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Capa do romance Laura: Esposa Desprezada, Vingança

Laura: Esposa Desprezada, Vingança

Laura acreditava no apoio de Lucas, mas, em uma exposição, flagrou o marido com Sofia, sua nova diretora de arte e amante. A humilhação pública revelou uma rede de mentiras e uma chantagem cruel envolvendo a saúde de sua mãe para forçar um divórcio amigável. Chamada de intrusa pelo homem que amava, Laura decide que não será mais uma vítima silenciosa. Em meio à dor da traição, ela começa a arquitetar uma vingança implacável para destruir quem a desprezou.
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Capítulo 2

A galeria de arte estava lotada, o som de taças de champanhe se chocando e conversas animadas preenchia o ar.

Eu deveria estar feliz.

Era a inauguração da nova exposição de Sofia, a artista do momento, e o evento mais aguardado do ano.

Mas eu estava sozinha.

Lucas, meu marido, deveria estar ao meu lado.

Ele me ligou no último minuto.

"Amor, desculpa, surgiu uma reunião de emergência, não vou conseguir ir. Mas divirta-se por mim, ok?"

A voz dele soava apressada, distante.

Senti uma pontada de decepção, mas forcei um sorriso.

"Tudo bem, querido. A gente se vê em casa."

Agora, parada no meio da multidão, a sensação de solidão era esmagadora.

Todos os casais ao meu redor, rindo, de mãos dadas.

E eu, a esposa do promissor empresário Lucas, estava ali, sozinha, como se fosse uma peça sobrando.

Tentei me concentrar na arte, mas meus olhos vagavam, procurando por um rosto conhecido.

Foi quando eu o vi.

Do outro lado do salão, perto da maior obra de arte, estava Lucas.

Meu coração parou por um instante.

Ele não estava em uma reunião.

E ele não estava sozinho.

Ao lado dele, com o corpo colado ao seu, estava Sofia.

A artista.

A anfitriã da noite.

Ela ria de algo que ele sussurrava em seu ouvido, a mão dela repousando de forma íntima em seu peito.

O ar sumiu dos meus pulmões.

O barulho da galeria desapareceu, e tudo o que eu conseguia ver era aquela cena.

Meu marido, o homem com quem construí uma vida, estava ali, mentindo para mim, com outra mulher.

Uma onda de náusea me subiu pela garganta.

Eu precisava sair dali.

Mas meus pés estavam pregados no chão.

Eu não conseguia desviar o olhar.

De repente, um microfone foi entregue a Sofia.

As luzes diminuíram, e um holofote se acendeu sobre ela e Lucas.

"Boa noite a todos", ela começou, a voz suave e confiante. "Quero agradecer a presença de cada um de vocês esta noite. É um momento muito especial para mim."

Seus olhos encontraram os de Lucas, e um sorriso cúmplice surgiu em seus lábios.

"Mas há uma pessoa que eu preciso agradecer de forma especial. Alguém que foi minha inspiração, minha força, meu porto seguro durante todo o processo criativo. Alguém que reacendeu uma chama que eu pensava estar apagada para sempre."

O silêncio no salão era total.

Eu senti um calafrio percorrer minha espinha.

Sofia estendeu a mão para Lucas.

"Lucas, meu amor, obrigada por tudo."

Lucas pegou a mão dela e a beijou delicadamente, sob os aplausos entusiasmados da multidão.

Ele olhou para ela com uma adoração que eu não via em seus olhos há anos.

Naquele momento, o chão se abriu sob os meus pés.

A traição, a humilhação, a dor.

Tudo me atingiu de uma vez só, uma força avassaladora que me deixou sem ar.

Eu não sei de onde tirei forças, mas comecei a caminhar em direção a eles.

Minhas mãos tremiam, mas meu passo era firme.

A multidão se abriu para mim, as pessoas me olhando com uma mistura de pena e curiosidade.

Quando cheguei perto o suficiente, minha voz saiu, mais alta e clara do que eu esperava.

"Que lindo discurso, Sofia."

Todos se viraram para mim.

O sorriso de Sofia congelou.

Lucas empalideceu, seus olhos se arregalando em pânico ao me ver ali.

"Laura? O que você está fazendo aqui?"

Continuei, ignorando sua pergunta, meu olhar fixo em Sofia.

"É realmente tocante ver como você encontra inspiração. Mas você se esqueceu de agradecer a uma pessoa muito importante."

Fiz uma pausa, saboreando o silêncio tenso.

"Você deveria agradecer a mim. A esposa dele. Aquela que ficou em casa, cuidando da nossa vida, enquanto ele estava aqui, sendo seu... 'porto seguro'."

Um murmúrio chocado percorreu a galeria.

Os flashes das câmeras dos fotógrafos começaram a disparar em nossa direção.

Lucas tentou me segurar pelo braço.

"Laura, vamos conversar em outro lugar."

Eu me afastei dele com um movimento brusco.

"Não me toque."

Meu celular começou a vibrar incessantemente na bolsa.

Eram as chamadas dele.

Rejeitei cada uma delas.

Eu não queria mais ouvir suas mentiras.

Virei-me para a multidão, para as câmeras, para o mundo.

"Meu nome é Laura. E eu era a esposa de Lucas. Até esta noite."

Dito isso, dei as costas para o caos que criei e saí da galeria, de cabeça erguida, enquanto as lágrimas finalmente começavam a rolar pelo meu rosto.

Lá fora, a noite fria me acolheu.

Sentei no meio-fio, o vestido de festa agora amassado e sujo, e chorei.

Chorei pela traição, pela humilhação, pelo fim do meu casamento.

Chorei pela mulher que eu era, a arquiteta talentosa e apaixonada, que tinha sido transformada em um espetáculo público de dor.

Uma memória veio à minha mente, nítida e dolorosa.

Há duas semanas, Lucas chegou em casa tarde da noite.

Ele se sentou na beirada da cama, evitando meu olhar.

"Laura, eu acho que preciso de um tempo. Um espaço."

Fiquei confusa.

"Um espaço? Do que você está falando, Lucas? Nós estamos bem."

"Não, não estamos", ele disse, a voz fria. "Eu não estou bem. Eu me sinto sufocado."

Ele foi frio, distante, como se estivesse falando com uma estranha.

Nos dias seguintes, ele mal falava comigo, cada toque meu era recebido com rigidez.

Uma semana depois, enquanto arrumava sua mala para uma "viagem de negócios", encontrei uma foto.

Era uma selfie, tirada em uma praia ensolarada.

Lucas e Sofia, abraçados, sorrindo para a câmera.

Ele estava sem camisa, e ela usava um biquíni minúsculo.

A intimidade da foto era inegável.

Meu coração se partiu em mil pedaços naquele dia.

Mas eu não disse nada.

Eu guardei a dor para mim, esperando, tolamente, por uma explicação, por um pedido de desculpas.

Agora, sentada na calçada, a humilhação pública era a gota d'água.

Uma mão tocou meu ombro.

Era Lucas.

Seu rosto estava contorcido em uma máscara de raiva e preocupação.

"Você enlouqueceu? Que cena foi aquela?"

Eu o encarei, os olhos inchados de tanto chorar.

"A cena que você criou, Lucas. Não eu."

Ele passou a mão pelos cabelos, frustrado.

"Vamos para casa, Laura. Agora."

"Eu não tenho mais uma casa com você."

Levantei-me, alisei meu vestido e comecei a andar, sem olhar para trás.

A vingança era a única coisa em minha mente.

E eu sabia exatamente como começar.

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