
Corações Acorrentados: Sob a Máscara do Bilionário
Capítulo 2
Um mês se passou desde o fatídico dia em que descobri que não apenas meu namorado me traia como também ele é gay, Joseph tentou me ligar algumas vezes e mandou várias mensagens na primeira semana, mas acho que agora já desistiu. Eu não consigo dizer qual descoberta me doeu mais, não consegui esconder da minha avó minha tristeza e acabei contando para ela tudo que aconteceu, para minha completa decepção ela não pareceu surpresa e disse que apenas eu não percebi que ele não parecia gostar de mulheres.
Sinto-me completamente enganada, perdi cinco anos da minha vida, CINCO anos, sou uma completa idiota.
"Amélia trouxe uma sopinha para você, está muito magra minha menina" ouço minha vó dizer enquanto abre a porta do meu quarto
"Não precisa se preocupar vovó, estou bem" minto
"Como estão as coisas no trabalho?"
"O carrasco está louco como sempre, mas já me acostumei" digo referindo-me ao meu chefe
"Você sempre fala assim dele, mas não sai do emprego" diz minha vó com sua voz divertida me dando um olhar carinhoso
"Vou sair para resolver algumas coisas da floricultura, volto logo"
"Não se esqueça de levar o celular e qualquer coisa me ligue"
Nos últimos anos o rendimento da floricultura tem caído bastante, minha vó já não tem conseguido gerir tudo sozinha como antes, eu gostaria de ajudá-la, mas nossa maior renda vem do meu emprego, temo que se sair não conseguiremos nos manter.
Passo o final da tarde revisando alguns contratos da empresa, nesse último mês foquei mais ainda no meu trabalho para não pensar muito no caos que minha vida se tornou, nunca fui uma mulher de ir para balada ou coisas assim, agora que estou solteira penso que gostaria de ter feito alguns amigos para poder sair e me distrair um pouco.
Acordo cedo e me arrumo para trabalhar, sei que vovó já está com o café pronto pois ela também vai cedo para floricultura, desço as escadas e a encontro sentada na mesa olhando alguns papéis, parece tão concentrada que nem percebeu minha aproximação
"bom dia, abuelita" digo dando um beijo em sua cabeça
"bom dia, minha filha, dormiu bem?" ela diz me olhando por cima de seus óculos
"sim, posso saber o que está lendo tão concentrada?"
"Amélia preciso te fala uma coisa" ela me diz séria, enquanto coloca os papéis em cima da mesa
"pode dizer" digo preocupada
"você esteve muito triste nesses últimos dias e não quis te deixar mais preocupada, recebi uma proposta de compra para a floricultura, não estou conseguindo pagar as dívidas de lá e da hipoteca da casa, temo que o banco tome a casa de nós, a única coisa que ainda temos"
"vovó, mas aquela floricultura sempre foi sua vida" digo com a voz embargada
"minha vida é você tola menina, tudo que quero é que fique bem e feliz"
"não a venda ainda, eu tenho um plano, vou para o trabalho e a noite conversamos" digo saindo apressada, preciso colocar meu plano em prática.
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