
Apenas Fique Comigo
Capítulo 2
"Eu me esforcei bastante pra desapegar
E fiquei muito tempo onde você tá
Mas agora eu já não sinto mais a dor.”
VSF – Jão
♥
Agradeci em silêncio mais uma vez por ter Babi na minha vida, por ela não ter desistido de me arrastar por aí. Tinha certeza que logo tudo voltaria ao normal e, comecei a mudança assim que cheguei em casa naquela tarde, liguei a caixinha de música coloquei uma roupa velha e comecei a subir os móveis iniciando uma faxina, tinha passado os últimos dias ignorando passar que fosse uma vassoura pelo local.
Abri um enorme saco de lixo e não recuei em jogar fora tudo que me lembrava a Eduardo, incluindo as centenas de fotos que cobria o painel no canto da sala.
Horas depois, andei pelo meu apartamento limpo e agora renovado. Me joguei no sofá e decidi ouvir meus recados, apertei a secretária eletrônica que piscava e a voz que eu vinha evitando tomou o local.
“Oi Camile, é o Doutor Ciro, eu sei que parece estranho eu mesmo estar entrando em contato, mas a minha secretária disse que você cancelou a nossa consulta de novo. Olha, eu sei que não deve estar sendo fácil para você, mas iremos completar seis meses desde o diagnóstico e eu quero mesmo te ajudar, você é tão jovem, quanto antes você me procurar melhor será, certo? Pode me ligar há qualquer hora. Até mais. ”
Revirei meus olhos, apaguei a mensagem e fiz outra inspeção para ver se não tinha me esquecido de tirar alguma bugiganga que me lembrasse meu ex-namorado, depois da maravilhosa limpeza decidi por uma hidratação nos cabelos enquanto pintava minhas unhas. Estava totalmente revigorada quando terminei de secar os cabelos, era perto das dez da noite quando a campainha tocou.
— Você bem que podia me dar a chave que era do mané. Eu ficar batendo na sua porta até você decidir abrir é sem condições, Cami. Babi já entrou reclamando carregando quatro sacolas nas mãos.
— O que é isso tudo?
— Roupas e sapatos para usarmos hoje. Deu uns pulinhos engraçados.
— Nós? Você não precisa ficar gastando comigo, Babi.
— Meu pai é rico esqueceu? — Revirou os olhos. — Vem, vamos maquiar, você faz em mim primeiro! — Ela parou me encarando de cima a baixo. Não nos víamos há dias. — Meu Deus, você emagreceu.
— Isso foi um elogio? Foi a minha vez de revirar os olhos.
— Não, foi uma reclamação. — Resmungou me seguindo para o quarto, entrei e pulei no colchão enquanto ela continuava a me encarar dessa vez com os braços cruzados sobre o peito. — Você comeu hoje?
— Sim.
— Que horas?
— Mais cedo.
— Você não me inventa, Camile! Aceitei você ficar triste por esses dias todos, mas agora chega ok? Nada de baixa autoestima, porque sabemos que você é linda e Eduardo quem saiu perdendo.
— Eu estou bem, amiga. Não precisa se preocupar.
— Acho bom mesmo! — Disse autoritária me encarando uns segundos totalmente séria e optei por não responder nada para não prolongar o assunto, quando percebeu isso voltou a falar. — Agora vem ver a roupa que eu comprei. Mudou de assunto correndo e batendo palmas jogando as sacolas sobre a cama.
— Aonde nós vamos? Perguntei abrindo a sacola retirando o jeans preto e uma blusinha da mesma cor que certamente ficaria coladíssima em mim.
— Naquele novo bar que abriu essa semana, Oasis.
— Você me comprou uma blusa P?
— Cale a boca. Vai ficar lindo, é um cropped para combinar com a calça de cós alto.
— Certo... obrigada de todo modo. Agradeci sem graça, pois ela sempre me dava mais presentes do que eu, isso era pelo fato de que se caso faltasse grana para a fatura do cartão ela tinha quem pagasse e eu não.
Passamos as próximas horas nos arrumando, Babi estava terminando seu cabelo enquanto eu já pronta estava esparramada em minha cama pensando se seria realmente uma boa ideia.
— Nem vem, Camile Maier, você vai!
— Eu nem falei nada. Comecei a rir da cara dela, a malvada sabia até quando eu estava pensando em uma desculpa.
— Aí, é bom te ver sorrir novamente. — Pulou na cama ao meu lado. — Já está na hora de irmos, o nosso táxi já está lá embaixo e eu preciso beber urgentemente.
