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Capa do romance Antigo Amor

Antigo Amor

Paola recebe a missão de guiar dançarinos argentinos durante a abertura de uma nova filial do jornal onde atua. No processo, ela se apaixona profundamente por Carlos, o líder do grupo. Contudo, a incerteza sobre a reciprocidade do sentimento e a duração do romance após a turnê gera angústia. Entre intrigas internas e o desafio da distância, eles precisam descobrir se essa conexão é passageira ou se o vínculo resistirá às provações do tempo.
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Capítulo 2

Algumas horas depois acordou de um sonho maravilhoso que estava tendo, sonho com Carlos, porque alguém batia insistentemente na porta de seu quarto.

- Já vai. Por favor, aguarde um minuto. – Correu abrir a porta – Ah, é você. O que deseja?

- Você não, senhorita Constancita. É assim que deve me chamar.

- Desculpe, o que a senhorita deseja?

- Estamos com fome. Será que pode providenciar algo para comermos?

- Senhorita, é só pegar o interfone e ligar para a cozinha e fazer seu pedido. Eles trazem no quarto. A senhorita não sabia?

- Sua insolente. Carlos saberá que você me desrespeitou.

- Por favor, corra e conte para ele. Agora se me der licença eu estava indo tomar um banho.

Fechou a porta deixando Constancita falando sozinha.

Meia hora depois Paola foi até a suíte ver como todos estavam e foi recebida por Constancita.

- O que você faz aqui?

- Vim ver se precisam de algo.

- Vá embora, não precisamos de você, sua insolentesinha. Carlos não gostou de saber que você me desobedeceu.

- O que você disse Constancita?

- Carlos...

- Como pode falar por mim? Quem lhe disse que poderia falar em meu nome? Paola, eu não falei nada, ela veio me contar que você foi rude com ela e eu disse que se você fez isso, foi porque ela mereceu. Agora, gostaria de te convidar para ir até o terraço comigo, preciso de um cigarro.

Foram ao terraço. Lá o vento estava frio. Era final do inverno, mas ainda fazia muito frio. Paola olhou ao seu redor, apesar do frio a paisagem era linda. Ela estava encantada, e ao seu lado Carlos a observava.

Ela o olhava distraidamente, sem perceber que o olhava fixamente e que ele a observava. Pensava em como deveria ser bom estar nos braços dele, dançar com ele...

- Ei Paola, em que mundo está agora?

- No mundo da dan... O que foi que você perguntou mesmo?

- Você entendeu muito bem.

- Estava admirando a paisagem. Adoro flores, árvores... a natureza. Você tem que ver na primavera. Tudo fica tão lindo.

- É, mas não estarei aqui na primavera.

- É tinha me esquecido – falou tristemente.

- Por que ficou triste?

- Eu? Triste? Não. É só impressão sua.

Fumaram e como estava muito frio resolveram voltar para o quarto.

- Como está quentinho aqui dentro.

- Claro, com esse ar condicionado e essas lareiras todas.

- Sabe Carlos, estou adorando ser guia de vocês. Vocês são maravilhosos.

- Até Constancita? Estou brincando. Também estou adorando ser “guiada” por você.

Pegou a mão dela e segurou entre as suas. Paola não tinha coragem de levantar a cabeça. O calor das mãos dele a deixava com o coração acelerado. O que estava acontecendo com ela? Por que estava se sentindo tão estranha?

- Você não sabe como estou feliz em conhecê-la. Acho que foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida.

As palavras ditas quase em seu ouvido eram doces, quentes que Paola começou a sentir-se zonza. Sentia o perfume dele, o hálito quente dele em seu pescoço. Levantou a cabeça e viu a boca dele se aproximando da sua. Paola entrou em pânico, pois sabia que, uma vez que ele tentasse beijá-la, ela não resistiria aos encantos daquele homem. Mas uma voz vinda de longe os fez separar.

