Capa do romance A babá e o CEO - Reencontrando o amor

A babá e o CEO - Reencontrando o amor

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Dalila perdeu tudo após uma noite de máscaras e um acidente que a separou de seu bebê. Anos depois, ela se torna babá na casa do frio Marcus Venetto, sem saber que o destino os ligou no passado. Enquanto isso, o poderoso Lucien Montclair assume a guarda do sobrinho órfão e contrata Valentina, uma mulher firme que desafia sua autoridade. Entre segredos de maternidade e traumas, esses dois mundos colidem em uma trama de desejo, culpa e verdades reveladoras.

A babá e o CEO - Reencontrando o amor Capítulo 1

Prólogo

Quatro anos antes....

Marcus Venetto

La nuit d'amour

"Tirei minha camisa sob seu olhar curioso. Me aproximei dela, a máscara veneziana cobria parcialmente seu rosto, mesmo assim percebi que ela era extremamente linda, eu estava sonhando, tamanha era sua beleza. Invadi sua boca com um beijo cheio de lascívia até que ela gemeu sob meu toque. Ela estava pronta, molhada e ela seria minha.

Não me lembro totalmente do que fizemos, apenas flashes dos momentos intensos surgindo aqui e ali.

Quando acordei ela estava ao meu lado, agora vi o rosto dela sem a máscara. Ela sorriu para mim e mesmo com uma sensação estranha no peito, eu sabia ser com ela que eu deveria me casar."

Capítulo 1

Dalila

Eu estava me sentindo ridícula, vestindo aquele vestido um tamanho menor do que o meu e tentando manter um sorriso em meio aquelas pessoas e os sob os olhares lascivos sobre mim. Uma festa para pessoas interessadas apenas em sexo sem envolvimento. Eu usava máscara como todos os outros convidados, estava nas regras do convite que tínhamos que usar e não era permitido tirar mesmo que escolhêssemos alguém para a sala.

Realmente comecei a questionar minha capacidade mental, visto que tinha aceitado participar de algo assim. Mas o álcool que bebi me deu coragem. Isabel garantiu-me que esta era a solução para os meus problemas. Um encontro às cegas, afinal era apenas sexo com um estranho que eu nunca mais encontraria e nunca saberia a identidade.

Isabel estava do outro lado da sala sorrindo para mim, ela estava conversando animadamente com um homem. Bebi mais um pouco e decidi atravessar o corredor em direção à saída.

A luxuosa casa me lembrou a casa do meu pai, um lugar distante para mim. Peguei outro copo e finalmente saí para o terraço.

Eu estava observando a noite e o lindo jardim que cercava a casa, senti um perfume envolvente e então alguém se aproximou.

— Está cansada da festa?

O dono da voz sensual era bonito, cheiroso e parecia esconder um belo físico sob aquele caro terno de grife.

— Sim, estou fazendo uma pausa e vou para casa. — Respondi tentando não o encarar por muito tempo

Ele se aproximou um pouco mais e novamente seu cheiro me envolveu.

— Eu também estava pensando o mesmo que você. Mas agora mudei de ideia...

Pude ver o brilho de seus olhos claros sob aquela máscara. Ele bebeu um pouco mais de seu copo. Eu tinha que ser corajosa, ele era bonito, atraente, estávamos ali com o mesmo propósito. Qual seria o problema? Fazer sexo com um estranho me deixaria empolgada e removeria esse bloqueio que sentia toda vez que queria fazer sexo.

— Aproveite a festa. — Eu sorri e comecei a caminhar para dentro.

E como eu imaginava que poderia acontecer, ele pegou meu braço.

— Por favor, fica. Eu sei que talvez eu não seja ótimo com isso, você sabe, conquistar para uma noite. É a minha primeira vez aqui, então...

Eu sorri e me virei para ele.

— Temos algo em comum, também é minha primeira vez aqui.

Ele sorriu parecendo aliviado.

— Qual é o seu nome?

— Acho que isso é contra as regras. — Respondi lembrando do conselho de Isabel para seguir as regras.

