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Capa do romance Eu sou Afrodite

Eu sou Afrodite

Aos 23 anos, Afrodite comanda sua própria boate e se dedica a realizar os desejos ocultos de seus clientes. Criada em um lar extremamente conservador, ela desafia as expectativas familiares para viver com total liberdade. Sua determinação nasce da vontade de honrar o irmão mais velho, que nunca pôde ser quem realmente era. Entre fetiches e segredos, ela busca trilhar seu caminho sem abrir mão de sua essência ou de seu prazer.
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Capítulo 2

— O quê? — Fica confuso.

— Vai ser meu presente para você.

— Você está falando sério mesmo?

— Claro. — Confirmo. — Por que eu estaria brincando?

— Não sei.

— Bom, isso vai te ajudar a se soltar um pouco. Pelo menos até você ter coragem de deixar alguém te comer. — Explico.

— Você é meio doida não é?! — Ri e eu balando a cabeça em sinal de confirmação.

— Eu gosto que as pessoas façam o que dão prazer a elas, desde que não seja crime. É óbvio.

— Na verdade, eu achei que você iria querer me comer aqui. — Ri, envergonhado.

— Só se você quiser. — Vejo sua expressão mudar ao me ouvir.

— Sério? — Confirmo. — Não sei se estou pronto pra fazer isso.

— Relaxa. Esse presente é exatamente pra te ajudar com isso. Se você não está pronto, não precisa fazer. O corpo é seu, e você tem que respeitar ele. Está tudo bem.

— Você é boa com as palavras. — Ri.

— Acho que sou melhor com a boca. — Espero uma resposta, mas depois de alguns segundos olhando em meus olhos, ele avança e me beija.

— É. — Sussurra ao se afastar — Concordo. — Afirma e voltamos a nos beijar.

Ele parece animado com a situação. Sinto seu pau, duro, pressionando minha virilha.

Jogo os dildos em cima da mesa e com as mãos livres, passeio em seu corpo.

Começando pelo pescoço e indo até a nuca, entrelaço os dedos em seus cabelos e puxo, levemente.

— Pode puxar mais forte. — Sussurra.

Faço o que pediu e ouço ele soltando um leve gemido, desço as mãos, passando pelas suas costas e logo em seguida chego em sua bunda. Automaticamente, ele joga a cabeça pra trás e suspira forte quando eu aperto.

— Você quer que eu te foda? — Sussurro em seu ouvido. — Quer que eu te jogue naquele sofá e te coma até você dizer chega?

— Por que está fazendo isso comigo? — Sussurra, quase num gemido.

— Por que quero que você goze como nunca gozou na sua vida. Quero fazer você realizar esse desejo, e ver na sua cara o quanto está gostando.

— Você está me deixando louco.

— É exatamente isso que eu quero. — Ponho as mãos dentro da cueca e continuo apertando sua bunda.

Quando mais eu acaricio, mais ele se entrega a mim.

— O primeiro. — Fala e eu fico sem entender.

— O quê?

— Eu quero o primeiro — Deixo escapar um sorrisinho malicioso ao finalmente me tocar a que ele se refere.

— Tranca a porta. — Mando e ele vai tão rápido que parece estar com pressa para ser comido. — Agora tira a roupa.

Sigo até a gaveta e pego um lubrificante que estava junto com os dildos.

Tiro meu vestido e aprecio seu rosto ao me ver com um conjunto de renda na cor marsala.

— Você é muito gostosa. — Me olha de cima a baixo.

Pego o vibrador de quinze centímetros e jogo no sofá, junto com o lubrificante.

— Vem aqui. — Sigo até o sofá e espero ele se aproximar.

Volto a beijá-lo, passeando as mãos por todo o seu corpo, que agora está nu.

Ele treme quando os lugares mais sensíveis são tocados. Puxo uma de suas pernas e a ponho sobre o sofá, me ajoelhando logo em seguida para chupar seu pau.

Enquanto o chupo, pego um pouco de lubrificante e passo no meio de sua bunda, fazendo ele gemer ao sentir o meu dedo.

Começo a introduzir o dedo, lentamente, enquanto chupo seu pau e ele parece ir aos céus e voltar. E a cada movimento que faço com o dedo, ele geme mais alto.

— Isso... É... Muito bom. — Levanto e o beijo novamente. — Dói, mas é bom.

— Ajoelha no sofá.

Enquanto pego um pouco mais de lubrificante, ele ajoelha como pedi e vira as costas. Deixando o corpo dele totalmente a minha disposição.

Lubrifico o vibrador e vejo ele apertando o sofá quando eu encosto na sua entrada.

Começo a fazer força e ele grita.

— Quer que eu pare?

— Não. Continua, por favor. — Suplica e eu enlouqueço ao ouvir sua voz, carregada num tom de puro tesão.

Ao enfiar completamente, espero um pouco, pra ele acostumar com a sensação. Beijo suas costas e passeio com meu dedos levemente em sua coxa.

— Assim você vai me deixar louco. — Fala, quase sem fôlego.

Começo a movimentar devagar e vou acelerando gradativamente.

Sinto um frio entre as pernas ao vê-lo mordendo uma almofada, na tentativa de não gemer tão alto. Porém, falha miseravelmente quando enfio forte, e logo em seguida acelero o movimento.

— Eu quero o de dezoito. — A essa altura, ele mais geme do que fala.

— Vem cá. — Chamo ele até a mesa. —Deita.

Volto a chupá-lo enquanto lubrifico o que pediu.

Enquanto o chupo, introduzo devagar e ele geme um pouco mais alto que antes.

Acelero e sinto as pernas dele tremerem. Continuo o movimento e me satisfaço apenas ao vê-lo gozando em minha frente.

Ele geme ainda mais gostoso e suas pernas tremem como se estivesse congelando, porém, estão quase pegando fogo.

Retiro o dildo e dou a volta na mesa, apenas para lhe dá um beijo.

— Temos que voltar pra festa.

— Preciso recuperar o fôlego primeiro. — Aparenta estar esgotado.

Vou até meu armário pegar um envelope, e ponho os dois dildos dentro, em seguida, coloco em cima da mesa.

— Pra você. — Rio ao ver sua cara de surpresa. — É só um presente.

— Obrigada. Ainda parece com vergonha. — Realmente foi a melhor gozada da minha vida.

Nos vestimos e voltamos a festa, que já está quase no fim.

— Onde você se meteu? — A Indie me aborda, nada sutilmente.

— Me meti lá no escritório. — Rio ao fazer uma piada com um duplo sentido que só eu entendo. — Enfim, aconteceu alguma coisa?

— Temos outra festa para daqui a dois dias.

— Isso é incrível. — Comemoro um tanto discreta, já que tem várias pessoas ao redor.

— Vem. Vou te apresentar a cliente. — Me puxa pelo braço. — Ela quer te conhecer.

Fico encantada ao nos aproximarmos de uma mulher ruiva, olhos claros, rosto com sardas e mais ou menos 1,60 de altura.

— Essa aqui é a Mari. — Indie a apresenta.

— E você é a Afrodite. Muito prazer. — Me estende a mão.

— O prazer é todo meu, Mari. — Lhe cumprimento gentilmente.

— Então, deixamos pra acertar os detalhes amanhã, porém, ela já me adiantou que será festa de gala, e que será uma despedida de solteira. — Indie parece bem empolgada.

— Ótima escolha. — Elogio. — E pode confiar nas mãos dela. Ela faz um trabalho incrível. — Me refiro a Indie.

— É. Estou vendo. — Passa o olhar ao redor da festa. — Esse evento está maravilhoso.

Tenho certeza que a Indie está com o rosto completamente vermelho, devido aos elogios, mas fica imperceptível, já que as luzes da boate também são dessa cor.

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