
FUGINDO DO PECADO
Capítulo 2
" Olho mais uma vez o quinto parágrafo da proposta de acordo do processo da Sra. Vasquez, mas minha atenção não está nesse documento, mas sim nas lembranças daquele elevador, aquela camisa branca molhada e aquele corpo jovem bem definido. Escuto batidas na porta e só pode ser a Juliana pra saber se está tudo certo com o acordo.
- Pode entrar!
Digo sem olhar a porta e foco no quinto parágrafo. Escuto a porta abrir, se fechar e nada da voz da Juliana me cobrando. O som da chave trancando a porta me deixa confusa. Ergo meus olhos e levo um susto enorme ao ver André parado perto da minha mesa.
- O que... você faz... aqui?
Pergunto gaguejando e olhando em volta como se alguém fosse aparecer.
- Não consigo parar de pensar em você.
Diz com a voz pesada, carregada de desejo e meu corpo todo se arrepia. Ele não precisa saber que também não paro de pensar nele.
- É melhor ir embora.
Peço me levantando da cadeira e o vejo fazer o contrario do que disse e se aproximar.
- André, é melhor sair daqui.
Seu sorriso malicioso faz minhas pernas bambearem, mas tento me manter firme no olhar. Mais dois passos e ele está quase colado em mim. Meus 1.73mts de altura mais o salto, não me fazem ficar a sua altura, minha testa fica perto de sua boca. Decido não erguer a cabeça pra não cair na tentação. Aspiro o ar com força pra me acalmar e manter distância, mas a única coisa que aspiro é seu perfume forte, que faz meu corpo deseja-lo ainda mais. Repreendo meu corpo e minha mente por desejar me entregar a esse garoto de apenas vinte anos. Prendo minha respiração ao sentir sua mão direita se apoiar em minha cintura e seus dedos fazem uma leve pressão em minha carne. Isso é errado, muito errado!
Sua mão esquerda se encaixa em meu pescoço e levanto minha cabeça para olha-lo. Seus olhos escuros miram meus lábios, assim como os meus focam nos dele. Sua mão desce da minha cintura para a minha bunda e a segura firme levando meu corpo para o dele. Seu nariz encosta no meu e nossas bocas ficam muito próximas. Seus dedos puxam o tecido da minha saia e vai embolando tudo em sua mão, até minha bunda ficar completamente descoberta. O safado sorri e em segundos está com os dedos procurando minha calcinha no meio da bunda. Solta um gemido baixo ao encontrar o pequeno fio bem escondido. Sua respiração acelera junto com a minha e seus lábios deslizam sobre os meus bem lentamente.
- Vou te comer gostoso em cima da sua mesa.
Traz sua boca ao meu ouvido e fecho meus olhos.
- Você quer?
Beija meu pescoço e mesmo sabendo que o certo seria dizer não, minha boca não obedece.
- Sim!
Seu braço forte agarra minha cintura e com uma facilidade absurda me tira do chão e me senta sobre a mesa. Enquanto suas mãos jogam tudo no chão, as minhas só pensam em livrar esse corpo lindo e jovem dessas roupas. Tiro sua jaqueta e sua boca avança na minha, cheia de fome. O choque de nossos lábios só queimam ainda mais o desejo dentro de mim. André enfia sua língua em minha boca e sem qualquer pudor percorre cada canto que encontra, como se estivesse fodendo minha boca. O beijo desesperado da juventude, que saudade disso, dessa pegada como se o pai dele fosse nos pegar a qualquer momento.
Suas mãos sem muita paciência quase rasgam minha blusa de seda para expor meus seios. Sua boca desce pelo meu pescoço, entre a camisa aberta, passa pelo meio do sutiã e sua língua curiosa tenta achar meu mamilo no tecido rendando que o cobre. Suas enormes mãos o ajudam a libertar meus seios e então seus lábios carnudos se moldam em meu mamilo e sugam com uma vontade jovial. Um gemido alto escapa da minha boca que logo é preenchida por seu dedo, implorando pra ser sugado. Mordo seu dedo, chupo, acompanhando a tortura que André faz em meus seios. Seus dentes dançam sobre meu bico duro e o desespero pra gozar só aumenta. Minhas pernas puxam seu quadril pra frente e minhas mãos tentam encontrar a abertura de sua calça.
- Não!
Ele diz se afastando e lambendo os lábios. Arranca sua camiseta e coloca junto com a jaqueta.
- Ainda não!
Roda a mesa e vem pra trás de mim. Me puxa pra deitar e quando minhas costas estão na mesa por completo ele se curva voltando a boca para os meus seios e sua mão direita desce pela minha barriga até minha calcinha. Entra no tecido e encontra meu sexo molhado e cheio de desejo por ele. Seus dedos afundam em mim e meu grito de prazer sai mais alto do que devia. Colo meus lábios em seu peito perto da tatuagem e abafo meus gemidos contra a sua pele. Sua boca e seus dedos fazem um trabalho maravilhoso e meu corpo está pronto pra libertar meu prazer. André para tudo e me deixa ofegante, excitada, desesperada pra gozar sobre a mesa. Meu corpo se contorce e os tremores chegam a ser incontroláveis.
Vejo ir para a frente do meu corpo e agarrando minhas pernas me puxa pra frente, mais na beirada da mesa. Suas mãos agarram as laterais da minha calcinha e vem passando pelas minhas pernas, até tirar de mim. Ergue minhas pernas em seu peito e sinto seu volume em meu sexo. Ele rebola, beija minha perna e o desespero me consome mais e mais. Vem empurrando minhas pernas pra frente do meu corpo, abraço uma parte delas e sua boca desce para o meu sexo. Seus lábios tocam meu sexo e grito de prazer. Sua língua vai sentindo meu sabor e quando seus dedos cravam em minha bunda, sua língua penetra meu sexo bem gostoso. Isso é errado! Isso é errado! Minha mente grita, mas já é tarde demais pra fugir do pecado.
- Giovana!
Vai enfiando mais e mais a língua e estou perto de gozar.
- Giovana!"
Um grito me assusta e abro meus olhos. Juliana está na minha frente assustada, enquanto estou na minha cadeira toda largada e ofegante. Olho em volta e não vejo o André.
- Estava dormindo?
Pergunta e me arrumo na cadeira.
- Acho que sim!
Tento acalmar minha respiração.
- Estava tendo um pesadelo? Seu corpo estava se contorcendo todo.
- Estava!
Minto, porque ela não precisa saber dos meus sonhos eróticos com um aluno da faculdade.
- Deve ser por causa do idiota do César.
Fala e só balanço a cabeça confirmando.
- O estagiário do Dr. Fanzinni está aqui com a minuta do acordo para assinar, se estiver tudo certo.
- Certo! Pode manda-lo entrar.
Juliana sai da minha sala e arrumo meu cabelo e minha camisa de seda.
- Pode entrar a Dra. Palocci já está aguardando você.
Escuto Juliana dizer ao estagiário e meus olhos focam na porta esperando o garoto. Quando a porta se abre e André entra, meu sonho todo parece se tornar real e meu coração acelera. Não! Não! Não! André vem se aproximando e meu coração parece chegar na boca.
- Oi!
Diz com a voz rouca e um sorriso lindo de canto de boca.
- Você fica ainda mais linda de cabelo solto.
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