de simpatia e medo.

— Dona Alina, a senhora... a senhora está bem?

Consegui um sorriso fraco.

— Vou ficar bem, Beatriz. Obrigada.

Passei por ela, de cabeça erguida, embora meu coração estivesse se partindo em um milhão de pedaços.

Cheguei ao meu carro, minhas mãos tremendo enquanto eu procurava as chaves. Olhei para meu reflexo no espelho retrovisor. O carimbo vermelho me encarava de volta, um emblema da vergonha. Eu não esqueceria isso. Eu não perdoaria isso.

Peguei meu celular, meus dedos voando pela tela. "Recupere o vestido que Heitor encomendou para mim. O de alta-costura. E preciso de um carimbo. 'CARNE DE PRIMEIRA'. Faça um único. E permanente."

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