— Verdade. Confesso que não li o regulamento como deveria.

Ele parecia nervoso, eu também estava assim.

— Podemos ir um pouco ao bar, o que acha? — Ele sugeriu e eu aceitei.

Ele fez sinal para que eu o seguisse, mas a certa altura sua mão tocou levemente minhas costas e permaneceu lá até chegarmos ao bar, onde ele educadamente puxou o banquinho para que eu pudesse me sentar.

— O que você quer beber?

— Acho que vou continuar com o champanhe, já misturei bastante esta noite.

Ele sorriu e acenou para o barman pedindo nossas bebidas.

— Posso saber o nome do seu perfume? — Ele perguntou, sempre mantendo seu sorriso perfeito nos lábios.

Eu sorri, porque eu mesma havia feito aquela fragrância.

— La nuit d'amour.

“A Noite do Amor”

— Um nome perfeito para esta noite. — Ele piscou para mim.

— Seu perfume também é ótimo, tem notas bem marcantes. Que perfume é esse? — Eu sorri quando ele acariciou meu rosto.

— La volupté d'eros.

Eu ia dizer que o perfume era da marca Chevalier. Mas obviamente ele sabia e provavelmente não estava interessado na minha paixão por perfumes. O garçom trouxe nossas bebidas. Brindamos e sorrimos um para o outro.

Um silêncio constrangedor se instalou entre nós e fiquei sem palavras enquanto ele se inclinava sobre mim, puxando minha cintura até que estivéssemos próximos o suficiente, seu olhar por trás da máscara parecia esperar uma recusa da minha parte, mas eu estava hipnotizada, ele também parecia estar. Seus lábios estavam nos meus e o beijo foi doce e potente, o movimento de sua língua se envolvendo com a minha foi enlouquecedor. Ao se afastar ele disse:

— Você está realmente interessada?

Eu precisava daquela noite para provar a mim mesma que não estava arruinada para sempre.

— Sim, eu estou...

— Ótimo, eu tenho as chaves aqui. Pelo que entendi, subo sozinho e espero por você. Então se você quer fugir, ainda dá tempo — ele sorriu.

— Está tudo bem. O quarto...

— 258. Duas batidas e entra.

Ele disse e me beijou novamente, mas desta vez eu senti meu corpo inteiro reagir. Eu o observei ir embora, meu coração batendo forte no meu peito. Minha cabeça estava tonta com a nova sensação em meu corpo. Afinal, eu não estava congelada como meu ex dizia que eu estava.

Bebi mais duas taças de champanhe na esperança de ganhar coragem. Como não encontrei a Isabel, mandei mensagem avisando que iria para um quarto e qual seria. Ela não respondeu e eu a segui escada acima.

Bati na porta duas vezes e entrei como combinado. Ele estava parado perto da mesa de bebidas. Descalço, camisa aberta e só aí vi o volume na calça. Ele era um homem muito bonito, alto e com músculos definidos.

Ele sorriu para mim e, com passos largos, caminhou em minha direção. Eu geralmente me sentia em pânico a uma distância tão curta. Mas não foi assim que reagi, estendi minha mão para ele, enquanto a dele esperava no ar. Ele me puxou para seus braços e lentamente começou a nos mover ao ritmo da música que ecoava pela sala.

Seu cheiro sedutor inundou meu nariz. Tudo naquele homem era atraente. Como um estranho podia me fazer sentir tão bem?

Ele beijou minha bochecha e quando levantei meu olhar para ele, sua boca me invadiu em um beijo lento e sensual.

Eu me sentia leve e extremamente lânguida em seus braços, mas meu corpo reagia a cada toque seu. Ele parecia não querer mais falar e, na verdade, eu também não, precisava senti-lo, puxei sua camisa enquanto ele desabotoava meu vestido. Nus e ofegantes nós olhamos, só restavam as máscaras que não podiam ser tiradas.

Em poucos minutos estávamos na cama e sua boca percorria meu corpo enquanto minha cabeça girava. Eu tremia com cada toque dele em meu corpo e quando sua boca chupou meu mamilo, eu senti o calor úmido entre minhas coxas.

