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Capa do romance A preferida do ceo

A preferida do ceo

Daisy vive um romance virtual intenso com Justin, um empresário carismático que buscou inovar no amor após decepções. Sem nunca terem se visto, a conexão profunda vira algo sério, mas um grave acidente deixa Daisy em coma antes do encontro. Ao tentar avisá-lo, sua amiga Olívia descobre que Justin é um bilionário atraente. Desesperada para custear o tratamento médico, Olívia inicia uma rede de mentiras, mudando o destino de todos enquanto Daisy luta pela vida.
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Capítulo 3

Perplexa consigo mesma, Olí recuou indo sentar distante dele

- Desculpe, eu não posso. 

Achando que tudo de estranho era culpa do estresse, Justin gentilmente sorriu

- Tudo bem, eu estou me sentindo um jovem. Muito impaciente! Olívia você é linda, valeu toda a espera.

Desconcertada ela apenas sorriu, sem poder olhar, muito envergonhada em virar uma impostora, ele se levantou, foi indo até ela

- Preciso encontrar um amigo. Volto te buscar mais tarde meu bem!

Beijou seu rosto afetuoso

- Arrume as malas, vamos de voo particular, no mais tardar em dois dias.

- Tudo bem?

Foi muito conveniente apenas concordar, ao menos Daisy estaria em boas mãos, recebendo cuidados médicos dignos, Olí pensou, o que lhe importava ir presa, talvez ser processada, por usurpar o lugar de sua amiga e enganar o namorado rico dela… Era tudo por um bem maior!

Justin saiu pensativo, demorou quase dois dias para conseguir ver Olí e nem por ligações ela quis conversar, com receio de ser pega, trocou muitas mensagens sempre tentando copiar o jeitinho da amiga escrever.

Leu os diários de Daisy dia e noite decorando tudo sobre ele, sua memória boa virou um trunfo, e sua descrição, ajudou os amigos próximos a não perceberem o que estava acontecendo, rapidamente as malas estavam prontas, também vendeu algumas coisas da casa em um bazar de garagem e virou a noite segurando a mão de Daisy dizendo que era tudo por ela. 

Quando se reencontraram, parecia uma cena de filme, Justin era um príncipe que lhe deu tudo, sem cobrar nada, a amparou afetivamente e financeiramente, ele quem cuidou de absolutamente tudo, chegou já falando sobre a internação de Daisy em uma clínica no Brasil, apenas questionou onde a família dela morava e se iriam querer ficarem hospedados na casa dele também.

Aquela corda bamba que segurava as mentiras, só estava começando a balançar, Olí pensou rápido 

- Eles não podem ir, por enquanto. Acho que estavam passando por dificuldades, tipo brigas familiares, Daisy é incrível, mas… Bom, a família dela…

Ele interrompeu

- Acho que entendo, tudo bem, uma coisa de cada vez. Ainda bem que ela tem você! 

Indo para o aeroporto, ele se manteve próximo a segurando pela cintura, a serviu durante a viagem toda, respeitou seu espaço e não tentou ficar conversando, educadamente ela o agradeceu todas as vezes, como trataria um estranho, permaneceu ao lado da amiga, sempre muito preocupada.

Quando chegaram no Brasil, ela se surpreendeu em estar na capital de São Paulo, não muito longe de onde moravam seus familiares no interior, primeiramente passaram no hospital internar Daisy, que estava estável em seu coma profundo, sem nem imaginar que poderia acordar em outro lugar, com tudo mudado. 

Já era de noite quando ele se aproximou de Olívia no quarto de hospital

- Meu bem, precisamos ir para casa, você precisa descansar, comer algo, não pode ficar doente, se não, quem cuidará de Daisy?

- O motorista já levou suas malas. Por favor, vamos! 

Ele estava acariciando as costas dela enquanto esperava uma resposta, causando desconforto, discretamente Olí se esquivou 

- Tudo bem, vamos. 

Ambos estavam exaustos, ele quem dirigiu o trajeto todo, um carro de luxo avaliado em mais de duzentos mil reais, a casa era afastada da cidade, em um condomínio de luxo, o olhar dela era de preocupação, o poder aquisitivo dele só ia agravar tudo. 

