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Capa do romance Casada por contrato - O ceo Árabe

Casada por contrato - O ceo Árabe

Criada sob rígidas tradições, Inaya sempre buscou ser a esposa ideal. Contudo, após um noivado fracassado manchar sua honra, ela se vê forçada a aceitar um matrimônio de conveniência com Mounir. O CEO deixa claro que não desejava essa união, aceitando-a apenas para satisfazer as expectativas familiares. Agora, presos em um casamento arranjado por pura pressão, ambos precisam descobrir se o amor pode florescer em meio ao caos dessa relação forçada.
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Capítulo 2

Ela começou rir envergonhada, ele acenou para o tio e o futuro sogro, falou baixinho só para ela ouvir

- Então, está verdadeiramente interessada em se casar comigo?

Ela ficou desconcertada séria, sem querer parecer desesperada

- Como vou saber?

- Não te conheço.

Ele disse rindo, que também não sabia, perguntou se ela era apaixonada pelo ex noivo, pareceu debochado desrespeitoso, como se soubesse da história dela e o Rashid, muito nervosa, ela se afastou sem responder, o deixou falando sozinho.

Depois ficaram trocando olhares curiosos o resto da festa, ela estava sem saber como se sentia referente a ele, sua irmã Baya ficou eufórica com a beleza e simpatia dele.

Ela queria muito casar e por isso, insistia para a irmã casar logo, começou dar bons motivos para Inaya casar logo e se conformar com a sorte, porque ele era rico, bonito, educado e com certeza em algum momento iriam se amar.

Mounir estava reunido com a família, comentou com o tio, que a achou a pretendente muito jovem, Halim sorriu com orgulho

- E o que você queria meu sobrinho?

- Uma noiva seca?

- Veja bem, aqui tem muitas moças que servem para você.

- Mas essa, temos que ter um compromisso com ela, seu primo a largou, envergonhando nossa família.

- Por Alá, o que vão pensar dessa moça?

- Ela nem quer estudar, vai ter tempo para se dedicar a família e o melhor, você vai ensinar ela a ser boa esposa.

- Acabou de alcançar a maioridade, não tem muita coisa em casa.

- É humilde demais, o pai dela mora de favor aqui.

- Ela vai se deslumbrar com a vida que vocês vão ter, vamos comprar uma casa bem grande confortável e um carro pra vocês.

- Ela vai te dar muitos filhos.

Mounir não disse mais nada, também ficou a olhando de longe, intrigado com a história dela, percebeu que no fundo tinham algo em comum, não seguirem os costumes como suas famílias gostariam, porque passaram muitos anos no Brasil e o primo dele, não era nada certinho, isso o fez desconfiar dela também.

Ele ficou achando que iria dar um jeito de não se casar, sem sujar a reputação dela, porque de fato a achou muito nova, bobinha, não via como iria se interessar e ter uma vida com uma moça assim, humilde, sem estudo superior, já que ele era um homem feito, estudado e viajado.

Mounir conversou com várias pretendentes, Jamila sua irmã, gostou muito de outras e disse que Inaya servia para ser segunda esposa, já que ele devia casar com ela, por obrigação.

Antes de irem embora da festa, Halim insistiu para Mounir ir se despedir, de Inaya, sua noiva, estava falando como se estivesse tudo certo só porque os dois conversaram.

Inaya estava no jardim sentada com o pensamento distante, quando Baya o viu se aproximando, correu saindo de perto, Mounir sentou ao lado dela, com uma cadeira no meio deles

- Minha família gostou de você, muito!

- Insistiram para eu me despedir.

- Querem que marcamos, um almoço, amanhã.

- Porque vamos ficar poucos dias e...

Silenciou pensativo a olhando indiferente

- Então...

- Falei algo errado?

Ela o olhou cética

- Se não casar comigo, serei a terceira esposa, de um homem com quarenta anos.

- Isso na melhor das hipóteses, porque se ele me devolver depois das núpcias.

Silenciou porque passou alguém perto, Mustafa pai dela, se aproximou interrompendo, dizendo que os dois iriam conversar depois, no jantar de noivado deles, ela se levantou cabisbaixa, como quem queria contar algo, deu tchau parecendo triste.

Mounir foi embora com dó dela, pensando que ela não queria se casar, que talvez era apaixonada pelo ex, achou tudo meio confuso e viu a oportunidade perfeita, de se livrar das outras noivas, pensou que ajudando Inaya se livrar do outro pretendente, teria a gratidão dela, a salvando de ser jogada ao vento.

Halim estava com problemas de saúde, falou que queria Mounir assumindo mais responsabilidades no trabalho, na vida e segundo ele, o casamento ia ajudar nisso, também queria ser " avô " logo.

Inaya percebeu que Mounir estava aceitando casar, ela não tinha opções para escolher, perguntou a mãe, o que iria acontecer, se o marido não fosse como deveria ser, seu pai lhe chamou atenção, como se ela fosse tola, por pensar assim, deixou claro que o bem estar dele e da família, dependia do casamento dela, porque a irmã já estava perdendo pretendentes.

Baya ficou falando que ela ia ter uma boa casa, carro, estudos, perguntou se ela queria o outro pretendente, aquele um homem mais velho ou outro talvez divorciado, cheio de filhos para ela cuidar, a encheram de medo, todos queriam que ela ficasse com Mounir um pouco por interesse também.

Mustafa ainda mentiu, dizendo que Mounir adorou ela, porque cresceram no Brasil, ela começou a ver tudo com outros olhos, disse que queria o conhecer melhor, achou que teria meses até estar pronta, que durante o noivado iriam se aproximar, achou que ele ia ficar no Brasil e ela no Cairo.

Mounir não deu muita importância aos planos de seu tio, também achando que teria semanas, meses, para se preparar, no dia seguinte cedo, foram a uma reunião familiar.

Halim ficou falando cheio de orgulho que ia casar seu sobrinho de mais confiança, em alguns dias, até começou convidar as pessoas, ao saírem de lá, foram para a casa de Jamila irmã mais velha de Mounir, ele os questionou, dizendo que não ia ficar com aquela menina tão nova, porque não estava apaixonado, queria deixá-la pelo menos um ano esperando, Halim se irritou e perdeu a paciência, dizendo que ia morrer em meses, começou fazer todo um drama, sobre o ter como um filho.

Enquanto isso, Jamila já estava a semanas, preparando o casamento, optou por uma cerimônia mais íntima, usando a falta de tempo como desculpa.

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