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Capa do romance YASSIRA a secretária

YASSIRA a secretária

Yassira é uma jovem batalhadora que vê seu mundo desmoronar quando sua mãe é diagnosticada com câncer. Órfã de pai desde cedo, ela precisa urgentemente de um emprego para custear o tratamento médico. Enquanto luta para salvar sua única família, Yassira mantém o sonho de encontrar um trabalho digno e construir seu próprio lar. Em meio a dificuldades financeiras e desafios pessoais, será que ela encontrará o amor verdadeiro e a estabilidade que tanto almeja?
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Capítulo 3

Yassira

Assim que desperto, pego no celular e verifico as horas, ainda era um pouco cedo, então me sento na cama, encolhida. Eu ainda estava pensando em meu pai e não ter ele aqui comigo e nem com a mamãe, me fazia pensar que tudo ia dar errado, desde criança, eu o via e o vejo como meu herói, apesar dele já estar morto. Eu não gostava de pensar nisso o tempo todo, porém era inevitável. Então me levanto depois de 30min sentada na cama e vou até a casa de Yumna. Eu tinha uma cópia da chave de casa dela, seus pais e ela, insistiram muito pelo facto de sermos inseparáveis desde que nos conhecemos, por essa razão tenho a chave. Abro a porta e vou até o quarto da yumna, seus pais não estavam na sala, possivelmente estariam arrumando as coisas para a viajem.

- Yumna aaaaah, estou entrando, seja lá o que estiver fazendo, deixe agora. - entro e assim que a avisto, rio e ela me acompanha.

- Você é louca. Eu só estava arrumando as minha coisas sua boba. - ela joga uma sua calça

Yumna saiu e, foi se despedir dos pais dela, tinham uma viajem de emergência.. a maior parte do tempo eles ficam no céu e ela aqui com mamãe e comigo. O que ela mais gostaria que eles fizessem é que passassem mais tempo com ela, conversando de tudo e de todos, como se não houvesse mais o amanhã. Enquanto ela fazia isso, eu fico olhando as fotos no seu quarto, dela e dos seus pais juntos, isso por algum momento me fez pensar e dizer a ela que pedisse e que falasse pra ela o que ela sente a respeito.

- Já está. - me assusto assim que Yumna pronúncia tais palavras. Eu estava tão fora de mim naquele momento, que acho que o que eu mais queria não poderia acontecer, acordar de um pesadelo que me atormenta a anos.

Me levanto e junto de Yumna, Caminho até a sala para me despedir dos seus pais.

- Tio, tia.. eu desejo que vocês façam uma boa viagem. - abraço-os e saio, deixando Yumna aproveitar um pouco mais o tempo com seus pais.

Já em casa, arrumo tudo essa noite para que amanhã minha mãe não se esforce em fazer nada. Assim que sai de casa da minha amiga, fui ao mercado só pra não deixar a nossa geladeira tão vazia. As nossas dívidas aumentavam a cada dia, a luz, a água, a casa, tudo isso, sim, moramos em uma casa de aluguel.

Bem quando o papai se foi, e descobrimos a doença da minha mãe, tínhamos que vender a casa, pra fazer os exames, alguns tratamentos e outras coisas, com o que tinha restado, nós pagamos um ano de renda da casa e agora já estamos devendo 3 meses, os donos são bons, mas estão cansados disso, eles pretendem vender a casa. Eu não os culpo, eles precisam do dinheiro p'ra comprar e pagar algumas coisas e com a gente aqui não estão tendo nenhum rendimento.

Depois de 1 hora preparando tudo pra amanhã, eu vou dormir porque precisarei de acordar cedo e ser pontual no trabalho. Caminho até eu quarto, exausta e feliz pelo emprego. Me ajoelho antes mesmo de subir na cama e oro agradecendo e para que as coisas melhorem cada dia. Após isso, me deito e fico pensando em como o dia de amanhã será.

(Nicole Einstein)

- O dia foi muito puxado pai, e eu não sei que azar tive, mas encontrei com a filha da domestica, que roubou o meu colar pra dar pra a filha no seu aniversário. -reviro os olhos. Pela sua cara já sabia ia falar de trabalho novamente.

Eu sabia deduzir o que meu pai ia falar só com suas expressões. Eu detestava ter que pensar em trabalho, pelo simples facto de saber que terei que dividir o meu precioso tempo para tudo que necessito fazer durante o dia.

- Filha, o que acha da gente fazer um trato? - Pela primeira vez, meu pai me olha pensativo e com uma proposta que pelos vistos não seria muito bom.

- Qual pai?- reviro os olhos. -Não me venha falar de trabalho, porque sabe que não gosto disso. - deixo bem claro ao dizer isso, mas o pai é teimoso como uma mula e como eu já o conheço o suficiente, ele não mudará de ideia tão fácil.

