
A Paixão Proibida do CEO
Capítulo 3
Eu já havia servido o café da manhã e estava me arrumando pois graças a Sra. Park que parece querer fazer de tudo para se livrar do marido, ele iria me levar até a faculdade. Coloquei uma calça jeans bem colada no meu corpo, uma blusa azul Royal com manga curta e um decote tentador, calcei um tênis branco pois afinal de contas eu estava indo para a faculdade e não para uma boate, passei um perfume e já estava pronta para ir. Ele havia pedido que eu o esperasse na entrada principal da casa e assim o fiz, meu coração batia tão rápido que tive medo de que todos em Seul ouvissem. Estava nervosa por entrar em um carro com ele e mais nervosa ainda por não querer que minha tia saiba. Recebo uma mensagem de texto e vejo que é do irmão do Jin. Como o Jin havia pedido que o irmão me ajudasse e o mesmo logo se prontificou a me ajudar o Jin me deu o contato do irmão dele e ficamos trocando mensagens desde ontem. Eu estava bem animada para conhecê-lo e por coincidência ou destino, nós éramos da mesma sala.
— Desculpa não poder ir te buscar, a máquina de café quebrou e eu tive que esperar o técnico, para recompensar eu te compro um café mais tarde e te levo em casa. Vou te esperar no portão da faculdade!
Sorri ao ler a mensagem e fiquei feliz ao pensar que não ficaria tão perdida assim. Logo meus pensamentos são interrompidos quando vejo o Sr. Park sair pela entrada principal da casa vestindo um terno preto que o deixava ainda mais atraente e exalando um perfume amadeirado que me deixou louca.
— Vamos?
— Sim!
Ele saiu andando e eu o segui até a garagem, ele destravou as portas do belo carro esportivo que era lindo, porém eu não entendia de carros o suficiente para saber qual era. Ele entrou no carro e depois de alguns segundos ele baixou o vidro me perguntando.
— Não vai entrar?
— Ah desculpa! Com licença.
Eu disse entrando no carro e corando de vergonha, eu sabia que ele não queria me levar e só estava fazendo isso pois a esposa praticamente o obrigou então eu estava me sentindo um pouco mal. O carro tinha o cheiro do perfume dele e isso me embriaga por alguns instantes. Lembro de mais cedo quando ele me segurou para que eu não caísse e colou seu corpo suado no meu, minha vontade foi lamber cada gota de suor do seu corpo, minha intimidade se contrai só de lembrar desse homem sem camisa e pressiono minhas coxas buscando algum alívio. Ele dá partida com o carro e ele usava somente uma mão para dirigir enquanto a outra repousava em sua coxa, eu não sei por que, mas ver aquele homem fazendo curvas com apenas uma mão no volante era extremamente sexy para mim. Fico observando suas mãos, cada tatuagem, cada linha, começo a imaginar aquelas mãos passeando pelo meu corpo e desvio o olhar tentando manter o controle. Calma Jane pelo amor de Deus, ele é seu chefe, é casado e por último, mas não menos importante nunca prestaria atenção em uma menina como você!
— Tá animada?
Sou tirada de meus devaneios e seu tom era casual, ele não tirava os olhos da estrada e eu podia sentir que ele estava puxando assunto somente por educação.
— Muito! Eu tenho sonhado com isso por muito tempo!
— Imagino. Você desenha? Faz esculturas? Qual tipo de arte você pratica?
— Eu desenho!
— E é boa nisso?
— Eu não sei dizer, eu não desenho buscando uma estética visual, eu desenho mais para expressar o que sinto do que para expor na verdade.
Ele desvia o olhar da estrada por alguns instantes olhando nos meus olhos e dá um pequeno sorriso que foi o suficiente para que eu me derretesse.
— Isso é algo admirável! A maioria das pessoas quer se expor mais do que se expressar.
— O Sr. gosta de arte?
Ele faz uma careta e eu dou risada.
— Pelo visto não.
— Não! Não é isso, é que dói os meus ouvidos ouvir você me chamando de Senhor, me chama de Jason.
— Não! Se minha tia escuta ela me mata, além disso acho que a sua esposa também não iria gostar.
Ele ri soprado e joga a cabeça para trás.
— Minha esposa não está nem aí para como me chamam, sem contar que eu não estou vendo nenhuma das duas aqui.
Ele olha ao redor fingindo estar procurando por elas e eu dou risada.
— Faz o seguinte, quando estivermos a sós você pode me chamar de Jason, quando tiverem outras pessoas você me chama de Sr. Park ok?
— Eu gosto de Sr. Park... Sr. Park...
Eu repito em um tom sensual e quando eu me dei conta do que tinha feito ele já estava me olhando com um sorriso ladino enquanto mordia seus lábios rosados, eu escondi meu rosto com as mãos e estava morrendo de vergonha.
— Meu Deus! Me desculpa eu acho que eu pensei alto.
Ele começou a rir e eu só queria que um buraco no chão se abrisse para eu sumir daqui.
— Você está toda vermelha!
Ele comentou achando graça e eu só queria sair logo desse carro.
— Ei, tá tudo bem! Gosto de pessoas autênticas que dizem o que pensam. Eu pareço estar sempre lutando para descobrir se as pessoas estão me falando a verdade ou blefando, então quando vejo uma pessoa como você que não calcula cada palavra dita é meio que — Ele respira fundo antes de dizer.
— Um alívio!
Eu ainda estava morrendo de vergonha, mas pude perceber que ele estava sendo sincero.
— Mesmo assim me desculpa, isso foi totalmente inapropriado.
— Bem, a primeira vez que eu te vi foi menos apropriado ainda...
Ele disse mordendo os lábios e eu coro ao me lembrar que na primeira vez que ele me viu eu estava de quatro com metade da minha bunda de fora.
— Meu Deus! Por favor podemos esquecer isso?
— E você acha que é fácil Jane?
Ele respira fundo como se estivesse tentando conter seus pensamentos assim como eu também estava tentando, mas cada vez ficava mais difícil.
— Desculpa!
— Por quê?
— Por ter feito o Sr, — Ele me olha sério como se me repreendesse e eu sorri.
— Você, ter tido o trabalho de me trazer hoje.
— Tudo bem, eu não consigo negar nada para a Ji.
— Você deve amar muito ela.
— Sim, amo!
Como um tapa de realidade na minha cara aquelas palavras me trouxeram de volta da nuvem cor de rosa em que eu havia subido desde que entrei nesse carro.
— Vocês formam um casal lindo!
Eu estava sendo sincera, realmente eles pareciam um casal de capa de revista, eles pareciam perfeitos um para o outro à primeira vista. Ele ri e balança a cabeça em sinal de negativa como se não acreditasse mais nisso.
— Todo mundo diz isso, mas nem tudo que parece é!
— Como assim?
— Nada, deixa para lá, com o tempo você vai ver e além do mais já estamos chegando.
Vejo de longe o campus da faculdade e fiquei impressionada em como o local era grande e parecia organizado.
— Olha, o Eunji já está te esperando!
Eu olhei para a porta da faculdade onde ele disse que estaria me esperando e vejo um homem lindo, alto, com a pele bem carinha e os lábios rosados mexendo no celular. Eu não esperava que ele fosse tão bonito. O Jason para o carro e antes de sair do mesmo eu olho em seus olhos que estavam vidrados no meu decote.
— Muito obrigada!
— Disponha!
Eu saí do carro e acenei para o menino que logo veio até mim com um sorriso lindo, seus olhos ficavam tão fofinhos quando ele sorria que parecia que eles sorriam também e isso me encantou logo de cara. Eu fui até ele dando dois beijos em sua bochecha e o carro do Jason ficou algum tempo parado, eu não entendi por que ele ainda não tinha saído até que ele abaixou o vidro do mesmo e chamou a atenção do mais novo.
— Eunji?
— Sr. Park?
— Cuida bem dessa mocinha hein?
— Pode deixar!
— Ah! E se comportem viu?
— Claro!
Suas bochechas ganharam um tom rosado e pude perceber que ele tinha ficado envergonhado. Logo o Jason sai com o carro e ele me encara curioso como se tentasse entender por que eu estava no carro do meu chefe.
— Então, seja bem-vinda! O Jin me falou muito sobre você e devo dizer que ele não mentiu quando disse que você era linda!
— Obrigada! Você é muito gentil!
— Então, você disse que tinha que ir à secretária primeiro né?
— Sim!
— Então vamos!
Andamos pela faculdade e percebi que havia poucos alunos estrangeiros, para onde eu olhava só via olhinhos amendoados, e isso estava começando a me incomodar.
— Que foi?
— Nada, só é tudo muito diferente!
— Com o tempo você se acostuma.
— Espero que sim!
— Pelo menos você não está sozinha, no meu primeiro dia aqui eu não conhecia ninguém e fiquei totalmente perdido!
— Imagino!
— Eu sou muito tímido, então até hoje eu quase não conheço ninguém, mas pelo menos os professores e as senhoras da cantina eu conheço bem.
