
A Traição Dele, A Vingança Bilionária Dela
Capítulo 2
Camila apertou o cinto do meu robe de seda, a seda grudando em suas curvas desconhecidas. Meu robe.
Ela olhou para cima. Seus olhos se arregalaram, um lampejo de surpresa, depois algo mais frio. "Helena? O que você está fazendo aqui?"
Sua voz estava carregada de uma doçura artificial. Arranhava meus ouvidos.
"Você parece... diferente", disse ela, seu olhar percorrendo meu terninho. "Tentando me copiar agora?"
Eu não respondi. Apenas passei por ela. Cada passo era deliberado. Caminhei em direção a Caio.
Ele estava sentado na ilha da cozinha, rolando o feed do celular. Ele ergueu os olhos, seu olhar encontrando o meu. Seu queixo caiu.
"Helena?" Ele olhou para mim, depois para Camila. Sua confusão era quase cômica.
Então seu rosto endureceu. "O que é isso, uma fantasia? Tentando fazer uma piada?" Seu tom era desdenhoso.
"Não é piada, Caio." Minha voz estava firme. "Esta sou eu."
Virei-me para Camila. "Por que você está no meu robe? Na minha casa? No meu quarto?"
Caio bateu o celular na bancada. "Helena, não seja dramática. Ela dormiu aqui. Estávamos trabalhando até tarde."
Ele olhou para Camila com um sorriso suave. "Camila, você está pronta para suas férias em Fernando de Noronha no próximo mês? Aquelas que eu organizei para você?"
Camila sorriu radiante, me ignorando. "Ah, sim! Mal posso esperar! E a operação 'Serpente do Deserto'? Ainda está de pé?"
Caio assentiu, sua atenção totalmente nela. "Claro. É crucial. Não se preocupe, querida. A Helena vai entender." Ele olhou para mim, um sorriso condescendente no rosto. "Ela sempre entende, não é, Lena? A forte e silenciosa."
Eu já sabia o que ele ia dizer. Quase podia ouvir o eco de suas palavras antes que ele as pronunciasse.
Tirei uma pasta elegante e timbrada da minha bolsa. Coloquei-a suavemente na bancada entre nós.
Papéis do divórcio.
Virei-me e caminhei até a porta da frente. O metal frio da maçaneta era bom na minha mão.
"Helena! Onde você vai?" A voz de Caio era aguda. Cheia de incredulidade.
Parei, minha mão ainda na maçaneta. "Tornar isso oficial."
Ele riu, um som áspero e sem humor. "Você não pode ir embora, Helena. Você não tem nada sem mim. Você estará de volta para o jantar."
Camila deu um passo à frente, um sorriso triunfante no rosto. "Algumas mulheres precisam de um homem para se sentirem completas. Nem todas nós somos assim." Ela olhou para mim, seus olhos desafiadores. "Algumas de nós são fortes, independentes."
Soltei uma risada fria e sem humor. Olhei para eles. Caio já estava servindo uma tigela de sopa para Camila. Ele soprou suavemente e depois entregou a ela.
Ele então serviu sopa em outra tigela. Empurrou-a em minha direção sem olhar. "Aqui, Helena. Coma alguma coisa."
Empurrei a sopa para longe. O líquido transbordou. "Fiquem com ela. Vocês dois." Minha voz era um sussurro, mas cortou o ar.
Eu estava prestes a proferir as palavras que nos separariam para sempre.
A casa tremeu. Um tremor violento. A tigela de sopa se espatifou no chão.
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