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Capa do romance A Vingança Dela, o Amor Eterno Dele

A Vingança Dela, o Amor Eterno Dele

Dário Wilkinson e Júlia Montenegro arruinaram as finanças de minha família e destruíram minha carreira. Sob chantagem cruel envolvendo a saúde de minha mãe, Dário me forçou a admitir crimes que não cometi. Descobri que fui apenas um peão em seus jogos de poder, enquanto ele celebrava minha queda. Traída pelo homem que prometeu proteção, agora enfrento o desespero com sede de justiça. Vou reconstruir meu império e garantir que cada traidor pague pelo que fez.
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Capítulo 2

"Está tudo confirmado, Ana. O voo médico está de prontidão." A voz de Felipe era uma tábua de salvação. "Podemos partir amanhã à noite."

"Obrigada, Felipe. Por tudo."

Desliguei e olhei para minha mãe dormindo. Seu rosto estava pálido, mas pacífico por enquanto. Inclinei-me e beijei sua testa, meu coração doendo com uma mistura de amor e culpa. Eu estava me sentenciando para salvá-la.

"Eu volto para te buscar, mãe", sussurrei. "Eu prometo."

No dia seguinte, fui à mansão de Dário para pegar minhas coisas. Era isso. A ruptura final.

Júlia estava me esperando no hall de entrada, um sorriso triunfante no rosto.

"Indo embora tão cedo?", ela provocou.

"Saia da minha frente, Júlia."

"Sabe, o papai nunca ia escolher você", disse ela, a voz escorrendo veneno. "Ele mesmo me disse. Naquela noite, depois que ele te deixou naquela conferência? Ele foi para o meu apartamento. Disse que você era uma ferramenta útil, mas nunca da família."

As palavras me atingiram como um soco. Cambaleei para trás, minha mente se recusando a processar. Uma ferramenta útil. Não da família.

"Você está mentindo", engasguei, as lágrimas embaçando minha visão.

"Estou?" Ela levantou o celular. Na tela, uma foto de Dário e ela, tirada naquela noite. Eles estavam rindo, uma garrafa de champanhe na mesa entre eles. Ele não estava acalmando-a. Ele estava comemorando minha humilhação com ela.

Um soluço gutural escapou da minha garganta. Toda a base dos meus últimos dois anos se desfez em pó. A mentoria, as promessas, a confiança mútua... tudo uma mentira.

Meus olhos caíram sobre um vaso de cristal em uma mesa próxima. Foi um presente que Dário me deu depois que fechei meu primeiro grande negócio. "Ao nosso sucesso futuro", ele havia dito.

Com um grito de pura raiva, varri-o da mesa. Ele se estilhaçou contra o chão de mármore, mil cacos brilhantes de uma promessa quebrada.

"O que você está fazendo?"

A voz de Dário cortou o ar. Ele estava na porta, sua expressão não era de raiva, mas... de tédio. Irritação.

Ele passou pelos cacos de vidro sem nem olhar, indo direto para Júlia. Ele colocou um braço reconfortante em volta dela. "Você está bem, querida?"

O contraste era doentio. Ele via sua filha primeiro, sempre.

Ele se virou para mim, os olhos frios. Ele estendeu uma pequena caixa de veludo. "Uma coisinha para compensar o desprazer."

Eu abri. Um simples colar de diamantes. Uma ninharia. Um insulto. Senti uma onda de náusea.

Peguei a caixa, minha mão tremendo. "Obrigada", eu disse, minha voz um eco oco do que já foi.

Júlia então deu um passo à frente, um sorriso sacarino no rosto. "E este é de mim, Ana. Para agradecer pelo seu sacrifício."

Ela me entregou um presente lindamente embrulhado. Eu abri. Era uma foto emoldurada. Uma foto dela e de Dário, abraçados em um sofá, parecendo um casal. Foi tirada na sala de estar da casa que ele e eu compartilhávamos.

Dário viu a foto e sorriu. "Júlia tem um coração tão bom", disse ele, completamente cego para a malícia de sua filha.

O ar me faltou. A foto era a prova de uma traição tão profunda que parecia que estava me envenenando fisicamente. Dobrei-me, meu estômago se revirando.

Corri para o banheiro mais próximo, o som do meu próprio vômito enchendo o pequeno espaço. Pela porta aberta, eu podia ouvi-los. Dário e Júlia, suas risadas ecoando pelo corredor, uma trilha sonora alegre para minha agonia.

Quando finalmente saí, cambaleando, eles tinham ido embora. Mas deixaram a foto emoldurada na mesa de entrada, um lembrete final e cruel.

Olhei para ela, uma percepção horrível surgindo em mim. Nossas promessas, nossa vida juntos... Nós sequer fomos casados? Ou isso foi apenas mais uma mentira? Outra ferramenta para me manter na linha?

O pensamento era tão absurdo, tão doloroso, que comecei a rir. Um som selvagem e quebrado que ecoou na casa vazia.

Voltei para a casa naquela noite, a que supostamente compartilhávamos. Ele havia plantado uma pequena horta para mim no quintal. "Para que possamos fazer nossas próprias saladas para comemorar nossos aniversários", ele dissera. Ele havia construído um balanço para mim sob o velho carvalho.

Fui à garagem e encontrei uma tesoura de poda. Saí para o ar frio da noite e comecei a cortar. Piquei as videiras, uma por uma, destruindo o símbolo do nosso futuro.

Então entrei. Juntei todas as fotos, todos os presentes, todas as cartas que ele já me dera. Levei-os para a lareira e acendi um fósforo. Observei enquanto nossas memórias viravam cinzas.

Dário voltou bem quando a última das fotos se enrolou em escuridão.

Ele viu a horta destruída pela janela, depois a pilha de cinzas na lareira. Seu rosto endureceu.

"Você está agindo como uma criança mimada, Ana."

"Estou apenas jogando o lixo fora", eu disse, minha voz vazia.

Ele não mostrou remorso, nem tristeza. Apenas irritação. "Isso é patético."

Nesse momento, um de seus funcionários entrou, carregando várias sacolas de compras de lojas de grife. Ele as colocou aos pés de Dário.

Um momento depois, Júlia entrou, com um ar presunçoso. Os itens novos eram claramente para ela.

A cena era tão grotescamente perfeita que era quase cômica. O rei, sua princesa favorita e a boba da corte descartada.

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