
Luz do Meu Destino (CASADA POR CONTRATO COM O VIÚVO)
Capítulo 2
Falei que talvez podia acontecer, encostei no carro e ele não tomava uma atitude. Pedi para ele me levar em casa. Quando chegamos não teve beijo, nos despedimos com um abraço.
Conversamos muito na madrugada. No dia seguinte recebi um e-mail. Ele fez um convite digital para me levar ao cinema, sugeriu que eu levasse um babador. Achei aquilo fofo e aceitei.
Ele passou para me buscar em casa e entrou, falou com meus pais. Depois ele escolheu o filme e, quando falei já no começo que não estava gostando, ele disse que era essa a intenção. Me pediu um único beijo e não nos largamos mais.
Em uma semana estávamos namorando. Só fomos para a cama quase dois meses depois, em uma viagem, a nossa primeira sozinhos. Ele decorou o quarto e foi tudo incrível.
Antes de noivar, namoramos dois anos. Eu era completamente apaixonada por ele, sempre postava nossas fotos com declarações, nem tinha olhos para mais ninguém. Eu sonhava com o nosso casamento antes mesmo de noivarmos, eu via um futuro ao lado dele. Eu tinha tudo que precisava, as pessoas invejavam nosso relacionamento.
Fomos a uma viagem em família no fim do ano, com nossos pais e, como presente de casamento, ganhamos um apartamento. Meus pais deram um valor alto, cerca de cinquenta mil, para a entrada e os pais dele o restante. Nos entregaram as chaves em uma caixinha de presente, com uma foto do apartamento. Ficamos muito felizes, foi completamente inesperado. Tudo estava indo mais do que bem.
Íamos nos casar em maio, o mês das noivas. Voltamos de viagem no começo do ano, dia 02/01, com muitos planos. Eu estava ficando l.o.u.c.a com os preparativos.
Fizemos uma viagem curta após uma semana que tínhamos voltado para casa depois do réveillon. Fomos eu e o Caio apenas. Ele foi a trabalho e eu fui para acompanhar. Ficamos em um hotel incrível com vista para o mar.
No dia que voltamos de viagem, estávamos chegando na minha casa quando passaram três viaturas por nós, correndo a todo vapor. Já me senti m.a.u ao vê-las. Conforme fomos andando, vi que estavam na minha casa. Tinha muita gente em volta.
Desci correndo, atordoada, e soube que meus pais foram mortos em uma tentativa de assalto. Os bandidos tinham batido o nosso carro e estavam presos nas ferragens ali perto.
Foi o pior dia da minha vida.
Desmaiei assim que soube. Fiquei muito m.a.u, querendo morrer junto. O Caio cuidou de mim, me amparou com todo amor do mundo. Ele quem cuidou de tudo do velório. Eu só sabia chorar todos os dias.
Minha família era pequena. Foi uma tristeza e revolta muito grande com a perda dos meus pais. Fiquei dias sem comer, sem conversar, m.a.l tomava banho. Fiquei todos os dias do luto, a pior parte, na casa do Caio.
Eu não sabia o que pensar, como iria ser a minha vida sem meu alicerce, minha família. E o Caio foi me amparando, me dando papéis para assinar, para ele tomar conta de tudo. Ele até explicava, mas eu não entendia nada.
Ele ficou de cuidar das dívidas da casa. Meu erro foi esse, me deixar levar, cega de confiança por um grande amor.
Cerca de um mês depois eu decidi voltar para casa e o Caio me convenceu a nos mudarmos para nosso apartamento. Minha casa era alugada mesmo e eu não poderia gastar com aluguel, sendo que tinha uma própria.
Nos mudamos em semanas. Levei todos os meus móveis e falei logo sobre adiar o casamento, porque eu não estava pronta, não estava no clima para mais nada daquilo.
Ele reagiu muito m.a.l, brigou comigo, disse que se eu fosse desmarcar, ele não casava mais. Eu nem fiquei debatendo, só falei várias vezes que eu tinha perdido tudo e que nada mais fazia sentido, não como antes.
Conversei com meus sogros, eles me ajudaram falando com ele e acabamos desmarcando o casamento. Todo mundo entendeu muito bem, menos o Caio. Ele ficou dias me tratando mal, me ignorando, e eu sempre querendo fazer as pazes, fazendo tudo pelo nosso melhor.
Semanas depois, era uma sexta-feira. Eu estava em casa esperando o Caio para jantar. Ele saiu com amigos depois do trabalho e nem me avisou. Chegou muito tarde, era mais de meia-noite, estava fedendo a bebida. Passou por mim na sala como se eu fosse um móvel apenas.
Deixei quieto porque não ia adiantar tentar conversar.
Cedo, no outro dia, quando ele levantou, falei:
- Bom dia, como você tá? Bebeu muito ontem?
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