Capa do romance A Ascensão da Fênix: A Vingança da Herdeira Marcada

A Ascensão da Fênix: A Vingança da Herdeira Marcada

8.4 / 10.0
Em A Ascensão da Fênix: A Vingança da Herdeira Marcada, Andorinha ressurge após um divórcio brutal. Nesta romance stories de ação, a protagonista usa sua verdadeira identidade para destruir quem a humilhou. Leia livros online grátis e acompanhe esta modern novel de superação e poder.
Resumo de A Ascensão da Fênix: A Vingança da Herdeira Marcada
Expulsa de casa pelo marido para dar lugar à sua amante, Andorinha é humilhada pela sua cicatriz e pobreza. No entanto, a mulher frágil deu lugar à implacável Fênix. Ao recusar uma migalha de divórcio, ela enfrenta o desprezo da família e a arrogância da meia-irmã numa loja de luxo. Com um simples toque no telemóvel, revela o seu poder oculto, congela a fortuna do pai e inicia a sua vingança. O império que a traiu está prestes a arder enquanto ela resgata o seu passado.
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A Ascensão da Fênix: A Vingança da Herdeira Marcada Capítulo 1

— Chega de drama, Elease.

A voz masculina era fria, entediada e perto demais.

Os olhos de Elease se abriram de supetão. Suas pupilas se dilataram instantaneamente, ajustando-se à luz com uma precisão mecânica que parecia estranha, mas profundamente familiar. Era um reflexo que não pertencia à mulher tímida que fora dormir nesta cama, mas a outra pessoa. Alguém mais velha, mais fria, enterrada bem no fundo.

A voz foi uma chave, girando uma fechadura no fundo de sua mente. Uma represa se rompeu, e as memórias a inundaram, dois conjuntos colidindo um com o outro como placas tectônicas. Um era a vida que ela conhecia: Elease Finch. Uma vida de submissão. Uma cicatriz que a definia. Um marido que a desprezava.

O outro era um fantasma, um pesadelo que ela sempre descartara como um trauma de uma doença de infância. Um quarto branco e estéril. A picada de uma agulha. Um ano de sua vida, por volta dos doze anos, completamente apagado, um buraco negro em sua história. E um nome, sussurrado no escuro: Phoenix.

Ela se sentou. Seu corpo parecia pesado, lento. Havia uma sensação fantasma em seu peito, um calor ardente, mas quando olhou para baixo, viu apenas os lençóis impecáveis de alta contagem de fios de uma cama de luxo.

A Elease Finch que fora dormir na noite anterior era uma mentira cuidadosamente construída, uma máscara de amnésia e medo. E a mulher que acordou era a verdade aterrorizante.

Ela levou a mão à bochecha direita. As pontas de seus dedos traçaram a textura áspera e elevada de uma cicatriz de queimadura. Uma lembrança permanente do incêndio que levara sua beleza cinco anos atrás, o preço que ela pagara por arrastar um Kason Stephens inconsciente para fora do fogo. O ato heroico que fora distorcido em sua maior vergonha.

A mente que agora operava este corpo não era nova, mas redespertada. O pânico e o desespero que geralmente definiam Elease Finch haviam desaparecido, substituídos por um silêncio frio e tático. Ela era Phoenix.

Ela virou a cabeça lentamente.

Kason Stephens estava sentado em uma poltrona de veludo perto da janela. Ele vestia um terno que custava mais do que a maioria das pessoas ganhava em um ano. Ele checou o relógio, a perna balançando com impaciência.

— Não tenho o dia todo — disse Kason. Ele não olhou para o rosto dela. Ele nunca olhava para o rosto dela.

Ele pegou uma pasta azul da mesa lateral e a jogou na cama. Ela deslizou pelo edredom de seda e bateu em sua perna.

Elease olhou para a pasta. Não se encolheu. Ela a pegou, com movimentos precisos. Suas mãos estavam firmes. Os tremores que costumavam atormentar Elease quando seu marido estava por perto estavam ausentes.

Ela abriu a pasta. O título estava em negrito e centralizado: Acordo de Divórcio.

— Chelsea está de volta — disse Kason. Ele se levantou e caminhou em direção à janela, mantendo-se de costas para ela. — Preciso que a casa esteja vazia até hoje à noite.

Elease encarou a nuca dele. Analisou o nível de ameaça. Zero. Ele era fraco. Um civil.

— Adicionei cinco milhões ao acordo — continuou Kason, seu tom sugerindo que era uma transação, não um presente. — É uma taxa pelo seu silêncio. O suficiente para você ir para o interior, comprar uma casa pequena e esconder esse rosto onde ninguém precise vê-lo novamente. Assine o NDA, e o dinheiro é seu.

Elease olhou para o documento. Seus olhos percorreram o jargão jurídico, removendo o supérfluo para encontrar os dados essenciais. Acordos de confidencialidade. Confisco de bens. Um apagamento completo de sua existência da vida dele.

Uma onda de dor tentou emergir — o resíduo da personalidade submissa que a protegera por tanto tempo. Elease Finch amara este homem. Ela o idolatrara.

Phoenix esmagou essa emoção instantaneamente. Era ineficiente.

Ela olhou para a caneta Montblanc que repousava na mesa de cabeceira.

Ela estendeu a mão e a pegou. A tampa fez um clique seco ao ser retirada. O som foi alto no quarto silencioso.

Kason se virou, franzindo a testa. Ele esperava lágrimas. Esperava súplicas. Havia se preparado para uma cena.

— Não finja que vai assinar sem lutar — disse ele, os olhos se estreitando. — Eu te conheço, Elease. Você vai chorar. Vai me perguntar por quê.

Elease não ergueu o olhar. Ela folheou até a última página, ignorando completamente os detalhes financeiros.

Ela pressionou a caneta no papel.

"Elease Finch."

Ela assinou o nome. A assinatura era firme, angular e agressiva. Não parecia em nada com as curvas arredondadas e hesitantes da mulher que vivera ali ontem.

Ela fechou a pasta e a jogou de volta na direção dele. A pasta pousou na beirada do colchão.

Kason olhou para a pasta, depois para ela. Parecia atordoado.

— Você nem leu a cláusula da pensão — disse ele.

Elease passou as pernas para fora da cama e se levantou. Sentiu a fraqueza em seus músculos — este corpo fora sedentário, mimado e deprimido. Ela precisaria consertar isso.

Ela passou por ele em direção ao grande espelho da penteadeira.

— Não quero o seu dinheiro, Kason — disse ela. Sua voz estava rouca pelo desuso, mas era firme.

Kason deu um passo para trás. O ar no quarto pareceu mudar. A mulher parada diante do espelho se portava de maneira diferente. Sua coluna estava ereta. Seu queixo, erguido.

— Não se faça de difícil — zombou Kason, tentando recuperar a compostura. — Você não tem habilidades. Não tem amigos. Você não consegue sobreviver em Manhattan sem mim.

Elease se virou para encará-lo. Olhou-o diretamente nos olhos. Seu olhar era sombrio, vazio de afeto, vazio de medo. Era o olhar de um predador avaliando sua presa.

— Seu dinheiro é sujo — disse ela suavemente. — Prefiro ter as mãos limpas.

Kason sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Foi uma reação irracional. Esta era apenas Elease. A fraca e marcada Elease.

— Ótimo — rosnou ele, pegando a pasta. — Deixe tudo que eu comprei para você. As roupas, as joias. Saia agora.

Elease sorriu. Foi uma curva fria de seus lábios que não alcançou seus olhos.

— Com prazer.

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