Capa do romance Ao seu lado

Ao seu lado

7.9 / 10.0
Ava amadureceu cedo após perder a mãe e lidar com o vício do pai em jogos, que destruiu o patrimônio da família. Mesmo com dois empregos, ela não consegue quitar as dívidas acumuladas. Quando seu irmão se envolve em sérios problemas, surge uma chance desesperada: um magnata traído pela noiva oferece ajuda. Contudo, o preço é alto. Para salvar sua família e pagar o que deve, Ava é forçada a aceitar um casamento de conveniência com o bilionário.

Ao seu lado Capítulo 1

Capítulo 01

*Ava narrando*

Meu nome é Ava, Ava King, tenho 18 anos, faz exatamente 3 anos que a minha mãe morreu de câncer, meu pai (sean) encontrou refúgio na bebida e nos jogos, o que vem a causar muitos problemas ultimamente, já perdemos tudo, tivemos que vender móveis, eletrónicos, penhorar joias e morar de favor na casa do meu tio, além de tudo isso o meu irmão mais novo (Eliot) resolveu se rebelar sendo preso diversas vezes por cometer pequenos delitos, porte de drogas, violência, entre outros, trabalho de 07:00 às 14:00 em uma cafeteria no centro e de 18 ás 02:00 como entregadora numa pizzaria, uso a moto emprestada de um amigo, estou exausta, completamente cansada. Mas se depender do meu pai ou do meu irmão morreremos de fome, compro comida, pago as dívidas de jogo e faço o que é preciso por minha família é o que a minha mãe iria querer, devo isso a ela, não posso reclamar, eu estou viva, com saúde o que mais eu poderia querer? Tenho esperança e muita fé, acredito que Deus tem um propósito, e acredito que a minha família pode mudar e que tudo possa ser como antes.

O meu tio Tom deixou-nos ficar na casa dele, nos acolheu com todo o amor e carinho, sua esposa o abandonou e fugiu com o chefe, porém de um tempo para cá com as passagens do meu irmão pela cadeia, coisas sumindo, agiotas atrás do meu pai, ele ficou distante sinto que agora nós o atrapalhamos, obviamente, não o culpo.

Estou a tentar juntar o máximo de dinheiro possível para pagar as dívidas e quem sabe conseguir a nossa casa de volta.

Por mais que eu precise muito de Dinheiro, não consigo fazer de tudo por ele, não sou capaz de passar por cima das pessoas ou ir contra os meus ideais.

*Segunda 05:30 AM*

Acordo, tomo um banho e arrumo-me, dou uma arrumada na cama e preparo o café da manhã, lavo a louça e dou um jeito na cozinha e na sala, passo aspirador e retiro o lixo.

06:00 Vou para o ponto de ônibus, são 35 minutos para chegar ao meu trabalho. A cafeteria fica no centro da cidade, é um lugar bem movimentado, há um lugar para ler livros o que atrai bastante a clientela.

Chego ao trabalho abro a porta, mas deixo a placa de fechado, coloco a touca e o avental, passo pano nas mesas, varro o chão e passo pano, ligo as máquinas e começo a preparar os cafés, trocar refils. 20 minutos depois já estamos prontos para abrir, faltando 5 (minutos) Mariana, minha melhor amiga chega, somos amigas desde o fundamental, conseguimos esse emprego juntas a 2 anos no começo era um emprego de meio periodo,quando completamos 18 Jaspen o dono contratou-nos definitivamente.

--Bom dia!-- Disse sonolenta como sempre

--Bom dia, como foi o jantar com a sua mãe?

--Não sei, eu não fui.

--Mari, um dia você vai precisar perdoar!--Se eu pudesse voltar no tempo passaria mais tempo com minha mãe, diria o quanto a amava a cada segundo, o quanto ela era importante.

--Não, não vou.

--A vida é muito curta para guardar rancor.

--Amiga, não vem com essa. A minha mãe largou a gente, ela simplesmente colocou a gente no abrigo porque o marido novo não queria filhos.

--Eu sei, mas ... Guardar isso faz mal.

--Eu queria ser evoluída o suficiente para deixar para lá, mas quando eu a vejo só quero mandar ela tomar...

eu interrompo-a

--Ok,ok--Levanto as minhas mãos em sinal de rendição--vamos trabalhar.

Ela vai até à porta e vira a placa.

Vários clientes entram e saem, temos tanto trabalho que nem percebemos a hora passar.

--Já está na hora de fechar.

fechamos, viramos a placa, limpo as mesas, passo pano no chão, lavo a louça, fecho o caixa, faço a contabilidade diária, enviando fotos para o jasper.

--Quer dar uma volta hoje?

--Quem sabe amanhã? Preciso fazer algumas coisas em casa mari.

--você precisa é viver e deixar aqueles dois se virarem.

— -Sabe que não posso fazer isso.

— -poder pode, mas você é muito boazinha para isso!

--Até Amanhã.

Nós despedimos-nos e fui para casa, o meu irmão ainda estava a dormir e o meu pai estava a beber nenhuma novidade, latas espalhadas pela sala que arrumei quando sai, a cozinha completamente suja e bagunçada.

--Pai são quase 17h ninguém esquentou a comida que deixei pronta? o eliot ainda está a dormir ele precisa parar de faltar.

--Não sei, isso não é problema meu--Joga a garrafa na minha direção e ela bate na parede se quebrando.

Respiro fundo e vou pegar a vassoura e a pá eu cato os cacos de vidro e jogo fora, vou até o quarto e acordo o eliot.

--Hei, você faltou de novo... acorda.

--Me deixa dormir, eu não faltei. eu fui expulso.

--O que você fez dessa vez?

--Me deixa em paz!

--Eliot! levanta e toma um banho agora!.

Ele levanta e obedece, ele é um bom menino, porém precisa de rédeas, não consigo o ajudar tanto quanto gostaria pois a maior parte do tempo estou trabalhando.

Arrumo a cama dele e levo as roupas sujas para a máquina de lavar.

Respiro fundo e esquento o almoço, enquanto espero o micro-ondas apitar arrumo novamente a cozinha e recolho as latas da sala.

Ouço a campainha, logo depois batidas violentas, parecia que a casa desabaria.

--Droga!--mumurro

vou até a sala e abro a porta.

--Olá, posso ajudar?

--Viemos buscar o nosso dinheiro.

--Que dinheiro?

--O sean disse que teria o meu dinheiro hoje.

--E quanto seria?

--5 mil

--5 mil?--Pergunto espantada, como alguém pode ser tão irresponsável assim, ok respira ava, ele precisa de ajuda não de julgamento.

o meu pai aparece

--Da o dinheiro pra ele imprestável.

--Como assim? eu não tenho!

--Você tem sim!

Ele sai e escuto subindo as escadas

--Se não nos pagar agora, vai ficar feio.

antes que eu possa raciocinar ele volta com um envelope de dinheiro.

--Aqui está!

o dinheiro que eu estava a juntar a meses, tudo que deixei de comprar para mim, tudo que deixei de fazer para tentar conseguir um acordo para recuperar nossa casa.

--Não, esse dinheiro não pai!

--insolente--me da um tapa no rosto.

os caras saem na hora que o tio tom chega.

--De novo?

--fica na sua certinho.--Meu pai aponta o dedo na cara do tio tom

--Tio...

--ava, não está dando mais.

--Tio, por favor.

--Eu sinto muito, vocês têm 1 mês.

--Tudo bem... eu entendo.

o tio tom sobe, olho para meu pai que voltou a se jogar no sofá com a garrafa na mão, eliot aparece no topo da escada.

--Estamos ferrados.

--O que acha? eu peço ajuda para arrumar, pra não deixar ele beber eli... ta na hora de crescer.

--Eu sinto muito.

--Eu também

olho para o meu pai que estava indiferente ohando para televisão.

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