Capa do romance Vendida para o Don 2

Vendida para o Don 2

9.1 / 10.0
Em Vendida para o Don 2, Vinícius Strondda assume o legado da máfia e tenta dominar a indomável Lucia Bianchi. Entre segredos perigosos e desejos proibidos, este romance foca em um jogo de poder e sobrevivência. Leia livros online grátis e descubra o destino desta mafia romance book.
Resumo de Vendida para o Don 2
Vinícius Strondda, herdeiro da frieza de seu pai, o Don Antony, enfrenta o desafio de controlar a indomável Lucia Bianchi. Corajosa e desafiadora, ela não teme o poder dele, escondendo segredos dolorosos que ameaçam a ambos. Enquanto ele jura posse absoluta, ela resiste a se entregar a um homem de sua estirpe. Em meio a um intenso conflito de amor e ódio, surge um vínculo proibido que coloca Vinícius entre a salvação e a destruição de sua maior fraqueza.
Ler Mais

Vendida para o Don 2 Capítulo 1

Capítulo 1

Vinícius Strondda

A notificação vibrou no celular em cima da mesa de vidro.

Peguei o aparelho sem pressa, com a taça de vinho na outra mão, os olhos ainda voltados para o jardim do palazzo.

Abri o vídeo.

Demorei alguns segundos para entender. Minha noiva - a mesma que o conselho tinha me prometido desde moleque - estava deitada na cama, gemendo. Mas não era meu nome que ela chamava.

Era o de um maledetto capo.

Trinquei o maxilar. O cristal da taça quase estourou nos meus dedos.

O vídeo acabou, mas a imagem dela continuava queimando dentro da minha cabeça. Essa puttana jurava que seria a esposa perfeita para o herdeiro Strondda, enquanto se abria para qualquer um que tivesse coragem de desafiar meu sobrenome.

No mesmo instante, a porta do reduto abriu sem ninguém bater.

Maicon, meu tio e consigliere do meu pai, entrou como se a sala fosse dele.

- O conselho decidiu que chegou a hora, Vinícius. - Falou direto, cruzando os braços. - Assim que seu pai voltar da viagem, quer a resposta: você vai assumir o posto de Don ou vai continuar agindo como se não fosse o herdeiro da família Strondda?

Soltei um riso curto, sem humor.

- "Assumir" não é o problema, tio. O problema é a condição ridícula que eles colocaram pra isso.

- Casamento? - Ele assentiu, como quem repete uma sentença. - A tradição é clara. Precisa estar casado antes de ser nomeado Don, oficialmente.

Mostrei a tela do celular para ele. O vídeo ainda estava parado na imagem mais nojenta possível. A feição dele mudou imediatamente.

- Essa é a tradição que querem pra mim? Eu nunca vou casar com essa vadia. Meu pai derrubou um aliado por tentar mandar nele, e agora querem me forçar a usar uma aliança de uma puttana?

- Não estamos falando de qualquer casamento. - Maicon se aproximou, apoiando as mãos na mesa. - É estratégico, algo político. Eu me casei por uma ordem do seu pai. Olha só pra mim hoje... Estou ótimo assim.

Olhei para ele e bebi mais um gole.

- Estratégico pra eles, bom pra você, talvez. Pra mim, é só uma armadilha.

Maicon desviou o olhar, engolindo seco.

- Ela está no jardim, esperando para colocar a aliança oficial no dedo porque sabe que seu pai está pra chegar.

Deixei a taça sobre a mesa e fechei o casaco preto.

- Então vamos acabar logo com isso.

---

O sol da manhã iluminava as rosas vermelhas alinhadas quando atravessei o corredor e cheguei ao jardim.

Uma mesa comprida, meia dúzia de homens de terno, e- minha "noiva" - levantou-se com o sorriso ensaiado e o brilho de quem achava que me enganava.

Um dos acionistas mais velhos e tio da maledetta, se ergueu antes mesmo que eu chegasse.

- Finalmente, o princeso herdeiro resolveu aparecer. Achei que fosse deixar os negócios da famiglia para homens de verdade.

O jardim inteiro pareceu prender a respiração.

Parei a menos de um metro dele.

- O que você disse?

- Disse que, se não tem coragem de seguir as regras, não merece a cadeira que seu pai vai deixar. Fica enrolando pra casar. Imagino o resto.

