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Capa do romance Destinada aos meus Alfas

Destinada aos meus Alfas

Victoria Taylor vê sua vida mudar ao se mudar para o bando do Alfa Rei, novo companheiro de sua mãe. No entanto, a adaptação é dificultada por Aiden e Teagan, os atraentes e perigosos filhos gêmeos do líder. Entre provocações e uma tensão crescente, a jovem se vê em um jogo de sedução e mistérios. Enquanto enfrenta segredos de seu passado e perigos do presente, Victoria precisará decidir se aceita o apoio dos irmãos para garantir seu próprio futuro.
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Capítulo 1

VICTORIA

— Você achou mesmo que eu tava interessado em você? — Risadas ecoaram ao meu redor e eu me encolhi. — Uma ômega pensando que pode conquistar um Alfa! 

Logan Woods, filho do Alfa do Bando ShadowCrest. O garoto bonito que eu vi assim que cheguei àquela escola. Ele me dava alguns sorrisos e, quando Lizbeth Pearson disse que ele queria conversar comigo, fiquei eufórica. 

Que tonta! 

Olhei ao meu redor e, claro, Lizbeth estava ali, de braços cruzados e me olhando com deboche. 

— Você disse que ele queria… 

— Eu? — Lizbeth se aproximou de mim e senti minhas bochechas arderem com o tapa que ela me deu. — Como se atreve a falar comigo nesse tom? 

Eu não era uma menina briguenta, mas também não costumava levar tapas! Eu levantei a minha mão para devolver, porém, meu pulso foi agarrado e em seguida, empurrada contra os armários, antes de cair no chão. Tinha sido o próprio Logan! Decepção é pouco para descrever o que senti. 

— O que é isso? — Uma voz mais grossa ecoou pelo corredor e os outros lobisomens abriram espaço. Um rapaz alto, de cabelos curtos e castanhos, olhos cinza penetrantes, perguntou. Se eu achei Logan bonito, é porque não tinha visto aquele ali. 

— Essa ômega me atacou! — Lizbeth mentiu na cara dura! 

— Não foi... AH! — Logan pisou na minha mão. 

— Ela levantou a mão para bater em Liz. Se eu não estivesse aqui… Não é, galera? 

Eu levantei meus olhos, na esperança de que aquela platéia falasse o que houve. Eles viram! Porém, eu vi cabeças concordando com o que Logan Woods havia dito. 

O bonitão se aproximou de mim, me olhando de cima e, caramba, ele tinha uma aura muito poderosa. 

— Novata? — Eu assenti, incapaz de falar. — Logan, é assim que ela deveria ser tratada?

O sorriso dele me fez ficar na dúvida sobre as reais intenções dele. 

— Tem razão, cara. Nós começamos errado. — Ele me olhou e estendeu a mão. Olhei para a mão dele e para o rosto dele. Ele estava sério. — Vamos, pegue! Temos que corrigir isso, não é mesmo? 

Ao olhar em volta, percebi que muitos tinham debandar, mas Lizbeth e as amigas dela ainda estavam ali. A loira parecia grudada no bonitão. 

Eu me levantei, sem a ajuda da mão de Logan, pois eu ainda não confiava plenamente. Ele não me chutou ou me empurrou, mas ofereceu um sorriso. Será que ele estava arrependido? Quer dizer, ele não precisava querer nada comigo, mas não precisava me tratar daquela maneira. Um “não” era suficiente! 

Logan pegou as minhas coisas do chão que eu ainda não havia recolhido e me entregou, sem nada dizer. Eu olhei para aquele grupo e, assim que peguei o que era meu, me afastei. 

Eu tinha me mudado há pouco tempo. Minha mãe e eu éramos de um bando chamado Giant Claws. Meu pai tinha morrido há muito tempo e mamãe finalmente arranjou um namorado, e foi por isso que nos mudamos para o Bando DarkMoon. Isso foi há três dias. E hoje, finalmente iríamos para a casa do namorado dela. Quer dizer, noivo. Até então, estávamos em um hotel, esperando que tudo ficasse pronto para a nossa chegada. 

Enquanto caminhava pela trilha até a o hotel, eu estava tão perdida em pensamentos que quando ouvi um carro atrás de mim, apenas dei um pequeno passo para o lado. Tinha espaço, ali para que o veículo passasse. Ouvi um “hey!” e me virei, apenas para ser atingida por algo gelado e pegajoso. O carro estava muito perto e, pelo susto, eu acabei pisando em falso e caí pela ribanceira, ouvindo risadas. 

