Capa do romance A stripper e o CEO Herdeiro

A stripper e o CEO Herdeiro

9.4 / 10.0
Em A stripper e o CEO Herdeiro, Heitor Martinez precisa casar em seis meses para manter seu legado. Ele propõe um acordo a Amélia Prado, que vive uma vida dupla para salvar a mãe. Este romance billionaire traz uma trama intensa de superação e escolhas nesta popular web novel online.
Resumo de A stripper e o CEO Herdeiro
Heitor Martinez, herdeiro de um império, deve casar-se em seis meses para manter o controle dos negócios. Se falhar, enfrentará uma união arranjada. Seu caminho cruza com o de Amélia Prado, que trabalha como garçonete e dançarina para custear o tratamento da mãe. Diante da jovem, Heitor propõe um milhão de dólares por um ano de casamento falso. O acordo financeiro logo evolui para uma paixão real, repleta de segredos que transformarão seus destinos.
Ler Mais

A stripper e o CEO Herdeiro Capítulo 1

Amélia Narrando

Me chamo Amélia. Tenho 21 anos, pele clara, olhos azuis e cabelo escuro e liso; meço 1,65. Trabalho de manhã numa cafeteria, das sete às quatorze, e à noite danço numa boate como stripper. Pode soar contraditório, rosto de menina de dia, corpo de mulherão, para o trabalho a noite, mas é a vida que eu escolhi pra manter a casa em pé.

Meu pai morreu quando eu era pequena. Minha mãe trabalhava como doméstica antes do acidente; voltando do serviço foi atropelada. Eu fazia faculdade aos dezenove, mas tive que abandonar. Já trabalhava na cafeteria desde os dezoito; depois do acidente precisei arrumar o segundo emprego pra pagar remédio, cuidadora e as contas que começaram a chegar. A cirurgia que pode devolver a minha mãe a andar tem 90% de chance de sucesso, mas custa 50 mil dólares. A hipoteca da nossa casa soma 20 mil. Eu trabalho feito louca pra segurar tudo.

Consigo conciliar as folgas: quando consigo juntar a folga da cafeteria com a da boate no mesmo dia, descanso o corpo; a mente não para. Não tenho fé no sentido religioso e também não crio falsas esperanças; sou realista e acredito no trabalho e na dignidade. Gosto de sonhar, mas prefiro planejar.

No palco da boate eu uso máscara e luz baixa. Danço de lingerie, técnica e reserva. Nunca aceitei "programas" deixei isso claro desde o primeiro dia. Sou virgem. Meu limite é inegociável. Se alguém invade o espaço, eu corro. A máscara me dá anonimato e controle; a escuridão dá distância. Eu sei o preço do meu corpo no mercado, e recuso qualquer negociação que envolva entrega além da dança.

- Não, eu não faço programa - eu digo direto se alguém tenta forçar conversa.

- Só um carinho, só um beijo - eles insistem, sempre.

- Aquele beijo você guarda - respondo curto, firme. - Aqui eu danço, não troco carinho por dinheiro.

Na cafeteria, o clima é outro. O cheiro do café me acalenta; as pessoas voltam toda manhã e, sem saber, me ajudam a respirar. Atendo, sorrio, monto bandejas, limpo mesas. O trabalho me dá ritmo. A dona do croissant das oito e meia já me chama pelo nome.

- Bom dia, Amélia.

- Bom dia, Dona Victoria. O de sempre - respondo, e é verdade. A rotina tem conforto.

A rotina também tem cansaço. São horas de sono roubadas, provas da faculdade largadas e planos adiados. Pago remédio, pago a cuidadora, nego qualquer luxo. Às vezes penso nas portas que eu não abri por pressa de colocar comida na mesa. Amigos dizem pra eu procurar bolsa, que existem possibilidades. Talvez. Mas quando tem hipoteca e conta médica, a pressa exige o dinheiro certo agora.

A minha mãe é o motor. Mesmo imobilizada, ela mantém o humor, lembra piadas do passado e, quando pode, me enche de cuidado. Eu cuido dela e, quando volto cansada, sinto o cheiro do sabonete barato dela e lembro porque luto. Às vezes a vejo dormir e me pego lista de contas na cabeça: quanto falta, quanto falta, quanto falta. Faço contas como quem monta um mapa de fuga.

- Filha, não se esquece de sonhar - ela sussurra num dia bom.

- Eu não esqueci - eu respondo. - Só guardei o sonho numa gaveta e peguei a vida no colo.

Na boate, cada show é uma negociação de limites. Tem cliente que respeita, tem cliente que insiste. Aprendi a medir a distância com o corpo e com a palavra. Não sou vítima; sou profissional. Uso a dança como trabalho e como barricada. Ninguém precisa saber mais de mim do que eu quero.

Quando o dinheiro entra, a contabilidade é rápida: remédio, comida, hipoteca, contas do mês, guardo uns trocados. Não é poupança bonita: é combustível. E mesmo assim, às vezes, bater no zero apertado é normal. Ainda assim, não deixo a humilhação entrar. A minha dignidade é comprar o remédio da minha mãe e dizer não na cara de quem acha que pode comprar tudo.

Tenho preguiça de fé, mas não de esperança medida. Planejo com a frieza de quem calcula cada passo. Vou juntando centavo por centavo. Tem dias que a exaustão fala mais alto; outros, a raiva vira força.

