
Amante do Subchefe
Capítulo 3
Anelise — Narrando
No novo quarto que agora chamaria de "meu" fiquei na companhia de uma doce e bonita garota, Bianca, ela possuía um olhar triste, me identifiquei com ela.
Para minha sorte, a comida dos empregados é farta e gostosa, diferente da mansão do Fabrício todos se falavam e pareciam se dar bem. Foi o que percebi há pouco tempo que estive na cozinha, após a primeira bronca que levei do marido da Suyane.
Jordan Aguirre. Suspiro, fecho os olhos para tentar dormir.
Horas mais tarde/ Madrugada
— Anelise, acorde!
Alguém sussurra no meu ouvido. Abro os olhos e me deparo com Bianca, a expressão dela é assustada.
— Oi, o que foi?
Pergunto preocupada, os olhos dela estão cheios de lágrimas.
— Corre pra debaixo da cama! Não importa o que aconteça, não se mostre. Fique quieta!
Diz me deixando assustada, ouvi sons de passos pesados se aproximando da porta. Rapidamente fui para debaixo da cama.
Bianca voltou para a cama dela, incerta, penso ser uma brincadeira, ia sair para questioná-la, quem sabe rir, pois conseguiu me assustar. Porém, o ranger da porta me fez ficar quieta, alguém entrou e ligou a luz, por debaixo conseguir apenas ver os sapatos que pareciam caros igual aos de Fabrício.
O grito de Bianca fez meu corpo tremer, arregalei os olhos vendo ela ser jogada no chão, do outro lado da cama dela, fico de bruços espantada ouvindo a voz do homem que adentrou o quarto chamando-a de "Escrava gostosa" ele a despia.
Um tapa foi desferido na cara dela, o rosto dela virou para minha direção, eu ia sair para ajudá-la mas ela moveu os lábios pedindo para que não fizesse.
A boca dela foi tampada pela mão do homem. Completamente nua comecei a ouvir um barulho estranho e o corpo de Bianca sendo sacudido.
Logo entendi que ele estava abusando dela, lembro da minha mãe, Fabrício não pagava para tê-la na cama dele, simplesmente abusava dela por isso engravidou, ele a manteve como prisioneira.
Não poderia ficar aqui só olhando, sair devagar e o primeiro objeto de vir foi um pequeno vaso em cima de uma penteadeira.
Espiei na direção deles, aparecia a bunda do homem ruivo que machucava Bianca. Com o vaso nas mãos tive cuidado ao chegar perto, mirando na nuca, bati com o objeto pesado na cabeça dele.
— Anelise!
Exclama Bianca espantada. A ajudei a levantar do chão, peguei o lençol para que ela cobrisse a nudez.
— Vamos pedir ajuda!
Tento guiá-la para a porta, mas ela está travada olhando para o ruivo desmaiado no chão.
— Não podia ter feito isso, amanhã vai ser pior. Ele vai querer abusar de você também, Anelise, tinha que ficar quieta como pedir.
Ela começou a chorar, e iria ajudar o ruivo, na tentativa de acordá-lo. Não compreendo.
— Isso é errado! Alguém poderia ..
— Aqui ninguém se mete, Anelise, não é por maldade, mas por não termos qualquer direito de reclamar.
Isso me deixa abalada, repenso minhas observações e expectativas, não pelos empregados, mas por esse homem.
— Ele é um soldado, filho de um dos..
Bianca foi interrompida. Nossa atenção foi para uma belíssima mulher ruiva que abriu a porta. Ela olha diretamente para o ruivo desacordado.
— Perdão, eu sou responsável por isso.
Bianca quase não conseguia se manter de pé para explicar. Não tive reação alguma, apenas encarei a mulher ruiva.
— Não peça perdão, meu irmão merecia a morte por violar uma mulher!
A ruiva fala com ódio e desprezo. Pela roupa elegante dela, deduzo que seja alguém como Suyane.
— É a primeira vez? — a ruiva pergunta investigativa. Bianca negou. — Fez isso com você também?
— Não, eu estava escondida debaixo da cama, não sabia que isso acontecia. Foi eu quem bateu com o vaso na cabeça dele — explico mesmo com medo de ser castigada.
— Fez muito bem. É nova aqui? — ela pergunta, com certeza por nunca ter me visto antes por aqui. Respondo que sim.
Da porta mesmo ela virou para trás e fez sinal para alguém. Logo dois homens adentraram o quarto e arrastaram o corpo do infeliz desacordado.
— Sinto muito por tudo isso — lamenta sinceramente, vejo nos olhos verdes dela a tristeza com a situação. — Queria poder fazer algo que ajudasse. Conversarei com meu pai para ver se dá um jeito em meu irmão, o que penso ser difícil. Meu nome é Mariele, se ele voltar aqui me avisem! Ficarei na mansão por uns dias.
Bianca balança a cabeça, faço o mesmo. A mulher ruiva por nome Mariele sai do quarto fechando a porta.
— Obrigada! — Bianca me abraça.
Algum tempo depois..
Espero Bianca terminar de tomar banho, penso no ocorrido sinto nojo e medo lembrando de vê-la sendo abusada, isso é traumatizante.
