Capa do romance Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada

Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada

8.1 / 10.0
Em Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada, uma Luna traída usa seu poder financeiro para destruir o marido infiel. Este romance de werewolf moderno mostra que o destino do Alfa depende do crédito dela. Leia livros online grátis e veja a queda de um império.
Resumo de Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada
Após cinco anos financiando a ascensão de Ricardo, a Luna Moraes é humilhada e expulsa de seu próprio jato para dar lugar à amante dele. Abandonada no aeroporto com uma passagem econômica, ela decide que a lealdade acabou. Enquanto o Alfa e sua família desfrutam do luxo pago por ela, a Dra. Moraes aciona seu gerente financeiro. Ao cortar todo o crédito da alcateia e confiscar seus bens, ela provará que o verdadeiro poder nunca esteve na força bruta, mas em seu bolso.
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Falindo o Alfa: A Vingança Suprema da Companheira Rejeitada Capítulo 1

Na pista do aeroporto, o vento era frio, mas a rejeição do meu marido era congelante.

"Você não vai no jatinho", disse Ricardo, ajustando as abotoaduras de diamante que eu tinha comprado para ele.

Ele apontou para a escada onde sua amante, Âmbar, estava parada, usando um vestido de seda que eu havia encomendado para mim.

"A Âmbar é frágil. Ela precisa do conforto da cabine particular. Reservei um voo comercial para você. Sai em três horas."

Ele enfiou um envelope na minha mão. Classe econômica. Assento do meio. Duas escalas.

Eu fiquei ali, a Luna da alcateia, sendo informada para voar como carga enquanto uma Loba Solitária tomava meu lugar no Gulfstream G650 que *eu* havia pago.

Minha sogra ainda se intrometeu, agarrando a bolsa de grife que comprei para ela, alegando que minha "energia de Curandeira" era estressante demais para a preciosa convidada deles.

Ricardo bloqueou nosso elo telepático, pegou a mão de sua amante, e a porta do avião se fechou na minha cara com um silvo.

Ele se achava o Alfa. Achava que detinha o poder porque eu o deixei brincar com esse papel por cinco anos.

Mas ele esqueceu um pequeno detalhe: o nome dele não estava no fundo fiduciário.

Enquanto o jato taxiava para longe, eu não chorei. Peguei meu celular e disquei para o meu gerente de banco pessoal.

"Dra. Moraes?"

"Cancele o plano de voo", eu disse, com a voz firme. "Revogue a autorização de decolagem. Imobilize o jato na primeira parada para reabastecimento. E corte as linhas de crédito. Todas elas."

"Todas, senhora? As contas da alcateia?"

"Tudo", sussurrei, observando o avião decolar. "Vamos ver como o Alfa sobrevive sem a minha carteira."

Capítulo 1

Helena POV:

O vento na pista do aeroporto cortava meu casaco, mas não se comparava ao gelo que se espalhava pelas minhas veias.

Os motores do Gulfstream G650 já zumbiam, um grito agudo que fazia meus dentes tremerem.

Era uma máquina magnífica. E deveria ser. Eu paguei por ela.

Assim como paguei pelos ternos de lã italiana que os guerreiros usavam, pelos milhares de litros de combustível no tanque e pelo convite para a Cúpula dos Alfas que estava no bolso do meu marido.

"Helena, afaste-se", disse Ricardo. Sua voz não tinha o calor de um companheiro. Tinha o tom desdenhoso que se usa com um servo que demorou demais para sair.

Eu pisquei, tentando processar o absurdo. "Com licença? Precisamos embarcar. A cerimônia de abertura da Cúpula começa em quatro horas."

Ricardo não olhou para mim. Estava ajustando suas abotoaduras — de ouro, cravejadas de diamantes. Meu presente de aniversário para ele.

"Você não vai no jatinho", ele disse secamente.

Meu coração falhou uma batida. "O quê? Ricardo, eu sou a Luna. Fui eu que garanti o lugar da Alcateia Almeida na Cúpula. Por que eu não..."

"A Âmbar é frágil", ele interrompeu, finalmente encontrando meus olhos. Seu olhar era frio, desprovido do afeto que existia ali cinco anos atrás. "Ela acabou de voltar da selva. Sua loba está fraca. Ela precisa do conforto da cabine particular."

Olhei por cima do ombro dele. No topo da escada, emoldurada pela fuselagem como uma heroína trágica, estava Âmbar.

Ela usava um vestido de seda que eu havia encomendado para mim. A peça caía solta em seu corpo, enfatizando uma fragilidade que parecia ensaiada demais.

