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Capa do romance Contos Eróticos - Dar e Receber Prazer

Contos Eróticos - Dar e Receber Prazer

Deseja transformar sua rotina com novas sensações? Mergulhar na leitura de contos eróticos é uma forma excepcional de entretenimento, capaz de despertar a imaginação e servir como o estímulo ideal para momentos de intimidade muito mais intensos. Seja para desfrutar de uma leitura solitária ou para compartilhar novas experiências ao lado de alguém especial, estas narrativas são essenciais para quem busca explorar o ápice do desejo e do prazer.
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Capítulo 2

Olho os lápis a minha frente agora focando neles, retornando das lembranças felizes que parecem de outra vida.

Aquela noite foi a última vez que transamos já que milagrosamente após tomar um chá, Taylor melhorou. Foi o último dia da rotina a dois. De nós dois.

Na manhã seguinte recebi uma mensagem de um número desconhecido dizendo que ele me traiu na festa. O confrontei, ele negou, mas logo a foto do meu namorado beijando outra, pior, uma colega de trabalho, também misteriosamente veio parar em minhas mãos e soube porque ele queria tanto ir embora da festa e o real motivo de ir mais cedo.

Era para ninguém me contar nada e claro,

poder ficar com a outra. Porém, eu soube e percebi que fui muito burra por acreditar em um homem com a fama de cafajeste da contabilidade pois já pegou e iludiu muitas colegas de trabalho e profissão.

Eu odeio Taylor Ramos.

Odeio Priscila Camargo iguamente, a advogada da empresa, que teve o descaramento de me apunhalar assim de forma tão baixa. E daí se ela tem fama de ser liberal e cheia de atitude? Poderia pelo menos deixar o homem comprometido em paz e ela sabia que ele era meu namorado.

Odeio ter que continuar trabalhando com esse tipo de gente só por consideração ao patrão, necessidade e para não dar ousadia para eles acharem que isso me abalou.

Claro que não fiquei abalada. Como ficar abalada? Foi só o meu namorado de quase três anos, por quem era apaixonada, me traindo com uma colega de trabalho que várias vezes passou por mim dando “bom dia”. Quem sabe em uma dessas, depois de pagar um boquete no meu namorado em uma das salas da empresa.

Odeio eles!

Ainda assim não fiquei abalada com a traição. Continuei maravilhosa como o monumento que sou. Quem ficaria abalada? Eu como chifre no jantar ou o coração daqueles dois filhos da puta assados em álcool enquanto ainda pulsa.

Homem nenhum presta e colegas também não.

— Sabrina? — reconheço imediatamente a voz de Matthew Morrison, meu chefe, chamar meu nome quase me assustando. — Pode parar de apertar minha mão e esse pobre lápis?

Só estão percebo que exprimia a mão dele

com uma mão e um lápis já quebrado na outra. Efeito Taylor. Essa história me tira do sério sem falar que me deixa irracional e violenta.

Já faz quase oito meses que terminei com ele e ainda fico com raiva em pensar nele. Pior ainda, penso nele. Penso muito. Preciso de outro emprego o qual não sou obrigada a ver meu ex todo dia sem jamais conseguir esquecê-lo.

— Mil perdões chefe — peço colocando a mão na boca. — Desculpa mesmo, não tive a intensão

— Tenho pena do Taylor — comenta olhando a mão com uma careta enquanto abre e fecha. Que exagero.

— Pena do Taylor por quê? Vocês homens sempre são os coitados da história. Não importa quão idiota sejam. Todos não valem o que o vaso sanitário guarda, mas sempre são os coitadinhos — brado socando a mesa e alguns funcionários nos olham.

— Mais cuidado como fala comigo, ainda sou seu chefe e exijo respeito — cospe entre dentes, mas suas palavras não tem o mesmo poder intimidante de outrora. Ele está mudado.

— Desculpa. Estou estressada.

— Eu achando que Aisha e Beatriz eram as bravas do escritório. Quem te viu quem te vê, hein Sabrina? Entrou aqui calado e hoje grita até comigo.

— Eu só queria a cabeça dele numa

bandeja para ficar mais calma.

— Legal... — Ele me olha com aquela cara que todo homem faz quando acha que a mulher está com TPM e ele precisa manter o máximo de distância possível. É exatamente isso que ele faz, sai caminhando de frente para mim, como se eu fosse o apunhalar pelas costas.

— O que queria chefe?

— Nada, Fernanda faz para mim. Por que não vai para casa? Tira o resto do dia de folga.

Descansa.

Reviro os olhos. Homens!

Matthew trabalha tanto com mulheres que sempre dá folgas quando estamos com a TPM atacada e o escritório não está um caos. Ele mesmo diz se está tudo fluindo bem, para quê estragar tudo deixando uma mulher de TPM ainda mais estressada?

Que exagero! Isso surgiu só porque ano passado a faxineira quebrou o rodo nas pernas de um funcionário por cuspir no chão. Nem precisa estar de TPM para fazer isso. No entanto, gostamos disso e aceito a sugestão dele numa boa. Não sou japonesa para gostar de trabalhar.

— Irei fazer isso.

Espreguicei-me na cadeira olhando a tela escura do computador. Matthew comigo quase sempre é gente boa, nunca me cantou e não tem nada a ver com meus óculos, aliás, ele sempre disse que fico sexy com eles. Sou uma nerd sexy.

Também não tem a ver com o fato de gostar do meu cabelo rosa, azul ou o atual vermelho sangue. Nem com o fato de eu ser baixinha, fora dos padrões modelo 46 e tamanho P, mas porque desde que trabalho aqui sempre fui do Taylor.

Quando entrei no prédio da empresa pela primeira vez e encontrei Taylor Ramos no elevador esbanjando charme sem o menor esforço, eu o quis. E parece que diferente de certa advogada vadia, o chefe respeitou isso me deixando fora de seus encantos, mesmo ele e Taylor se dando tão mal e tendo motivos para proibir nosso namoro. No fundo sei que essa birra é por território. Dois machos alfas na mesma alcateia dão embate mesmo.

É difícil ver que Taylor não deixou de ser mulherengo e não passou de um bom ator que tirou dez na arte de iludir. Já Matthew, mesmo sendo legal comigo, sempre foi um babaca com todos e ultimamente vem notando certa mudança de comportamento nele.

Nos últimos dias não ouço gritos nem

xingamentos contra ele e algo me diz que tem a ver com sua secretaria Aisha. Eles vivem trocando olhares e sorrisos que acha que ninguém percebe. Desconfio que estejam juntos. O clássico chefe que se apaixona pela secretaria.

Espero que sejam felizes se realmente

estiverem e que ele não seja mais um loiro traidor como certas pessoas de olhos cor de mel, lábios rosas como um morango tão gostoso no primeiro momento, mas depois se mostra mais amargo que o fel.

— Sab? — ouço a voz grossa que por meses sussurrou palavras bonitas em minha cama, que gemeu em meu ouvido o quanto me queria e agora para mim, é a mais irritante do mundo.

Observo Taylor debruçar na minha mesa com o sorriso que me sempre fez tropeçar, meu coração acelerar e minhas mãos suarem. E que ultimamente parecce sair dos meus pensamentos direto para o mundo real.

Ainda recordo como fiquei bem mais apaixonada quando com esse sorriso disse que me amava pela primeira vez.

Esse sorriso lindo vive por aí seduzindo mulheres. Iludindo. E mesmo com toda raiva que sinto por ele, hoje não sou imune, o sorriso ainda causa os mesmos efeitos de outrora em mim.

Por que cafajeste nunca tem sorriso feio?

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