Capa do romance Casada com o Dono do Cartel

Casada com o Dono do Cartel

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Nikolai é um magnata implacável que utiliza sua fortuna e laços com o narcotráfico para dominar tudo o que deseja. Ao se encantar por Elena, ele arquiteta a ruína financeira do pai dela, um mafioso local, forçando-o a uma dívida impagável. Sem saída, o patriarca entrega a filha como pagamento. Agora, unidos por um matrimônio forçado, Nikolai usará seu poder para seduzi-la, jurando que Elena clamará por pertencer a ele em meio ao sangue e luxo.

Casada com o Dono do Cartel Capítulo 1

01

NIKOLAI NARRANDO

Olho para meu relógio e vejo que já são sete e vinte da tarde. Estou começando a ficar irritado, tenho mais o que fazer e não posso perder tempo. A garota loira de cabelos cacheados que é minha namorada não chega de uma vez e eu preciso terminar logo com ela. Ela entrou no restaurante onde combinei com ela, no centro da cidade. Ela é uma típica descendente de italianos: Olhos azuis, cabelos loiros e enrolados, sardas no rosto e uma estatura média, cheia de curvas. Sempre foi uma mulher bonita, da qual eu adoraria passar algumas horas na cama me despedindo se não estivesse tão ocupado e precisasse acabar logo com isso. Meu motivo para terminar tem nome e sobrenome.

— Por que estava com tanta pressa de me ver? — Eu respirei fundo ao ouvir o que ela disse.

— Queria olhar nos seus olhos para dizer que está tudo acabado. Não acho justo terminar por ligação, já que namoramos há cerca de um ano. — Ela arregalou os olhos, chocada.

— Você tá brincando comigo? Tá me chutando assim? O que aconteceu? Estávamos bem essa semana, você disse que me amava...

— Eu sei, mas as coisas mudaram. Me desculpa por isso.

— Te desculpar? Você é um cretino. Dá pra me explicar o que tá acontecendo? — Eu girei os olhos e bufei.

— Me apaixonei por outra mulher. Feliz em ouvir isso? Era isso que você queria escutar? Eu olhei para uma garota de dezenove aninhos e desejei tanto ela que fiz um acordo com o pai dela pra que ela fosse minha.

Andressa arregalou os olhos. Ela negou com a cabeça.

— Você não fez isso. — Disse.

— Eu arranjei um casamento ótimo pra ela, e bons negócios para o pai dela. A garota vai ter um cartão de crédito ilimitado e ainda ser casada comigo.

— Você é um cretino egocêntrico, sabia? Como você pode fazer isso estando comigo? — Eu neguei com a cabeça ao ouvir o que ela disse.

— Eu nunca estive com você de verdade. Me desculpe, mas meu interesse era apenas sexual, Andressa.

— Você tá dizendo que nada disso foi real? — Ela disse, com lágrimas nos olhos.

A parte ruim de ser frio desse jeito é que eu não sei como agir. Já me disseram que tenho muitas características de sociopata, mas talvez isso seja bom para os negócios. Eu preciso enfrentar coisas que pessoas normais não teriam estômago.

— Não foi. Desculpe. É melhor você seguir em frente, porque logo mais eu irei me casar... A vida segue, Andressa, existem milhares de homens como eu atrás de uma mulher como você. — Falei.

Ela se aproximou de mim o suficiente pra me acertar um tapa na cara. Um tapa merecido, eu diria, afinal, ela estava apaixonada por mim e eu nem liguei.

— Isso doeu.

— Não doeu tanto quanto meu coração. Espero que sua noivinha arranjada quebre teu coração como você quebrou o meu. Você vai se arrepender de ter nascido quando perceber que o que fez comigo, vai voltar pra você.

A verdade é que eu nunca amei a Andressa. Tenho minhas necessidades de homem e pouco tempo disponível pra arrumar mulher, então me meti em um relacionamento com ela. Era só repetir algumas palavras bonitas e estava tudo certo. Infelizmente, mulher nenhuma chegou ao meu coração... Não até eu conhecer ela: Elena, filha de um grande empresário e investidor do Cartel. Tem dezoito anos e foi criada feito uma princesa.

Depois de terminar com Andressa, fui até o restaurante onde Elena trabalha, porque queria vê-la. Eu fiz minha lição de casa e pesquisei tudo que podia sobre ela, afinal, iremos nos casar... Mas ela ainda não sabe.

Elena é uma mulher linda. Cabelo longo, quase até a cintura. Está trançado por ser atendente de um restaurante caríssimo. Mesmo com o uniforme do restaurante, dá pra ver que suas curvas são perfeitas. Seus lábios são carnudos, maxilar levemente marcado e olhos castanhos expressivos. Dezenove aninhos e pronta para ser esposa do dono do Cartel. Será um prazer vê-la em um vestido de seda vermelho... E depois tirá-lo.

Ela é uma moça boa, trabalhadora. Se formou mais cedo do que o comum, quer ter um restaurante, que é seu sonho, e trabalha como aprendiz em restaurantes desde então. Ajuda o chef durante a manhã, trabalha no mesmo restaurante a tarde e estuda gastronomia a noite.