Ele era muito fofo e conversar com ele era muito fácil, fomos até a secretária e rapidamente entreguei os documentos que faltavam e pudemos ir para a nossa primeira aula que era de realismo. Para testar nossas habilidades o professor pediu logo de cara para pintarmos a primeira coisa que viesse a nossa cabeça. O Eunji estava sentado ao meu lado e eu não queria que ele visse o que eu estava desenhando então apoiei um cotovelo sobre a mesa e joguei meu cabelo para o lado escondendo o meu desenho. Por mais que eu pensasse eu só conseguia pensar nos olhos do Jason, naquele corpo perfeito que me hipnotizou, mas nada disso estava tão fixo na minha mente quanto as mãos dele naquele volante do carro então decidi que esse seria o meu desenho, me concentrei o máximo que pude dando tudo de mim naquele desenho, retrato cada detalhe de suas tatuagens, cada linha em seus dedos e quando finalmente estava satisfeita com o resultado finalizei o desenho com a minha assinatura. Eu olhei para o lado e vi que o Eunji estava me olhando fixamente e quando ele percebeu que eu estava o olhando ele disfarçou. O professor passou de mesa em mesa fazendo comentários sobre cada desenho e quando ele olhou o meu ele pensou alguns minutos antes de comentar.
— Eu vejo muita paixão nesse desenho, são as mãos do seu namorado?
— Não!
— Bom de qualquer forma parabéns você conseguiu retratar com muita paixão o realismo nesse desenho!
Eu fiquei feliz com o elogio e quando o professor olhou o desenho do Eunji sorriu para mim.
— Ficou lindo, mas apesar de você ter feito um retrato, a ilustração atrás quebrou a proposta do realismo, se fosse somente o retrato teria ficado perfeito!
Ele olhou mais uma vez para mim e depois olhou para o Eunji.
— É assim que você a vê?
O professor sorriu para o mais novo e depois olhou para mim, o Eunji abaixou a cabeça sorrindo tímido e eu já estava curiosa para ver o desenho. A aula acabou e eu me aproximei dele sorrindo e ainda curiosa para saber do que se tratava o desenho dele. Fomos até a cafeteria e ao invés de café acabamos pedindo dois Milk-shakes, andamos até o ponto de ônibus e eu estava feliz por ele me levar até em casa pois já era bem tarde e eu me perderia facilmente se estivesse sozinha. O ônibus chega e quando entramos nos sentamos lado a lado, dividimos um fone de ouvido e fomos o caminho inteiro ouvindo música e falando sobre a aula. Descemos do ônibus e o ponto era um pouco distante de casa então fomos andando sem pressa enquanto observávamos a noite estrelada que estava tão bela. Eu olhei para ele sorrindo e o sorriso que ele me retribuiu foi de tirar o fôlego.
— Que foi?
— Estou curiosa!
— Sobre o que?
— Sobre o seu desenho.
Ele corou na hora e desviou o olhar do meu.
— Que foi? Não vai me mostrar?
— Quem sabe um dia?
— Não faz isso que eu sou curiosa!
Ele sorriu mais ainda e eu estava completamente derretida com a forma que seus olhos sorriam para mim.
— Tudo bem, eu mostro o meu desenho se você me mostrar o seu!
Ele diz e eu desvio o olhar, eu não podia mostrar para ele pois ele conhecia o Jason e podia perceber que aquelas mãos eram dele.
— Quem sabe um dia!
Ele sorriu e continuamos andando pela rua escura até que vimos um carro daqueles que parecem ser bem caros estacionado se movendo de uma forma bem peculiar. Meu olhar e o do Eunji se cruzaram e nós ficamos vermelhos e começamos a rir ao perceber que tinha alguém transando ali dentro, mas como isso não era da nossa conta seguimos o nosso caminho normalmente nos aproximando cada vez mais do carro. Até que o casal saiu de dentro do mesmo e mesmo no escuro vi eles se despedindo com um beijo para lá de quente enquanto o homem apertava a bunda da mulher e ela dava uns risinhos quase histéricos.
— Amor eu tenho que ir agora!
— Ah, gostosa só mais um beijinho!
— Você disse isso a vinte minutos atrás!
— É que eu sempre quero mais dessa boquinha! Você sabe que eu te amo!
— Eu também te amo, mas tenho que ir!
Ela respondeu manhosa e voltou a beijá-lo. Quando ela se soltou dele e ele entrou no carro saindo dali um outro carro passou com o farol aceso iluminando a rua e eu finalmente pude ver quem era a mulher que havia saído do carro, quando ela me viu seu olhar de felicidade se desfez e ela correu até mim com um olhar de desespero em seu rosto.
— Jane?
Eu tentei fingir que não tinha visto ela e continuar andando, mas já era tarde demais.
— Jane por favor eu te imploro não conta nada disso para o Jason! Eu posso explicar!
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