Me olhei no espelho uma última vez, a roupa que Babi tinha comprado tinha mesmo ficado bonita, agradeci mentalmente por ser um bar já que as sandálias que eu havia escolhido eram altíssimas, se fosse uma balada significava que eu com meus dois pés esquerdos cairia na chegada. Meu cabelo caía em ondas macias sobre as costas, meus olhos estavam cobertos por uma sombra marrom esfumaçada, na boca Babi tinha insistido em passar um batom vermelho sangue. Me senti bonita. Sorri ao espelho satisfeita seguindo para fora do quarto.
Fiquei todo o caminho encarando as ruas movimentadas, minha mente girava insistindo em pensar o que Eduardo estava fazendo também, Babi conversava descontraidamente com o motorista, levei os dedos a minha têmpora esquerda tentando disfarçar, mas ciente que a dor de cabeça estava começando a dar as caras novamente e principalmente porque tinha deixado de tomar os remédios antes de sair, pois pretendia beber.
O carro nos deixou em frente ao bar que estava lotado, havia uma enorme fila na entrada, tudo que eu fui capaz de fazer foi ser tomada por pânico, o que creio ser evidente em todo recém solteiro.
— Não se preocupa não. — Babi me puxou pelo braço. — Eu tenho pulseiras. Balançou as duas tiras e colocou uma prateada no meu pulso enquanto íamos para o início da fila e éramos autorizadas a entrar imediatamente. Passamos sem nem olhar para trás diante da reclamação dos que estavam aguardando. Uma moça nos levou até uma mesa e avisou que logo o garçom viria.
— Que pulseira é essa?
— Vip, o Bruno conhece o dono do lugar, como é o mês de inauguração essas pulseiras que são exclusivas pagam a nossa conta, ou seja, vamos encher a cara que a comanda está liberada!
— Olá senhoritas, o que desejam essa noite? O moreno alto bonito com o sorriso lindo perguntou enquanto descaradamente me encarava.
¬— Dois mojitos e um balde de cervejas. Babi falou, mas ele não a olhou.
— E uma água. Sorri sem graça sob seu olhar.
— Sabia que quem pede água ganha de brinde o meu telefone? Piscou e Babi arregalou os olhos chocada com a audácia do cara.
— Que sorte a minha então. Decidi flertar de volta.
O garçom sorriu. — Para você ver. Estendeu a mão para mim e quando aceitei levou até seus lábios dando um pequeno beijo. Vou providenciar os pedidos e o brinde, senhorita?
— Camile. Respondi rindo.
— Rafael, é um prazer. Já volto.
— Hum, alguém já chegou flertando forte. Bárbara gargalhou assim que ele saiu.
— Ao menos ele é bonitinho né? Brinquei relaxando encarando ao redor, o lugar era lindo, espaçoso, uma parte ao ar livre e a outra dentro do salão, um grupo tocava pagode no canto onde algumas pessoas se arriscavam na dança. Me senti feliz e me permiti aproveitar o momento.
Horas depois Babi já estava no seu quinto mojito, flertando com o cara da mesa ao lado e eu tinha desistido de beber álcool depois da primeira rodada, pois minha cabeça tinha aumentado muito a dor, assim decidi por me manter apenas hidratada. Rafael tinha entendido que eu pedir água era como um incentivo, pois cada vez que eu pedia o cara ficava mais à vontade para conversar, seu número de telefone já estava guardado na minha bolsa o que provavelmente eu nunca ligaria, mas estava divertido saber que eu era interesse de alguém.
Assim que os rapazes do lado se convidaram para se juntar a nossa mesa desatando a conversar uns assuntos desconexos devido ao álcool, chutei a perna de Babi decidida que para mim a noite estava chegando ao fim.
Ela me olhou feio por uns segundos e agarrou o celular digitando algo, logo o meu chegou notificação de mensagem.
Babi: Te odeio! Chegando em casa me avisa! Você escolhe o loiro surfista ou o moreno empresário?
Camile: Para uma noite só? Sem dúvidas o surfista.
Babi: Concordo plenamente!
Despistei falando que iria ao banheiro e andei para fora do bar respirando ar puro. Minha cabeça latejou e eu andei rápido para o táxi que estava parado próximo. Assim que adentrei e fechei a porta a ouvi batendo do outro lado, virei o rosto assustada e encarei o rapaz bêbado que tinha se sentado ao meu lado.
