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Capa do romance A babá e o CEO - Reencontrando o amor

A babá e o CEO - Reencontrando o amor

Dalila perdeu tudo após uma noite de máscaras e um acidente que a separou de seu bebê. Anos depois, ela se torna babá na casa do frio Marcus Venetto, sem saber que o destino os ligou no passado. Enquanto isso, o poderoso Lucien Montclair assume a guarda do sobrinho órfão e contrata Valentina, uma mulher firme que desafia sua autoridade. Entre segredos de maternidade e traumas, esses dois mundos colidem em uma trama de desejo, culpa e verdades reveladoras.
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Capítulo 2

Capítulo 2

4 anos depois...

Marcus Venetto

Olhei para a maldita foto no fundo da minha gaveta do escritório. Sempre foi assim, me vi olhando aquela foto e pensando naquela noite. Eu nunca pude ver seu rosto completamente, ela era perfeita.

Eu tinha acordado depois daquela noite ainda confuso e com uma forte dor de cabeça. Ela se agarrou ao meu peito e sorriu enquanto abria os olhos. Ela disse que ficou porque a noite que tivemos não foi suficiente, tive a sensação de que algo estava errado, mas quando pensei na sensação de tê-la outra vez, eu me empolguei.

Quando vi o sangue no lençol lembrei da minha imprudência, foi um segundo de irresponsabilidade que poderia nos resultar em algo que não esperávamos. Além do mais eu havia tirado a virgindade dela sem pensar em proteção.

Ela era linda, não podia negar, e estava disposta a me conhecer melhor. Resolvi me casar e com o tempo vi que aquela maldita noite era só uma bagunça, uma grande mentira pois a única coisa boa era minha pequena Marie.

Frustrado, respirei fundo e olhei para outro currículo na minha mesa. Eu precisava urgentemente de uma perfumista, mas era difícil encontrar alguém que atendesse às minhas expectativas. Peguei o telefone e ordenei à minha secretária que me enviasse mais um candidato, esperando que fosse a última entrevista.

Houve uma leve batida na porta e após eu dar permissão, uma mulher entrou, ela estava malvestida para o padrão da minha empresa, mas seu andar era elegante, era também muito bonita. E ela parecia muito nervosa.

— Sente-se, senhorita...

— Dalila, Senhor. Marcus. — Ela corou ao mencionar o meu nome.

Fiz sinal para ela se sentar e abri sua pasta, e ao ler seu currículo não escondi minha irritação.

— Senhorita Dalila, meu tempo vale muito dinheiro. E eu vejo que você quer desperdiçá-lo. Preciso de uma perfumista com experiência e ensino superior, era o requisito da vaga, como você chegou até mim?

— Me desculpe, Senhor Marcus. Não tenho todos os diplomas que espera, para que possa preencher esta vaga. Mas tenho muita energia e sou ótima em fazer perfumes, o que aprendi com minha mãe...

— Senhorita, nós somos uma grande empresa aqui. Não estou fazendo perfume para vender em feira. Eu faço perfumes para o mundo...

— Eu sei isso. E sou um admirador da sua empresa. Estou precisando muito de um emprego e...

— Sinto muito, não tenho vaga para te oferecer.

Eu me levantei e ela fez o mesmo. Parecia que ela estava prestes a chorar. Eu era um bastardo, mesmo assim eu odiava ver uma mulher chorar. Abri a porta para ela e ela passou por mim sem me olhar. Eu ia fechar a porta, mas a cena que se seguiu nos próximos segundos fez meu mundo parar. Marie correu para a mulher e se jogou sobre ela, abraçando-a.

— Mamãe!

A mulher a segurou gentilmente, alisou seu rostinho choroso e beijou seus cabelos. Ela olhou para mim sem entender. Eu tinha que fazer alguma coisa, Marie nunca se comportou assim. Eu já estava planejando resolver essa situação e a oportunidade estava ali, segurando minha filha no colo.

— Viviane leve a Marie de volta para a brinquedoteca. Eu estarei lá em breve.

Marie fez um pequeno capricho como eu pensei que faria, fui até ela e a segurei um pouco em meus braços.