Ele pareceu perceber e abaixou a mão, afastando os lábios, tocando o clitóris me fazendo gemer sem nenhum pudor. Eu não podia acreditar que poderia ser tão bom, eu senti sua ereção e a toquei desajeitadamente, sentindo-o crescer e inchar.

Ele gemeu e mordeu meus lábios, ele sussurrou.

— Você está me deixando louco, você é linda, eu estou tão duro... tão tonto...

Ele riu, eu também. Sua boca se fechou novamente em torno de um seio e seu dedo deslizou tentando entrar em mim. Movi-me ainda com medo, apesar de estar extremamente excitada. Ele desceu entre minhas coxas e sua boca lambeu, beijou e chupou, me fazendo implorar, gritar por ele.

Ele me levava ao ápice do prazer, era tudo tão intenso e apaixonante que mal conseguia pensar, o álcool também estava fazendo efeito.

Senti a pressão de sua glande me invadindo, cravei minhas unhas em suas costas. Ele estava ofegante e eu vi que ele buscava meu olhar a cada movimento de vaivém que ele seguia, arrancando de nós gemidos de prazer.

Ele xingou e conforme foi mais fundo, a onda de calor me consumiu tão intensamente que me drenou completamente. Ele me puxou para seus braços e me beijou novamente.

— Você é um sonho, não quero acordar.

— Eu também não quero acordar. — Confessei

Mas a ironia foi que exaustos adormecemos.

***

Abri os olhos com dificuldade, não estava mais com a máscara, minha cabeça parecia prestes a explodir. Um peso estava na minha cintura, vi o braço forte do misterioso de ontem à noite.

Meu coração disparou e flashes vieram à minha mente. Levantei-me com cuidado, ainda tentando entender tudo, olhei para o homem na cama, sua máscara caída no chão, queria dar a volta na cama e olhar seu rosto.

Mas parei quando vi o sangue nos lençóis. Aconteceu mesmo, em pânico olhei para o meu corpo, marcado por chupadas. Finalmente eu tinha deixado de ser virgem. Peguei meu vestido deslizando pelo meu corpo, peguei minha bolsa e sapatos e saí correndo daquele quarto. Foi apenas uma noite e eu jamais o encontraria.

Nove meses depois...

Dalila

Sim, dei à luz uma menina e acabei de sair do hospital. Entrei em pânico quando me descobri gravida depois daquela noite. Mas no final, decidi ficar com o bebê. Foi um trabalho árduo, mas quando ela foi colocada em meus braços, acariciei seu rosto e um amor imenso invadiu meu peito. Valeu a pena.

A única coisa que me arrependi foi ter ficado todo esse tempo em outra cidade, longe da minha avó. Mas ela já tinha problemas suficientes. Consegui um emprego naquela cidade, economizei um pouco de dinheiro e pretendia voltar para casa e apresentar minha filha à vovó. Era difícil esconder, mas era necessário, sempre temi a reação do meu pai, mas principalmente da minha madrasta ao descobrirem.

Estava feliz por finalmente voltar para casa. Eu coloquei o bebê na cadeirinha no carro. Eu ainda me sentia fraca, mas estava bem para dirigir. Beijei o cabelo do meu bebê e peguei a estrada.

Eu estava dirigindo prestando muita atenção na estrada. Foi quando vi a SUV se aproximando em alta velocidade, fecharam meu carro, obrigando-me a sair da pista após perder o controle, batendo em uma grande árvore.

Ouvi o bebê chorar, minha visão estava embaçada e minha cabeça doía muito, ouvi vozes ao longe. Depois apenas o silêncio angustiante, me forcei a manter os olhos abertos, não conseguia ouvir o bebê que não chorava nem emitia algum som. Depois de um certo tempo novamente ouvi vozes.

— Ei, você pode me ouvir? Segure firme, a ajuda está chegando. Meu nome é Agnes, eu ajudarei você, fique tranquila.

Eu queria perguntar sobre meu bebê, mas a escuridão levou a melhor sobre mim.

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