— Mariele Franco, ela é linda e muito boa, não é a primeira vez que a vejo — diz Bianca ao sair do banheiro, já contando sobre a ruiva. — Ela é filha de um capo, é uma das poucas mulheres gentil que participam da máfia.
— Só o irmão é desse jeito — digo sentindo repulsa.
— Cléver é o nome dele — diz se vestindo. Vejo algumas marcas no corpo dela, prefiro não perguntar. — Como vai morar aqui, poderíamos cuidar uma da outra, concorda?
— Sim — ela senta do meu lado. — Estava pensando nisso.
Sorrimos. Bianca pediu para dormir comigo, eu quase recusei, mas pela situação recente, permitir. Diferente das vezes que dormi com a Suyane, fiquei confortável, Bianca não tocou no meu corpo muito menos ficou me olhando.
Demorei, mas consegui pegar no sono. Antes com a Bianca arredamos com dificuldade a penteadeira para ter segurança na porta.
Pela manhã 08:45
Cogitando que Suyane estaria acordada para ajudá-la. Ao entrar no quarto, avistei-a na imensa cama dormindo, a camisola dela estava no chão, assim também a lingerie rasgada em pedaços.
Não cheguei perto para vê-la melhor. Me ajoelhei e comecei a catar as roupas, peça por peça, mas parei quando vi uma cueca próxima ao criado mudo.
Decidi pegar, ajoelhada virei na outra direção e me espantei ao dar praticamente de cara com um par de pernas grossas no meu caminho. Ergui a cabeça, subi os olhos até encontrar os olhos azuis, os mesmos de ontem quando fui repreendida.
— O que faz nesse quarto? — Jordan estava apenas com uma toalha enrolada no corpo grande e musculoso. Mordi o lábio, nervosa
— Vim pegar as roupas e ajudar Suyane a fazer algo — minha boca treme, Jordan respira fundo. Me assusto ao ser pega pelos braços, Jordan me coloca de pé e passa a mão pelo meu pescoço.
— É a segunda vez que a vejo — braveja observando meu rosto. — No meu caminho. Isso é coincidência?
Parece avaliar, queimando minha pele com o toque brusco no meu pescoço e o olhar indecifrável.
— Sim, senhor! — deixo as peças cair no chão, pelo nervosismo crescente, minha respiração falha. — Sou apenas a empregada da Suyane.
Jordan fica me olhando, parecia ver-me por dentro. Soltando-me, direcionou os olhos para meu lábios entreabertos. Uma sensação física que não sei de onde vem, movimenta meu corpo, e mexe meus pensamentos tentando decifrar o que Jordan pensa e porque está encarando-me desse modo que desconheço.
Sinto um calor inferior. Quando ele alisa meus lábios. Parecia estar hipnotizada e ele também, mas piscando por duas vezes, Jordan se afastou.
— Para o seu bem, melhor não se colocar novamente no meu caminho. Não quero reencontrá-la aqui! — diz ríspido me puxando para fora do quarto.
Apavorada corri para longe quando tirou as mãos de mim.
📍📍
Jordan Aguirre — Narrando
Espero pelo Devon, meu irmão no escritório, tínhamos assuntos pendentes para resolver, por isso não quis viajar para foder Suyane, isso poderia fazer em qualquer lugar para selar o casamento.
Enquanto espero penso na empregada magricela que encontrei duas vezes, e nelas senti vontade de beijá-la e levar pra cama para deflorá-la, ela cheira a inocência e pureza.
— Devon — digo, ele entrou na sala acompanhado de alguns capo e nosso conselheiro. — Esperei no casamento.
— Tive um contratempo — diz sentando na cadeira, lançando um olhar gélido e escuro, queria respostas.
— O coreano na próxima semana estará aqui para acertar os negócios — digo, Devon quer unir a máfia coreana e a chinesa para maior benefício para a Camorra e expansão. Suas habilidades superam qualquer ideia e pensamento inimigo por ser um espreitador paciente para as missões e negócios. — Cuidarei de tudo!
— É sua obrigação! — diz entufado. — Saíam!
Os capo saíram, restou somente Saymon por ser o mais chegado.
— E a lua de mel? Já garantiu um herdeiro para a máfia? — pergunta Saymon.
Devon me encara. Ele não quer casar, e atirou em minhas costas a obrigação de casar e fazer herdeiros.
— Sim, Suyane não vai demorar a engravidar — digo sem entusiasmo.
— Qual a mulher que tirou teu tesão pela Suyane, Jordan? — pergunta Devon. Desde o começo da ideia de casamento, Suyane foi a primeira que pensei. — Está pensando nela!
— Uma amante tão cedo — diz Saymon, servindo-se da melhor bebida da prateleira. — Quem é ela?
— Uma empregada nova, veio com a Suyane para ajudá-la — digo, olho para Devon, à espera de uma advertência.
— Se a deseja, faça dela sua amante. Só se comprometa em depositar o esperma no útero certo, Jordan — diz Devon.
Me encosto na cadeira de couro, ela parece uma menininha, é linda, e talvez a faça minha.
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