— Papai precisa falar com ela. Mas estarei com você em breve.

Ela parecia desconfiada e novamente se trancou em seu mundo. Entreguei-a para Viviane e olhei para a mulher parada atrás dela.

— Você, venha! Precisamos conversar.

— Eu não tenho mais nada a falar, Senhor. Eu vou embora...

Eu agarrei seu braço e quando minha pele tocou a dela nossos olhos se encontraram.

— Eu sinto muito. Eu tive um dia ruim e fui mal-educado com você. — disse tentando acalmá-la

— Tudo bem, vamos conversar. — Ela suspirou.

Entramos no meu escritório, fui direto aos documentos que havia impresso e entreguei a ela.

— Sente-se e leia.

Ela olhou para mim com desconfiança, mas fez o que pedi. Ela tremia ao ler as páginas enquanto eu observava sua beleza. Quando terminou, colocou o documento sobre a mesa e assustada em encarou.

— Isso é loucura. Eu não posso aceitar isso. Fingindo ser sua esposa, mãe de sua filha. Deitar-me na mesma cama que você porque a criança costuma ter pesadelos e vai para o seu quarto. Você é louco...

— Acalma-se! Você disse que precisa de um emprego, estou te dando um, onde você vai ganhar três vezes mais do que ganharia sendo minha perfumista.

Ela parecia tentada, calada olhando para o nada, os olhos cheios de lágrimas.

— Minha avó está muito doente e precisa de cuidados, preciso muito do dinheiro, mas...

— Farei tudo e mais um pouco por sua avó. Ouça, parece loucura, eu sei. Mas minha filha tem dificuldade de fala, ela é calada, o tempo todo. Ela não está feliz e precisa de uma mãe, pelo menos até que eu possa criar com ela um elo mais forte...

Ela estremeceu enquanto alisava seus longos cabelos negros.

— Tudo bem, podemos tentar por um mês. Mas quero que acrescente no contrato que não serei forçada a fazer sexo com você.

Eu ri do seu pedido. Jamais obrigaria uma mulher a ter relações comigo, porque eram elas que imploravam para ir para minha cama.

— Vou adicionar isso. E você não poderá se apaixonar por mim.

Ela me olhou irritada, mas ficou em silêncio. Fiz as alterações necessárias com um período experimental de um mês. Nós assinamos e eu a instruí a ir para minha casa. Já era tarde e eu tinha que fazer o primeiro teste.

Dalila

Eu ainda tremia, não tinha alternativa que me pagasse tanto em tão pouco tempo. E tempo era o meu pior inimigo eu precisava daquela quantia. A vida da vovó estava em perigo se ela não iniciasse o tratamento imediatamente. E o que o Senhor Marcus me ofereceu por um mês já me ajudaria muito.

A caminho de sua casa, sendo levada por seu motorista em um de seus carros luxuosos, digitei uma mensagem para Isabel.

"Vou dormir na casa de Agnes. Preciso resolver algumas coisas por aqui."

Então o celular vibrou.

"Você se lembra que ele está apaixonado por você?"

Ignorei a mensagem dela, sempre odiei quando ela tocava nesse assunto. Agnes era um grande amigo e nada mais.

A mansão de Marcus era exatamente como eu tinha visto nas revistas, luxuosa e enorme. Saí do carro e ao longe vi Marcus se despedir de um homem. Ele havia me mandado trazer a mala. Eu não tinha nada comigo, comprei alguns produtos de higiene pessoal e fui só com a minha bolsa.

Assim que me viu, Marcus veio ao meu encontro.

— Marie está com muito sono. Pedi que preparassem algo leve para alimentá-la...

— Posso levá-la para o quarto depois do jantar. — Me ofereci

— Venha, eu te levo até ela.

Enquanto eu subia as enormes escadas atrás dele, eu admirava tudo ao meu redor. Nunca tinha entrado em uma casa tão grande e perfumada.

— Mamãe...

A garotinha pulou em meus braços, larguei sua bolsa e a abracei.

— Marie, meu nome é Dalila...

— Mamãe Dalila...

Uma senhora de cabelos grisalhos sorriu ao se aproximar.

