
A Parada do Amor
Capítulo 2
Mano a mudança de cidade foi mó radical pra mim.
Afinal, precisava ter moral pra pegar o beco no meio do ano escolar, deixar pra trás todos os meus parças sem mais nem menos, minha moral, minha vida inteira, e dar área pra uma cidade de riquinhos, em um bairro de gente fresca, com cachangas enormes e vizinhos salsicha.
Mas eu não podia quebrar a corrente agora, a mudança era muito importante, não pra mim, eu sempre segurei a onda, mas, pra minha mãe, coitada, a morte do papai mexeu demais com ela,
Eles viveram juntos durante trinta e cinco anos, passaram por tudo juntos, até pelo problema de esterílidade da minha mãe.
Sim, eu não era a filha biológica deles, mas era como se fosse, sempre me senti completa nessa família, recebi todo o amor que meus pais verdadeiros não puderam me dar.
Mas vou te mandar a real, eu não guardo rancor dos meus pais biológicos, minha mãe disse que eles eram muito pobres, e as vezes faltava até o que comer, ela disse que eles me amavam demais, e que me deram para que eu não morresse de fome.
Como eu poderia odiá-los?
Eles sacrificaram seu amor por mim, para que eu tivesse um futuro.
Eu tinha duas famílias que me amavam, mas com a morte do papai, vítima do maldito câncer, minha mãe caiu na maior sofrência, e o médico orientou, que nós nos mudássemos, para diminuir a dor, encontrar uma cura.
Então decidimos nos mudar para Fetmancity, uma cidade "nobre", com grandes e "renomadas" escolas, grandes mansões, vizinhança segura, ao contrário, de Montezch, onde tudo era simples sem frescuras.
Assim que nos mudamos pra nova cidade, fomos recebidos por uma das vizinhas, uma senhora de uns sessenta e poucos anos, se chamava Jade, era a velhinha mais ponta firme, que eu já tinha conhecido.
Enquanto ela nos recebia, me distraí com a presença de outra pessoa...
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