- Carlos meu amor, o que está fazendo parado na porta?

- Nada que seja do seu interesse, e, Constancita, não sou o seu amor.

- Se me dão licença, vou para meu quarto.

- Paola, ainda não terminamos nossa conversa. Espere um pouco.

- Não posso, realmente preciso ir.

- Mas ir para onde? Não vai ficar aqui no hotel conosco?

- Não, eu preciso ir para minha casa, tenho assuntos importantes para resolver. Mas eu volto à noite. Qualquer coisa que precisarem me liguem.

- Você tem carro, Paola?

- Tenho Constancita, eu só não os fui buscar nele de manhã porque eu estava muito cansada para dirigir, ontem eu precisei ficar no trabalho até muito tarde. Eu volto à noite.

- Vou esperar ansioso a hora passar para terminarmos nossa conversa.

- Deixa ela ir Carlos, o esposo dela deve querer ficar um pouco com ela.

- Você tem um esposo? – Carlos ficou tenso

- Não, nem namorado, nem ninguém, tenho pais, irmã, sobrinhos, uma família.

- Assim está melhor. Vá, mas volte logo.

Acenou com a cabeça e saiu fechando a porta atrás de si.

Quando chegou à recepção, parou e colocou as mãos no rosto, estava apavorada. Como pode ter resistido ao charme daquele homem? Por um momento quis estar em seus braços, ainda bem que foram interrompidos por Constancita. Será que conseguirá se controlar se ele tentar beijá-la novamente? Ela sabia que não porque ele era o homem de seus sonhos. Homem de meus sonhos? Que besteira! Nem o conhecia como poderia saber que ele era o homem de seus sonhos? Não sabia responder, mas sabia que ele era o homem de sua vida, algo lhe dizia que ainda seria muito feliz com ele.

Chegou em casa quase meio-dia, sua mãe já estava preocupada.

- Filha, você está horrível.

- Obrigada mãe.

- Eu não quis ofendê-la, querida, eu só quis dizer que você está trabalhando demais. Precisa descansar.

- Mãe, como posso descansar? É meu trabalho, a senhora sabe como eu gosto do que faço. Se eu não trabalhar eu fico doente.

- Não filha, se continuar a trabalhar assim é que vai ficar doente.

- Eu prometo pra senhora que assim que esses dançarinos partirem eu vou tirar férias. Mas enquanto eles estiverem aqui eu precisarei estar lá no hotel com eles em tempo integral. Só passei em casa pra pegar umas roupas e coisas que vou precisar.

- Vai ficar morando no hotel até eles irem embora?

- Sim mãe, é preciso. Mas se vocês precisarem de mim é só me ligar que eu venho correndo.

- Não se preocupe, ficaremos bem. Você tem que aprender que sabemos nos cuidar.

- Eu sei mãe, mas eu me preocupo. Quando eles dormirem eu venho ver vocês. Agora mãe, eu vou arrumar as coisas que vou levar para o hotel.

- Filha, e o jornal? Quem o fará enquanto você banca a babá desses argentinos?

- Deixei tudo nas mãos do Pietro, mas quando der eu vou lá ver como andam as coisas se não o Beto enlouquece. Não que o Pietro não seja um bom profissional, ele é um excelente profissional, mas sabe como o Beto é, tem que ser tudo exatamente como ele quer.

- Vá filha ou vai se atrasar. Vai almoçar conosco, certo?

- Vou mãe. Num minuto estarei pronta.

Saiu de casa passavam das quatorze horas. Foi para a redação do jornal e lá encontrou Beto nervosíssimo.

- O que está acontecendo?

- O Pietro, ele estragou nossa edição de hoje.

- Como assim? Eu havia deixado a edição pronta, era só imprimir. Deixa-me ver o que ele fez.

Pegou o jornal, olhou, re-olhou, olhou mais algumas vezes e nada achou de diferente.

- Beto, me desculpe, mas o que há de errado com essa edição? Eu não vi nada errado.

- Aqui – apontou ele – não acredito que você não está vendo aqui, esse borrão.

- Beto, você já olhou outro exemplar? Será que não é uma mancha de café nesse exemplar?

- Não. Eu peguei direto das prensas.

- Espera, eu vou buscar outra edição.

Paola foi até o depósito e pegou alguns exemplares e comparou-os, não havia nada. Levou então para o patrão.

- Olha aqui. Viu? Não tem nada de errado. Está uma beleza. Eu disse que era apenas um borrão, mancha de café. Não sei por que você se estressa tanto sem motivo.

- Você está certa. Vou até as prensas pedir desculpas para o Pietro. Gritei com ele mais cedo.

- Você não perde essa mania. Mas espere depois você vai falar com ele, agora eu preciso falar com você.

- O que foi?

- É sobre aquele grupo de dança. Não estou mais aguentando um dos membros do grupo. É uma mulher, ela faz de tudo para me humilhar, ela discorda de tudo o que eu falo tudo o que eu faço a desagrada, ela disse que não sou culta o suficiente para servi-la. Já não aguento mais.

- Calma Paola, tenha paciência, isso logo acabará.

- Pois é só nisso que eu penso. Quando eles partirem quero férias.

- Você está louca? Como vou dar férias agora pra você com o outro jornal em formação? Você sabe que eu preciso de você.

- Beto, aprenda a confiar nas pessoas. Eu não sou a única profissional nessa redação capaz de fazer seu jornal. Há muita gente esforçada e que trabalha muito para o desenvolvimento desse jornal. Esse jornal não é feito apenas por mim. Veja, temos vários outros profissionais que ficariam muito satisfeitos com um voto de confiança de sua parte.

- Eu sei que temos ótimos profissionais, afinal foi você quem escolheu cada um deles, mas não adianta, eu só confio em você.

- Você terá que aprender a confiar nos outros. Já está avisado assim que os dançarinos forem embora eu tiro férias. Agora eu preciso ir paparicar seus convidados.

O trânsito não estava muito movimentado e ela chegou cedo ao hotel. Carlos já a esperava, enquanto os outros descansavam para o show que fariam à noite.

Assim que ele olhou para a janela e viu-a descer do carro ele esperou-a na porta da suíte.

- Você demorou.

- Desculpe, mas eu tinha coisas no jornal que precisava resolver. Mas agora estou aqui. Precisou de alguma coisa enquanto estive ausente?

- É claro que sim. Precisei de você.

Abraçou-a.

- Carlos, não devemos.

- Por que não devemos?

- Porque eu sou funcionária de vocês.

- Eu vou te pedir pela última vez, pare com essa besteira de dizer que é minha funcionária. Eu não a vejo assim. Paola, desde a primeira vez que a vi no aeroporto eu quis ficar a sós com você, quis beijá-la, abraçá-la, quis ficar com você assim, nos meus braços. Não me negue isso, eu sei que você também quer o mesmo que eu. Negue se tem coragem.

Paola desviou o olhar baixando a cabeça, mas ele segurando seu queixo levantou e beijou-a com paixão.

Paola não conseguiu resistir, a boca dele explorava a sua, a língua dele se movia deliciosamente dentro da boca dela procurando sua língua, ela gemeu tamanho era o desejo que aquele beijo escondia. As mãos dele a apertaram com mais força, trazendo ela de encontro ao seu corpo.

- Olha como você me deixa. – Sussurrou em seu ouvido – Eu fico louco só de pensar que você irá dormir aqui, perto de mim e não poderei tê-la nos braços a noite toda, veja Paola, como você me excita. Eu quero você desde o momento que a vi.

Paola estava prestes a levá-lo até seu quarto quando Pierre apareceu no corredor e tossiu.

- Desculpe incomodá-los – disse irritado – se soubesse que vocês estavam ocupados não teria subido.