Sorri de canto. A mão já estava na 357.

Meu disparo ecoou seco. O corpo dele tombou para trás, derrubando a cadeira.

Ninguém gritou. Todos sabiam: aqui era território do Don. Se meu pai não estava, eu mandava.

Guardei a pistola, limpei a mão na lapela do terno.

- Que sirva de exemplo pra qualquer maledetto. Principalmente os traidores. Não é, figlia de puttana?

Passei por cima do cadáver e caminhei até minha noiva.

- Pensou que eu nunca descobriria?

Ela ainda sorria nervosa, tentando disfarçar o pânico.

- Vinícius... eu posso explicar...

Encostei a arma no peito dela e curvei o rosto bem perto, o suficiente para que apenas os mais próximos ouvissem.

- Explicar o quê? Como o perfume do capo rival ficou grudado na sua pele? Ou como você gemeu o nome dele enquanto deveria guardar o meu?

O sorriso dela morreu na hora, a cor esvaiu do rosto.

Os acionistas se entreolharam em silêncio, entendendo o que eu já sabia.

- Não... não é o que você pensa... - gaguejou, os olhos marejados. - Eu posso explicar?!

- Pode, no inferno. De preferência para o diavolo.

Atirei.

O vestido branco ficou manchado de vermelho. O corpo caiu sobre as rosas.

O silêncio foi total. Até o vento parou. É claro que eu não deixaria pra depois. Aprendi desde criança... Lugar de traidor é queimando no inferno com o diavolo.

---

Foi então que percebi o movimento no canto do jardim.

Uma mulher corria pelo gramado lateral, contornando a fonte. Calça justa preta, blusa simples, coque bagunçado com mechas escuras e bem vermelhas escapando.

Não era do conselho. Não era convidada.

- Quem é aquela? - perguntei baixo a Maicon, sem tirar os olhos dela.

- Não faço ideia. Com tanto monitoramento, já deveria estar morta.

Ele puxou a arma, mas segurei seu braço.

- Não. Ainda - ele ficou me olhando.

A intrusa parou um instante para respirar, apoiando as mãos nos joelhos, sem perceber que era observada.

- Tragam ela pra mim. - Ordenei.

VDois soldados se afastaram da mesa e cruzaram o gramado. A mulher percebeu tarde demais e tentou fugir, mas foi agarrada pelo braço. Se debateu, chutou, xingou, mas foi arrastada até mim.

- ME SOLTEM! EU NÃO FIZ NADA! - gritou.

Quando parou diante de mim, seus olhos verdes me acertaram em cheio. Estava com raiva, não medo.

- Soltem. - Falei baixo, tirando a 357 do bolso e lustrando no tecido da roupa.

- O que acha que está fazendo? - ela cuspiu as palavras, ofegante.

Dei um passo à frente, estudando o rosto delicado.

- Garantindo que ninguém entra no meu território e sai vivo. - Ela olhou para todos os lados.

- Eu só estava correndo. - A voz dela tremia de fúria, não de pavor.

Inclinei a cabeça, meio sorriso surgindo.

- Odeio mentirosos. - Empurrei-a contra uma árvore, prendendo seu braço. - Tem um minuto pra me convencer a te deixar viver.

- Está louco? Eu só fugi de um cara!

- Perdeu alguns segundos. Seja mais eficiente.

Ela respirou fundo, os olhos faiscando.

- Pulei seu muro porque é o mais alto. Achei que ninguém notaria. Só isso. É só fingir que não viu e me deixar ir embora.

Passei a mão pelo corpo dela, firme, verificando se não carregava arma.

- Que ragazza... - sussurrei.

Alisei desde os braços até a bunda, cintura, bunda, coxas. Mamamia. Uma mulher dessas não passa despercebida em lugar nenhum.

- Me solta! Me solta! - ela gritava, mas nem ouvi o que dizia.

Eu só estava verificando se estava armada, mas essa puttana me deixou excitado.

- Mamamia.

Ela tinha a bunda farta, cheguei até as coxas grossas.

- Qual seu nome? Idade? Estado civil? - disparei as perguntas.

- É... Eu...

- VAMOS PORRA! DIGA!

