
Luz do Meu Destino (CASADA POR CONTRATO COM O VIÚVO)
Capítulo 3
Ele pediu água e um remédio para dor de cabeça. Peguei, o servi e falei:
- A gente não pode ficar assim, você vem me tratando de qualquer jeito faz tempo. Eu tô sofrendo muito pela perda dos meus pais e você só está piorando tudo.
Ele sentou na cama e respondeu cabisbaixo:
- Se não está bom para você, pega suas malas e some.
Comecei a chorar e respondi indignada:
- Por que você tá fazendo isso, Caio? Se é tão importante para você casar, então vamos marcar logo, uma cerimônia só para os íntimos. Você sabe que eu te amo e sonho com o nosso casamento há muito tempo.
Ele riu irônico e respondeu que não se casaria nunca mais comigo, que a culpa era minha. Começou a me humilhar com palavras, me chamando de mimada, chata, arrogante e prepotente.
Saí do quarto chorando, nervosa. Ele foi atrás e continuou falando várias coisas. Disse que eu devia me m.a.t.a.r logo porque parecia uma múmia pela casa.
Me calei e engoli o choro. Fui ficar na sala quieta.
Depois, à tarde, eu estava na sala assistindo TV, extremamente triste. O Caio saiu do quarto, sentou no sofá, pediu desculpas e começou a me beijar e me acariciar. Não estávamos dormindo juntos há semanas, eu não conseguia ter relação. Acabamos ficando juntos, mas, quando acabou, ele ainda continuou um pouco frio. Foi tomar banho e deitou sozinho.
Perguntei onde ele foi e com quem, na noite anterior. Era mais ou menos 17h20. Novamente brigamos e ele disse:
- Por que você quer mandar em mim? Vou sair hoje de novo!
Falei que não era certo tudo o que ele estava me fazendo. Ele respondeu que não estava se importando com o que eu achava. Ficou trocando áudios animados com os amigos, falando de sair para beber.
À noite ele tomou banho, se arrumou e saiu. Não falou onde ia. Fiquei péssima, mas até comecei a gostar de ficar sozinha, porque quando ele estava em casa só me tratava m.a.l, com indiferença mesmo. Se me via chorar, me mandava engolir o choro e ir para longe dele.
Não o vi chegar, pois fui dormir antes.
No domingo fomos almoçar com os pais dele e ele voltou a me tratar mais normalmente. Não falei nada para ninguém, com vergonha. Guardei tudo para mim, afinal era só uma má fase e eu estava na pior.
As coisas entre nós voltaram um pouco ao normal. Quando ele me procurava, ficava mais tranquilo, mas eu falava que não queria. Ele ficava emburrado, então passei a fazer só para agradar.
No Carnaval fui viajar para a casa de familiares, ficar dois dias fora. Eu tinha que levar uns objetos de família para eles. O Caio estava trabalhando direto e não pôde ir comigo.
Fiquei um dia e resolvi voltar de surpresa, porque o Caio disse que estava gripado e eu não quis deixá-lo sozinho doente.
Voltei no sábado à noite. Cheguei de madrugada, eram mais de 4h00...
Fui entrando sorrateiramente para não acordar o Caio. Abri a porta da sala e vi um par de tênis de mulher que não era meu. Fui andando sem acreditar. Vi o outro par de sapatos dele e roupas jogadas no chão, todas emboladas, vestido de mulher e roupas dele.
Continuei entrando. Chegando no corredor, comecei a ouvir barulhos vindos do quarto. Eram g.e.m.i.d.o.s explícitos.
A porta do quarto estava entreaberta.
Eu não podia acreditar no que estava vendo.
Tinha uma mulher ruiva n.u.a cavalgando lá em cima do Caio. Eles pareciam estar muito à vontade na minha cama, até trocando beijos e carinhos. Ouvi perfeitamente ele elogiando ela.
Comecei a chorar. Fui para a sala, sentei e a ficha não estava caindo. Aquilo era demais para mim. Eu não conseguia reagir e nem voltar lá para brigar. Sempre fui l.o.u.c.a pelo Caio e confiava demais nele.
Fiquei um tempo lá aos prantos. Criei coragem e voltei ao quarto.
Haviam mudado de posição. Ela estava de quatro e meu noivo se divertindo muito.
Eu voltei para brigar, tomar uma atitude. Quando apareci na porta, ele me viu, se assustou, parou na hora, foi se cobrindo e disse alterado:
- O que você está fazendo aqui?
Falei entrando no quarto:
- Quem é essa v.a.g.a.b.u.n.d.a, Caio? Como você pode trazer outra mulher aqui, na nossa casa, nossa cama? Como você pode fazer isso comigo?
Ele foi até mim às pressas, enrolado no lençol. Estava bêbado. Me empurrou.
Fui para a sala, quebrei dois porta-retratos nossos. Ele começou a pedir perdão, falando que não era nada. Disse que foi apenas um m.a.l-entendido.
A menina ficou no quarto.
Falei para ele, o empurrando para longe de mim:
- Vou sair e, quando voltar, não quero você aqui. Quero que você vá embora! Acabou tudo, Caio.
Peguei a bolsa e saí transtornada. Não tinha para onde ir. Fiquei nas escadas do prédio chorando por horas e horas.
Quando foi 6h40 da manhã, subi. Abri a porta. O Caio estava sentado na sala com cara de choro.
Fui entrando. Ele se levantou, foi até mim e falou:
- Vamos conversar. Me perdoe, amo você. Deixa eu me explicar!
Você pode gostar