- Não nos atrapalhou, Pierre. Essa conversa apenas está começando, não é mesmo, Paola?

- Não Carlos, essa conversa acabou aqui – disse envergonhada – Essa conversa nunca mais vai se repetir. Eu te peço que respeite a minha vontade.

- Sua vontade? Pelo que bem me lembro você estava quase me implorando para fazer amor com você.

- Carlos!? Com quem pensa que está falando?

- Pierre, não se meta, essa conversa é entre eu e Paola.

- Não Carlos, eu não vou deixá-lo ofender Paola.

- Não se preocupe Pierre, ele tem razão, eu estava mesmo quase implorando para fazer amor com ele, que bom que você chegou e me impediu de cometer a maior loucura de minha vida. Não vou negar Carlos, você mexeu muito comigo, com meus sentimentos, mas a partir desse momento eu saberei me controlar. Nossa relação será apenas profissional. Até o jantar.

Saiu sem olhar para trás. Entrou em seu quarto e foi direto para o banheiro tomar um banho. Ainda sentia o calor do corpo dele no seu, ainda sentia o gosto daquela boca, o perfume daquele corpo...

- Meu Deus, estou ficando maluca? Nunca agi assim. Por que agora estou agindo? Deus, o que esse homem está fazendo comigo?

Tomou um demorado banho e na hora do jantar pediu a refeição no quarto. Somente as vinte e uma horas Carlos ligou pra ela.

- Paola, precisamos ir para uma cidade chamada Itaara, temos um show lá daqui há uma hora. Você pode no levar?

- Claro que sim. Vocês já jantaram?

- Sim. Pedimos uma refeição no quarto mesmo. Você pode vir aqui para sairmos?

- Em cinco minutos estarei aí.

- Tudo bem.

Paola já estava vestida para o evento, pois além de levar os dançarinos ela teria que documentar o evento para pôr no jornal. Ligou para o fotógrafo e para a repórter que iria entrevistar o grupo e avisou que dentro de poucos minutos estariam indo para a cidade vizinha.

Foi até a suíte e tocou a campainha. Pierre foi quem atendeu.

- Olá. Você está bem?

- Estou.

- Senti sua falta no jantar.

- Pierre, você sabe que eu não viria jantar com vocês, não hoje, não depois do que aconteceu.

- Eu sei, mas não fique tão na defensiva, Carlos não é de agarrar as mulheres, ele deve ter ficado mesmo muito interessado em você.

- Por que isso o deixa irritado, Pierre?

- Irritado eu, não! Mas venha, entre. Estamos todos prontos para partir.

- Certo quero saber como querem ir.

- Não sei, você não pensou nisso?

- Sim, Carlos, eu pensei. O que vocês acham de locarmos uma van com motorista?

- Isso é muito bom. Teremos espaço e não precisaremos nos preocupar em dirigir.

- Todos concordam com Pierre? – todos concordaram – Muito bem, vamos a van.

- Eu já deixei pré-locada, é só ligar para a locadora e dentro de no máximo dez minutos estaremos a caminho de Itaara.

- Essa cidade fica muito longe daqui?

- Não, cerca de vinte e cinco quilômetros. Logo estaremos lá.

- Precisamos estar lá a tempo de começar o show sem atraso.

- Pode confiar em mim.

A van chegou e as vinte e uma hora e quarenta e cinco minutos chegaram em Itaara.

- Eu não disse que chegaríamos a tempo?

- Em nenhum momento duvidei de você. Agora vamos ao camarim nos arrumar para o show.

Após cinquenta minutos de um maravilhoso show de dança, o grupo se despediu dos espectadores e foi para o camarim. Paola estava encantada, nunca tinha visto nada nem parecido com o que acabara de ver.

- Muito lindo. Vocês são incríveis. Nunca vi tanta beleza numa dança.

- Vindo de você é mesmo um elogio muito importante.

- Para Pierre, assim eu fico com vergonha. Vocês são mesmo maravilhosos.

