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Capa do romance ​A Redenção do CEO: Grávida e Rejeitada pelo Bilionário

​A Redenção do CEO: Grávida e Rejeitada pelo Bilionário

Viktor Vance, um bilionário implacável, permitiu que o orgulho dominasse suas ações ao expulsar a mulher de sua vida no momento em que ela estava mais vulnerável. No entanto, o magnata não fazia ideia de que sua decisão cruel teria consequências profundas. Ela carregava um segredo capaz de transformar o futuro de ambos. Agora, em meio ao arrependimento, o destino vira o jogo e coloca o poderoso CEO diante do maior erro que ele já cometeu no passado.
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Capítulo 3

​Helena prendeu a respiração, o corpo congelando contra a madeira da porta. A silhueta de Viktor avançava pelo corredor imenso com uma lentidão torturante. O carpete espesso abafava seus passos, tornando sua aproximação ainda mais predatória. A cada metro que ele avançava, o coração de Helena batia mais rápido, o pânico ricocheteando em seu peito vazio.

​Ela tentou fechar a porta sem fazer barulho, mas antes que a fresta desaparecesse, a mão grande e firme de Viktor espalmou contra a madeira, empurrando-a para trás com uma facilidade assustadora.

​Helena deu dois passos rápidos recuando para o centro do quarto. Viktor entrou, fechando a porta atrás de si com um baque seco. Ele cambaleou levemente, escorando as costas na parede enquanto mantinha os olhos escuros e injetados de álcool fixos nela. O cheiro forte de uísque importado inundou o ambiente elegantemente decorado.

​- O que você pensa que está fazendo, Barret? - a voz dele saiu mais rouca que o normal, arrastada, mas ainda carregando aquela autoridade que a fazia tremer. - Espionando os meus passos de madrugada? Já está tentando descobrir os meus pontos fracos para usar contra mim?

​Helena engoliu em seco, apertando o tecido macio do roupão de cetim contra o pescoço. Ela se sentia terrivelmente vulnerável diante dele, descalça e com o cabelo ainda úmido do banho.

​- Eu só ouvi um barulho no corredor, Senhor Vance. Pensei que... pensei que fosse outra pessoa - ela respondeu, tentando manter a voz o mais neutra possível.

​- Outra pessoa? - Viktor soltou uma risada sombria, dando um passo à frente. Suas mangas continuavam dobradas, e os primeiros botões da camisa abertos revelavam o início do peitoral marcado. - Esta casa é minha. Ninguém entra aqui sem a minha autorização. E, a partir de hoje, você também é minha. Esqueceu do papel que assinou algumas horas atrás?

​- Eu não esqueci - ela rebateu, o orgulho ferido dando-lhe uma onda súbita de coragem. - Mas o contrato também dizia que teríamos quartos estritamente separados. O senhor está quebrando a segunda cláusula.

​Viktor parou a menos de um metro dela. Ele era muito mais alto, forçando Helena a olhar para cima para encará-lo. O olhar dele desceu lentamente pelo contorno do pescoço dela, detendo-se na clavícula que aparecia pela abertura do roupão. Havia uma intensidade ali, um brilho de posse misturado com um ressentimento profundo que Helena não conseguia decifrar. Ele parecia travar uma batalha interna, furioso por se sentir atraído pela garota que considerava insignificante.

​- Eu sou o dono da Vance Corp, Helena. Eu escrevo as regras e eu as quebro quando bem entender - ele sibilou, inclinando o rosto na direção dela. - Você achou que ganhar um guarda-roupa novo e uma aliança de diamantes seria de graça? Achou que passaria doze meses apenas comendo da minha comida e dormindo na minha cama de luxo sem pagar o preço?

​O estômago de Helena revirou. A humilhação crua voltou a queimar suas bochechas.

​- Eu assinei para salvar a minha vida, não porque queria o seu dinheiro - ela disse, sustentando o olhar dele, embora seus olhos estivessem cheios de lágrimas prontas para cair. - Se o senhor veio aqui para exigir que eu cumpra o meu dever de... de esposa, então faça de uma vez. Mas não abuse do seu poder para me torturar psicologicamente. Eu já aguento isso o dia todo no escritório.

​Viktor travou o maxilar de forma tão violenta que os músculos de seu rosto ficaram rígidos. Ele ergueu a mão direita, e por um segundo Helena pensou que ele fosse tocá-la, mas ele apenas segurou uma mecha do cabelo castanho dela, enrolando-a entre os dedos com uma força desnecessária.

