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Capa do romance Doce Pecado  -série BDSM - livro 2

Doce Pecado -série BDSM - livro 2

Ele é um um dominador experiente, especialista em bondage, mais romântico. Na medida do possível, dentro do mundo bdsm. Ela uma submissa romântica que sonha com um noivo e filhos, com tolerância pequena para dor, mais que ainda sim, gosta de fazer parte deste mundo. É amor a segunda vista, já que eles se conhecem a bastante tempo. Sabrina vive um dilema e Paulo só quer acertar as coisas entre os dois. Quem irá vencer, a vontade de amar ou o doce pecado que mora ao lado. Conheça a aventura desses dois que se completam, mais que não percebem que foram feitos um para o outro. Maiores de 18 anos Pode conter gatilhos
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Capítulo 2

Sabrina Becker

Presente

Me encaminho para a sala de aula. Hoje vou dar dois tempos de etiqueta para o primeiro ano. Ficar presa duas horas com essas meninas na sala, vai ser punk. Elas são bem bagunceiras e tagarelas.

Com 26 anos, já era para eu estar casada e com filhos a tempos. Mais não tive sorte! Tive alguns dominadores, alguns bem sadomasoquistas, outros bem brandos, mais nenhum deles não se interessou por casar. 

Então resolvi colaborar com o internato. Moro aqui há oito anos, é o único lar que eu conheço. Enquanto não aparece a pessoa certa, eu vou trabalhando.

Neste internato aparece de tudo...Madame costuma dizer que a variedade é grande...

Existem aqueles homens que realmente procuram uma esposa, com pré requisitos de uma submissa treinada. Mas existem aqueles também que procuram apenas putaria, algo para passar o tempo ou até uma amante.

Geralmente são homens, que não tem tempo pra ir caçar a noite. O internato torna as coisas muito simples.

O mais importante, é que as nossas escolhas são levadas em conta.

Por isso, cada uma de nós, temos um currículo e pré requisitos e a palavra final, sempre será nossa.

Vejo Andrey no corredor. Lindo como sempre... 

Quem resiste a este homem?

Acho que ele já comeu todas as internas deste colégio, inclusive eu estou na lista, e não saí ainda dela. Ele é um professor de dominação, ensina as submissas como se comportar diante de um dominador e da sociedade. Além de treinar aquelas que atuarão no bdsm. Muitas vezes as coisas esquentam e a química acontece. 

Comigo e com ele foi assim...E sempre que estou sem DOM e volto para o internato, voltamos a nos encontrar. Ele é a pessoa mais constante em minha vida, nesses anos todos. Fora que é difícil ignorar sua presença...

1.80 de músculos, olhos verdes moreno, cabelos encaracolados até a cintura que ele mantém preso a maior parte do tempo, num coque estilo samurai. Sobrancelhas grossas, barba espessa e um olhar matador.

-Olá Sá... Vai dar aula agora?

-Sim, dois tempos...

-E depois...

-Vou dormir ...

-Que tal dormir no meu quarto?

-Hoje? Amanhã damos aula.

-É só pra dormir... Não estou a fim de ficar sozinho...

Eu concordo com a cabeça e ele sai...

Olho para a sua bunda, e penso... "Isso não pode ser obra de Deus! É um pedaço de mau caminho! Aff"

Balanço a cabeça e vou para a sala. É o melhor que eu faço...

***

Bato na porta dele, ele abre e eu entro direto, abrindo meu roupão e ficando de camisola. Ele está apenas com uma calça de pijama, e o cabelo preso num coque.

-Demorou...

Ele diz já segurando minha cintura e beijando meu pescoço.

-Tive que ir tomar banho. Ficou sabendo que Duda escolheu o dominador?

-Madame me disse... Finalmente!

-Finalmente porque?

Ele se afasta de mim e vai até o frigobar, pegando uma garrafa de água e tomando um gole.

-Ahhh para... Vc sabe que madame estava enrolando pra deixar ela sair do Internato.

