Capa do romance Comprada por você (Dark Romance)

Comprada por você (Dark Romance)

8.6 / 10.0
Em Comprada por você (Dark Romance), Mariana é vendida pelo pai para Pedro. Neste intenso romance de mafia novel, o mafioso planeja lucrar com a pureza dela, mas uma atração perigosa surge. Leia este free web novel sobre sobrevivência e escolhas cruéis no submundo moderno.
Resumo de Comprada por você (Dark Romance)
Mariana sustenta seus irmãos pequenos após o luto, enquanto o pai se afunda no vício. Para quitar dívidas, ele a vende para Pedro, um temido mafioso. O plano dele é cruel: lucrar com a pureza da jovem em seu bordel assim que ela atingir a maioridade. Contudo, ao ser levada para o submundo do crime, uma tensão perigosa surge entre os dois. Agora, Pedro hesita em seguir com o acordo e entregá-la a um destino ainda mais impiedoso, desafiando sua própria frieza.
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Comprada por você (Dark Romance) Capítulo 1

MARIANA

Sinto-me como se estivesse observando o mundo através de um vidro embaçado, distante e turvo. Sentada à beira do jardim, vejo Gabriel e Sofia brincarem, suas risadas ecoando no ar como pequenos raios de sol tentando penetrar a densa névoa que envolve meu coração. O sorriso nos rostos inocentes dos meus irmãos é como uma luz frágil em meio à escuridão que nos cerca. Mas, por mais que eu queira me deixar envolver por essa alegria infantil, uma sombra persistente de tristeza e preocupação paira sobre mim.

— Mariana, olha só o que eu fiz! — Gabriel chama, exibindo orgulhoso sua última construção de blocos de madeira.

— É incrível, Gabriel! — respondo, forçando um sorriso. Mas por dentro, meu coração está apertado, ciente da dor que se esconde por trás da fachada de normalidade que tentamos manter.

Sofia corre em minha direção, seus cachos dourados balançando ao vento, e me abraça com força.

— Mariana, a mamãe está no céu, não é?

As palavras dela cortam como facas afiadas, perfurando meu peito já machucado pela saudade e pela perda.

— Claro, querida. — Minha voz soa fraca, e as lágrimas ameaçam transbordar.

Enquanto Sofia volta a brincar, meu olhar se volta para meu pai, sentado no banco do jardim, uma garrafa de whisky em uma mão e o olhar perdido no horizonte. Ele costumava ser meu porto seguro, mas agora é apenas uma sombra, um eco distante do homem que um dia conheci. E assim, com o peso da responsabilidade sobre meus ombros e o vazio da perda pesando em meu peito, sinto-me como se estivesse lutando para manter a cabeça acima da água em um mar de incertezas e desolação.

Meu coração dói ao ver meu pai se levantar do banco, seu corpo balançando desajeitadamente como uma marionete desgovernada. Seus olhos, antes tão cheios de vida e ternura, agora estão opacos e vazios, refletindo a escuridão que o consome por dentro.

— Pai... — minha voz sai como um sussurro frágil, perdido no vento.

Ele me encara por um momento, seus lábios se movendo em uma tentativa de formar palavras que nunca chegam a sair. É como se ele estivesse preso em um pesadelo do qual não consegue acordar, perdido em um labirinto de dor e arrependimento.

— Mariana... — ele finalmente murmura, sua voz um eco distante do homem que costumava ser.

Tento encontrar algum resquício do pai amoroso que um dia conheci, mas ele parece tão distante agora, envolto em uma névoa de tristeza e desespero. E enquanto ele luta para manter o equilíbrio, sinto-me afundando em um mar de angústia e impotência.

Um soluço escapa dos meus lábios, e eu me obrigo a engolir as lágrimas que ameaçam transbordar. Preciso ser forte, não apenas por mim mesma, mas por Gabriel, por Sofia e, de alguma maneira, também por ele. Mas a dor de ver meu pai tão perdido é quase insuportável, uma ferida aberta que parece nunca cicatrizar.

Com cada batida do meu coração, sinto uma chama de determinação se acender dentro de mim, desafiando a escuridão que ameaça me consumir. Ergo-me do banco do jardim com os olhos fixos no horizonte, determinada a não me render ao desespero que tenta me arrastar para baixo.