— Ei, esse táxi é meu! Reclamei.
— Você é a dona dele?
— Não, mas ele parou foi para mim. Revirei os olhos.
— É meu, parou foi para mim. Falou na voz grossa porem embolada aparentemente alterada pelo álcool.
— Ele já estava parado, espertinho. Repliquei.
O homem suspirou e levou a mão ao estômago como se estivesse enjoado. — Foi. Para. Mim. Fechou os olhos jogando a cabeça no encosto.
— Senhor, quem entrou primeiro no táxi? Perguntei irritada e o taxista me olhou pelo espelho do meio como se estivesse entediado.
— Resolvam entre vocês.
— Eu preciso vomitar. O homem falou se mexendo e segurando meu braço como um apoio.
— Senhor, caso vomite no carro a lavagem será cobrada. — O motorista olhou para trás encarando a cena bizarra. — Contenha seu amigo senhorita.
— Ele não é meu amigo! Vou descer. Fiz menção de abrir a porta, e a voz do motorista me parou.
— Eu não posso levar ele sozinho nessas condições, se vai descer o desça com você. Senhor desça do carro por favor.
— Vou te foder por trás. O bêbado falou trazendo seu rosto pertinho do meu e eu o encarei assustada reparando seus enormes olhos azuis prateados.
— Me respeita garoto! Levei uma mão em seu ombro o afastando de volta ao banco e bufei ouvindo a risada do taxista.
— Para onde a corrida moça?
— Eu já disse que eu não vou nesse táxi! Quase gritei.
— Então desçam os dois logo! Não carrego bêbado sozinho, se morre aí atrás me dá maior dor de cabeça depois.
— Vou ficar no Alto Leblon, no edifício Golden... na cobertura. O poço de pinga sussurrou e em seguida abriu a boca com ânsia de vômito seco.
— Devo lembrá-los que caso vomite no carro deverão pagar a lavagem. O motorista repetiu como um funcionário de call-center.
— Então vai logo antes que ele vomite não só no carro, mas também em mim, ele já disse o endereço! Gritei e o taxista arregalou os olhos colocando o carro em movimento.
O homem ao meu lado se debruçou sobre mim e ronronou algumas palavras que eu não consegui entender antes de fechar os olhos e acalmar sua respiração totalmente apagado, seu cheiro era uma mistura de perfume muito bom amadeirado com whisky e cigarro. Me mantive imóvel com medo de que com qualquer movimento ele lançasse o vômito que tinha ameaçado antes, o taxista nos encarava pelo espelho do meio.
— Você não conhece mesmo ele?
— Não.
— O rapaz não parece muito bem, sorte dele de te encontrar então. Falou e não abriu mais a boca até chegarmos ao destino que havia sido indicado pelo cara antes de dormir com o rosto sobre meus peitos.
— Me ajude a tirar ele do carro. Pedi e o vi descer do carro correndo para abrir a porta me ajudando a amparar o bêbado pela lapela do seu paletó aparentemente caro. Ele tinha dito que morava na cobertura, cheirava bem e parecia ter muito dinheiro, o que diabos tinha acontecido para ficar bêbado assim?
— Ei, cadê a sua carteira? Perguntei quando ele se encostou no táxi como se estivesse prestes a desmaiar.
— Bolso. — Respondeu e eu tateei os bolsos da sua calça, arregalei os olhos quando sem querer rocei a mão sentindo o enorme pacote no meio das suas pernas. Ele estava muito bêbado, mas não passou despercebido meu lapso, abriu os olhos rapidamente me lançando um sorriso de lado que me subiu um arrepio na coluna. — No bolso do paletó. Disse mansamente como se brincasse com minha cara.
— Ah, sim. Concordei e enfiei a mão no bolso interno, sua carteira estava recheada de cartões e notas de cem reais. Sério? Nem uma nota de cinquenta ao menos? Esse cara devia mesmo ser um figurão. Entreguei uma nota para o taxista e deixei que ele ficasse com o troco. Com a sua ajuda comecei a arrastar o rapaz portaria a dentro.
— O senhor conhece esse homem? Perguntei para o porteiro baixinho e bigodudo.
— Claro, é o seu Diogo moça! Se colocou de pé em prontidão aparentemente preocupado. Diogo era um nome bonito.
— E aí Zé? O tal Diogo iniciou a conversa com o porteiro sorrindo totalmente grogue.
