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Capa do romance A Luna feita para o filho do Alfa

A Luna feita para o filho do Alfa

Adrian, herdeiro de um alfa, teme sua transformação aos dezoito anos. Luna, filha de um magnata, muda-se para sua cidade e descobre poderes de uma linhagem de bruxas malignas. Embora se odeiem, uma conexão de almas e um amor proibido surgem entre o lobo amaldiçoado e a feiticeira. Enquanto ele esconde um segredo perigoso, ela enfrenta seu destino. Juntos, precisam quebrar uma maldição sombria e lutar pela sobrevivência em meio a grandes perigos.
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Capítulo 1

Isso era justa causa. E para Adrian, bem, com o dinheiro que os pais dele investem neste local, acho que nada afetava aquele idiota. Porém, quando achei que iria sair daquele castelo enorme que guardava segredos inóspitos, senti meu braço sendo puxado para um encanto.

Onde não havia ninguém. Era uma salinha pequena, onde guardava alguns objetos de limpeza.

Quando fitei o rosto da pessoa que me prendeu ali, engoli em seco, pois estava frente a frente com os olhos mais escuros e furioso que já vi. Adrian parecia mais do que furioso, acho que ele desejava me enforcar naquele lugar, aonde ninguém iria me achar.

- Você é surpreendente, sabia? - Sua voz invadiu meus ouvidos, lembrando-me de quem sou. - Parece me perseguir.

Balancei a cabeça, libertando-me do transe e lembrando que não baixo a cabeça para um idiota, pervertido, como ele.

- Perseguir você? - Questionei, irônica. - Me poupe, tenho mais o que fazer.

Tentei passar por ele, alcançando a porta, contudo, o homem, que tinha quase o dobro do meu tamanho, me impediu.

- Sabe, Luna, você é mais do que só irritante. - Contrário ao meu desejo, Adrian se aproximou ainda mais de mim. - O que viu, foi apenas um engano seu.

Sorri, ironicamente.

- Veio defender a sua namoradinha? - Acredito que toda a emoção que sinto é por saber que sabemos nos provocar. Nunca encontrei ninguém que batesse de frente comigo, como Adrian, e o bônus, mesmo eu odiando admitir é: o desgraçado tem seu charme, é bonito e me faz sentir viva, quando duelamos. - Não precisa.

- Olha aqui, garota - Ele me empurrou, colocando contra a parede. Não me machucou, na verdade, deixou-me ainda mais presa naquele momento. Sentir sua respiração tão perto, e o calor do seu corpo, me deixava tonta. Não faço ideia do que esse babaca tem de tão diferente, que me deixa assim. - Sabe com quem está mexendo?

- Com um babaca, que acha que o mundo gira entorno dele. - Respondi, mas não consegui evitar fitar seus belos lábios. Eu podia até sentir o meu coração batendo no peito. Adrian estava me sufocando, mas não literalmente. Era mais uma sensação, que prendia o ar e evitava que me libertasse daquele lugar.

Então, ele sorriu. Um belo sorriso sexy que tirou o meu folego.

- Sei o que você quer. - Franzi o cenho, sem entender. Adrian se afastou, minimamente, e começou a abrir os botões da sua camisa branca. - Está tão excitada que não consegue evitar, não é.

- O que está fazendo? - Fiquei nervosa, vendo aquela cena, e supondo o que ele faria. Peguei em sua mão, evitando que ele continuasse, porém, foi um erro, pois senti, duas vezes mais, o desejo crescer, ao sentir seu peito. Ele tinha razão, não posso evitar, contudo, posso me controlar. - Esse é o seu suborno?

- Eu poderia pagar, mas sei que sua família é tão rica quanto a minha. - Ironizou.

- É assim que esconde seus erros. - Continuei, dessa vez, olhando em seus olhos. - Prefiro morrer, ao transar com você.

A gargalhada quase foi alta o suficiente, para que alguém, no corredor, ouvisse.

- Se eu colocar a mão, entre as suas pernas, agora, vou sentir o quanto está excitada. Não vou? - Arregalei os olhos. Foi a primeira vez que ele me deixou sem graça. - Sabe? - Sussurrou perto dos meus lábios. - Acho que vou acabar gostando do nosso joguinho.

- Me deixe sair. - Exigi, nervosa. - Agora!

- Se abrir o bico...

- Não quero nem lembrar do que vi, seu idiota. - O interrompi. - Apenas me deixe sair, e nunca mais...

- Admita que você gosta disso. - Também me interrompeu, deixando-me muda. - Ouço seu coração batendo. Sua respiração falhando, o suor, sutil, que denuncia o quanto você fica excitada com essa nossa relação.

- Não sei de onde está tirando todas essas suposições.

- Suposição? - Se afastou. - Vamos ser honestos, um com o outro. - Juro que desejo matar esse garoto. - Gosto disso, você também. Não é vergonha admitir que... - ele me olhou dos pés à cabeça, causando um arrepio na minha espinha. - Estamos excitados agora.

- Há, por favor - Fiquei nervosa. - Tenho mais o que fazer. - O afastei da minha frente, finalmente, alcançando a maçaneta. - Fique a uma boa distância de mim. Nunca mais toquemos nesse assunto.

Deixei a salinha, sentindo que perdi essa batalha. Ele sabia que mexia comigo, e nem consegui desfaçar. Com vergonha de mim mesma, sai da escola. O carro já me esperava. Entrei e me afundei no estofado, chateada.

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