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Capa do romance A primeira-dama sai, Sua Majestade chega

A primeira-dama sai, Sua Majestade chega

Após três anos de desprezo e traições no casamento com Nolan, Allison aceita o divórcio para retomar sua verdadeira identidade. Revelada como uma princesa perdida, ela agora detém poder e a proteção de três irmãos influentes: um magnata das armas, um médico letal e um mestre das artes marciais. Enquanto sua nova família busca vingança contra quem a humilhou, o ex-marido implora por perdão. Contudo, Allison agora é soberana e Nolan restou apenas como seu maior arrependimento.
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Capítulo 3

As palavras firmes de Allison pegaram Nolan desprevenido, deixando-o completamente atordoado.

No entanto, ele logo pensou em algo: Allison o amava há oito anos, e embora já tivesse falado com ele em um tom ríspido antes, nunca o abandonou de verdade.

Portanto, ele duvidava que ela realmente o deixaria.

Além disso, o divórcio em si não significava muita coisa, pois para ele, não passava de uma mera formalidade — o relacionamento deles permaneceria o mesmo.

"Seja razoável", disse Nolan num tom mais suave. "Estou exausto hoje. Tente ser um pouco mais compreensiva."

Então, ele levou a mão até o cabelo dela, o bagunçando levemente. "Assine o acordo e vá dormir. Não vou voltar essa noite."

De repente, a raiva que queimava dentro de Allison se dissipou. Sem hesitar, deu um tapa na mão dele e pegou a caneta.

Em silêncio, ela assinou os papéis do divórcio.

Nolan preferia quando ela se comportava assim — sem choro, sem discussão, pois assim o livraria de mais trabalho.

Sentindo-se aliviado, ele soltou um longo suspiro, embora uma leve sensação de desconforto tivesse surgido no seu peito.

Como ele não gostava dessa sensação, entregou um cartão bancário a Allison. "Pegue. A senha é o seu aniversário."

"Uma recompensa para mim?", perguntou Allison com uma risada fria.

Pegando o cartão, ela o jogou diretamente no lixo. "Já que não há dinheiro nele, não se dê ao trabalho de me insultar."

Com uma expressão severa, Nolan segurou o pulso dela. "Do que está falando?"

Allison puxou sua mão com força, ignorando a dor que atingiu seu pulso.

"Vá perguntar à sua mãe. Sempre que um cartão passa pelas mãos dela, o saldo misteriosamente zera. Não é impressionante?"

Após dizer isso, ela se virou e foi para o quarto de hóspedes sem hesitar.

Como seu corpo havia acabado de passar por uma cirurgia, não podia suportar mais esforço, por isso, precisava descansar.

Nolan a observou se afastar. Após um momento de silêncio, ele fez um gesto para o mordomo, ordenando: "Verifique o saldo deste cartão."

Allison achou que não conseguiria dormir esta noite, mas depois que Nolan saiu, o cansaço tomou conta e ela logo caiu num sono profundo.

Talvez as pessoas só sofressem quando temiam perder algo, mas uma vez já perdido, só restava a paz.

Mesmo assim, Allison ainda sentia como se algo tivesse sido arrancado do seu coração, deixando para trás uma dor surda que ela não conseguia ignorar.

...

No dia seguinte, às cinco e meia da manhã.

Uma batida ecoou na porta antes de a pessoa dizer: "Allison, levante-se e prepare o café para o presidente."

Essa era sempre a primeira tarefa atribuída à secretária de Nolan todos os dias.

A voz chamou três vezes, mas não houve resposta de dentro do quarto. Impaciente, a supervisora da residência presidencial abriu a porta e entrou. Em seguida, ela foi até a cama e puxou o cobertor.

A manhã de verão ainda era fresquinha, e o termostato do quarto de hóspedes estava quebrado há muito tempo.

No momento em que o cobertor foi retirado, Allison se estremeceu e se sentou. A febre queimava seu corpo, e a fraqueza a dominava, fazendo com que ela não quisesse nada além de se deitar novamente para descansar.

Então, ela estendeu a mão para pegar o cobertor fino que havia caído no chão, mas antes que pudesse pegá-lo, um bastão de madeira atingiu as costas da sua mão.

A supervisora da residência sempre carregava esse bastão para disciplinar os funcionários. No entanto, durante os dois anos em que Allison morava ali com Nolan, ele só foi usado nela.

Como a supervisora era alguém que Hollie havia colocado ali, ela sempre dificultava as coisas para Allison.

As mãos de Allison incharam incontáveis vezes ao longo dos anos, sempre ignoradas por Nolan, que a fazia suportar tudo repetidamente.

"O que está olhando? Trabalhar aqui é um privilégio, mas você ainda ousa ser preguiçosa!", a supervisora disparou enquanto erguia o bastão mais uma vez.

Antes que o bastão pudesse cair novamente, Allison segurou o pulso da mulher. Num movimento rápido, pegou o bastão e o bateu com força nas costas dela.

"Ah!", gritou a supervisora, cambaleando em direção à porta na tentativa de sair do quarto.

Allison a puxou pelos cabelos, a trazendo de volta e batendo o bastão nela novamente.

Antes, essa mulher se divertia em bater nela. Agora, ela a faria sentir a mesma dor.

Allison pretendia revidar cada golpe que havia sofrido, mas o bastão se partiu ao meio com a força.

Foi só então que ela soltou a supervisora, gritando: "Saia!"

A supervisora cambaleou em direção à porta e saiu correndo. Como vários empregados que estavam do lado de fora observaram toda a cena, a humilhação a consumiu.

Enquanto saía, ela xingava Allison mentalmente, lembrando a si mesma que, quando Hollie chegasse, a faria pagar por tudo.

Depois desse surto, a febre de Allison pareceu piorar. Ela bebeu um copo cheio de água, se enrolou no cobertor e se deitou novamente.

Na próxima vez que ela abriu os olhos, várias empregadas a arrastavam em direção à sala de estar, a levando até Nolan, que estava sentado no sofá com uma expressão fria.

Hollie estava sentada ao lado dele, chorando baixinho. "Quando estávamos na escola, Allison nunca gostou de mim, mas sempre tolerei isso. Nunca esperei que ela fosse bater em Phyllis só porque fui eu que a contratei para trabalhar aqui. Ela até quebrou o bastão enquanto batia nela. Phyllis deve estar sentindo muita dor."

Phyllis Gilbert, a supervisora, estava por perto com lágrimas escorrendo pelo rosto. "Senhor Presidente, senhorita Pearson, a culpa é toda minha. Não consegui administrar a equipe daqui corretamente."

Ver Hollie e Phyllis chorando fez Nolan puxar Hollie para mais perto, dizendo gentilmente: "Não chore. Não é bom para o bebê."

À menção do bebê, Hollie começou a chorar ainda mais. "Não consigo nem proteger Phyllis. Como vou proteger meu bebê? Talvez eu devesse acabar com tudo!"

De repente, ela se levantou e pegou a faca de frutas que estava sobre a mesa, reação que assustou Nolan.

Ele imediatamente segurou a mão dela e a puxou para seus braços, o pânico estampando-se em seu rosto. "Não faça nada impulsivo. Se acalme."

"Nolan, me solte. Allison está olhando. Ela vai ficar chateada e causar problemas novamente", disse Hollie enquanto o segurava firmemente pela cintura.

Agarrando-se a ele, ela ergueu seus olhos marejados para Allison, com um traço de triunfo brilhando neles.

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