-Só não parecia a pessoa certa.

-E Arthur Albuquerque é a pessoa certa?

Ele suspendeu uma sobrancelha me olhando...

É claro que não...

Ele destruiu meu coração e de muitas outras submissas. Um Dom experiente que é capaz de tirar água de um deserto. Claro que ele não é o dominador certo para Duda. E nem para ninguém...

Eu só espero que ela tenha o coração de gelo, como diz ter... Pq eu gosto demais daquela menina para ver ela sofrer nas mãos dele.

-Ela não se apaixonou por vc Andrey, bem que tentou... Acho que ela consegue manter o coração intacto. 

Ele sorri, põe a água em cima do frigobar, se aproxima de mim e me escora na parede.

-Está com ciúmes!

-Claro que não. - falo revirando os olhos.

- Mas ela é uma menina... Ele é brutal nas técnicas dele, Sabrina... Você sabe né? Foi uma das últimas que foi danificada por ele ... Tão danificada que prefere dar aula no internato, do que aprofundar laços com outro dominador.

Eu suspiro. Ele tem toda razão! Duda merecia alguém menos intenso que Arthur. Mas se Madame acha que ela é a melhor opção para ele, quem sou eu para julgar?

-Eu só não quero mais dominadores sadomasoquistas. Quero algo calmo e tranquilo. 

-E vai conseguir ficar longe da dor?

- Não significa que eu não possa ter dor. Meu nível é pequeno, você mesmo me disse várias vezes. Só preciso de um dominador que goste e não goste de coisas intensas. Eu...

-Não aguenta a intensidade. Esse pobre coração frágil! -ele diz beijando meu pescoço com seu corpo todo colado a mim.-Você gosta de uma transa baunilha com pimenta, não é gostosa???

Ele me pega no colo e me joga na cama. Eu dou um gritinho...

-Vamos só dormir... -falo respirando com dificuldade. 

Que homem gostoso!

-Mudei de ideia putinha...

Ele levanta meu vestido e tampa minha cabeça com ele.

-Nada de tirar isso daí... Ouviu?

-Sim...

Ele bate na minha bunda.

-Sim o que?

-Sim Mestre...

-É assim que eu gosto das minhas putinhas... Mansas e obedientes...

Ele me penetra com um dedo e eu gemo, depois sinto a pressão de mais um... E depois de mais um... Eu gemo me sentindo toda preenchida. Ele soca com força ali por um tempo, arrebentando minha calcinha em seguida, e me penetrando de uma só vez.

Dou um grito agudo e ele rosna. Começa um vai e vem louco e eu começo a gritar...

-Que putinha escandalosa. Daqui a pouco o Internato todo vai saber que eu estou te comendo, Sabrina...

E isso seria um problema não é mesmo? Já que esse homem tem mais submissas do que meus dedos podem contar. 

Ele tira a camisola da minha cara e enfia a calcinha rasgada na minha boca para diminuir os ruídos. E depois tampa meu rosto novamente.

-Vamos putinha... Goza pra mim, goza... Goza para seu mestre!

E como se fosse um mantra, eu gozo no seu pau.

Ele mete mais um pouco e depois tira o pau de dentro de mim, ouço ele tirando a camisinha, e depois goza na minha barriga urrando.

Sinto o movimento da cama, dele deitado ao meu lado. Ele tira a camisola do meu rosto e eu tiro a calcinha da boca.

-Tudo bem gostosa?

-Sim Mestre!

Ele me segura em seus braços, limpa minha barriga com sua calça jogada no chão, e ficamos abraçados até eu pegar no sono e não ver mais nada.

Uma noite com o Andrey nunca é demais!

***

Bato na porta do escritório de Madame. Escuto ela mandar eu entrar.

-Mandou me chamar Senhora?

-Sim querida, preciso conversar...

-Claro...

Vou até o tapete do escritório e me ajoelho ao lado do sofá. Ela sai de trás da mesa com uma pasta, se aproxima e se senta em minha frente.