Ela me ofereceu um sorriso pequeno e triste. Era o tipo de sorriso que um tubarão dá antes de morder.

"Mas há doze assentos", argumentei, tentando manter a voz firme. "Tem espaço de sobra."

"Não é uma questão de espaço, Helena", intrometeu-se minha sogra, Cornélia. Ela estava perto do carrinho de bagagens, agarrando uma bolsa de grife que eu lhe dera no Natal passado. "É uma questão de atmosfera. A Âmbar precisa de paz. Sua energia... é intensa demais. Você é uma Curandeira. Está sempre irradiando aquele poder clínico, estéril. Isso a estressa."

Senti como se tivesse levado um tapa. Meu poder — a energia de cura que impediu a artrite de Cornélia de aleijá-la, o poder que impedia os guerreiros de se tornarem selvagens durante a lua cheia — agora era "estressante".

Ricardo tirou um envelope do bolso do paletó e o empurrou na minha direção.

"Reservei um voo comercial para você. Sai em três horas."

Peguei o envelope com os dedos trêmulos. Olhei para a passagem. Classe econômica. Assento do meio. Duas escalas. Era praticamente um voo de carga.

"Você quer que a Luna da Alcateia Almeida voe na classe econômica enquanto uma Solitária pega meu jatinho?", perguntei, minha voz baixando para um sussurro perigoso.

"Ela não é uma Solitária!", rosnou Ricardo. Por um segundo, seus olhos brilharam em dourado — o sinal de seu lobo Alfa vindo à tona. "Ela é uma convidada de honra. E está carregando... um potencial."

Ele olhou para a barriga de Âmbar.

O mundo parou.

*Ricardo*, chamei através do Elo Mental, nosso laço telepático. *Ricardo, por favor, me diga que você não está fazendo isso. Diga que não está me humilhando na frente da alcateia.*

Silêncio.

Ele havia me bloqueado.

O Alfa da alcateia, meu marido, havia erguido uma parede mental contra sua própria companheira. Era a rejeição máxima, sem precisar de palavras.

"Temos que ir", disse Ricardo em voz alta, virando as costas para mim. "Não se atrase para o hotel, Helena. Precisamos que você passe as vestes cerimoniais quando chegar."

Ele subiu as escadas. Pegou a mão de Âmbar. Beijou sua bochecha, um gesto terno que não me mostrava há anos.

Os guerreiros da alcateia, homens que eu curei, homens cujos filhos eu ajudei a trazer ao mundo, desviaram o olhar. Eles seguiram seu Alfa. Seguiram o dinheiro. Ou melhor, seguiram o homem que eles pensavam que controlava o dinheiro.

A porta do jato se fechou com um silvo. As escadas se retraíram.

Fiquei sozinha no concreto. O cheiro de querosene de avião encheu meu nariz, mas por baixo dele, senti o perfume persistente de Âmbar.

Não era apenas o cheiro de uma loba fraca. Sob a camada espessa de perfume caro, havia o odor podre de uma Solitária — alguém que viveu sem lei, sem honra.

O jato começou a taxiar. Observei o logotipo na cauda — o Lobo dos Almeida. Eu paguei o pintor para colocá-lo ali.

Algo dentro de mim se partiu. Não, não se partiu. Se libertou.

Minha loba interior, geralmente uma presença calma e branca, levantou-se e sacudiu o pelo. Ela não uivou. Ela rosnou. Um som baixo e vibrante que ressoou em meus ossos.

Olhei para a passagem de classe econômica em minha mão.

Então, olhei para o cartão Black na minha carteira. O cartão que estava ligado ao fundo fiduciário principal. O fundo que financiava o jato, a mansão, os carros e a comida em suas barrigas.

Peguei meu celular. A tela estava fria contra minha bochecha.

"Sim, Dra. Moraes?", meu gerente pessoal atendeu no primeiro toque.

"Cancele o plano de voo do Gulfstream", eu disse, minha voz firme como a mão de um cirurgião.

"Senhora? Eles já estão taxiando."

"Eu sei. Revogue a autorização. Imobilize-os na primeira parada para reabastecimento. E corte as linhas de crédito. Todas elas."

"Todas, Dra. Moraes? As contas da alcateia?"

Observei o avião decolar no céu cinzento. Pensei no documento guardado no meu cofre — aquele que Ricardo assinou há cinco anos, em desespero.

Eu não queria usá-lo. Não queria ser esse tipo de pessoa.

Mas ele me transformou nessa pessoa.

"Tudo", eu disse. "Fim de jogo."

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