
E se meu ex não consegue me esquecer?
E se meu ex não consegue me esquecer? Capítulo 1
No hospital.
"Senhorita, a paciente está com febre alta. Ela também perdeu muito sangue e segue em risco, portanto precisa de repouso. Você não pode entrar."
"Saia da minha frente. Não tente me impedir. Uma mulher cruel como Loraine não merece descanso algum."
Loraine Bryant lutou para abrir os olhos ao escutar o burburinho.
Como fazia muito tempo que ela estava com febre, seu corpo não tinha forças e sua cabeça parecia rodopiar. Seu braço ainda ardia de dor.
Loraine virou a cabeça e viu Marina Bryant, a irmã do seu marido, empurrar a enfermeira e invadir seu quarto com raiva, a fulminando com os olhos. Era como se quisesse matá-la.
"Loraine, você é uma assassina! Por sua culpa, Keely rompeu um dos rins e segue em coma. Espere só para ver! Marco jamais vai te deixar sair impune com isso!"
A voz histérica de Marina fez Loraine se lembrar do que havia acontecido.
Hoje era o terceiro aniversário de casamento dela com Marco Bryant, mas ninguém da família Bryant, incluindo o próprio Marco, se lembrava disso. Eles chegaram ao cúmulo de deixá-la sozinha em casa.
Marco havia mandado Keely, uma terceira mulher no relacionamento deles, de volta para casa nesse dia.
Loraine estava com febre, mas mesmo assim arrastou seu corpo doente até a cozinha e preparou um jantar à luz de velas. Infelizmente acabou sendo o jantar de boas-vindas de Keely.
Keely foi até a cozinha, fingindo que queria ajudá-la, mas, na verdade, sua intenção era forçá-la a se separar de Marco. Quando Loraine discordou, Keely esfaqueou a si mesma como se fosse uma louca.
Loraine tentou impedi-la, mas acabou se cortando com a faca também e perdeu tanto sangue que desmaiou no chão.
Ao pensar nisso, Loraine se forçou a ficar sentada por mais fraca que estivesse.
"Eu não ataquei Keely."
Marina não acreditou nela e zombou: "Você ainda quer negar o que aconteceu? Naquele momento, somente você e Kelly estavam na cozinha. Se não foi você, então quem foi? Será que Keely esfaqueou a si mesma? Você deve estar com ciúmes porque Marco a aceitou de volta. Seu medo é que ela assuma sua posição como senhora Bryant, certo? Por isso você tentou matá-la."
Loraine sabia que a família Bryant nunca havia aceitado ela, mas nunca esperou que a tratassem assim.
"Marina, sou a esposa de Marco e também sua cunhada. Como você pode pensar algo assim de mim?"
Marina rebateu com desdém: "Na época, a vovó queria ter um neto a todo custo. No entanto, Keely foi para o exterior fazer um tratamento, portanto só restou a Marco se casar com uma mulher qualquer. Caso contrário, uma zé ninguém sem educação alguma e de uma família ordinária jamais teria se juntado a nós. Você não passa de escória humana. Durante esses três anos, não conseguiu dar à luz nem uma criança sequer. Não é possível te comparar nem sequer às cozinheiras ou empregadas da casa. Agora que Keely voltou, você acha que Marco vai querer continuar nesse casamento? E, para piorar ainda mais, você atacou Keely. Isso só fez com que ele te odiasse ainda mais."
O rosto de Loraine empalideceu ao escutar isso. Era como se alguém tivesse perfurado seu coração nesse momento e a dor era insuportável.
Marina não precisava lembrá-la disso. Ela estava plenamente ciente de que Marco não a amava e sim Keely, porém, após três anos de casados, Loraine tinha esperanças de que o homem olhasse para trás e visse todo seu sacrifício.
Justo então, Marco entrou no quarto.
O homem era alto e forte, os traços do seu rosto eram suaves, suas sobrancelhas proeminentes e seus olhos bem afiados. O seu corpo musculoso acentuava o seu charme e o deixava ainda mais bonito. Era como se fosse um deus grego numa pintura a óleo.
Loraine o encarou de maneira confiante, como se ele fosse sua última esperança.
"Marco, não fiz nada contra Keely. Por favor, acredite em mim."
Marco a encarou com condescendência e disse friamente: "Já chega, Loraine. Não quero mais ouvir suas desculpas. Você fez algo errado, portanto merece ser punida e deve se desculpar com Keely."
"Se desculpar? Você acha que só pedir desculpas é o suficiente? De jeito nenhum!", Marina gritou de repente. "O rim de Keely foi rompido por essa mulher, então nada mais justo que ela dê o seu rim para Keely."
Marina se virou para os guarda-costas atrás de Marco e gritou: "Peguem ela e a levem até o centro de testagens!"
Os guarda-costas imediatamente cercaram Loraine sem dizer palavra alguma. Agarrando as mãos e os pés dela, eles a carregaram para fora.
"Me larguem! Vocês não têm o direito de fazer isso comigo." No entanto, por mais que Loraine chorasse e lutasse para se soltar, eles não cederam. Ela precisou se virar para Marco e implorar: "Marco, por favor, me ajude."
Loraine esperava que ele pudesse fazer algo, mas, para a sua consternação, o homem simplesmente ficou parado e indiferente. Era como se tivesse concordado com a decisão de Marina.
Nesse momento, Loraine ficou desesperada.
Agora ela entendia por que Keely havia se esfaqueado. O objetivo dela era provar que esse casamento só era desejado por Loraine, que não era ninguém para o coração de Marco.
Marco acreditaria em qualquer coisa que Keely dissesse e nunca ouviria Loraine.
Essa era a diferença mais evidente entre onde havia amor e onde não havia.
Loraine sentiu um cansaço sem precedentes tomar conta de si.
Seu corpo estava exausto e seu coração partido. Ela decidiu nesse momento que não podia mais manter um casamento tão miserável e ridículo como esse.
Fechando os olhos e sorrindo com amargura, Loraine disse: "Marco, eu quero o divórcio."
"O que você disse?"
Marco se virou para a mulher com a descrença estampada no rosto.
E se meu ex não consegue me esquecer? de Conteúdos
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