Capa do romance A Redenção do Alfa Renegado

A Redenção do Alfa Renegado

9.6 / 10.0
Christopher Vilard é um híbrido marcado por um passado sombrio e cruel. Condenado pela própria natureza, o Alfa acreditava que jamais encontraria sua companheira de alma, até que uma profecia inesperada mudou seu destino. O surgimento de Alma Demise, uma humana envolta em mistérios, desafia tudo o que ele conhecia sobre sua existência. Agora, esse encontro improvável promete transformar a vida do renegado em uma jornada de redenção e segredos.

A Redenção do Alfa Renegado Capítulo 1

Eu faço o meu destino,

Apesar das maldições inevitáveis.

Não temo,

Apenas me divirto.

Christopher Vilard

Ano 2525

— Amor, dorme aqui hoje. — Uma voz fina e falsamente manhosa penetrou meus tímpanos, causando reações nada agradáveis ao meu corpo. Agora que estou satisfeito, não quero ficar um minuto a mais nesse quarto de decoração horrorosa e com essa mulher da qual já me cansei de usufruir.

Levantei-me da cama de lençóis de cor escarlate — como quase toda decoração do quarto — rapidamente, deixando a humana no vácuo ao tentar me abraçar.

— Chris... — começou a reclamar, mas a interrompi.

— Me chame de Christopher ou de Senhor Vilard. Você não tem permissão de chamar-me de forma diferente.

— Depois de tudo que aconteceu nesse quarto, ainda quer formalidades? Depois de todas as vezes que fizemos amor?

Fazer amor? Quase gargalho na cara dela.

— O que aconteceu nesse quarto além de sexo? O que vivemos além de eu fornecer o pau e você a boceta? — a imbecil só conseguiu me fazer sentir tesão durante as poucas vezes que estivemos juntos, como todas as outras.

— Para mim foi mais que isso.

— Então, precisa rever seus conceitos e sua vida. Talvez fazer um exame nos olhos, porque está vendo coisa onde não existe nada. — Enquanto me vestia, encarei a ruiva escultural nua sobre a cama. Depois de saciar a minha sede de sangue e de sexo, ela não me parecia mais tão atraente. — Vejamos, te encontrei em um bar, ofereci sexo e você me trouxe para sua casa onde lhe dei o que ofereci enquanto saciava o meu desejo. Foi assim todas as quatro vezes. Agora vou embor...

— Podemos repetir a dose. — Ela me interrompe. E isso me deixa puto. Odeio ser interrompido. — Ainda tenho alguns segredinhos que você vai adorar.

Bufei de raiva pela interrupção.

— Seus segredos não me interessam. Mas para que não fique tão decepcionada, saiba que você não é a única a ser deixada depois de algumas noites. Costumo usar mulheres descartáveis. Essa é a minha maldição ou benção, ainda não me decidi.

O olhar ultrajado dela me fez sorrir de canto.

Me aproximei olhando em seus olhos verdes e coloquei uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. Só para ver a sua reação. Esse simples gesto a fez se esquecer de todas as ofensas que ouviu. Tão fácil.

Ela simplesmente me puxou e sussurrou no meu ouvido:

— Você ainda não comeu o meu cuzinho. — Sua voz manhosa me fez revirar os olhos.

A empurrei com força, fazendo com que caísse deitada na cama.

— Tenha um pouco mais de dignidade, mulher! — resmunguei arrumando meu terno que ela bagunçou.

Por que estou de terno mesmo? Ah sim, era exigência para comparecer a uma reunião do conselho que seria na minha casa e para a qual estou atrasado. Uma reunião tão importante quanto essa mulher idiota oferecendo-se de todas as maneiras.

— Você foi o melhor homem que já me comeu. Depois de você acredito que os outros vão perder a graça.

E? Ela fala como se eu me importasse.

Voltando ao cu dela; não é que eu seja puritano e tenha nojinho dessas coisas, pelo contrário, procuro arrancar prazer de todas as partes do corpo de uma bela mulher. Se ela fosse um pouquinho mais difícil, talvez eu me atrasasse um pouco mais para a reunião em prol de satisfazer os seus desejos. Mas a ridícula está de quatro com as nádegas siliconadas viradas para mim. Não consegui conter o sentimento de desdém, muito menos a gargalhada.

Sexo eu tenho quando, onde e como quiser.

Sem dizer mais nada, sai do quarto e logo alcancei a rua, onde olhei para o sol e ri, com a boba lembrança de que, há menos de um século, humanos criavam histórias fantasiosas sobre seres noturnos que bebiam sangue e não podiam sair ao sol. Em uma coisa acertaram, não existe nada mais saboroso que o sangue fresco, bebido diretamente da fonte, principalmente se a fonte for uma bela mulher. Mas foi só nisso que acertaram.

Olhei ao redor antes de começar a correr com minha velocidade sobrenatural, passando por pedestres, carros, lobos, prédios, e tudo mais que uma cidade grande oferecia em meu mundo. Um mundo onde vampiros, lobos e humanos vivem quase em harmonia e híbridos circulam por toda parte. É um mundo de certa forma democrático. Cada país é governado por um Conselho composto por cinco pessoas, sendo dois vampiros, dois lobos e um humano.

Todos obedecem cegamente as regras criadas pelo Conselho, mas como não poderia deixar de ser, existe uma exceção e essa exceção se chama Christopher Vilard, um hibrido de lobo e vampiro incapaz de seguir regras desde o seu nascimento para o sobrenatural, novecentos e noventa e nove anos atrás. Um híbrido de belos olhos negros, pele branca, corpo invejável e uma masculinidade que faz com que humanas, híbridas, lobas e vampiras, muitas vezes, peçam arrego. É fato que não sou modesto. Nunca disse que era.

Na verdade, sou odiado e na maioria das vezes renegado pelo Conselho. Por ser um dos mais antigos entre os seres sobrenaturais e o primeiro hibrido, me tornei Alfa da minha espécie, eu deveria fazer parte do Conselho do país que é considerado capital do mundo. País onde moro. E eu simplesmente deixei o meu posto e decidi usar meu tempo em coisas mais interessantes como adrenalina e sexo. Nenhum híbrido tem permissão para ocupar um posto no Conselho, a exceção sou eu, apenas pela minha idade e por ser o primeiro. Pelo menos é o que acho. Nunca cheguei a questionar os malucos do Conselho sobre nada.

Essa reunião na minha casa provavelmente é mais uma tentativa de me fazer voltar a “razão” e participar ativamente das decisões na sede. Vou deixar os políticos falarem, talvez eu mate um deles e comece algo divertido.

Cheguei em casa e Agatha veio me receber em seu uniforme sexy. Saia curta preta e blusa branca de botões, que ela usa bem apertada e com alguns botões abertos. Uma delícia, em todos os sentidos.

— Os membros do Conselho aguardam no escritório — disse com uma expressão séria. Só porque eles estão aqui, do contrário a expressão seria outra, de tesão.

Reviro os olhos para o que me espera e digo:

— Ok. Vamos acabar logo com isso!

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