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Capa do romance Eu sou a Lei!

Eu sou a Lei!

Comandando uma das maiores facções do país, assumi o lugar do meu pai após sua morte. Sou respeitado por todos, mas uma advogada atrevida desafia minha autoridade. Mesmo preso, sigo no controle e me vejo obcecado por essa mulher de olhos cor de mel, contratada para me defender. O desejo por ela me consome e não aceitarei um não como resposta. Assim que eu cruzar os portões deste presídio, farei de tudo para que essa morena seja minha, custe o que custar.
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Capítulo 2

Ainda um pouco chocado com a revelação, Henrique não conseguia emitir nenhuma palavra. Eduarda já estava ficando impaciente achando que ele fosse um mal-educado.

- Você sabe falar? – Ela o pergunta antes de cometer alguma gafe.

O seu olhar que antes era de puro transe, ele a olha com uma certa raiva. Nunca em toda a vida dele, ouviu alguém falar com ele assim.

- Sei, já que acabei de perguntar quem você era.

- Está certo. Mas não pareci até pouco tempo, mas agora não vem ao caso.

- Quem pediu para que você viesse?

Eduarda olha o papel em que ela tinha anotado o nome e falou logo após ler.

- Vinícius Pinto. Como ele acha que você não saberá de quem se trata, ele disse que era para falar que é o trator. Acho que agora sabe bem quem é.

Ele sorri e sabe que o seu braço direito lhe trouxe a melhor, mas não sabia ao certo se teria forças o suficiente para ter o controle em não provocar ou não beijar a baixinha astuta na sua frente.

- Sim, eu sei. Mas e aí dona, vai poder me ajudar?

- Olha, vou ser bem franca com você, a garota de nome Estefane Alves alega que você a estuprou e que ainda tentou mata-la. O seu caso é bem complicado, ainda mais que você não tem um álibi para o dia e hora em que aconteceu tudo com ela.

- Álibi eu tenho.

- Então fale logo de uma vez, para que possamos traçar melhor os planos para resolução do seu caso.

Henrique estala a língua olhando para Eduarda que aguarda ansiosamente que ele lhe diga qual é o seu álibi de fato. Mas o silêncio é a sua resposta.

Como ele não diz nada, ela levanta-se da cadeira organizando tudo.

Henrique se desespera e os seus olhos se movimentam rapidamente vendo todos os movimentos que ela dá.

- O que tá fazendo?

- Organizando as minhas coisas para ir embora não tá vendo?! – Ela fala ríspida.

- Eu tô vendo, já que não sou cego! Mas porque vai embora, não vai me defender? - O seu tom também é do mesmo jeito.

Eduarda sorri sarcasticamente e o encara. Aqueles olhos cor de mel ao se encontrar com aquelas duas jabuticabas, faz com que se percam por alguns segundos nos olhares um do outro. Lembrando que ele é um possível cliente, ela se recompõe e fala calmamente.

- Você é um caso perdido. Se não quer me contar qual o seu álibi realmente, não tenho como ajudar a sair dessa enrascada. Senhor Henrique, se não quer ajuda, eu vou embora!

- Por favor dona, se o Trator mandou a senhora aqui, é porque é mesmo boa, mas se eu falar o meu álibi, aí sim, que eu vou morfar aqui nessa cadeia e os meus precisam de mim lá fora.

Abrindo a porta da sala especial, o carcereiro avisa.

- Doutora Medeiros, o tempo com o seu cliente acabou.

Olhando para o carcereiro e depois para Henrique ela suspira. A sua razão diz para recusar, mas algo em seu coração lhe diz para não deixar aquele homem preso. Ela olha de volta para o carcereiro e faz um pedido.

- Senhor, me dê apenas um minuto com ele e já o chamo, ok?

O carcereiro relutante, acaba cedendo a advogada.

- Tudo bem. Um minuto doutora.

Ela sorri e quando ela faz isso, Henrique fica hipnotizado. É o sorriso mais lindo que ele já viu na vida. Ele sentiu o seu coração descompassar. Assim que o carcereiro os deixando para mais um minuto sozinhos, ela fica novamente séria e encara Henrique.

- Bem, já que algo me diz que eu vou me arrepender, voltarei novamente aqui. E acho bom me contar toda a verdade se quiser sair daqui e que eu o ajude. Fui clara?

Com um sorriso bobo, ele assente.

- Sim, dona.

Ela pega a sua pasta e caminha até a porta. Ela bate para avisar ao carcereiro que já estava de saída. Assim que ela sai, ele murmura consigo mesmo.

- Mais além de linda é uma baixinha astuta e abusada mesmo hein.

Não demora muito, Henrique é levado para a sua cela, enquanto Eduarda segue para o seu carro e lá ao entrar e sentar frente ao volante, ela solta todo o ar que parecia estar preso em seu peito. Assim que ela se recompõe, Eduarda segue para o seu escritório.

Júlio que é um colega de profissão e apaixonado por ela, a esperava para saber se eles teriam mais um caso no escritório ou não. Assim que as portas do elevador se abrem, Eduarda caminha até o balcão da recepção e pega as correspondências e confere cada uma.

- Oi Duda, e então, como foi lá?

- Tudo tranquilo. Alguma novidade no processo de injúria racial daquela socialite contra a nossa cliente?

- Não. Ainda estou buscando algumas pessoas que insistem em não querer testemunhar. Mas já estou buscando as imagens das câmeras de segurança.

- Perfeito! E o meu pai ligou?

- Ligou. Disse que estará a esperando para jantar em casa.

- Tudo bem. – Eduarda olha para Júlio e sorri.

Caminha até a sua sala e coloca a sua maleta sobre a estante. Retira o seu blazer e coloca em volta da sua cadeira. Ela senta-se e apoiando os cotovelos sobre a mesa, ela massageia a sua testa. A sua dor de cabeça que sempre teve, está sentindo aquela dor que fazia tempo que não sentia vindo com força total.

- O que foi Duda, tudo bem?

- Vou ficar. Tem mais alguma coisa Júlio?

- Não.

- Então vou fazer uma ligação e depois vou para casa. Se quiser pode ir embora meu amigo.

Ele sorri fraco. Achava que ela o chamaria para jantar junto com o pai dela, para aproveitar e a pedir em namoro, mas não será dessa vez.

- Está bem.

Assim que ele sai, ela se pega pensando naquele belo espécime.

- O que será que ele fez de tão errado para não dizer que álibi ele tem. Quer saber, vou para casa.

Ela levanta-se, pega as suas coisas e segue para o seu apartamento e de lá se arrumaria para ir jantar com o seu pai na sua casa.

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