Capa do romance Arthur Bornovvi

Arthur Bornovvi

8.0 / 10.0
Um poderoso CEO precisa urgentemente de uma noiva para cumprir seus objetivos. O destino o leva a resgatar uma mulher que vive nas ruas, a quem ele propõe um inusitado acordo: um casamento por contrato. A união é estritamente pragmática, desenhada para beneficiar ambos os lados sem qualquer espaço para sentimentos. Eles estabelecem um pacto claro, prometendo uma convivência sem amor, paixões ou apegos emocionais enquanto durar o negócio.

Arthur Bornovvi Capítulo 1

Resgate

" Ele estava preso em uma redoma de culpa e ela em uma redoma de gelo, ela precisava do calor infernal dele para a proteger e ele dá sua doçura para o libertar "

Arthur Bornovvi era um rapaz que tinha acabado de tomar posse de uma das máfias mais influentes da América do Norte, ele ainda não era um homem tão temido nem influente porém era esperto o bastante para conseguir isso em apenas meses.

Tinha uma família materna e paterna extremamente rica e influente, não só dentro da máfia como também fora dela. Era dono de empresas de vários ramos e administrava tudo sozinho com exímia aptidão, ele nasceu para liderar e a sua mãe viu isso desde que ele nasceu.

Alto, com cabelos um pouco claros e olhos azulados o rapaz tinha um corpo forte e másculo, era tudo como um deus grego pelas mulheres que tocava e como um demônio pelos homens que matava.

Suas mãos tinham poderes dos dois lados da moeda, o lado bom fazia e dava prazer para diversas mulheres e o lado ruim tirava a vida de muitos infelizes que ousavam cruzar o seu caminho.

Ele não deveria ir para as missões devido ao alto risco porém além de sentir prazer nesses ambientes o homem foi treinado para isso por anos, então não iria desperdiçar o seu conhecimento.

Vivia sozinho como um lobo solitário porém as vezes dormia com uma ou outra garota, ele tinha uma de confiança que teve um certo apego porém nada sentimental, ele apenas queria ajudar a pobre moça e fazer do possível para que aquele ser que ela tinha no ventre não vivesse em um lar instável como o dele.

Lhe dava uma mesada, e cuidava da segurança do bebê afinal o pai dele era um homem extremamente influente e que não queria que viesse a tona esse caso extraconjugal, a mulher iria se arriscar e usar a criança para ter uma boa vida porém Arthur sabia das poucas chances de isso dar certo.

Vanessa era desmiolada porém era uma garota extremamente inteligente, bonita e se não tivesse nascido e sido instruída da forma que foi com certeza seria uma grande mulher.

Ela tinha tudo que precisava agora porém faltava um pequeno ponto, ela queria algo impossível que o próprio Arthur fez questão de lhe avisar todos os dias que eles se encontravam que ela não iria ter.

- Não temos e nunca teremos um relacionamento está bem ? Eu repitirei isso quantas vezes forem necessárias por que você não merece isso está bem ? Foque em outras pessoas para o seu próprio bem - aconselha o rapaz em todos os encontros que a garota decide tocar nesse assunto.

O coração de Arthur havia sido trancado de forma brusca e ele jurou nunca abri-lo, pelo menos não enquanto a ferida no seu peito ainda doesse.

Ele achava que não era o suficiente para nenhuma mulher e que provavelmente alguém que vivesse ao seu lado viveria um inferno e ele não queria submeter ninguém a isso, não mas.

Então decidiu viver sozinho amorosamente e se dedicar apenas ao seu império, porém alguns planos a vida tende a mudar de rota e cabia a ele administrar isso agora da melhor forma possível.

...

- Ele escondeu a maldita mala na ilha de Kodiak - bate na mesa olhando para o radar - Esse lugar nessa época do ano é praticamente inacessível e também frio pra caralho ! - xinga olhando para um dos seus homens.

- Será que não é uma armadilha senhor ? Sabe que Felippo tem dessas e da última vez que seguimos pistas dele perdemos a metade dos nossos homens - avisa o rapaz preocupado - Eu não confiaria novamente por que não chegaram ainda a remessa de novos soldados... Estamos desfalcados.

