Capa do romance Muito Prazer, Ceo

Muito Prazer, Ceo

8.6 / 10.0
Liv Killel é uma mafiosa audaciosa punida pelo pai, sendo forçada a abrir o próprio negócio para valorizar a riqueza. No caminho surge Oliver Braga Castilho, um CEO gélido que usa a indiferença para esconder traumas e repelir mulheres. Ao voltar para a Itália para salvar sua empresa da falência, ele encontra em Liv uma sócia revolucionária. Entre negócios e sedução, Oliver enfrenta o dilema de se entregar a essa paixão ou sucumbir ao perigoso prazer que ela emana.

Muito Prazer, Ceo Capítulo 1

Liv,

Chego em casa após cumprir a tarefa que meu pai me pediu, mas, como nas vezes anteriores, acabei eliminando o sujeito antes mesmo de receber o pagamento. Meu pai já estava ficando irritado com essa situação e decidiu me dar uma última chance.

O problema é que eu detesto lidar com pessoas incompetentes que precisam que repitam as coisas várias vezes para entenderem. Não sou de fazer ameaças, prefiro agir diretamente, e se alguém vier com drama, minha paciência se esgota rapidamente.

E ter que falar mais de uma vez que o cara deve para o meu pai, e tem que pagar, me deixa estressada. Aguardando meu pai em seu escritório, percebo que ele entra coçando a cabeça. Ele se senta em sua cadeira e me observa em silêncio por alguns segundos.

— Eu não sei o que fazer com você, Liv. Eu pedi para você receber o dinheiro, e não matar o cara. E agora, quem vai me pagar?

— Pai, ele estava sem dinheiro, não tinha condições de te pagar. Você deveria estar grato, pois ele não é mais uma dívida pendente.

— Grato? Liv, você cuidando dos devedores vai me levar à falência. Um morto não paga dívidas, então como vou receber o dinheiro?

Olho para o lado, sem ter a resposta que ele quer ouvir. Ele fecha os olhos e respira rapidamente, tentando se controlar.

— Vou mudar sua função. Aliás, vou te ensinar como se cobra dos devedores, pois você tem tudo de mão beijada, não sabe como é ter que ganhar dinheiro. Então, vou te tirar tanto do seu trabalho na máfia quanto da sua posição. A partir de hoje, Enzo vai comandá-la sozinho, e você terá outra ocupação.

— Tipo o quê?

— Vou te dar uma boa quantia em dinheiro. Você poderá abrir uma empresa do que quiser. Procure investidores e sócios, se necessário. Comece do zero para construir sua própria vida. Se você falhar na missão de levantar a empresa, eu te deserdarei da máfia e você não será mais a vice do seu irmão.

— Empresa? Pai, você me criou para ser uma mafiosa, não uma empresária. Como vou fazer isso?

— Se vire. Ah, e está proibida de matar, se matar uma pessoa que não seja por legítima defesa, está totalmente fora da máfia. — Tento retrucar, mas quando meu pai toma uma decisão, ninguém consegue mudar. Droga, e agora o que vou fazer?

Ele assina um cheque de 50 milhões de dólares e diz que até o final do ano quer ver esse valor triplicado. Pego o cheque e vou para o meu quarto, irritada com essa imposição. Olho para o cheque e percebo que é uma quantia significativa. Se eu investisse esse dinheiro, poderia obter um bom retorno e nem precisaria trabalhar.

Porém, parece que o que meu pai realmente quer é me ver escravizada profissionalmente. Decido pesquisar sobre o mercado de trabalho, empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras ou algo do tipo. Não quero começar do zero, pois não faço ideia por onde começar.

Encontro uma empresa de telefonia, com a área de fabricação nos fundos e a sede da própria empresa na frente. A empresa está enfrentando problemas financeiros desde o último lançamento de um aparelho celular que não obteve sucesso. Mesmo assim, vejo uma oportunidade de negócio promissora, pois acredito que podemos criar um novo aparelho, corrigindo as falhas do modelo anterior e focando em um lançamento inovador.