-Tenho novidades. Um dominador se interessou por seus serviços.

-Mas já? Pensei que fosse demorar dessa vez, já que não quero abrir mão do meu trabalho do internato.

-Ele está disposto no começo a te deixar trabalhar aqui, mais a longo prazo, se houver uma renovação ele não quer que você continue.

-De quanto tempo seria o contrato?

-Seis meses.

-E ele se encaixa no meu novo perfil?

-Sim, você o conhece... Já até jogou com ele, querida...

Olho para ela , abrindo a boca e fechando. Eu não quero me envolver novamente com algum dominador, que eu tenha já feito contrato.

Se o contrato terminou houve motivos, meus ou dele.

-Madame, não quero uma figurinha repetida.

-Não teve contrato com ele. Você foi compartilhada num jogo com ele.

Menos mau... Quando somos compartilhadas, geralmente não há intimidade com o dominador. Então se fosse uma pessoa que já jogou comigo, pelo menos uma amizade inicial teríamos.

-Quem é madame, estou curiosa...

Falo para ela ansiosa para saber quem é a pessoa.

-Paulo Niko...

Eu arregalei os olhos para ela.

Paulo? Mas nunca imaginaria que ele quisesse me ter como submissa.

Tá certo, jogamos uma vez na época em que fui submissa de Arthur, mas como disse, compartilhamentos não contavam. Principalmente com esses três meninos. Eles eram éticos entre si, e cheios de regra para compartilhamento, não dava pra sentir muita coisa.

Lembro que eu gostei de fazer sexo com ele, e lembro que também gostei de ser amarrada por ele. Paulo é especialista em shibari... Lembro que foi muito diferente para mim!

Taí... Ele não é tão intenso quanto Arthur. E ainda poderei conviver com Duda. Começo a sorrir...

-Vejo que gostou da opção. - ela diz sorrindo.

-Sim, ele não é muito intenso, e ainda poderei conviver com Duda.

-Tem certeza que não tem nada a ver com Arthur?

-O que? -Não entendo no começo o que ela está dizendo, mas logo compreendo. -Não Madame, não sinto mais nada pelo Arthur. Hoje sei que nunca daria certo.

-Não sente mais nada ou se convenceu de que não daria certo?

-Nãoooo.

-Não o que Sabrina? Eu não devia, mas vou lhe dar um conselho. Não aceite o contrato com Paulo, se o motivo for ficar perto do Arthur. Aqueles meninos têm uma lealdade muito grande um com o outro. Eles não vão perdoar se descobrirem que você se aproximou de Paulo, com segundas intenções.

-Madame, está me ofendendo. Não sinto mais nada pelo Arthur. Estou feliz que Duda o escolheu. E se eu aceitar contrato com Paulo, será porque quero a experiência.

-Espero que sim. Ele mandou o contrato, pediu para você estudar e marcou um almoço no clube que eles frequentam no domingo. Se caso você aceitar, eu vou confirmar com ele. Pediu sigilo, Sabrina, nada de comentar com Duda. Acho que ele mesmo quer contar para o Arthur.

-Qual é o prazo para ler o contrato e dar minha resposta?

-24 horas.

-Pode deixar madame, começarei a ler agora mesmo.

-Agora pode ir, tenho muito serviço para adiantar.

-Sim Madame.

Me levantei do tapete e fui em direção a porta, saindo em seguida.

Paulo... Nunca imaginei ser sua submissa. Será que daria certo?

Estou muito propensa a aceitar. Muito mesmo!

Ele é um gato, super dotado, carinhoso e generoso. Gosta de provocar dor, mas é brando com castigos e torturas. A antiga submissa dele, sempre falava que os castigos dele eram bem brandos, que chegava a dar sono.

Eu sorrio lembrando o que ela dizia.

Não adianta! Se a submissa não combina com os gostos do dominador, não adianta que não dê certo.

A cumplicidade é muito importante no BDSM. Muito mesmo!

Agora resta saber se eu e Paulo combinamos.

Será?

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