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Capa do romance EVITANDO O AMOR

EVITANDO O AMOR

Determinada a manter seu coração blindado, uma mulher belíssima faz de tudo para fugir de qualquer envolvimento emocional. No entanto, seu caminho cruza com o de um homem que personifica a paixão e acredita piamente no poder do amor. O que começa como uma aposta audaciosa transforma-se em um jogo de conquista perigoso, onde sentimentos reprimidos emergem com força total, desafiando as convicções de ambos em meio a uma avalanche de emoções intensas.
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Capítulo 1

NARRAÇÃO DANIELLE

O despertador toca sem parar e me estico na cama para desligar. A preguiça da manhã esta forte hoje. Mãos firmes me puxam e levo um susto. Me viro apavorada e vejo um homem nu na minha cama.

- Aí me Deus!!!!

Sussurro vendo cada detalhe do corpo escultural dele. Que merda eu fiz ontem, pra não lembrar que trouxe esse homem maravilhoso pra minha cama? Bem!?!?!?!?Ele esta nu... Olho pra mim e também estou nua. A noite parece que foi boa. Meu celular começa a tocar e pulo da cama correndo.

- Alô...

- Graças a Deus você esta viva.

Começo a rir do desespero da Eloisa.

- Você sumiu do barzinho com aquele gorila.

Tento não rir, mas é impossível. Olho o gorila na minha cama e realmente ele é enorme. Tombo minha cabeça para saber se tem um tamanho bom o brinquedinho, mas não consigo ver.

- Parece que se livrou dele.

- Não diria exatamente isso.

- Oh meu Deus, Danielle !!!! Você dormiu com ele?

- Acho que sim.

- Acha!?!?

- Estou nua no meu apartamento com ele. Estou encarando seu corpo nesse exato momento.

Eloisa começa a rir do outro lado do telefone.

- Você dormiu com o cara e não se lembra?

- É um pecado isso né!?!?!

Sua risada agora é escandalosa e decido sair do quarto com medo dele acordar.

- E agora!??! Vai esperar o cara acordar e conversar?

- Não... você sabe que comigo não tem a conversa do dia seguinte.

- Mas você levou pra sua casa.

- Isso que é estranho. Nunca trago pra minha casa, é sempre na casa deles ou em algum motel.

Olho em volta na minha sala e vejo nossas roupas jogadas.

- Como vai mandar embora sem a conversinha do dia seguinte?

- Vou colocar minha roupa e sair.

- Vai deixar o cara ai na sua casa, perdido?

- Vou deixar um bilhete pedindo pra ele ir embora, que depois ligo.

- Você vai ligar?

Começo a rir.

- Não!

Me abaixo para pegar minha calcinha e escuto Eloisa tendo uma crise de riso.

- Bom dia!!!!

- Cacete!!!

Deixo o celular cair no chão ao sentir algo duro me encostar. Dou um passo para frente e me ergo.

- Bom dia!!!

Evito olhar o gorila.

- Você fica linda de manhã.

- Eu preciso ir trabalhar.

Pego o resto da minha roupa no chão e o celular. Eloisa esta na linha e desligo para ela não me ouvir.

- Vamos tomar um café da manhã juntos.

- Não posso. Preciso mesmo ir, já estou atrasada pra uma reunião.

Seus olhos maliciosos percorrem meu corpo. Tento cobrir as partes importantes, mas é impossível. Ele é gato demais! Moreno, olhos negros e um cabelo cortadinho tão perfeito que dá até inveja.

- Vou me arrumar. Já volto...

Não lembro a merda do nome dele.

- George.

- Isso!

Ele abre um sorriso e não faz ideia que daqui cinco minutos me esquecerei do seu nome de novo. Corro para o meu banheiro e respiro aliviada por estar longe dele. Só espero que tenha entendido que é para ir embora. Tomo um banho e me troco correndo. Tenho que estar mais cedo hoje na editora. Termino de colocar meu sapato e passo um perfume. Assim que saio do quarto, vejo o gorila sentado no sofá me esperando.

- Merda!!!!

Resmungo baixinho.

- Estava te esperando.

- Percebi.

Dou um sorriso sem graça. Pego minha bolsa e coloco o celular dentro.

- Então vamos.

Saímos do meu apartamento e seguimos para o elevador. Isso esta sendo totalmente estranho. Aperto o botão do elevador.

- Você não me passou o número do seu celular.

- Não!?!!

- Não...

E agora?!?!?!? Nunca dou o número do meu celular.

- Eu quase não atendo ele, onde trabalho é proibido usar.

- Então quando eu quiser te ver venho aqui no seu prédio.

Oh não!!!

- Anota meu número.

O elevador chega e entramos. Aperto o térreo e ele pega o celular dele.

- Fala.

Digo os números do celular da Eloisa e tento não rir.

- Quer anotar o meu?

- Não precisa, mais tarde você me liga e salvo.

A porta do elevador se abre e saímos. Passo pelo porteiro que me olha sorrindo.

- Bom dia, Srta. Amaral!

- Bom dia, Maurício!

Saímos do prédio e olho para o gorila.

- Foi um prazer te conhecer...

- George.

- Isso! George.

Ele vem pra me beijar e desvio o rosto.

- Até mais!

Me viro e saio andando muito rápido para longe dele. Isso é muito constrangedor. Preciso me lembrar de beber pouco pra nunca mais trazer um homem pra minha casa. Pego um taxi e passo o endereço da editora.

**************

Em pouco tempo chego e já encontro Eloisa na porta me esperando.

- Como foi com o gorila?

- Foi estranho.

Digo rindo e pegando meu café de sua mão.

- Qualquer dia você vai se apaixonar Danielle.

- Impossível, seguindo as minhas regras.

Ela revira os olhos.

- Não sair com o mesmo cara mais de uma vez. Não ter encontros românticos. Não saber da vida pessoal deles. Não deixar saberem da sua vida pessoal e...

Abre a porta de entrada da editora.

- Nunca... nunca... e nunca transar com os olhos conectados no boy. Isso da ligação sentimental.

- Exato!

Digo ao passar pela secretária do chefe e sigo para a sala de reuniões. Sou editora chefe e Eloisa é minha assistente. Somos melhores amigas desde sempre. Assim que entro na sala de reuniões, Pedro abre um enorme sorriso.

- Como vai minha editora sem coração?

- Linda e ainda sem coração.

Ele me abraça forte.

- Por isso você não esta no setor de romances.

Eloisa começa a rir e olho pra ela brava. O setor de romances é o mais cobiçado pelos editores daqui. É o que move o maior lucro da editora.

- Sabe que não concordo com isso, né? Tenho capacidade para assumir o setor de romances.

- Você é capaz Danielle, mas não possui o coração para isso.

- Me dê uma chance que provo que sou capaz.

- Não é esse o assunto da nossa reunião.

Fico calada ao ver os outros editores entrando na sala. Eu ainda não desisti dessa conta.

****************

Após horas organizando tudo para o evento de hoje à noite, Pedro termina a reunião.

- Espero por vocês no evento da editora. Quero todos se empenhando em seus escritores.

O evento tem como objetivo, lançar um escritor por categoria literária. O meu é o jovem Jerry, Um excelente escritor de suspense policial.

- Estão dispensados.

Vejo Helen se levantar e sorrateiramente se aproximar de Pedro. Ela é a atual editora do setor de romances. A safada fala algo no ouvido de Pedro que sorri com malícia. Todos sabem que ela não tem qualificação alguma para ser editora, mas tem o meio das pernas bem acolhedor.

A raiva cresce dentro de mim e saio irritada para a minha sala.

**************

Entro na minha sala e Eloisa vem atrás.

- Se acalma!

- Aquela...

Fecho meus olhos, respirando fundo.

- Vou arrancar dela o setor de romances ou não me chamo Danielle Amaral.

Me jogo na cadeira já tentando pensar em algo para convencer Pedro a me dar esse cargo.

*************

A festa esta lotada. Meu jovem escritor esta em sua mesa autografando seu livro. Pego uma taça de vinho e ando pela festa vendo os convidados. Olho para a mesa onde deveria estar o escritor de romances e não vejo ninguém. Busco em volta da mesa a Helen e nada dela também. Perco o equilíbrio e meu pé vira, me fazendo quase ir ao chão. Quase, porque braços fortes me seguram.

- Acho que alguém bebeu vinho demais.

A voz grossa e sexy do homem lindo a minha frente, me faz suspirar.

- Obrigada!

Digo me soltando de seus braços.

- Não foi à bebida que quase me derrubou.

- Então foi o que?

- Foi à merda do salto extremamente alto que estou usando.

Ele desce os olhos pelo meu corpo e para em meus pés.

- Gosto de salto alto.

Sorri e quando ergue os olhos para mim, da uma piscada sexy. Cabelo levemente ruivo jogado de lado, lábios levemente grossos, olhos azuis, corpo muito coberto para analisar, barba bem aparada.

- Você é!?!?!

- Leandro Reis.

Estica a mão.

- Danielle Amaral.

Pego a mão dele e nos cumprimentamos. Seus olhos desviam de mim.

- Preciso ir. Foi um prazer.

- O prazer foi todo meu.

Solta a minha mão e passa por mim, indo embora. Controlo a vontade de me virar e ver pra onde ele foi. Procuro por Pedro e o acho no bar.

- Achei você.

Ele se vira e sorri pra mim.

- Como esta seu escritor?

- Muito bem!

Peço mais uma taça de vinho.

- Quero o setor de romances.

Digo já sendo direta. Odeio enrolar e ele começa a rir.

- É sério! Sou competente e posso provar que entendo de romances.

- Quando foi à última vez que se apaixonou?

- Isso não vem ao caso.

Vira toda a bebida de seu corpo.

- Vem sim! Preciso de alguém que entenda de amor para se entregar a leitura de um bom romance e me dizer se vale a pena publicar.

- E você acha que a Helen é essa pessoa?

Pergunto debochada.

- Acho...

Reviro os olhos.

- Me dê uma chance só.

Ele me encara.

- Só uma chance de te provar que entendo de amor e romances.

- Vamos fazer assim.

Fala e pede mais uma bebida.

- Temos o lançamento de um romance daqui dez dias.

Pega a bebida da mão do garçom.

- Se nesse evento me apresentar uma pessoa que tenha ficado com você nesses dias todos e esteja apaixonado por você, te dou o setor de romances.

- Tenho que ficar com essa pessoa por dez dias e ele se apaixonar?

- Sim...

- Se apaixonar em dez dias é impossível, Pedro. Quer escolher a pessoa também pra foder ainda mais a minha chance?

- É uma boa ideia.

- O que!??!?

Pergunto quase gritando e ele começa a olhar em volta.

- Isso é brincadeira, né?

- Não...

Viro minha taça toda de vinho. Quero a merda do setor de romances.

- Ali...

Aponta com a cabeça para a mesa do escritor de romances, mas não tem ninguém sentado. Tem algumas pessoas em volta.

- Quem?

- Vou facilitar sua vida e escolher alguém que possui a alma romântica.

- Quem!?!?!?

- Ao lado da Helen, nosso escritor de romances.

O homem ao lado da Helen esta de costas, então ele se vira.

- Leandro Reis.

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