— Eita seu Diogo, perdeu o rumo de casa hoje homi? O porteiro riu e Diogo começou a gargalhar ao meu lado. Só eu não estava achando aquela situação engraçada?
— Preciso que o senhor o leve até o apartamento dele.
— É a cobertura dona, só ele tem a chave do elevadô e, vai me desculpando nois não tem a permissão de entrar em nenhum apartamento, se o síndico me vê perco o emprego.
— Mas moço, ele está bêbado!
— Por isso mesmo. Se seu Diogo tivesse são ele poderia me defende igual as outras veiz que me pediu para subir, mas bêbado, não posso.
— Eu não tô bêbado não Zé, só um pouco tonto. — Diogo gargalhou de novo antes de ajeitar sua postura e se virar para mim. — E mesmo assim dou conta do recado, gata. Murmurou pertinho da minha boca de modo que eu sentia seu hálito de álcool. — Só vou precisar vomitar antes...
— De novo com isso?
— Acho melhor subir logo com ele antes que faz estrago aqui em. O motorista do táxi falou e eu tive que concordar.
Cutuquei o homem que ainda ria de algo sozinho. — Sua chave, cadê?
— Bolso da calça.
Respondeu e eu corei ao enfiar a mão mais uma vez no seu jeans. Que bolso fundo era aquele? A maldita da chave estava bem perto do seu volume. Agarrei seu braço o colocando sobre meu ombro e começamos a caminhar para o elevador.
— Você não vem? Perguntei ao perceber que o taxista continuava parado ao lado do porteiro assistindo a cena bizarra.
— Eu não... tenho que ganhar a noite ainda, boa sorte aí. Acenou antes das portas se fecharem e ficarmos sozinhos.
Encarei o homem encostado na parede do elevador, mal se aguentando em pé, os olhos estavam fechados e ele ronronava algumas coisas sem nexo. Não podia evitar notar que ele era lindo, pois conseguia ficar bonito mesmo naquele estado.
Seu cabelo castanho escuro tinhas fios compridos e pouco ondulados que roçavam o colarinho de sua camisa, pareciam tão macios que eu quase me atrevi a tocá-los, o rosto anguloso e o nariz reto levava a uma boca bonita, seu lábio inferior era um pouco mais carnudo que o superior o que dava vontade de morder, o queixo quadrado era tomado por uma barba cerrada bem feita, a camisa branca por baixo do paletó preto estava com os primeiros botões aberto dando a visão do seu peito aparentemente forte coberto por alguns cabelos ralinhos.
Eu estava prestes a descer mais os olhos numa inspeção melindrosa quando o elevador parou e se abriu.
— Chegamos, venha. Segurei seu braço e ele voltou a abrir os olhos como se tivesse mesmo cochilado em pé.
— Eu te conheço?
— Não. Foi tudo que eu disse.
— Legal. — Franziu a testa. — Vamos foder, me deixe só ir ao banheiro e pegar uma camisinha.
Não segurei a risada. O cara era doido. Lindo e rico, porém louco. Ele estava mesmo acreditando naquele devaneio? Estava mal se segurando e falava em transar comigo desde o táxi.
Sua cobertura era linda, espaçosa e arejada, os móveis negros davam charme e masculinidade ao lugar, tirando baixo cabiam quase seis apartamentos meus ali dentro.
Diogo começou a tropeçar andando desajeitado enquanto tentava desabotoar a camisa e antes mesmo que eu pudesse segurá-lo ele lançou a bebida que insistia em sair há tempos. Vomitou sujando o chão e sua roupa.
— Meu Deus! — Corri para perto dele o segurando. — Você aguentou todo esse tempo, não podia esperar chegarmos ao banheiro? Reclamei.
— Me desculpa. Pediu perdão como uma criancinha repreendida.
— Vem, vamos procurar o banheiro e o seu quarto.
— Fica lá em cima.
Que ótimo! Minha mente gritou enquanto eu olhava a imensa escada de granito negro, comecei a puxá-lo do melhor jeito que pude tentando evitar também me sujar com vômito.
Adentramos o quarto lindíssimo e passei os olhos pelo local impactada. Ser rico deveria ser bom as vezes, a cama parecia caber umas quatro pessoas, o lugar cheirava a limpeza, abri a porta do banheiro e mais uma vez fiquei chocada, diferente dos outros lugares da casa tomados por móveis negros esse era totalmente branco com detalhes dourados, uma banheira enorme em um canto, a ducha com o box do outro, o enorme espelho tomava toda a parede e até a pia era lindíssima.