Para não me entediar tanto com o que ele possivelmente irá me falar, me sento no sofá, pousando os meus pés na mesinha no centro.

- Eu tenho um filho de um amigo que precisa de alguém que sabe como lidar com empresas, nesse caso se aceitar me ajudar, eu pago uma passagem aérea para Havaí e você pode ir com quem você quiser, desde que seja uma menina. - Esse senhor sabia perfeitamente como me aliciar, eu amo viajar e Havaí é óptimo demais. -Você não vai se arrepender de estar trabalhando, pois o filho dos Santacruz é muito inteligente e interessante, você pode gostar dele, e possivelmente, até podem vir a ser mais que isso. - pisca pra mim.

- E o que você vai ganhar com isso? - Sem entender muito aonde ele quer chegar, me questiono. Eu nunca que me envolvi com alguém que não fosse da minha classe social e quanto a esse filhinho do papai, que está dirigindo a empresa do pai, talvez não seja nada disso que meu pai acabara de falar. - Por que é que você quer tanto que eu vá trabalhar lá? É por falta de dinheiro? Porque eu sei que você tem de sobra.

- Você aceita?- ele ignora minha pergunta e me responde com outra.

- Claro papai, você nunca tinha deixado eu ir pro Havaí sabendo que era o que eu mais queria e você sabe que eu não sei negar nada pra você. - sorrio pra ele apesar de ainda estar intrigada com isso.

Meu pai me olha com orgulhoso por eu, pela primeira vez, aceitar pôr em prática o que eu estudei.

- Estamos combinado, só não esquece que a atitude é a chave.- ele põe suas mãos no bolso como o de costume, pisca para mim e vai em direção a cozinha.

Depois da conversa com meu papai, liguei pra Merlin, pra convidar ela a fazer uma viajem a Havaí, ela aceitou na hora, ela é minha cúmplice em quase tudo. Me joguei na cama e fiquei imaginando como será. - vai ser perfeito. - falo alto. Amanhã vou pra empresa dos Santacruz pra me apresentar so. vou fazer isso pelo meu pai e acho que a minha mãe não vai se interferir nisso. Muitas coisas passavam e voltavam para minha cabeça quanto a viagem, a ansiedade estava me matando desde já. Então pego no celular e entro no WhatsApp, para bater um papo com minhas amigas.

(Yumna)

Depois da Yassira ir para casa, eu pude sentir que ela sentia falta do seu pai constantemente, e ver os meus viajando quase sempre me deixando sozinha, a deixou pensativa e a mim também. Então, antes mesmo deles pegarem suas malas e saírem por aquela porta, eu os parei para pedir e mostrar a eles que sinto a falta deles demais.

- Mamy, no seria melhor vocês ficarem aqui e procurarem emprego noutro lugar? - com os braços cruzados no peito, olho para eles.

- Filha, nós não podemos, mas assim que voltarmos da viajem, eu e seu pai prometemos que vamos procurar algo normal com que trabalhar. - Pude notar que minha mãe estava segurando as lágrimas para não chorar. Eu sabia que de alguma forma, ela sabia que eu estava certa e que nunca que eles ficavam mais de 3 semanas comigo.

Meu pai, encolheu após ver, e me ouvir a falar sobre. Seus olhos azuis, e aquele cabelo escuro, faziam lembrar de mim, apesar de eu ser eu mesma. Quanto a minha mãe eu puxei o seu nariz, empinado e seu rosto angelical.

-Não precisa chorar mãe, eu vou esperar o tempo que for necessário, é só quero que saibam que eu me sinto sozinha cada vez que vocês sabem por aquela porta. - olho para a porta e sinto uma pontada no peito.- Porém assim que voltarem da viajem nós podemos sair pra fazer compras como antes? - Tento amenizar o clima de chorôrô que reinava aí. Eles sorriem.

- Está bem filha, nos já vamos, se cuida. Eu deixei tudo na geladeira e se precisar de dinheiro aí no meu quarto tem uma quantia, pode pegar o que quiser. Te amamos muito. Se cuida sempre. - Meu pai me abraça e eu retribuo com todo amor que sinto por ele, segundos depois, minha mãe se junta a nós e eu naquele momento, estava me sentindo segura de novo, como aquela menininha que sempre que caía, saia correndo pros braços dos pais para se sentir melhor.

- Está bem papy.

Abracei-os e ficamos uns 5min curtindo aquele momento, estava tão bom, mas precisavam de ir, se não se atrasavam.

- Tchau bebé. - Meus pais saem e ficam por alguns segundos parados na porta, trocando olhares.

No momento em que foram embora, me vi, indefesa, sem forças para mais nada. Eu sabia que eles voltariam mas eu não estava me sentindo bem, com tudo isso. Caminho até meu quarto, cansada, sem forças para nada, arrumo algumas coisas na mochila, e saio, fechando a porta para dormir no quarto dos meus pais.

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