- Você merece mais - me diz a minha amiga Lu, quando a gente se encontra no vestiário da cafeteria depois do expediente.

- Talvez mereça mesmo - respondo, sorrindo. - Mas agora eu mereço pagar a conta e ver a minha mãe melhorar.

A gente tem também pequenas alegrias: um dia em que sobra troco e compro um sorvete, uma mensagem da minha mãe dizendo que sente orgulho, um cliente que agradece. Essas coisas são combustível. Eu guardo no meu coração.

- Quando tudo isso passar, tu vai fazer o quê? - perguntou a Lu, um dia desses, com olhar curioso.

- Volto pra faculdade, termino, e faço a tal vida que eu escrevi nas minhas listas - respondo. Sempre.

Quando consigo um dia livre, durmo de verdade. Deito no escuro e deixo meu corpo resetar. A mente insiste, mas o corpo agradece a folga. Escuto música, escrevo ideias soltas numa agenda barata, sonho pequeno: voltar à faculdade, terminar o curso, ter um emprego que me dê tempo. Coisas simples. Coisas que parecem luxo quando a conta do hospital pesa.

Não quero romantizar a vida. Não quero que me olhem com pena nem com fascínio pelo palco. Quero respeito pelo meu trabalho e pelos meus limites. Quero que a pessoa ao meu lado entenda que dançar à noite e servir café pela manhã é escolha forçada pela necessidade, e que eu não sou menos por isso.

A cada manhã, quando entro na cafeteria, ajeito o avental e respiro um segundo. A cada noite, quando coloco a máscara, respiro outro segundo. Entre esses dois segundos eu vivo tudo: cansaço, raiva, limite, cálculo e um cuidado enorme pela minha mãe. E é esse cuidado que me move. Trabalho, guardo, corro, digo não. Quando a cirurgia acontecer e, quem sabe, a minha mãe der os primeiros passos, eu posso finalmente tirar a máscara sem medo, não da plateia, mas da vida. Até lá, eu sigo, inteira do meu jeito: pequena, firme e determinada.

Continue Lendo

A stripper e o CEO Herdeiro de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance Ao seu comando, querida
9.4
Selena era vista como um fardo por Kenneth, apesar de sua dedicação ao casamento. Cansada de sofrer, ela exige o divórcio e foca em sua carreira. Em pouco tempo, torna-se uma empresária poderosa e cobiçada. Kenneth, surpreso com a transformação da ex-esposa submissa em uma mulher de sucesso, arrepende-se. Ele tenta reconquistá-la com uma proposta ousada: unir seus impérios e recomeçar a vida juntos, deixando Selena completamente atônita com sua mudança.
Capa do romance Chuva No Meu Casamento: A Virada do Destino
9.0
Abandonada no altar por Pedro após cinco anos, vi meu sonho virar pesadelo sob chuva e calúnias. Acusada injustamente de traição pela sogra, descobri que meu noivo fugiu com nossas economias. Mesmo traída, salvei a vida de Miguel, irmão dele, com uma doação de sangue vital. Após a verdade surgir e os culpados serem confrontados, recuperei minha dignidade. Agora, longe da miséria de Pedro, um novo e inesperado sentimento por Miguel começa a florescer.
Capa do romance Ensinando um CEO a falar
7.9
Italo é um jovem CEO que, sob o peso da responsabilidade precoce, tornou-se recluso e dominado pela ansiedade social. Sua vida muda ao conhecer Veronica, uma funcionária do marketing que também brilha secretamente como camgirl. Impressionado com a oratória dela durante uma apresentação, ele propõe um acordo imperdível: que ela o ensine a vencer o medo de falar em público. Entre segredos e glamour, surge uma paixão inesperada e transformadora.
Capa do romance Lobisomens na Lua de Sangue
8.1
Sabrina vive uma rotina escolar comum, protegida por seus ciumentos irmãos trigêmeos. Contudo, sua realidade é cercada por seres sobrenaturais, de vampiros a dragões. O equilíbrio é quebrado quando ela descobre uma verdade avassaladora sobre sua própria existência. Ao lado de seu parceiro e aliados, a jovem deve organizar uma resistência para o confronto iminente. Sob o brilho da Lua de Sangue, o destino de todas as raças místicas será finalmente selado.
Capa do romance Um amor para recordar
9.7
Nos reinos de Lork, Nórdico e Dealend, a paz termina quando a inveja e a ganância do Rei Melchior desencadeiam uma guerra iminente. Uma bruxa intervém para deter o conflito, lançando o fruto do caos sobre as terras. Entre os herdeiros do trono, Miliana, Harry e Yang, o destino se torna sombrio. Yang, o filho mais velho e sucessor legítimo, acaba sofrendo uma punição severa por seus atos, transformando o futuro da linhagem real em meio ao caos instaurado.
Capa do romance UM CEO APAIXONADO - CONSEQUÊNCIAS DO AMOR
8.2
Bee chegou em Nova York com sonhos grandes, mas acabou com o coração partido e um chefe terrível. Prestes a desistir da cidade, ela aceita um último encontro às cegas. Mason, um CEO mulherengo que só compareceu ao encontro por ingressos de basquete, planejava apenas seduzi-la e descartá-la. Contudo, a língua afiada e o charme de Bee o pegam de surpresa. O que era para ser uma conquista passageira se torna uma obsessão que ele não consegue abandonar.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar