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Capa do romance Casamento de Mentira

Casamento de Mentira

Após uma noite casual, Valentina recebe uma proposta inusitada de Enzo: um casamento por contrato. Determinada, ela reluta, mas circunstâncias a forçam a aceitar o acordo. Sua vida vira um caos ao descobrir que o novo marido é o CEO da empresa onde trabalha. Entre obrigações e segredos, o destino impõe cláusulas inesperadas. Será que esse negócio frio se transformará em amor real ou o contrato ditará o fim dessa união entre mundos tão opostos?
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Capítulo 1

Valentina Tommaso💓

Meus dias se resumem em trabalho e no final do dia o amor. Pode até parecer clichê, mas hoje quero comemorar assistindo a um filme romântico e dormir de conchinha. Quero que ele nunca esqueça essa data.

Eu sempre esqueço de pegar a chave no fundo da bolsa. As mãos cheia de pacotes, eu olho para todo lado e não tinha saída. Coloco os pacotes no chão e virou a minha bolsa de cabeça para baixo, era mais fácil e lá estava a pequena chave dourada. Eu a beijei sorridente, eu ia fazer um jantar para o meu ursão. Quase caí de cara catando as coisas jogadas e jogando de qualquer jeito na bolsa. Por fim abro a porta.

Entro quase sem enxergar, deixando as sacolas no balcão e ainda respiro e quando olho para a pequena sala eu não acredito. Vejo um sutiã jogado e olho para a porta do quarto e a calcinha de renda. "Eu não uso renda."

Caminhei pela sala indo ao encontro das peças jogadas ao chão e chegou à porta do quarto e me assustou ao deparar com um som estranho vindo de dentro.

Ouço gemidos e dou um empurrão na porta, não acredito no que vejo, eu quase caio dura no chão vendo-o a cena. O homem que me prometeu amor, cuida de mim. Eu ainda tento processar, mas só me vem à cabeça o que eu prescindir por ele e o quanto eu me dediquei para dar certa essa relação.

— Maldito! Eu podia sair correndo, mas quero me vingar, eu quero fazê-lo saber o quanto me magoou e me machucou. Eu não pensei em nada, apenas jogo o que consigo alcançar. Mando em sua direção. — Eu fiz tudo por você, eu renunciá a mim por você e o que me deu? Desgraçado. Jogo o vaso e vi a garota correndo, ainda vi nua. — Quero fora da minha vida, eu te odeio desgraçado. Já estou chorando.

— Você me machucou, o que deu em você? Ele ainda ousa me questionar.

— Eu te dei tudo e você fodeu a minha vida. Fora da minha casa e da minha vida eu não quero te ver e se passar na minha frente juro que me vingarei.

Ele ainda tenta se explicar e eu apenas olho para ele com ódio. Eu queria arrancar aqueles cabelos negros e não consigo me controlar. Desci o braço em seu rosto e ainda fecho os olhos, não acredito em mim mesma. Bati em seu rosto e dos dois lados querendo arrancar a pele dele.

— SOME DA MINHA VIDA! Grito já em lágrimas.

Chorando e desabafando toda lágrima que ainda restava em meu corpo. Eu passo os dedos e vejo-o  indo. Era um adeus e mesmo ele me traindo ainda estou sofrendo e chorando pelo maldito.

Jogada ao chão do quarto descabelada com a maquiagem borrada de tanto chorar. "Não pode ser verdade, ele me traiu e eu ainda estou sofrendo por ele. Como posso ser tão burra?" O celular jogado ao chão e todos me ligando, eu ainda pego e vejo minha mãe e meu chefe e outro desgraçado.

"Não podia estar acontecendo comigo."

Desabei, desesperei em pedaços, mas eu tinha que continuar. Mas tira as forças de onde? Pego o celular e não acredito que ainda preciso trabalhar no fim de semana para realizar a apresentação.

— Nunca! Grito relendo a mensagem.

"Prepare a apresentação para segunda-feira, então faça o seu melhor trabalho, mostre que você é a melhor, não se esqueça de detalhar todos os detalhes da negociação. E lembre-se: eu não aceito "Não".

Ele tá de sacanagem comigo sério mesmo quando eu abri a mensagem não acreditei tô com meu psicológico todo ferrado ainda terei que fazer apresentação de trabalho na empresa não acredito nisso. E tão mal-educado que nem diz "obrigado" que maldito. Odeio os homens!

Perdi a cabeça, fui até as gavetas dele e pego suas cuecas e jogo tudo pela janela. E me esquecendo do sapato e vejo que ele ainda estava lá a espera do que eu não sei. Pegou o sapato e ainda jogou em sua cabeça e ele gritava lá embaixo.

- Vamos conversar. Ele grita.

— Cara de pau. Eu pego o celular e deleto a mensagem que recebi e grito. — Morra maldito!

Nem ferrando ele está de sacanagem comigo, eu não sou a única funcionária daquela empresa. E como farei isso? Eu acabei com a minha casa, tinha vasos quebrados, roupas pelo chão, a casa é uma bagunça assim como a minha vida que desmoronou.

— Apresentação e o caralho!

Eu ia jogar uma garrafa de vinho e me arrependo e abro e começo a beber. Eu precisava esquecer, mas não conseguia. Meu coração destruído, a única coisa que a minha cabeça me lembrava era que eu fui traída. Me levanto e vou até o espelho e eu estava destruída acabada, eu passo as mãos nos cabelos arrumando no lugar. E respiro após chorar e perceber que eu joguei um ano da vida fora com ele. Deixei de cuidar de mim e da minha vida profissional por ele. Eu não estava acreditando.

— CORNA! A minha cabeça gritava e eu não ia chorar e muito menos me culpa. — A culpa é minha por acreditar no amor.

Mas não ia deixar barato, eu abro o meu pequeno closet e sai catando tudo que era dele e joguei no lixo. As fotos e presentes dada por ele. Após virar meia garrafa de vinho, eu criei coragem e peguei a primeira roupa jogada ao chão. Eu precisava esquecer e saber aonde foi que eu errei? Parei no primeiro bar que encontrei, eu precisava ver gente por que nesse um ano eu me prendi somente em "nós."

Eu ainda olho o lugar e sabia que beber sozinha não era bom. Mas eu queria ficar sozinha e pensar em mim.

— O drinque mais forte para me derrubar. Por favor.

Entre um gole e outro, uma risada falsa e a vontade de chorar arrancar do peito aquela dor, eu já estava amiga íntima do barman, o gostosão com o corpo malhado e o sorriso malicioso. Ainda olhando para seus olhos acastanhados e um rabo de cavalo, eu já estava achando-o ele o próprio "George Clooney" galante e sorria fazendo covinhas. Eu estava perdida em meus pensamentos e odiando pensar no defunto do ex.

— Odeio os homens.

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