- Lucia Bianchi. Vinte e quatro. Italiana.

- É solteira? - ela pareceu pensar.

- Sim.

Sorri de canto.

- Agora não é mais.

Arrastei-a pelo braço e a entreguei para meu tio.

- Prendam ela. Se querem casamento, vai ser assim. A noiva vai ficar presa. E eu escolho as regras.

Ela começou a espernear.

- Não! Eu não posso! Não vou casar!

Virei as costas sem olhar.

O conselho estava em choque, o jardim coberto de sangue, e eu já tinha decidido.

Meu tio se aproximou e perguntou:

- Não perguntou se é virgem?

- Não. Tanto faz. Não sei se vou esperar até a cerimônia.

- Merda! Seu pai vai nos matar.

- Foda-se. Se o preço para ser Don era uma esposa, que fosse a intrusa de olhos verdes que teve a ousadia de invadir meu território.

Um Strondda não pede permissão. Ele toma.

- Me dêem licença... Vou verificar minha noiva de perto...

Continue Lendo

Vendida para o Don 2 de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance Amor antes do pôr do sol
9.2
Após três anos, ela retorna e acaba nos braços de Chi Yan. Ele não a reconhece, mas fica obcecado pela mulher que conheceu naquela noite. Ao questioná-lo sobre o antigo noivado, ele a rejeita friamente, alegando que os votos foram apenas para confortá-la durante um tratamento. Decidida a esquecê-lo, ela tenta partir, mas Chi Yan se desespera. Ajoelhado, ele implora que ela fique, mas ela o ignora, lembrando que agora é apenas sua irmã.
Capa do romance Amor Sem Medidas
9.2
Laura Andrade prioriza o bem-estar de sua família, vivendo com humildade e protegendo quem ama. Em contraste, o bilionário Álvaro Meirelles, apesar da fortuna, busca a simplicidade de um amor genuíno. Quando o destino une esses dois mundos opostos, surge uma paixão intensa que desafia as convenções sociais. Contudo, para ficarem juntos, eles precisarão superar segredos profundos e obstáculos que testarão a força desse sentimento inesperado.
Capa do romance Gravida do ceo
8.0
Emília Miller é uma funcionária dedicada que busca seu lugar no império de Marlon Campbell, um magnata tão atraente quanto implacável. Ao participar do evento 'A Noite das Máscaras', ela espera apenas reconhecimento profissional, mas um encontro inesperado com seu chefe resulta em uma gravidez não planejada. Diante da nova realidade, Emília é cruelmente rejeitada por Marlon. Agora, ela precisa reunir forças para enfrentar sozinha os desafios de um futuro incerto e solitário.
Capa do romance Meu Instrutor
9.6
Adotada pelos Evans, uma jovem vive sob regras rígidas e treinos constantes de autodefesa, sentindo-se uma fugitiva sem saber o motivo. O mistério sobre seu passado gera medo, enquanto ela lida com seu instrutor, o único filho da família. Ele é um homem autoritário e rude, tornando a convivência impossível. Entre conflitos e a falta de explicações, ela tenta entender por que sua segurança exige tanto sacrifício e qual perigo a aguarda no futuro.
Capa do romance Plano de Sofia
8.8
Durante um jantar, Sofia vê seu mundo desmoronar quando Pedro, seu noivo, confessa que engravidou a própria chefe. Ele alega que a traição é um plano estratégico para garantir sua ascensão profissional e o futuro do casal. Diante do cinismo e do desprezo dele, a dor de Sofia se transmuta em uma fúria gélida. Determinada, ela rompe o noivado e o expulsa de sua vida, pronta para mostrar que ele subestimou gravemente a mulher que estava ao seu lado.
Capa do romance Quando o Amor Se Tornou Uma Arma
9.7
No teatro, aguardei a estreia de um podcast sobre meu sequestro. Mas fui traída: meu noivo e psiquiatra, Érico Nogueira, vazou minhas terapias para sua ex-namorada me acusar publicamente de farsa. Enquanto a plateia me hostilizava, Érico dizia ser para o meu bem. O pânico cessou quando o Delegado Eudes Oliveira, meu verdadeiro salvador no passado, surgiu para me proteger. Com o apoio dele, deixo de ser vítima para destruir quem usou minha dor como entretenimento.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar