Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Boys don't cry

Boys don't cry

Criado sob rígidas expectativas de masculinidade, Will desafiou sua rica família tailandesa para ser ator. Sua vida muda ao ser escalado para uma série Boys Love com Nate, um colega intimidador e antissocial que evita contato físico. No entanto, a presença de Will transforma o comportamento frio de Nate em sorrisos. À medida que as gravações avançam, a linha entre ficção e realidade se apaga, forçando os dois a encarar sentimentos que não podem mais ser escondidos.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

Will

— É claro que não! Acho que é o primeiro desafio como ator, e como pessoa, aprender a lidar com alguém como o Senhor olhar intimidador, mas às vezes, cansa!

— Você é meu irmão, e herdou a minha coragem...”

— Como é? Herdei sua coragem? Esqueceu que eu sou mais velho?

— Não vejo nada demais. Você pode ter nascido dois anos antes de mim, mas é fato que a hierarquia não existe entre nós, não é mesmo?

— Sua palhaça! Você não me respeita, acho que te dei muito espaço, isso sim! — digo, e jogo novamente um travesseiro nela.

— Ai, quer me matar? — fala e sorri. — Mas voltando ao assunto. Por que será que ele age dessa forma?

— Não sei. Não fiz nada para ele, e simplesmente sou ignorado...

— Será que ele não gostou de ter que contracenar com você, e queria alguém famoso para ser o Wanchai? Ou sua fama de playboy milionário chegou a ele, e deve estar pensando que você comprou a vaga...

— Lyn, nenhuma dessas alternativas faz sentido! Eu não sei qual é o problema dele, sei que preciso estudar ainda mais para dar o melhor de mim para esse personagem. Você sabe que o fandom do livro já me deu hate até a minha outra vida, e se o P’Nate está insatisfeito, ele que cobre a direção.”

[...]

Eu realmente precisava dar o meu melhor para viver o Wanchai, e minha missão inicial era conquistar P”Nate, quer dizer, conquistar sua confiança, para que juntos pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Assim, o convidei para algo diferente dessa vez, pois, descobri que ele gosta de futebol, então o chamei para disputar uma partida com alguns amigos meus. Conversamos muito pouco antes da partida. Assim que terminou, tomei um banho, e esperei por ele, precisava convidá-lo para jantar, e assim teria algo para conversar: Futebol.

Despedi-me dos amigos, e fiquei sentado em um banco de frente para o banheiro da quadra.Demora um pouco, e o avisto. Não sei oq eu acontece, tento de tudo para não olhar, mas algo é mais forte que eu. Estranho demais. Pareço hipnotizado. O que está acontecendo? Não há nada demais com ele, vestindo jeans e uma camisa de time europeu, o cabelo molhado, caindo nos olhos. Ele senta ao meu lado, e espero que não tenha notado meu olhar curioso. Sinceramente, estou me desconhecendo. Continuo olhando enquanto ele calça seu sapato, e como se eu não tivesse o que fazer da minha vida, começo a notar uma gota de água que escorre de seu cabelo, percorrendo todo o seu rosto. Definitivamente, o que há comigo?

— Você vai ficar me olhando o tempo todo? — sua fala me surpreende, e preciso de algo para falar, me tirar dessa enrascada.

— Não, desculpa! É que... Eu estava observando sua camiseta, ela parece antiga...

— Ah, era isso? É antiga, comprei de um colecionador na internet, e da época dos galácticos do Real Madrid...

— Ah... Entendi! — nunca ouvi falar nos galácticos, mas tudo bem. — E esse Ronaldo, o número dele não era o é 7?

— Não. Esse é outro Ronaldo, é brasileiro. Foi campeão da copa do mundo com a seleção brasileira, um jogador incrível!

A nossa conversa continuou no restaurante, e pela primeira vez consegui arrancar algumas frases da boca dele, e até sorrisos. Quando se tratava de futebol e música, senhor olhar intimidador, fala sem parar, conversamos por horas, e me senti satisfeito com minha missão, se eu continuar perseverante conseguirei criar o mínimo de intimidade com ele.

[...]

As semanas passaram rapidamente, e durante esse período tive a oportunidade de me aproximar um pouco mais de meu parceiro de cena. Fizemos muitas atividades juntos, incluindo estudar o texto com, e sem o elenco. Foi importante para perceber que P’Nate é extremamente profissional em tudo, ver o quanto ele se dedica, e o quanto me ajudou a compreender ainda mais o Wanchai, foi gratificante.

O primeiro dia de gravações chegou. Exatamente, as gravações das cenas do primeiro trailer, e com ele, muitas preocupações, não apenas com as cenas, mas com meus pais. Esse trailer se limitaria ao Youtube, mas se meus pais o vissem seria um caos, e teria que enfrentá-los. Assim que acabamos o primeiro dia, caminho lentamente pelos corredores que levavam ao estúdio principal, e alguns colegas passam e se despedem enquanto me arrasto. Meu pensamento está em minha família, e no drama muito maior que aqueles que assistimos nas séries Boyslove, até ouvir alguém chamar meu nome, e ser retirado do transe em que me encontrava.

— Will, espera!

Olho em direção a voz, atrás de mim. Paro, e espero ele se aproximar ainda com o traje de estudante universitário de série, o olhar não é intimidador, mas tem algo que me deixa um pouco incomodado, não sei o porquê de estar pensando algo assim, mas seus lábios são tão beijáveis, é difícil olhar para ele e não pensar nisso. O quê? Por que estou pensando nisso algo assim? Finalmente ele se aproxima, me olha timidamente, o que há com ele?

— Will, eu preciso passar o texto Será que você estará disponível amanhã à tarde? Já que teremos o dia de folga...

— Tudo bem, eu posso. Eu tenho aula na faculdade pela manhã, e assim que largar posso te encontrar.

Ele balançou a cabeça em sinal de positivo, e se despediu. Algo estava diferente, normalmente ele não é assim. O que eu estou pensando? Até parece que o conheço há décadas!

[...]

Quando nos conhecemos ele mal olhava para mim, e hoje me enviou seu endereço por mensagem, não consigo entendê-lo. Diante da porta de seu apartamento, respiro fundo, toco a campainha e não demora muito para que ele abra.

— Oi, entra. — fala, e faz sinal para que o siga. Fecho a porta atrás de mim. Observo rapidamente o espaço ao meu redor, tudo tão branco, parede, sofá.

Repassamos o texto várias vezes, mas toda vez que eu sugeria a cena do primeiro encontro, ele ficava nervoso, ou fingia demência, e falava para pularmos e deixá-la por último. Mas precisamos estudá-la. Assim que ele volta do banheiro, o questiono.

— P’Nate por que não fazemos logo a cena que falta?

— Por que você não para de me chamar assim?

— E como devo chamá-lo?

— Nate. — ao ouvir isso confesso que me deixou um pouco surpreso, ele me considera tanto assim para permitir que eu não use o P’? — Está bem Will, mas ainda faltam as cenas do segundo episódio.

— Eu sei, mas essa é a cena do primeiro encontro. É o primeiro contato entre Wanchai e Thirasak, precisamos acertar algumas coisas, movimentos, olhares e as nossas falas...

— Tudo bem. — seu olhar e tom de voz não parecem muito felizes.

Afastamos-nos, me aproximo e o encaro. Tento demonstrar um sentimento estranho, confuso ao olhar diretamente em seus olhos, é o que o texto pede. Abro e fecho a boca como se eu fosse falar algo, mas as palavras não saem. Ele me olha intensamente por um momento, mas abaixa o olhar e vira o rosto para o lado. Não entendo. O script não pede isso, mas acho que devemos seguir. Nate vira as costas para e caminha, eu o chamo, ou melhor, o Wanchai faz isso.

— Thirasak. — Esse é o momento em que ele simplesmente finge que não se importa com o Wanchai chamando por ele. Mas meu personagem não se cansa. — Seu idiota!

Ele vira, me encara com muita raiva. Caminha até mim. Fica muito próximo.

— É... Eu…

Sinto-me extremamente nervoso com o modo que me olha.

— O que é? Fala logo, estou com pressa. — diz, e continuo a gaguejar, olhar para os lados, até que ele solta a frase que faz meu coração disparar rapidamente.

— Continue me olhando desse jeito, e vou te beijar até você ficar louco!

Você pode gostar

Capa do romance A irmã do meu namorado
7.9
Ao conhecer a irmã de Lucas, Brenda, fui imediatamente cativada. Seus olhos castanhos claros e seu sorriso radiante superavam a beleza do próprio namorado. Enquanto Lucas a apresentava como sua irmã mais nova, Brenda me surpreendeu com um abraço caloroso e um beijo no rosto, deixando-me sem jeito. Diante de tamanha elegância, que lembrava a de Cleópatra, tentei retribuir a gentileza, encantada pela beleza e pelo nome daquela que acabara de conhecer.
Capa do romance A Rainha e a Usurpadora
8.7
Isabela Durán lidera com punho de ferro a Durán Global, gigante do mercado imobiliário. Sua soberania é posta à prova quando Valeria Cruz, uma empresária audaciosa, surge com táticas agressivas para derrubá-la. Em meio a litígios e confrontos públicos, a rivalidade profissional desperta uma atração proibida. Elas percebem que, no topo, apenas a maior rival as entende. Agora, devem decidir entre o domínio total ou a paixão que ameaça arruinar tudo.
Capa do romance Adeus, Amor de Segunda Mão
7.8
Após três anos vivendo à sombra de Daniel, o grande amor de seu marido, Leo decide colocar um fim ao casamento com Alex. O atleta nunca superou o abandono no altar e sempre tratou Leo como um substituto temporário. O limite chega no aniversário de Leo, quando Alex abandona a celebração para atender um chamado do ex. Cansado de ser um prêmio de consolação e de sofrer por um amor não correspondido, ele prepara o divórcio para finalmente retomar sua liberdade.
Capa do romance É tão errado estar apaixonado pelo meu irmão adotivo
8.7
Após sete anos de um amor unilateral e doloroso, a herdeira Rosalyn Wright decide colocar um fim em seu casamento. Ela entra em contato com o pai, admitindo que ele estava certo sobre a infelicidade de sua união com Saul, seu irmão adotivo. Após romper laços familiares por essa paixão, um acesso de fúria do marido revela a falta de afeto dele, destruindo as ilusões de Rosalyn. Agora, ela planeja o divórcio para retornar ao lar e assumir o império da família.
Capa do romance Libertação Dolorosa
9.1
Após cinco anos de uma farsa conjugal, Ana assina o divórcio para se libertar de Lucas, que ama Leo. O conflito escala quando Leo a agride e Lucas ignora a violência. Ana revela ter feito laqueadura para evitar laços com o marido, gerando fúria. Em meio a sequestros e obsessões, Lucas tenta reconquistá-la até se oferecer para mudar sua face. Contudo, após o sacrifício heroico de Gabriel, Ana rejeita Lucas para viver um amor real com seu protetor de longa data.
Capa do romance Lycan Legacy: Entre o amor e o legado
7.8
Andriel aguardou ansiosamente por anos para descobrir sua alma gêmea no dia de seu aniversário. Contudo, a Deusa da Lua o surpreendeu ao designar um homem como seu parceiro predestinado. Agora, o monarca enfrenta um conflito interno profundo: deve abraçar essa conexão inesperada ou sufocar seus sentimentos em prol das obrigações da coroa? Entre o dever real e o desejo de viver um amor verdadeiro, ele precisa decidir se aceita seu destino ou renuncia ao laço.