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Capa do romance Dominada pela Fera Senhor Da Guerra

Dominada pela Fera Senhor Da Guerra

Isabela Rowen renunciou à sua linhagem nobre por Theo, mas o viu ser morto pelo cruel Julian Black. O trauma silenciou sua loba, Vênus, transformando-a em humana por cinco anos. Ao reencontrar o assassino de olhos bicolores, o choque é inevitável: Vênus desperta e o reconhece como seu companheiro predestinado. Entre o desejo de vingança e a ironia do destino, Isabela confronta o monstro que destruiu seu passado, mas que agora reivindica seu futuro.
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Capítulo 2

O rosto de Isaac estava vermelho agora, nunca em sua vida ele havia sido pressionado por outro macho antes, muito menos confrontado e tocado daquela forma. Nosso pai sempre foi um bom empresário e tanto dinheiro havia dado a ele uma posição de proteção que não era comum para os machos.

E era exatamente por isso que ele estava sem saber o que fazer enquanto aquele maldito alfa Black o segurava pelo pulso e o questionava sobre mim.

- Sou irmã dele, agora solte-o. - falei, finalmente recuperando a minha voz.

Seus olhos de cores diferentes se voltaram para mim imediatamente e como se eu tivesse ordenado colocando uma faca em seu pescoço, ele soltou o meu irmão e fixou seu olhar nos meus.

"Ele é nosso companheiro, está tentando nos proteger." Vênus disparou em minha mente.

"Não, ele matou o nosso companheiro e agora acredita que pertencemos a ele." Retruquei.

Isaac alisou o pulso agora vermelho pelo aperto do alfa Black, que ainda me encarava.

- Vou deixar que aproveitem a festa. - falei e me virei, não esperei que o macho dissesse algo ou tentasse falar comigo, corri em direção a cozinha e sai pela porta dos fundos.

Quando senti a lufada do ar noturno, respirei fundo pela primeira vez e meu coração disparou enquanto minhas pernas queriam retornar para aquele macho.

Queriam retornar para o maldito que matou Theo...

Ah pela deusa, porque isso estava acontecendo comigo? Por que? Eu estava sendo castigada?

Obriguei minhas pernas a caminharem para longe da mansão que um dia morei, seguindo pelas ruas escuras enquanto um trovão retumbou no céu.

Enquanto caminhava, a voz incessante de Vênus me implorava para retornar, chamando por seu companheiro e eu queria apenas que ela se calasse. Meu coração parecia estar em pedaços novamente, como se eu estivesse perdendo o Theo de novo.

Segui em direção à avenida e não esperei o sinal fechar, vendo uma brecha avancei e de repente o carro acelerou, meu coração bateu mais forte.

Vênus havia acabado de voltar, ela me curaria ou eu morreria assim? Atropelada.

Não consegui me mover, por um segundo fechei os olhos e aceitei, até que senti todo o meu corpo sendo envolvido por braços poderosos, meu corpo sendo erguido do chão com facilidade.

O calor me envolvendo como uma manta, quando abri os olhos, me deparei com aqueles olhos dispares me encarando surpresos, enquanto ele caminhava para a calçada comigo em seus braços, para a segurança.

Fiquei por alguns segundos paralisada em seus braços, Vênus estava completamente presa em seu olhar, eu estava envolvida no calor emanando de seu corpo e no modo possessivo e protetor que ele me segurava.

Quando finalmente chegamos na calçada, ele disse áspero:

- Quer se matar?

Foi então que acordei para a realidade, eu estava nos braços do macho que destruiu a minha vida e agora eu devia a minha vida a ele.

Cogitei por um momento voltar para a pista e me jogar na frente do primeiro carro.

- Me solte agora. - falei e minha voz era fria.

O macho franziu o cenho, mas me soltou. Não esperei que ele tentasse conversar, assim que meus pés tocaram o chão, me virei para fugir dele, mas o macho me segurou pelo braço e me puxou de volta para ele.

Para a minha surpresa e horror, ele mergulhou os dedos nos meus cabelos e me beijou com força, me encurralando contra a parede de um beco.

No instante que senti seus lábios nos meus, todo o meu corpo estremeceu, como se uma corrente elétrica estivesse sendo acionada e percorrendo todo o meu corpo.

Como se eu estivesse despertando, voltando a vida após um longo período de morte. Meu coração batia descompassado, minhas pernas tremiam de modo incontrolável e Vênus gritava em minha mente de êxtase.

Por Selene, o que eu estava fazendo? Estava deixando-o me tocar? Me beijar?

O rosto de Theo surgiu em minha mente e finalmente eu consegui empurrá-lo.

Quando fiz isso, seus olhos estavam mais escuros e sua expressão intensa, seus lábios vermelhos.

- Nunca mais me toque. Eu tenho nojo de você. - Cuspi as palavras e vi a surpresa em seus olhos.

Ele realmente não se lembrava de mim, não tinha ideia do que havia feito comigo naquela noite.

- Você nem me conhece e me despreza? É pelos boatos que sou cruel? Não se deixe enganar com isso.

- Então está me dizendo que não é cruel? Que não matou toda uma alcateia que não quis se curvar a você? Está dizendo isso? Então além de cruel, é mentiroso. - exclamei.

Seus olhos dispares me fitaram com tamanha intensidade que me senti nua, mesmo não estando.

- Vejo que você já tem uma opinião formada sobre mim. - Ele disse após uma longa pausa ao qual ficou me encarando minunciosamente e me deixando desconfortável.

- Sim. Tenho. E é a pior possível, agora me deixe passar. - falei, porque ele ainda estava bloqueando o meu caminho.

Quando ele não se moveu, tentei empurrá-lo para que saísse do meu caminho, mas seu corpo grande e musculoso não se moveu nem um centímetro. Eu suspeitava que Vênus estava lutando comigo e não liberando nossa força, porque ela o queria.

- Eu levo você, apenas me diga onde mora. - Ele disse e colocou os braços na parede, um de cada lado do meu rosto me encurralando novamente.

Seu rosto estava a centímetros do meu e eu podia sentir sua respiração quente e com gosto de vinho.

- Eu não preciso de carona, agora saia. - falei encarando-o.

O macho teve a audácia de sorrir de lado e não se afastou.

- Não quer que eu saiba onde você mora. - Aquilo não era uma pergunta, ele estava afirmando aquilo.

Se ele soubesse que meus sentimentos iam muito além daquilo, eu queria era que ele morresse.

- Não insista, apenas saia da minha frente e volte para a festa do meu irmão. Não temos nada. - falei do modo mais áspero possível.

- Salvei sua vida agora pouco, e a deusa decidiu que somos companheiros. Mas por enquanto, a única coisa que quero é levá-la para casa. - Ele disse e de modo repentino, agarrou a minha cintura e simplesmente me jogou sobre seus ombros enquanto eu gritava e me debatia.

- Maldito, me solte! Está me sequestrando!

Ele caminhou comigo em direção à rua e rebateu:

- Sequestrando-a tentando levá-la para casa? Que péssimo sequestrador eu sou. Se fosse sequestrá-la mesmo, a levaria para a minha cama, fêmea.

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