Meio perdido fazendo de tudo para agradar, ele abriu a porta do carro, a pegou pela mão

- Não quero que se sinta como uma estranha, pode ficar a vontade, suas coisas estão no quarto ao lado do meu, caso queira, saberá onde me encontrar facilmente. 

Dois funcionários os receberam na sala de estar, um senhor que estava de roupa casual, uma senhora que estava uniformizada com roupa escura, simpática foi pegando a bolsa de Olí, que se recusou a entregar, Justin os apresentou 

- Essa é a Olívia minha flor que tem alegrado meus dias a algum tempo. Olí qualquer coisa que precisar, pode chamar a Pilar, ela quem cuida da casa e de mim, a maior parte do tempo.

- E o Mosley te levará para qualquer lugar. Vamos subir, já está tarde, gostaria de poder jantar com você. 

Parecendo uma mulher muito introvertida tímida, Olí concordou, subiu olhando a decoração e o tamanho da mansão, ao entrar no quarto se assustou, todas as coisas de Daisy estavam espalhadas juntas das suas, até o cheiro dela pairava pelo ar, Pilar quem deu um jeitinho de deixar tudo mais natural, Justin ficou parado na porta

- Espero que esteja tudo do seu agrado, vou tomar banho e te espero lá embaixo, não vou tomar muito do seu tempo.

- Prometo te deixar descansar! 

Olí sorriu, quando a porta se fechou, deitou olhando o teto, imaginando que era a última chance de revelar tudo, covarde ou não, foi se deliciar em uma banheira de hidromassagem cheia de espuma com sais de banho de marca importada.

Exausta acabou pegando no sono, deixando a água transbordar molhando tudo, foi a primeira de muitas gafes que estavam por vir. Quando acordou no susto, Justin batia na porta do quarto 

- Olívia, está tudo bem?

- Olívia, eu vou entrar! 

Ela levantou as pressas

- Sim, eu estou bem, não entre, já vou. 

Escorregou e caiu no banheiro, batendo a cabeça, ele ouviu o grito, entrou no quarto assustado com a água que estava inundando tudo

- O que aconteceu? Está bem?

Nua e atordoada, ela gritou correndo se enrolar na toalha 

- Não entre, eu caí, mas estou bem.

Abriu a porta com a mão na cabeça onde doía 

- Mil desculpas, peguei no sono e a água transbordou. Eu vou limpar tudo!

- Desculpa!

Justin segurou a risada, notando que ela estava quase chorando, esticou a mão 

- Não se preocupe, machucou? Venha comigo! Fique tranquila.

Ela foi indo o acompanhando, engolindo o choro, ele a levou pro seu quarto, a colocou sentada na cama

- Deixe-me ver querida, acho que não está mais sozinha, podemos dar um nome a ele, o galo que vai te acompanhar por alguns dias.

- Já terminou o banho ou não? Pode usar meu banheiro! 

Muito envergonhada ela enxugou as lágrimas que insistiam rolar pelo seu rosto corado

- Aiii. Não precisa, eu vou limpar tudo. 

Ele a abraçou não muito forte, acariciando seu cabelo

- Não se preocupe, vou chamar a Pilar, pegar gelo e um analgésico para você.

- Só um minuto e eu trago suas coisas para se trocar. 

Rapidamente ele saiu e voltou com os pés encharcados, com uma camiseta de banda dela, ela estava chorando com as mãos cobrindo o rosto, ele se abaixou em sua frente

- Podemos relaxar um pouco, você vai comer sua comida preferida e descansar, amanhã eu vou precisar sair cedo, tenho que participar de uma reunião importante.

- Posso te contar tudo, no jantar! Seus olhos me distraem e seu sorriso, que eu quase não pude ver, me instiga a querer te beijar, queria que as coisas fossem diferentes. Todos os meus planos estão indo por água abaixo! 

Ela sorriu ficando com o rosto corado 

- Literalmente, muita água. Eu sou um desastre! Mil desculpas.

Justin se sentou ao lado dela, acariciou seu rosto a olhando nos olhos

- Não fale assim, acho que o destino nos prega peças.

- Eu quero beijar você, te fazer se sentir bem, não sei como fazer isso.

- Queria poder te amar, do jeito que imaginamos, durante esse tempo todo. 

Foi se aproximando quase a beijando, sentindo sua respiração ofegante de pertinho 

- Meu bem! Quero te foder devagar e com as luzes acesas .

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