A única coisa que consegui ver antes de cair foram os meus algozes. Lizbeth, no banco de trás, enquanto O bonitão dirigia e Logan ria no banco do passageiro. 

Eu sentia meu corpo todo doendo e eu definitivamente tinha torcido o meu tornozelo. Catei o meu material, ou que achei dele, e subi de volta pelo mato, até chegar à estrada. Eu queria chorar. 

Chegando ao hotel, que não ficava longe, minha mãe estava esperando por mim, olhando no relógio e batendo o pé no chão repetidamente. Eu quase podia ouvir o Tap-Tap. Um carro luxuoso estava na frente dela. Assim que os olhos dela caíram em cima de mim, ela abriu a boca. Eu devia estar mesmo uma visão de cair o queixo. 

— Vic! O que… Minha nossa, o que aconteceu com você? — Ela correu até mim e ia me tocar, mas claro, eu estava imunda e ela mudou de ideia. — Vai lá dentro e se troca. Rápido. O motorista já está nos esperando! 

Manquei para dentro de casa. Minha mãe não era ruim, ela só era… ela, sabe? Jodie podia ser um tantinho egoísta de vez em quando, mas era isso. 

Joguei uma água no corpo e me vesti — roupa escolhida pela minha mãe e separada para mim, em cima da cama. Me olhei no espelho. Um conjuntinho de saia e blusa, com um casaco por cima. Meus cabelos estavam penteados, molhados. Meu rosto, sem maquiagem e apresentava alguns cortes, bem como meu pescoço, braços e pernas. 

— Ai… Bom, vai ter que ser assim! — Mamãe disse ao me olhar e quase me jogou para dentro do carro. 

A jornada não foi longa, mas quando chegamos na casa, não, Mansão, eu não acreditava. Era ali que iríamos morar? 

— Não responda de maneira grosseira, entendeu? Comporte-se. — Como se eu fosse grosseira! — Ele tem dois filhos, que serão seus irmãos. Eles são um pouco mais velhos que você, se não me engano. Seja boazinha! 

Eu apenas assenti. 

Assim que saímos do carro, minha mãe foi chamada para dentro e pediu que eu esperasse. Provavelmente ela queria ser recebida com beijos, e ter a filha de dezessete anos olhando, não devia ser muito confortável. Eu entendia. 

Um carro parou não muito longe de mim e, para a minha surpresa — uma não muito boa — era o tal bonitão. O que ele fazia ali? 

Pelo rosto dele quando seus olhos caíram sobre mim, ele parecia perguntar a mesma coisa. 

— O que tá fazendo aqui? Me seguindo? 

Eu neguei com a cabeça. 

— O que foi, veio aqui fazer reclamações? Acha que alguém vai ligar para os choramingos de uma ômega como você? 

Quem ele pensava que era? 

— Olha só, eu… 

— Ou veio tentar me seduzir, como pensou que podia fazer com o Logan? — Ele me olhou de um jeito estranho e abriu um sorriso de lado.. — Deve ser, vestida desse jeito. 

Eu me senti suja vestindo aquela saia acima dos joelhos. Mas pera aí, eu tinha esse direito! Eu estava decente! 

— Você sonha alto! 

A expressão dele ficou mais escura. 

— O que você disse? 

— O que você ouviu! Você sonha alta! Por que eu iria querer a sua atenção? — Levantei o queixo. — Mas você me deve desculpas! 

Ele me olhou por dois segundos, antes de soltar uma risada. 

— Desculpas? Pra uma qualquer como você? 

Uma… qualquer? Apertei meus lábios e não me aguentei, desferindo um belo tapa no rosto dele. 

O olhar que ele me lançou parecia capaz de congelar o sangue nas minhas veias. Porém, não pude me concentrar muito nisso, porque uma figura se movendo em nossa direção chamou a minha atenção. Era um rapaz parecido com aquela peste, e ele parecia furioso. 

Eu nem tive tempo de me mover quando senti o perigo, pois ele me empurrou pelo ombro, me jogando ao chão. 

— Como se atreve a tocar no meu irmão? 

— O que é isso? — Uma voz mais alta e cheia de poder gritou. Olhei para o lado e vi uma versão mais velha daqueles dois caminhando até nós, com minha mãe no encalço. Calma aí, não era possível… Eles eram os meus futuros meio-irmãos? 

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