— Mariana, você vai brincar com a gente? — Gabriel me chama, seus olhos brilhando com expectativa.

— Claro, Gabriel. — Minha voz é firme, embora meu coração esteja pesado. Não posso permitir que meus próprios medos atrapalhem a felicidade deles.

Com um suspiro profundo, faço uma promessa silenciosa a mim mesma. Prometo ser forte, não importa quão difícil seja o caminho que temos pela frente. Prometo proteger Gabriel e Sofia com todas as minhas forças, mesmo que isso signifique sacrificar minha própria felicidade.

Olho para eles, meus preciosos irmãos, e uma sensação de determinação renovada toma conta de mim. Não importa o que o destino nos reserve, enfrentaremos juntos. Juntos, enfrentaremos o futuro com coragem e esperança, prontos para qualquer desafio que possa surgir em nosso caminho.

Com um sorriso forçado nos lábios, eu me uno a Gabriel e Sofia, deixando que a inocência e a alegria da infância me envolvam, mesmo que seja apenas por um breve momento. Seguro suas mãos pequenas e frágeis com ternura, prometendo protegê-los do mundo cruel lá fora, mesmo que isso signifique enfrentar meus próprios demônios.

À medida que nos entregamos à brincadeira, o jardim parece ganhar vida ao nosso redor. Gabriel corre atrás de Sofia, suas risadas infantis cortando o ar como facas afiadas, dissipando a quietude que antes pairava sobre nós. O sol lança seus raios dourados sobre a grama verde, criando padrões de sombra e luz que dançam ao sabor do vento.

Enquanto observo meus irmãos pequenos se divertirem, um calor reconfortante se espalha pelo meu peito, dissipando o frio que a tristeza e a incerteza trouxeram. É como se um raio de esperança tivesse encontrado seu caminho através da escuridão que nos envolve, iluminando nosso caminho com uma suave luminosidade.

Talvez, apenas talvez, haja uma chance para nós. Uma chance de encontrar a felicidade, mesmo nos momentos mais sombrios e desafiadores. Nossas risadas misturam-se ao som dos pássaros cantando nas árvores próximas, criando uma sinfonia de alegria que parece ecoar através do tempo e do espaço.

O sol derrama seus raios dourados sobre nós, criando uma aura de calor e felicidade enquanto brincamos no jardim. Meus irmãos, Gabriel e Sofia, estão radiantes de alegria, seus rostos iluminados pelos sorrisos contagiantes que parecem banir qualquer sombra de tristeza. Eu me uno a eles, deixando-me envolver pelo espírito leve e despreocupado da infância, mesmo que seja apenas por um momento fugaz.

— Gabriel, você consegue alcançar aquela bola lá no alto? — pergunto, incentivando-o a desafiar os limites que parecem tão distantes para uma criança pequena.

— Acho que sim, vou tentar! — responde ele, determinado a conquistar o desafio.

Sofia, não querendo ficar de fora da diversão, oferece sua ajuda com um brilho travesso nos olhos.

— Eu quero ajudar também!

Com um sorriso, eu os encorajo a trabalharem juntos, unindo suas forças e habilidades em prol de um objetivo comum. Vejo-os unirem-se em uma colaboração instintiva, seus corpos pequenos e ágeis se movendo em harmonia enquanto buscam alcançar a bola presa no galho mais alto da árvore.

— Isso mesmo, vocês estão quase lá! — incentivo, sentindo meu coração se encher de orgulho ao ver a determinação nos olhos deles.

Finalmente, com um grito de triunfo, Gabriel alcança a bola, e Sofia comemora ao lado dele. O brilho de conquista em seus rostos é como uma luz brilhante em meio à escuridão que ameaça nos engolir.

— Vocês são incríveis! — exclamo, meus olhos se enchendo de lágrimas enquanto abraço meus irmãos, agradecendo silenciosamente por esse momento de felicidade fugaz.

E, apesar das sombras que pairam sobre nossas vidas, eu me agarro a essa lembrança, prometendo guardar este momento de alegria como um tesouro precioso em meio à escuridão que nos cerca.

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