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Capa do romance União Forçada, Amor Espontâneo

União Forçada, Amor Espontâneo

Vítimas de um pai sem escrúpulos, duas irmãs são entregues como mercadoria a homens perigosos: uma para quitar dívidas e a outra vendida por lucro. Em meio a esse cenário de máfia, um matador profissional se vê fascinado pelo olhar de sua noiva, transformando o acordo em algo real. Enquanto isso, o herdeiro de um império russo, agindo contra a própria vontade, busca vingança e planeja fazer sua esposa pagar por todo o sofrimento que ele carrega.
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Capítulo 3

Diego fechava os punhos ao ouvir o homem lhe falar que queria entregar-lhe sua filha como pagamento pela dívida.

- Diga que está brincando para eu não lhe dar um tiro no meio da testa!

- Calma, escute. Ela é muito bonita, e comportada também... - Diego não conseguia mais ouvir o homem, ele estava vendendo a própria filha, então podia-se dizer que era ainda pior que a sua mãe. - Ela sabe cozinhar, limpar, passar... - Fuzilava o homem com o olhar e podia sentir o cheiro do medo dele.

- E ela está de acordo com ser o pagamento para a sua dívida? - O homem fica mudo por um momento, então o filho, outro ridículo, responde por ele.

- Fique tranquilo, ela não tem boca para nada. - Sua vontade era socar a cara dele. Todos tinham vontade, e não se casaria com uma mulher obrigada. Se bem que... precisava de uma esposa, e ela poderia lhe servir. Mas vai que ela quisesse um marido de verdade? Ele não estava a fim de uma mulher no seu pé. Outra na verdade, afinal já bastava sua mãe o enloquecendo.

- Conversarei com ela antes. Para ver se está de acordo. - Pensou um momento. Tentaria a convencer a fazer um acordo. Assim ajudava-o e ajudava o seu pai, afinal ele poderia matá-lo por não pagar a dívida. É... poderiam se divorciar dali uns dois anos, as coisas já estariam resolvidas com sua mãe e com o pai dela também. Boa!

Lorena caminhava ao lado da irmã. O vestido azul com pequenos brilhos que lhe parecia tão lindo, agora lhe passava uma mensagem de luto.

- Tem certeza? - Isabelle perguntou a ela.

- Sim! Vamos. - Disse pegando a mão da irmã, que a apertou. Se não tinha opções faria isso de cabeça erguida!

Entrou na grande sala, onde sabia que os homens as esperavam e sentiu um frio na barriga. Ergueu os olhos e eles encontraram os castanhos amendoados do homem. Ele era alto e forte. Mesmo de terno percebia-se os ombros largos e as coxas grossas. Engoliu seco. Ele parecia ter o dobro do seu tamanho.

Diego observou as duas garotas entrarem de cabeça baixa. Uma loira de cabelos lisos, mais alta e uma morena baixa, de cabelos castanhos. Ambas magras, mas a morena tinha um pouco mais de corpo do que a loira. As duas ergueram os olhos, a loira tinha olhos verdes e grandes, e pareciam apavorados. Ao desviar para a outra viu os mesmos olhos verdes, mas não tinham medo, tinha força neles. Engoliu seco.

- Bem, essas são as...

- Qual delas? - Perguntou com sua voz alta. viu a loira estremecer e baixar os olhos, mas a morena continuou o encarando, como se estudasse cada um de seus movimentos.

- É, ahn... - Eduardo parecia em dúvida.

- Sou eu. - Lorena respondeu, dando um passo à frente soltando a mão da irmã.

- Gostaria de conversar com ela a sós. - Diz virando-se para Eduardo, que tenta negar, afinal ele sabia que a garota podia dizer que não queria e ferraria com ele. Mas por fim cedeu.

- Comporte-se Lorena. - Ela nem mesmo o olhou. Diego gostou.

Entraram no escritório e pararam frente a frente, se observando por uns minutos.

- O seu pai me deve! Muito muito dinheiro.

- Eu sei. - Ela o encara séria. Não podia fraquejar, por sua irmã.

- E aceitou se casar com um estranho, por ele? - Ele estreita os olhos e se aproxima, quem sabe ela fosse tão dissimulada como o pai. Vê-a engolindo seco, em seguida ela fecha os olhos e solta o ar com força. Sua boca se curva em um sorriso. Ela está com medo.

- Eu sou uma bastarda, ele queria te dar a minha irmã, mas aceitei trocar de lugar com ela, ela não merece essa vida, e...

- Espera aí! - Diego olha para trás, para a porta fechada. - Quer dizer que o velho está me dando a bastarda como pagamento e não a filha oficial? - Era um charlatão mesmo.

- É, mas olha só... - Lorena ficou nervosa, e se ele voltasse lá e quisesse Isabelle? Isa era muito mais bonita que ela, por certo ia querer trocar. - Eu prometo ser legal... - Coçou a cabeça ficando mais nervosa, não devia ter dito o que disse, droga! - Tem algo que eu possa ser que vá lhe agradar? - Diego ergue as sobrancelhas. - Não espera! - Ela faz uma careta.

- No momento parar de falar seria uma boa. - Lorena franze o cenho, então assente. - Não quero uma esposa, mas preciso de uma. Seu pai fez a proposta, e no momento vem a calhar. Quero saber se aceita se casar comigo, mas sem ser de fato minha mulher. - Ele vê um alívio nos olhos dela, que o incomoda. - Seria um contrato muito bem elaborado. Podemos ficar casados um tempo, e no final você estará livre.

- Eu aceito! - Ela diz de imediato.

- Mas nem sabe como será o contrato...

- A outra opção é matar aquele velho ridículo, mas acho que meus irmãos não iam gostar, não é mesmo? Ou pegar a minha irmã, e bem, ela merece mais que um casamento forçado!

- E você não? - Questiona a mulher à sua frente.

- Eu? - Ela pensa um momento enquanto avalia-o. - Corro o risco de você me matar? - Diego sorri, e Lorena engole seco. Que sorriso bonito do caramba!

- Se não ser tagarela como está sendo, não corre. - Vê-a levar a mão à boca e fechar, como se chaveasse e jogasse a chave fora. - Ótimo! Iremos a tal festa, depois te levarei comigo então acertaremos os detalhes do contrato.

- Para onde me levará? - Lorena pergunta baixinho, as coisas tinham dado certo até ali. Iria se casar, mas não seria mulher dele de verdade, isso era bom. Ainda poderia encontrar um amor de verdade depois. Isso! Não seria tão ruim!

- Porto Alegre.

- Onde fica isso?

- Brasil! - Diego responde avaliando a bela jovem. Ela tinha curvas sensuais, e um olhar penetrante. Os cabelos ondulados e castanhos eram brilhantes e sedosos. A boca carnuda e devia ter pouco mais de 1 metro e meio de altura. Sentiu vontade de rir.

- Brasil? - Ela faz uma careta.

- América! América do Sul - Olha-a intrigado, ela não sabia nada sobre geografia?

- Ah... ta bom. Então temos um acordo. Casamento, mas não de verdade, isso?

- Mas precisa parecer de verdade. - Diz apressado. Sua mãe precisava acreditar, assim como o pessoal responsável pela legitimação, para poder ter acesso a herança de seu avô.

- Certo! - Lorena estava resignada, não era sua ideia, mas no momento era o melhor que tinha.

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