- Obrigada. Fico feliz que tenha gostado. Quem sabe você começa a ensaiar conosco para aprender alguns passos?

- Não havia visto você Carlos. É uma ideia interessante. Será que eu consigo aprender?

- Mas é claro que sim. Com um professor como eu qualquer um aprende.

- Convencido você...

Ambos riram. A tensão entre eles havia acabado, eles já começavam a falar sem reservas como antes do beijo.

Pierre saiu furioso, deixando-os a sós novamente.

- E então, você me perdoa pelo que eu falei hoje de tarde? Eu não devia ter sido tão rude com você. Descontei minha frustração por termos sido interrompidos em você. Eu sei que não mereço, mas será que você pode me desculpar?

- Tudo bem Carlos. Eu já havia te desculpado mesmo. Só não faça mais isso.

- Não farei, amor. Agora vamos para o hotel? Estou moído.

- Vou chamar o pessoal. Encontre-me na van.

- Te esperarei lá, não demore. - Abraçou-a e beijou-a de leve. – Quero continuar de onde paramos está tarde.

Paola saiu apressada pensando em como se livrar das investidas de Carlos porque sabia que não iria resistir se ficassem a sós e ele a tocasse como fizera de tarde.

Achou quase todos, não conseguia achar Constancita, levou o pessoal até a van para ir procurar novamente por Constancita. Quando chegou na van teve uma grande e dolorosa surpresa, Carlos e Constancita estavam abraçados, trocando beijos e carícias apaixonadas.

- Você está aqui, estávamos procurando por você.

- Então perderam seu tempo. Onde mais queriam que eu estivesse? Vocês sabem que depois dos shows eu e Carlos gostamos de ficar a sós e comemorar a boa apresentação que fizemos. Por que hoje seria diferente?

- Você podia pelo menos ter me avisado, eu não sabia desse ritual de vocês. Da próxima vez, esperem até chegarmos ao hotel ou eu não me responsabilizo se deixarmos vocês pra trás.

Carlos olhou Paola depois para Constancita sem entender o que estava acontecendo.

- Posso saber por que estão discutindo agora?

- Não estamos discutindo, apenas conversando.

- O que você está fazendo no meu colo Constancita? Eu jurava que quem estava aqui era Paola.

- Amor, não se faça de bobo, é claro que você soube desde o começo que era eu quem estava com você, do contrário não teria me chamado pelo meu nome.

- Eu estava dormindo e alguém me abraçou eu jurava que tinha sido você Paola.

- Mas não era. E não precisa me dar explicações, eu não as quero e você não as me deve. Se não se importam, vamos embora, estou muito cansada.

Chegou ao hotel, se despediu do motorista e marcou para o outro dia, despediu-se rapidamente de todos e foi para seu quarto. A cabeça lhe doía, o corpo todo doía, parecia que havia levado uma surra. Tomou um longo banho e deitou-se. Ouviu baterem na porta, mas fez que estava dormindo, insistiram um pouco e de repente fez-se silêncio.

Naquela noite demorou a conciliar o sono. As imagens da tarde a atormentavam, os faziam sorrir, mas na sequência vinham às imagens da noite, Carlos nos braços de Constancita. Tentou tirá-lo de sua cabeça. Olhou para o relógio, quatro horas da manhã. Levantou-se, interfonou para a recepção e pediu um calmante, enquanto esperava, resolveu ir até a sacada fumar um cigarro. No escuro, por mais que tivesse alguém nas outras sacadas ela não seria vista.

Olhou para as sacadas vizinhas e assustou-se ao ver um vulto na sacada da suíte de Carlos.

Alguém se movia de um lado para o outro, uma luzinha fraca aparecia quando a pessoa fumava. Resolveu se esconder para não ser vista. Desistiu até de fumar. Voltou para o quarto quando bateram na porta. O serviçal trouxe o remédio e ela tomou, conseguindo assim dormir.

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