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Capa do romance FABRIZIO CASTELLI - O CAPO QUE ME REIVINDICOU

FABRIZIO CASTELLI - O CAPO QUE ME REIVINDICOU

Vendida pelo próprio pai para quitar dívidas alheias, fui lançada em um bordel sombrio. Minha primeira noite parecia o fim, até Fabrizio Castelli surgir. O implacável príncipe da máfia italiana não era um cliente comum; ele destruiu os responsáveis pelo meu sofrimento em um rastro de sangue e autoridade. Agora, sob sua posse definitiva, não sou mais uma mercadoria. Fabrizio me reivindicou, transformando meu destino em uma nova realidade sob sua perigosa proteção.
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Capítulo 2

Tentando manter o controle, desci do palco e me dirigi ao bar, lutando contra os pensamentos desesperados que tomavam conta da minha mente. A música alta já não batia mais rápido do que meu coração. Havia um homem que me esperava, pronto para eu saciar seus desejos obscuros.

- Não sei para onde devo ir... - sussurrei para o barman, que me olhou com indiferença e apontou para o corredor.

- Suba as escadas e entre na primeira porta à direita. Você foi sortuda para a sua primeira vez. Faça tudo o que ele quiser e você será recompensada - ele piscou e virou as costas.

Caminhei em direção ao meu destino, arrastando os pés, rezando para algum milagre acontecer, para que eu encontrasse uma salvação. Como poderia satisfazer aquele homem? Minha vida e a vida da minha irmã, Bia, dependiam disso. Respirei fundo e bati na porta.

A voz grave do outro lado ordenou:

- Entre!

Minha mão tremia sobre a maçaneta, relutante em deixá-lo esperando. Mas eu não tinha escolha alguma. Girei a maçaneta e adentrei o quarto. A música naquele ambiente mudou, tornando-se igualmente sensual, assim como todo o cenário ao meu redor. O homem estava sentado em uma poltrona, o peito nu, musculoso e tatuado; somente seu rosto estava na penumbra, enquanto fumava um cigarro.

- Dance para mim - ordenou, apontando para o pequeno palco no canto do quarto.

Comecei meus movimentos, intrigada pelo homem misterioso que me observava a pouca distância. Notei que ele movia a mão, se masturbando enquanto eu dançava e me despia, deixando somente a pequena calcinha.

- Venha até aqui - ele ordenou, sua voz combinando perfeitamente com sua confiança.

Caminhei em sua direção, tentando não rebolar com aqueles saltos. Quando fiquei a poucos passos dele, ele me sinalizou para parar. Obedeci, observando sua figura alta levantar-se e dar uma volta ao meu redor. Tentei não encarar seu rosto, mas rapidamente consegui observá-lo; ele aparentava ter pouco mais de trinta anos, sua beleza era indescritível. Senti sua mão passando lentamente por minhas costas, causando um arrepio involuntário em todo o meu corpo.

- Feche os olhos - ele ordenou.

Angustiada com o que ele faria a seguir, obedeci a mais um comando dele. Senti sua boca em meu seio e uma de suas mãos foi em direção às minhas pernas, enquanto sua língua percorria meus mamilos e seus dedos afastavam minha calcinha para acariciar meu clitóris. Até então, apenas eu mesma havia tocado aquela parte sensual do meu corpo. Ele parecia faminto para me devorar e essa sensação me deixou quente e com as pernas bambas. Gemi alto enquanto sentia a excitação escorrer entre minhas coxas.

De repente, ele se afastou e eu não sabia se isso era bom ou ruim. Tinha acabado? Ele desistira de levar isso até o fim? O silêncio persistia até que ouvi o som de algo se rasgando, seguido pelo tilintar de pedras de gelo em um copo, chamando minha atenção. Abri os olhos e lá estava ele, me observando enquanto se masturbava. Um sorriso safado surgiu em seu rosto e ele se sentou novamente na poltrona. Vi que seu pau era grosso e estava completamente ereto. Mesmo com o preservativo, podia notar a saliência das veias.

Nesse momento, o desespero tomou conta de mim. Por mais que houvesse um desejo presente até então, o medo de ser machucada era maior. Fiquei paralisada por um segundo, enquanto ele me acenava para vir para o seu colo.

Seus olhos se estreitaram e, lembrando das ameaças anteriores vindas dos meus agressores e do homem que me recebera ali, segui em sua direção sem saber o que fazer. Não planejara que acontecesse daquela maneira, mas seria melhor ter sexo com um homem como ele, que de certa forma estava me excitando, do que com um que poderia me maltratar e machucar. Tremendo, me aproximei sob seu olhar lascivo; ele cheirava a uísque e a um perfume intoxicante. Seu toque fora suave, percorrendo minha cintura e sempre mantendo seu olhar no meu.

Ele puxou meu quadril, fazendo com que minhas pernas passassem por cima de seu ombro. Minhas mãos buscaram apoio na parede enquanto sua boca ia em direção à minha boceta, sua língua deslizando por ela e concentrando-se em meu clitóris.