Observo o meu celular e começo a listar todas as funcionalidades que ele possui, além de pensar em recursos adicionais que poderiam torná-lo diferente das marcas mais famosas, levando em consideração também o design. Com a ideia clara em minha mente, decido entrar em contato com a secretária do CEO da empresa.

Explico que estou interessado em fazer um investimento e ajudar a reerguer a empresa. A secretária prontamente me transfere para Piter, o vice-presidente da empresa, já que o CEO está fora viajando devido ao falecimento dos seus pais.

Marco uma reunião com ele para discutirmos meus planos e já marcamos para amanhã mesmo. Ao olhar para minha roupa casual, percebo que vou precisar mudar meu estilo de vestir. Imagina eu entrando em uma empresa vestindo uma calça preta justa e uma blusa branca com um colete por cima, seria hilário.

Na manhã seguinte, busco por um apartamento para morar sozinha, enquanto estou nessa nova vida de empresária. Depois de consegui o apartamento perfeito para mim, dirijo-me à empresa. Ele já está na sala de reuniões me aguardando. Sua secretária me acompanha até lá e, assim que entro, ele se levanta com um sorriso nos lábios. Ele aparenta ter cerca de 40 anos, com uma barba bem aparada e cabelos castanhos claros.

—Senhorita Kalel? — Ele pergunta estendendo a mão para mim.

— Senhor Braga. — Aperto a sua mão e ele me conduz até a cadeira.

Entrego a ele a pasta contendo todos os planos que tenho. Ele mal lê, apenas passa os olhos pelas páginas e observa algumas imagens. Mas também, com a empresa à beira da falência, ele aceita tudo tranquilamente, só que isso me deixa um tanto desconfiada.

Será que a empresa realmente enfrentou problemas por causa do aparelho? Ou será que ele desviou dinheiro e foi por isso que os aparelhos foram de tão baixa qualidade e acabaram dando errado?

Essas são as dúvidas que pairam em minha mente enquanto observo o senhor Braga. A incerteza e a desconfiança começam a tomar conta de mim, mas decido manter a calma e decido ser logo direta com ele.

— Olha, senhor Braga, eu sou bastante desconfiada por natureza. Ao aceitar essa sociedade, vamos substituir os funcionários que forem necessários. Não vamos mexer no dinheiro dos novos aparelhos até que a empresa tenha recuperado sua posição no mercado.

— Concordo plenamente, senhorita. Vamos seguir o seu plano, pois é essencial que a empresa retorne ao seu antigo auge. Fomos enganados por alguns funcionários que estavam envolvidos em esquemas com uma empresa concorrente, e foi por isso que enfrentamos todos esses problemas. No entanto, estávamos tendo dificuldades em nos recuperar, pois até mesmo os bancos estavam nos negando empréstimos após a notícia de que os aparelhos que produzimos não atenderam às expectativas.

— Certo, vou assinar a sociedade e você vai me mostrar a empresa. Quero conhecer cada parte e depois faremos uma reunião com todos os funcionários.

Ele concorda com a cabeça e chama o seu advogado para levar os documentos e autenticá-los. Continuamos conversando por mais algum tempo e, quando estávamos saindo da sala de reunião, um homem para na porta e nos observa atentamente.

Olho para ele de cima a baixo. Ele é realmente bonito, com cerca de 30 anos de idade, cabelos claros e olhos azuis. Parece ser um típico filhinho de papai. Seu terno sob medida realça seu corpo musculoso, dando uma elegância maior, e um estilo de um ser poderoso.

— O que está acontecendo, tio? — Ele pergunta com sua voz grave depois de me medir de cima a baixo.

— Este é a senhorita Liv Killel, ela é a nossa nova sócia. Ela vai nos ajudar a reerguer a empresa.

— Sócia? Eu não disse que queria uma sócia. Eu disse que você teria que dar um jeito de reerguer a empresa por conta própria. Acha mesmo que vou permitir que você divida a herança dos meus pais com uma estranha?

Bom, como eu disse, típico filhinho de papai, onde as coisas têm que ser do seu jeito, e não do jeito certo. Ah, mas eu vou me divertir muito com esse playboyzinho. Deixe ele tentar me passar para trás. Eu adoro um joguinho de sedução, e ele vai ter que me aceitar na empresa, ou não me chamo Liv.

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