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Capa do romance CEOs Em Guerra - Contrato De Casamento

CEOs Em Guerra - Contrato De Casamento

Os irmãos Legard, Benedict e Tyler, são CEOs poderosos que escondem uma rivalidade explosiva sob a fachada de união familiar. Enquanto comandam impérios distintos, o ódio mútuo dita o ritmo de suas vidas. No epicentro desse conflito, a secretária Hope Lisbon se vê forçada a intervir para evitar o caos. Para restaurar a ordem, ela aceita um contrato de casamento com seu chefe prepotente. Agora, Hope precisa conviver com seu inimigo mortal sem deixar que o ódio destrua tudo.
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Capítulo 3

Eu amava respirar ar puro, sentir a brisa da manhã tocando meu rosto e me deixar levar apenas pelos sons das árvores chacoalhando e dos pássaros cantando era o meu calmante natural.

Fazia isso com tanta frequência para fugir do caos, para me ver longe dos problemas, e esse era o único jeito de encontrar uma fonte de paz dentro de mim mesma, porque um ponto fora era inexistente, sempre foi depois que ele foi embora.

Fechei os olhos e senti a brisa acariciar minha face, abraçar meu corpo, e me trazer as melhores sensações do mundo. Aquilo era tudo o que eu mais queria fazer. Estar no silêncio, em contato com a natureza, fugindo de um mundo turbulento… Não tinha como desejar mais.

— Hope? 

Abri os olhos e virando minha cabeça, vi Benedict se aproximando apenas de calça jeans, sem camisa, com os cabelos bagunçados e a barba sem aparar.

Era terrível e insano vê-lo daquele jeito.

Não respondi ao seu chamado, apenas encarei por tempo demais seu abdômen e sua boca, sempre intercalando o olhar enquanto seus passos lentos o deixavam ainda mais perto de mim.

Meu chefe se abaixou quando chegou bem pertinho e me encarou fixamente. Aquele mesmo olhar de muitas noites atrás. Toda uma perdição na imensidão de suas íris.

— Me desculpa por isso — sussurrou ainda me encarando do mesmo jeito. A mesma fala...

Poderia perguntar porquê ele estava se desculpando, mas não foi preciso quando o homem levou uma mão até minha nuca e sem esperar, levou seus lábios de encontro aos meus, iniciando um beijo que parecia ter sido desejado durante anos.

Foi incrível, talvez até mesmo perfeito. Todo o ato em si, não poderia reclamar de nada.

— Hope? — chamou mais uma vez.

Abri os olhos percebendo que sua boca já não estava mais tão próxima, e ao voltar a enxergar, já não era mais dia e sim, noite.

No tecido sob mim não havia mais nenhuma fruta, não tinha sinais de um piquenique agradável nem mesmo sinais de paz, muito pelo contrário, ao meu redor agora havia muitos copos caídos e bebidas com alto teor alcoólico.

Bene permaneceu em minha frente, ao menos, mas aquele cenário...

— Hope?

Dessa vez, não era sua voz. O chamado partiu de um ponto atrás de mim. Girei a cabeça e o que vi foi Joshua com uma feição triste e desapontada. Merda!

— Hope...?

Mais uma vez, Benedict.

Eu iria me levantar, iria correr até meu namorado e dizer que nada daquilo era o que ele estava pensando, mas ao sentir os dedos de meu chefe acariciando gentilmente meus cabelos, tive uma vontade maior de permanecer.

— Hope, já está na hora... Acorde.

Enfim, abri os olhos. Abri os olhos de verdade e vi Bene ajoelhado ao lado do sofá, passando a mão em meu cabelo e sorrindo pequeno ao avaliar meu rosto de perto.

Merda, merda, e merda!

Odiava sonhos assim. Odiava sonhos que me remetiam à Benedict, e principalmente, à Joshua sofrendo por erros meus.

— Que horas são? — Esfreguei o rosto tentando despertar enquanto o homem se afastava.

Parecia que um caminhão, um trem, um submarino e um enorme avião haviam me atropelado. Meu corpo não estava preparado para mais um dia, no entanto, não tinha escolhas, apenas levantar ou levantar.

— É cedo ainda. Mas acho que precisa passar no seu apartamento e resolver um outro problema que deixou lá, antes de começarmos a resolver os problemas da empresa.

Que merda ele estava falando?

Forcei meu corpo a se inclinar e me sentei. Passei as mãos no cabelo, tentando abaixar o frizz que eu tinha certeza que estava ali. Bene voltou a me olhar, acompanhando cada movimento meu.

— Qual exatamente é o problema que deixei no meu apartamento? — Me levantei e espreguicei os braços.

Meu chefe torceu o nariz em uma careta e levou seus olhos para o celular em sua mão, parecendo procurar algo. Ao encontrar, suspirou pesado e voltou a me encarar com os olhos mais escuros que claros.

"Legard? Eu sei que está vendo o celular tocar e também sei que a Hope está com você. Então pare de ser um filho da puta e deixa eu falar com ela agora! Pouco me importa onde estão ou o que estão fazendo, eu só quero falar com ela... Agora."

Meu coração quase saltou do peito ao ouvir a voz de Joshua no áudio. Ele estava fodidamente irritado, e óbvio que tinha todos os motivos do mundo para isso.

Fechei os olhos e esfreguei o rosto mais uma vez, sentindo a dor de cabeça se intensificar e o aperto no peito aumentar gradativamente.

— Porra! — resmunguei.

— Me desculpa por isso — pediu, me fazendo abrir os olhos ao relembrar o sonho, e também a tal noite. — Achei que ele estivesse viajando para cobrir algum jogo. Você tinha dito que ele ficaria fora por duas semanas, então não imaginei que estivessem juntos noite passada.

Benedict parecia preocupado de verdade, e arrependido por ter me tirado de casa na madrugada. Mas a culpa era toda minha. Quem tinha um compromisso com Josh era eu, então se alguém havia cometido um grande erro, esse alguém era apenas eu.

— Não se preocupe. Vou falar com ele e tudo vai ficar bem! — Tentei soar calma, por mais difícil que fosse. — Só preciso passar no apartamento, tomar um banho, me arrumar, e logo apareço na Calisto pra resolvermos as coisas... Nos encontramos em uma hora e meia?

Benedict cruzou os braços, gesticulou a cabeça em afirmação e permaneceu em silêncio ao me ver pegar o casaco, calçar as pantufas e sair porta a fora.

E mais uma vez as merdas vinham em minha direção e eu mal podia culpar as pessoas visto que quem agia de modo inconsequente era eu. Sério, às vezes nem eu acreditava na minha capacidade de cair em erros tão bobos. Parecia que havia em mim um imã para o caos, e infelizmente, vivendo com os Legards, eu não conseguia me livrar desse magnetismo.

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