​- Você acha que eu quero o seu corpo, Barret? - ele mentiu, a voz destilando um veneno gélido que tentava mascarar o desejo evidente em seus olhos. - Olhe para você. Uma órfã desnutrida, vestindo minhas roupas, chorando pelos cantos. Eu posso ter a mulher que eu quiser com um estalar de dedos. Mulheres refinadas. Mulheres como a Paola Belmont.

​Ele soltou o cabelo dela com um puxão brusco, fazendo-a dar um passo para trás.

​- Eu não vim aqui para tocar em você. Vim apenas lembrar quem manda. Amanhã, às oito da manhã, o fotógrafo da assessoria estará aqui. Quero você impecável. Se você vacilar ou demonstrar qualquer nojo quando eu segurar a sua mão na frente das câmeras, eu juro que desfaço o acordo com os agiotas e deixo eles terminarem o serviço.

​Helena sentiu um frio na espinha. Viktor Vance não tinha coração. Ele era uma máquina feita de gelo e arrogância.

​- Eu vou fazer o meu trabalho, Senhor Vance - ela disse, a voz fria como a dele. - Agora, por favor, saia do meu quarto.

​Viktor a encarou por mais alguns segundos em silêncio. A menção ao "trabalho" pareceu irritá-lo ainda mais. Ele deu as costas, caminhou até a porta e, antes de sair, olhou por cima do ombro.

​- Não me chame de Senhor Vance na frente dos outros amanhã. Para o mundo, nós estamos perdidamente apaixonados. Aprenda a atuar, Helena.

​A porta bateu com força, deixando-a sozinha na imensidão do quarto.

​Helena desabou na cama, puxando as cobertas até o queixo. O corpo ainda tremia pela descarga de adrenalina. Ela chorou baixinho até adormecer, desejando acordar daquele pesadelo, sabendo que a manhã seguinte traria uma tortura ainda maior: o mundo inteiro estaria olhando para ela.

​No início da manhã, o sol mal havia cruzado as janelas gigantescas quando Martha, a governanta, entrou no quarto acompanhada por três mulheres que carregavam araras cheias de vestidos de alta costura, caixas de sapatos e maletas de maquiagem.

​- Bom dia, Senhora Vance - Martha disse com sua habitual postura rígida. - O Senhor Vance ordenou que o seu milagre estético seja feito antes do café da manhã. Temos exatamente duas horas.

​Helena foi puxada da cama e colocada em uma cadeira diante do espelho. Pelas duas horas seguintes, ela foi esfoliada, maquiada, teve os cabelos escovados em ondas perfeitas e foi vestida com um elegante vestido de seda verde-esmeralda que abraçava suas curvas de forma discreta, mas impecável. Quando se olhou no espelho, mal conseguiu se reconhecer. A garota faminta do cortiço havia desaparecido; em seu lugar, havia uma mulher deslumbrante, digna da alta sociedade.

​- Perfeito. O Senhor Vance a espera na sala de jantar - Martha anunciou.

​Com o coração na boca, Helena desceu as escadarias de mármore, segurando a barra do vestido. Ao chegar à imensa sala de jantar, viu Viktor sentado à cabeceira, lendo um tablet corporativo enquanto tomava café. Ele vestia um terno azul-escuro impecável.

​Ao ouvir o som dos saltos dela contra o piso, Viktor levantou os olhos.

​A reação dele foi imediata. O tablet quase escorregou de seus dedos. Seus olhos escuros se arregalaram levemente, percorrendo o corpo de Helena com uma intensidade avassaladora. Ele engoliu em seco, a rigidez de sua postura vacilando por um milésimo de segundo diante da beleza esfuziante de sua nova esposa.

​Mas, tão rápido quanto o choque veio, a máscara de gelo retornou. Ele se levantou, ajeitou o paletó e caminhou até ela.

​- Aceitável - ele disse, embora sua voz estivesse ligeiramente mais rouca. Ele estendeu o braço esquerdo para ela. - Os fotógrafos já estão no jardim. Lembre-se do que conversamos ontem, Helena. Sorria como se me amasse.

​Helena respirou fundo, entrelaçou seu braço no dele e sentiu a firmeza dos músculos de Viktor através do tecido do terno.

​- Eu sei atuar, Viktor - ela sussurrou, usando o primeiro nome dele pela primeira vez, sentindo o corpo dele enrijecer instantaneamente com o toque.

​Eles caminharam em direção às portas de vidro que davam para o jardim, onde os flashes começaram a pipocar imediatamente. O jogo havia começado.

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