Respirei fundo, fechando meus olhos. Estou sentado em minha cadeira do escritório, porque meu trabalho hoje é mais sério do que se imagina. Sem mim, o cartel tá ferrado, eles não conseguem fazer nada sem minhas ordens. Eu era apenas um traficante, agora eu sou o maior. Cuido de toda a parte do tráfico de drogas e armas, mas também dos interesses econômicos e políticos. É um trabalho pesado, digamos...

— Leve esses papeis da empresa fantasma do Sam e faça as transferências indicadas. — Entreguei um envelope para ela. Ela concordou, pegou o envelope e saiu.

Lembrei-me do casamento, isso precisa acontecer de uma vez e o mais rápido possível. Eu estou ficando louco só de pensar em ter a Elena Ryans pra mim. Perdi um bom tempo apenas parado, pensando nisso. Eu quero realizar a cerimônia logo. Os eventos do cartel são constantes, e a primeira dama é simplesmente uma peça importante demais para não aparecer. Para ser um cabeça, você deve ter uma esposa do lado. Um rei não é nada sem sua rainha. E eu quero que Elena seja minha rainha logo. E em breve, teremos nosso primeiro encontro.

Elena ainda não me conhece pessoalmente de forma adequada, mas iremos nos conhecer em breve.

Ouvi batidas em minha porta. Aqui, temos uma empresa real que finge fazer contabilidade para uns, enquanto lavamos dinheiro para outros. Aliás, foi trabalhando aqui que descobri que seria muito mais rentável trabalhar com coisas ilegais.

— E aí, bonitão. — Otto cruzou a porta com os papeis que entreguei em mãos. — Tudo assinado.

— Certo. — Peguei da mão dele e coloquei em minha mesa.

— Não querendo apressar você, mas você sabe que sábado vai ser sua apresentação para os mais de cem integrantes do cartel, vão te apresentar como sucessor e você ainda não saiu com sua futura esposa. Sabe, tá na hora de você fazer alguma coisa.

— Eu sei disso. Já estou resolvendo. Você vai me ajudar com isso, ok? — Falo, com olhar sério. Ele sorriu, concordou e saiu da sala.

Peguei meu telefone e finalmente tomei coragem para ligar para Elena. Eu tenho dez anos a mais que ela, qualquer um estaria nervoso.

— Alô? — Ela atendeu. — Nikolai, é você?

— Sim, sou eu. — Respondi.

— Ah, oi... Eu meio que estava esperando sua ligação. Quando vamos nos conhecer? — Ela disse.

— Eu passo às oito horas na sua casa para levá-la para um passeio. Esteja arrumada.

— Quão arrumada? — Perguntou.

— Iremos ao restaurante do Palácio. Conhece? — Ela suspirou em surpresa.

— Quem não conhece? É o restaurante inspirado no Palácio do Rei!

— Ok, iremos lá. Tem roupas apropriadas? — Elena ficou em silêncio.

— Eu acho que não para esse evento em específico, mas eu posso pedir à uma amiga se isso for te agradar. — Respirei fundo, um pouco irritado. Mas depois lembrei que Elena é só uma garota de dezenove anos, filha de um ricaço, e que provavelmente tem uma roupa mas quer uma nova, só não sabe como dizer isso ao seu futuro marido. Talvez ela precise de um empurrãozinho.

— Vou mandar meu segurança buscá-la imediatamente. Compre o que precisar no meu cartão, para esse encontro. Quero que seja perfeito, minha futura rainha.

— Nossa, isso foi bem romântico, futuro marido. Pretende arrancar minha virgindade ou conquista-la? — Questionou, de forma irônica. Aquilo acendeu minha ira.

— Eu sou do tipo sem paciência, mas prometo que irei conquistar você.

— Ah, só quero te avisar que eu não estou satisfeita com esse casamento. Estou fazendo pelo meu pai e nem morta vou pra cama com você. Você vai passar o resto da vida resolvendo seus problemas com a sua própria mão.

— Veremos, querida. Veremos. — Desliguei o telefone e me levantei, indo até a porta e a abrindo. — Secretária! — Chamei.

— Sim, estou aqui, senhor.

— Chame o meu motorista e diga que tenho um serviço para ele. E mande o Otto vir aqui. — Ela concordou e foi fazer o que pedi.

Alguns minutos depois, ele entrou, e eu pedi que fechasse a porta. Apenas eu e Otto sabemos do meu noivado, então, eu precisava segurar as pontas.

— Posso ajudar, senhor? — Otto disse.

— Bom, hoje você conhecerá minha noiva pessoalmente. Ela está precisando de uma ajuda, vamos jantar juntos. Preciso que a busque e leve para comprar o que quiser para essa noite. Deixe que ela faça o que quiser e gaste quanto quiser, não se preocupe.

— Entendido, chefe. Preciso saber de mais alguma coisa?

— Convença-a de que sou um excelente homem com essa sua persuasão maravilhosa. — Eu pedi. — Eu sinto que ela me odeia.

— Vou tentar. — Sorriu de forma sincera. — Posso levá-la ao salão que faço as unhas. O que acha?

— Vá. Faça também.

— Na sua conta? — Ele riu.

— É... Tá, vai. — Girei os olhos.

— Vou estourar seu cartão pela segunda vez na vida. Que prazer. — Otto riu.

— Você não seja nem louco, seu filho da puta. Faça o que eu preciso. Nada a mais, nada a menos. — Agora, foi a vez dele girar os olhos.

— Chato e mau humorado como sempre.

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