— Você é meu anjo da guarda? Me perguntou enquanto eu o colocava sentado no vaso para retirar sua camisa.
— Estou ajudando um bêbado que eu nunca vi na vida e que roubou meu táxi, com certeza eu sou um anjo, mas não o seu anjo.
— Quero tomar banho. Se levantou afoito indo para dentro do box já ligando a ducha e se enfiando em baixo ainda com o restante da sua roupa, pois só tinha conseguido arrancar seu paletó.
— Ok, só não se afogue. Concordei babando no seu belo tórax aparentemente malhado, já que a camisa branca ensopada colava em seu corpo. Pela primeira vez desde que comecei a namorar Eduardo eu olhava para um homem e conseguia achá-lo bonito, ou melhor, mais bonito que o meu ex. Diogo se remexeu e tirou a camisa a jogando no chão do piso. Me permiti babar mais ainda comprovando que seu abdômen era mesmo trincado e enxergando o que as roupas escondiam, seu braço direito era fechado com desenhos que saiam do ombro e desciam do bíceps até o pulso. Nunca tinha sido encantada com tatuagens, mas nele pareciam ideais em complementar tudo.
Fiquei curiosa querendo olhar todos aqueles desenhos de perto. Sua calça encharcou e o seu oblíquo apareceu ainda mais dando imagens boas para imaginação com a fina linha de pelos que iam abaixo do umbigo e sumiam no cós da calça, desabotoou o jeans e o embolou nas pernas até conseguisse se livrar ficando apenas com sua cueca Calvin Klein cinza que agora molhada deixava bem claro que o que tinha ali dentro era farto. Engoli em seco, vi quando ele segurou o elástico para puxar e ficar totalmente nu. Minhas bochechas queimaram quando me aproximei correndo.
— Não! Chega de banho. Agarrei a toalha na bancada e a enrolei na sua cintura.
— Não... Ele tentou dizer.
— Vamos, vou te colocar na cama, você está me dando muito trabalho cara. Resmunguei nervosa.
— Não esquece a camisinha...
Definitivamente ele tinha um problema com preservativos, ao menos deveria ser limpo, com certeza com toda aquela grana morria de medo do golpe da barriga.
O deitei na cama e ele rolou inquieto, enquanto eu observava em pé ao lado, jogou a toalha longe e abaixou sua cueca. Minha boca caiu aberta ao pôr os olhos sobre o seu membro que era tão grande e grosso, deixei-me encarar mais uns segundos a beleza dele todo bem depilado antes de cair em mim novamente me sentindo envergonhada. Joguei o edredom para tampar sua nudez e senti meu coração acelerar. Eu não podia acreditar que estava vivendo aquilo.
— Você quer vomitar mais? Perguntei tentando me distrair.
— Não sei... está rodando tudo.
— Fique de lado. Se ficar de costas e vomitar pode se engasgar com vomito e sufocar. Falei o ajudando a virar de lado, assim que o soltei ele se virou de novo ficando novamente sobre as costas.
— Você é difícil de lidar. Falei imensamente irritada o virando mais uma vez.
— Você não é o tipo de garota que eu costumo meter. — Balbuciou baixinho. — Mas eu quero muito te foder. Me puxou para a cama e se enroscou em mim colando nossos rostos. — Porque você é bonita. Disse antes de fechar os olhos.
Fiquei lá, com os olhos arregalados e estática esperando que ele adormecesse para que pudesse dar o fora dali. Eu não era o tipo de garotas em que ele metia? Talvez porque o tipo de garotas com quem ele costumava meter devesse ser modelos loiras e peitudas. Eu sou peituda, mas não sou modelo, talvez eu fosse uma plus-size se quisesse, já que recebi algumas propostas trabalhando no estúdio. Pensei e ele se moveu acomodando ainda mais em mim. Seu rosto se encaixou entre meu pescoço e sua mão descansou aberta em meu seio.
— Está brincando? Falei e ele continuou imóvel.
Merda. Eu queria gritar e sair dali, mas ele estava tão tonto que não sabia o que estava fazendo, tirei sua mão e a desci para ficar sobre minha barriga. Tentei sair diversas vezes quando senti que ele havia dormido, mas cada movimento que fazia Diogo se aconchegava ainda mais em mim. Por fim desisti de lutar, seja o que fosse eu estava cansada e toda aquela loucura tinha feito minha cabeça até parar de doer, o sono me tomou e adormeci abraçada a um estranho.
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