— Boa noite, senhor, o jantar está pronto.

— Obrigada, Rosa. Esta é a Dalila.

— Dalila mamãe — a menininha beijou minha bochecha.

A palavra mãe saiu de sua boca como se tivesse sido aprendida recentemente. Mas todos se emocionaram quando ela falou, então tudo parecia uma situação atípica. Eu teria que me acostumar e não me ofendia ter uma garotinha tão doce me chamando de mamãe.

— Marie vamos ficar na mesa com o papai?

Ela sorriu para ele, mas me abraçou ainda mais forte.

— Eu quero mamãe.

Eu sorri e a abracei. Foi triste saber que ela sentiu tanta necessidade de uma mãe em sua vida. Em algum momento eu tentaria descobrir o que havia acontecido com a mãe dela. E só de imaginar que ela poderia ser órfã me magoava imensamente.

Durante todo o jantar ela comeu somente quando eu dei a ela. Ela sorria o tempo todo. Mas no final do jantar ela estava com sono. Levei-a ao banheiro que Rose me mostrou e a encorajei a escovar os dentes. Assim que saímos de lá, Marcus estava esperando por nós.

— O quarto... — Falei

Marcus estava estranho e parecia nervoso com toda a situação. Comecei a caminhar até o quarto da garotinha. Mas ela reclamou.

— Papai...

Ele congelou, olhando para ela. Eu poderia dizer que ele estava emocionado ao ouvir isso.

— Estou aqui, minha filhinha.

— Eu quero dormir na cama com você e a mamãe...

Eu congelei, não pensei que isso fosse acontecer na primeira noite. Marcus olhou para mim e eu sorri ao sentir as mãozinhas de Marie em meu rosto.

— Está tudo bem. Você pode dormir conosco. — Respondi me rendendo a sua doçura

Marcus pareceu aliviado por eu ter aceitado, me mostrou onde era o quarto e entrei com ela, colocando-a delicadamente na cama.

— Vou precisar de algumas roupas...

Ele me olhou e sem dizer nada, foi até uma gaveta, voltando com uma camisa nas mãos.

— O banheiro é ali.

Ele apontou e se deitou com Marie. Quando saí de lá, encontrei-o brincando com alguns bichos de pelúcia tentando acalmar a garotinha, enquanto ela murmurava mamãe o tempo todo.

Quando me deitei de lado, ela se aconchegou em mim. Marcus se levantou e apagou a maioria das luzes, deixando o quarto com apenas uma luz que iluminava fracamente cômodo. Comecei a acariciar o cabelo de Marie e a cantarolar em baixa voz, uma canção de ninar.

Me peguei a admirar o seu rostinho sonolento, ela se parecia muito com Marcus. Apesar de ter cabelos escuros ao contrário do pai, os olhos claros eram idênticos. Ela sorriu e fez covinhas, como as que eu tinha. Uma doce coincidência.

Eu ainda estava cantando a canção de ninar quando Marcus saiu do banheiro vestindo apenas uma calça de pijama. E eu não estava errada quando imaginei seu corpo sob aquele terno, ele escondia um físico bem definido. Eu desviei o olhar quando ele me pegou olhando para ele.

— Espero que saia para comprar roupas amanhã. Vou deixar uma quantia para que faça isto, aproveite e passeie com Marie. O motorista vai levá-las.

— Eu não posso...

— Isto não foi um pedido.

Ele se deitou virando-se de frente para mim, Marie estava entre nós dois e já estava dormindo.

Eu não quis responder, ele não me escutaria. Eu continuei acariciando a garotinha, ele se curvou e beijou o cabelo dela e continuou acariciando-a. Não dissemos nada, algumas vezes olhamos um para o outro. Tentava não ficar presa em seu olhar, mas era difícil. Mas eu estava muito cansada e acabei pegando no sono.

---

Acordei com o barulho distante de um carro na estrada. Ainda estava escuro, então peguei meu celular que havia colocado ao meu lado, mas toquei um peitoral musculoso. Eu tinha minhas mãos sobre Marcus, me movi bem devagar para não os acordar, lentamente saí da cama.

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