Por alguns minutos, esqueci totalmente o motivo de estar ali. Esqueci que ele era um estranho, que estava me pagando por aquilo que estávamos fazendo. Não me sentia enojada ou suja, apenas estava obtendo um prazer intenso. Quando o orgasmo veio mais uma vez, eu choraminguei e, antes que eu pudesse sequer pensar, ele me puxou para o seu colo, mas não fui penetrada. Sua boca encontrou a minha e seu beijo não era menos poderoso. Eu estava excitada, embora não devesse estar. Ele era um estranho, um homem promíscuo, e eu estava somente sendo uma puta na vida dele. Mas, mais uma vez, me entreguei ao desejo e correspondi ao mesmo nível de fome que ele demonstrava.

Suas mãos grandes empurraram meu quadril para baixo e senti a pressão da cabeça inchada de seu pau contra meu clitóris. Meu corpo ficou tenso e, quando tentei me afastar, ele pressionou com força, causando um leve ardor que me fez cravar as unhas em seus ombros. Naquele instante, os seus olhos claros encontraram os meus e ele xingou, tentando me tirar de seu colo, mas eu não poderia permitir que ele não se realizasse; desci de uma vez no seu grosso pau, me sentindo ser rasgada, preenchida, e a sensação era estranha. Ao mesmo tempo que senti uma dor forte, senti um prazer dentro de mim. Sabia que ele não estava por completo dentro, mas a pele que era intacta tinha sido rompida, não tinha mais volta.

- Caralho! Você não deveria...

- Por favor, me fode. Estou aqui para te dar prazer.

Confuso, ele ainda mantinha suas mãos firmes no meu quadril, com um olhar enfurecido. Mas, quando escutou minhas palavras, senti seu membro pulsar dentro de mim, parecendo ainda maior e mais rígido.

- Foda-se, não vou ser gentil... - ele disse, enquanto começava a levantar meu quadril e me puxar para ele.

Era estranho, pois a dor foi lentamente substituída por um prazer intenso, e perdi a conta das vezes que gozei enquanto ele me possuía como bem queria.

Insaciável, ele me jogou na cama, colocando-me de quatro. Suas mãos foram para meus cabelos enquanto ele me penetrava novamente. A angulação perfeita fazia com que ele atingisse um ponto sensível dentro de mim, me levando ao extremo; meu corpo parecia querer explodir de desejo e eu me dissolvia envolvendo-o. Ele apertou minha bunda enquanto eu sentia seu líquido escorrer para o buraco, tão virgem quanto minha boceta momentos antes. Seu dedo me explorava enquanto ele investia seu quadril contra o meu em estocadas intensas.

Desta vez, a mistura de dor e prazer percorria todo o meu corpo. Eu estava sendo invadida e consumida por ele por todas as partes. Eu só conseguia gemer desesperada, implorando para que ele não parasse, para que continuasse, gritando por mais.

- Caramba, você é uma gostosa, garota! - Ele me deixou por um segundo e, ao voltar para dentro de mim com uma estocada profunda, seu dedo voltou para dentro e eu senti outro orgasmo que me fez colar meu corpo no colchão, sentindo o suor escorrer pelas minhas costas e cabelo.

Senti-o saindo rapidamente de dentro de mim, retirando o preservativo e, como previsto, seu gozo foi derramado em minha bunda. Eu não deveria ter gozado, não deveria ter sentido prazer em me tornar uma prostituta. Naquele momento, eu pertencia a um homem selvagem, mas que me proporcionou prazer. O próximo cliente poderia ter a idade do meu avô.

Sentia o enjoo se aproximar enquanto ele ainda me olhava ofegante ao redor da cama. Sentei-me, sendo incapaz de encará-lo. Imediatamente, a culpa me atingiu; eu me senti uma verdadeira vadia, e o choro se tornou incontrolável. Esperei por ofensas, por ele dizer que não se importava com minhas lágrimas, esperei ser agredida ou pelo dinheiro ser jogado em mim.

Mas o que ele fez me assustou. Sentou-se na cama e me puxou para o seu colo. Sua mão foi para meu queixo, erguendo-o para encará-lo. Naquele ponto do quarto, pude ver seu rosto claramente: olhos claros, barba por fazer, cabelos negros e um rosto tão bonito quanto seu corpo.

- Ei, eu te machuquei? Você era virgem, droga. Como você pode querer perder sua virgindade em um bordel?

Controlei o choro, avaliando se deveria contar a verdade ou não.

- Eu queria - menti.

O aperto em meu queixo aumentou e novamente eu me perdi em seu olhar questionador.

- Diga a verdade, droga. Estou bêbado, mas não sou burro. Diga a verdade ou...

- Não me bata, por favor. Farei o que você quiser - respondi, assustada.

Seu olhar estava confuso e ele parecia horrorizado.

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