- É isso que ele queria... Se formos para lá com todos restantes iremos ser massacrados e ficaremos vulneráveis - se levanta - Vamos sozinhos.

- E se lá tiverem homens ? - se levanta também e segue até a porta.

- Os homens de Felippo não tem treinamento para lidar com o frio intenso, nós temos e iremos usar isso contra eles - pega a mochila pendurada no cabide - Vamos rápido antes que anoiteça.

...

Tinha uma coisa muito mais preciosa que a mala com milhões de dólares e jóias que foram roubadas da mãe de Arthur naquela cabana, havia lá uma coisa que mudaria a vida do rapaz para todo sempre e ele não estava preparado para isso.

Chegaram no local e já foram recebidos por tiros dos homens de Felippo, porém algo aconteceu ao redor da cabana que os fizeram correr e sumir em meio as árvores, se aproveitando disso Arthur e o homem invadem a casa a percebem que ela estava rodeada de explosivos e todos contavam exatos trinta segundos.

- Vamos sair logo daqui ! Não tem nada ! É uma armadilha ! - grita o homem na porta, algo vez Arthur ficar lá e entrar cada vez mais dentro da cabana.

- Arthur vem logo ! - apressa o homem vendo os segundos indo embora.

Um corpo gelido como os flocos de neve que caiam do lado fora estava definhando naquela sala, amarrado a algumas cordas, porém o corpo estava tão magro que elas saíram com facilidade.

Ele a pega no colo e sai rapidamente da casa com aquele corpo leve e frio em seus braços, o homem já estava longe e ele correu o máximo que podia com o corpo em seus braços, ele não o soltou em nenhum momento e o homem ao ver ele ficando para trás volta para o ajudar, a casa já havia explodido e por um triz ele não foi atingido pelos escombros que voaram longe, estavam na floresta caminhavam até o carro quando o rapas toca na garota e diz :

- É melhor deixar ela aqui, está morta praticamente - a coloco perto de uma pedra onde a sua cabeça fica apoiada como um travesseiro.

- Eu não vou deixar ela aqui, ainda respira então ainda pode viver - a pega no colo com cuidado e coloca no carro - Se quiser ficar esteja a vontade agora ela eu não deixo - entra no carro e rapaz faz o mesmo fechando a porta.

Eles voltam para a cidade mais próxima do local, Arthur para em um hospital para ver como ficaria a garota e as notícias não eram as melhores.

- Ela está viva, porém não sabemos até quando. Seus órgãos estão parando e faz dias que não come ou bebe algum líquido, seu pulmão funciona de forma bem lenta e o coração dela também não tem tanto sangue para bombear... Faremos o possível para salvar ela mas não nutra esperanças - afirma o médico o deixando estático.

- Façam o impossível para salvar ela por favor - pede se sentando na cadeira que estava no corredor.

Ele não era de orar nem muito menos tinha fé em algo, a única crença dele era que se havia algo ou alguém regendo o universo esse alguém não deixaria uma pobre inocente morrer de forma injusta sem aproveitar o máximo da vida.

- Ela não tem chance de sobreviver não é ? - confirma o rapaz que estava com ele.

- Talvez não.

- Ela parecia literalmente um floco de neve de tão gelada e pálida, mas parecia ser uma boa garota - dá um sorriso e se senta ao lado de Arthur.

- Literalmente ela parecia um floco de neve mesmo, acho que por ser tão frágil o Felippo a usou e deixou para trás assim... Apenas o resto - afirma bravo.

- Se ela sobreviver o que irá fazer com ela ?

- Eu não sei... No momento a única coisa que eu quero pensar é que ela vai ficar bem, caso contrário é mais uma dívida para acertar com o Felippo.

- Acho que se conseguirmos pegar ele teremos que dividir bem por que os dois tem motivos para fazê-lo sofrer muito... Ele matou o meu irmão e o pai dele foi responsável pela morte do seu pai e... - dá uma pausa - Talvez dela também não é ?

- Tomara que não... Ele já tem contas demais para acertar conosco.

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